quarta-feira, 3 de abril de 2019

COLUNA ESPLANADA DO DIA 03/04/2019


Segunda instância

Coluna Esplanada











Os recentes embates entre o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tiveram como pano de fundo a resistência de deputados ao projeto anticrime que prevê o cumprimento de pena de prisão imediatamente após condenação em segunda instância. Isso porque vários parlamentares, na Câmara e no Senado, são alvos de processos na Justiça. A alegação de deputados, governistas e da oposição, é de que o atual entendimento do STF – pela prisão de réus condenados em tribunais de segunda instância - só poderia ser implementado por emenda constitucional e não por projeto de lei, como o enviado por Moro ao Congresso.

PEC

A resistência da Câmara é antiga. Uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC 410/18), que deixaria claro no texto constitucional a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância, travou na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e foi arquivada.

Palavra final

Enquanto a discussão patina no Congresso, na próxima quarta, 10, o STF dará a palavra final sobre a execução provisória da pena após decisão em segunda instância. Ontem, em São Paulo, o ministro Sérgio Moro reafirmou sua posição: “Nós encaminhamos o projeto anticrime, estamos prevendo uma regulamentação mais clara desse precedente para consolidar a mudança”.
Presunção
O governo Bolsonaro, por meio da Advocacia-Geral da União (AGU), já enviou ao Supremo Tribunal Federal duas manifestações defendendo que condenados comecem a cumprir pena logo após esgotados os recursos em segunda instância. AGU sustenta que não há prejuízo ao princípio da presunção de inocência se condenados começarem a cumprir pena antes de eventuais recursos a instâncias superiores.


Assédio

Ministros, líderes e vice-líderes do Governo Bolsonaro vão intensificar a atuação nos bastidores para que partidos da base aliada fechem questão a favor da reforma da Previdência durante a tramitação da proposta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, posteriormente, na Comissão Especial. Até agora, somente o PSL, partido de Bolsonaro, fechou questão a favor do texto, o que obriga os 54 deputados da legenda a aprovarem a medida.

Ofensiva

O DEM, partido que tem três ministros na Esplanada, é um dos principais alvos da ofensiva do Planalto pelo fechamento de questão. Caciques democratas, contudo, resistem aos assédios de interlocutores do Governo.

BNDES

A CPI do BNDES, instalada na Câmara na última semana, define hoje o roteiro de trabalho. Os deputados querem esclarecer se houve benefício para o Brasil em transações com outros países. O presidente da CPI, Vanderlei Macris (PSDB-SP), já solicitou a documentação da comissão de inquérito que investigou o BNDES em 2016.


Baixas

Em meio à crise entre o Planalto e o Congresso Nacional, três servidores da Casa Civil da Presidência foram exonerados nos últimos dois dias: Israel Gonzaga Ferreira, do cargo de subchefe de Acompanhamento junto ao Congresso Nacional; Luís Carlos Martins Alves Júnior, do cargo de subchefe adjunto de acompanhamento junto ao Senado Federal; e Debora da Conceição Ramos, do cargo de Coordenador-Geral Subchefia Adjunta de Acompanhamento junto à Câmara dos Deputados.

Gabinete

As demissões foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU). Apesar de considerar a crise com a Câmara “página virada”, o Governo discute a criação de 'gabinete de crise' permanente para lidar com o Congresso.

Fake news

Diretor da Associação Brasileira Emissora de Rádio e TV (Abert), Cristiano Flores aponta um caminho para combater as chamadas fake news: “Responsabilizar as empresas de tecnologia como se fossem de mídia, porque há monetização de seus espaços com os anúncios, há um público anunciante, e elas não seguem as mesmas regras das demais emissoras”.

Brasil-China

Serão lançadas amanhã duas frentes parlamentares do Congresso Nacional: Brasil-China e Brasil-Brics - bloco formado pelo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.  O deputado Fausto Pinato (PP-SP) irá coordenar as duas frentes e aponta que “a intensificação da cooperação é fundamental para as economias dos países”.

Praxe na Academia

Geraldo Carneiro foi escolhido por Cacá Diegues para dar as boas-vindas ao cineasta, dia 12 de abril, em sua posse na Academia Brasileira de Letras. Eleito recentemente, Inácio de Loyola Brandão será empossado no final de junho e convidou para fazer o discurso em sua homenagem o poeta Antonio Torres.

ESPLANADEIRA

Ana Botafogo e Bayard Boiteux são os curadores da exposição O Rio na visão de um americano, do cônsul Scott Hamilton, dia 29 de abril, na Casa de Laranjeiras da Sergio Castro Imóveis.

terça-feira, 2 de abril de 2019

BOLSONARO EM ISRAEL


Bolsonaro vai reservar agenda para conversar com parlamentares

Agência Brasil









O presidente Jair Bolsonaro e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, visitam exposição de produtos de empresas de inovação, em Jerusalém


Encerrando a viagem a Israel, o presidente Jair Bolsonaro disse que vai reservar “meio-dia da agenda no Brasil” para receber parlamentares e conversar. Segundo ele, está aberto ao diálogo. Afirmou também que, no segundo semestre, pretende visitar países árabes. Os locais estão sendo definidos.
O presidente reiterou que a proposta da reforma da Previdência é um projeto para o país e, não de governo. “Vou deixar pelo menos meio-dia da minha agenda no Brasil para atender deputados e senadores”, disse Bolsonaro em entrevista à TV Record. “O que eu apresentei para o Parlamento com a reforma da Previdência não é um projeto meu, é do Brasil” argumentou.
O presidente disse compreender as manifestações dos parlamentares sobre eventuais alterações na proposta da reforma, relacionadas ao Benefício de Prestação Continuada (BPC) e à aposentadoria rural. De acordo com ele, a preocupação com os trabalhadores no campo é com as fraudes.
“[Vamos buscar] uma forma de cadastrar os benefícios. Dizem que uma parte considerável é fraude. Nós queremos atender aquele que quer se aposentar como produtor rural. Queremos combater a fraude.”
Desemprego
O presidente disse que a metodologia utilizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) não reflete a realidade. "Com todo respeito ao IBGE, essa metodologia, em que pese ser aplicada em outros países, não é a mais correta.", afirmou. "Tenho dito aqui, fui muito criticado, volto a repetir, não interessam as críticas. Tem de falar a verdade."
Em seguida, Bolsonaro detalhou. "Como é feita hoje em dia a taxa? Leva-se em conta quem está procurando emprego. Quem não procura emprego, não está desempregado", disse. "Então, quando há uma pequena melhora, essas pessoas que não estavam procurando emprego, procuram, e, quando procuram e não acham, aumenta a taxa de desemprego. É uma coisa que não mede a realidade. Parecem índices que são feitos para enganar a população."
Para o presidente, o ideal é adotar uma metodologia "tocante à taxa de desemprego". "É você ver dados bancários, dados junto à Secretaria de Trabalho, quantos empregos geramos a mais ou a menos no mês", disse.
Embaixada
Em meio às reações da Liga de Países Árabes, que reúne 22 nações, à transferência da Embaixada do Brasil de Tel Aviv para Jerusalém, o presidente afirmou que busca conversar com todos e que, no segundo semestre, visitará o Oriente Médio.
“Temos conversado com o mundo árabe. Buscamos conversar. Tenho uma viagem para o Oriente Médio no segundo semestre, estamos definindo quais países, vários nos interessam”, disse.
Preparando-se para retornar ao Brasil, Bolsonaro afirmou que, entre os projetos futuros com Israel, quer firmar parceria para que universitários israelenses venham para o Brasil e desenvolvam ações em ciência e tecnologia, agricultura e piscicultura.
“Estamos buscando vender uma nova imagem do Brasil diferente da que era vendida antes”, ressaltou. “Pretendemos trazer para cá jovens universitários nas áreas de agricultura, piscicultura, ciência e inovação.”
Agenda
Em Israel, o presidente tomou café nesta terça (2) com dirigentes de empresas israelenses e dos países. Ele tem encontro com empresários e visita uma exposição de produtos de empresas de inovação. Às 12h30, almoça com empresários.
Bolsonaro visita ainda a exposição "Flashes of Memory - Fotografia durante o Holocausto", no Yad Vashem, Centro Mundial de Memória do Holocausto.

SAÍDA DO REINO UNIDO DA UNIÃO EUROPEIA SEM ACORDO ESTÁ PREVISTA PARA O DIA 12/04/2019


Brexit: negociador da UE diz que saída sem acordo é 'mais provável'

Agência Brasil











O negociador-chefe da União Europeia (UE) para o Brexit, Michel Barnier, acredita que o cenário de saída do Reino Unido sem acordo é agora mais provável, depois dos últimos fatos na política interna britânica. Em Bruxelas, Barnier disse nesta terça-feira (2) que será necessário um “voto positivo” na Câmara dos Comuns” para evitar um "hard Brexit" em 12 de abril.
Barnier afirmou que a saída sem acordo está agora mais próxima.Os avisos de Bruxelas chegam um dia depois da nova votação inconclusiva por parte do Parlamento britânico, que nessa segunda-feira (1º) rejeitou quatro alternativas ao acordo proposto pela primeira-ministra Theresa May.
“Nunca quisemos o cenário sem acordo. Mas a União Europeia já está pronta. Fica mais claro a cada dia”, disse o negociador durante evento do think-thank European Policy Centre, na capital belga.
Ele citou cenários possíveis para a saída do Reino Unido da UE: chegar a acordo esta semana sobre o entendimento proposto por Theresa May, a uma variação dessa proposta, a uma saída sem acordo, ou à extensão do Artigo 50, este que, na sua opinião, necessitaria de forte justificativa.
De acordo com Michel Barnier, uma nova extensão do prazo “traria riscos significativos para a União Europeia, e por isso seria necessária uma forte justificação”.
O jornal The Guardian destaca que, de acordo com os sinais que a União Europeia tem enviado, um adiamento para depois de 12 de abril, ou 22 de maio, só seria possível em caso de marcação de eleições antecipadas ou com a realização de um segundo referendo.
Nessa segunda, os deputados britânicos rejeitaram as quatro opções alternativas ao acordo de saída do Reino Unido da União Europeia, defendido pela primeira-ministra Theresa May.
Na quarta-feira da semana passada, foram a votação oito alternativas a esse documento, sendo que todas foram vetadas pelos deputados britânicos.
O Parlamento do Reino Unido rejeitou em votações nesta segunda-feira (1°) todas as alternativas para a saída do país da União Europeia, o Brexit. Os legisladores não mostraram apoio à manutenção de um acordo alfandegário com a UE, a um mercado único, a uma segunda votação popular sobre o tema e nem ao próprio cancelamento do Brexit.

Com isso, segue o impasse em relação ao tema. A previsão atual é que a saída do Reino Unido da UE ocorra em 12 de abril.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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