quinta-feira, 28 de março de 2019

TRÊS BARRAGENS EM MINAS GERAIS CORREM O RISCO DE ROMPIMENTO IMEDIATO


Vale admite alto risco de rompimento de mais três barragens em Minas; sirene é acionada

Mateus Rabelo e Rosiane Cunha











Isso significa, na prática, que a barragem da Mina de Mar Azul passa a correr risco iminente de rompimento


A mineradora Vale admitiu na noite desta quarta-feira (27) o risco iminente de rompimento de mais três barragens em Minas Gerais. De acordo com nota da empresa, após nova vistoria, foi elevado de 2 para 3 o nível das barragens B3/B4, da mina Mar Azul, no distrito de São Sebastião das Águas Claras, também conhecido como Macacos; além das barragens Forquilha I e III, na mina Fábrica, em Ouro Preto, na região Central de Minas.
Isso significa, na prática, que as barragens estão em alerta máximo para risco de rompimento, que pode acontecer a qualquer momento. Como medida protocolar, a sirene foi acionada no distrito de Macacos por volta de 22h30 desta quarta. Sobre Ouro Preto, a Defesa Civil não confirmou se houve o acionamento de sirenes.
Segundo a assessoria de imprensa da Defesa Civil de Minas Gerais, uma reunião está sendo realizada para tratar do assunto e detalhes serão informados em coletiva de imprensa que acontece na capital ainda nesta noite.
“Por enquanto o que temos é uma boato circulando pelas redes sociais e as pessoas estão com medo, mas estou aqui na reunião no centro comunitário esperando uma posição de um órgão oficial”, explicou Raul Franco, presidente da associação de moradores de Macacos.
A Vale, porém, confirmou em nota esse aumento do risco de rompimento das barragens. Segundo a empresa, como medida de segurança, as sirenes nas zonas de autossalvamento dessas estruturas serão acionadas "seguindo o protocolo para início do nível 3 do Plano de Ação de Emergência de Barragens de Mineração (PAEBM)".
A empresa lembra, porém, que os moradores destas zonas nas três barragens já haviam sido evacuados das áreas e que "nesse momento não há necessidade de novas evacuações. A população deve manter a rotina normal, permanecendo atenta aos chamados de emergência", diz a nota.
Ainda de acordo com a Vale, a medida de elevação de risco para as barragens foi tomada após auditores independentes informarem à empresa que não emitiriam as Declarações de Condição de Estabilidade desta barragem.

BOMBEIROS QUE ATUARAM EM BRUMADINHO-MG VÃO PARA MOÇAMBIQUE


Bombeiros que atuaram em Brumadinho vão para Moçambique ajudar vítimas de ciclone

Renata Evangelista*









BOMBEIROS


Heróis que ajudaram Minas agora vão auxiliar os africanos



Militares do Corpo de Bombeiros que atuaram em Brumadinho, na Grande BH, seguem nos próximos dias para Moçambique, país africano que foi devastado pelo ciclone Idai. A força dos ventos atingiu 200 quilômetros por hora, provocando a devastação de vilarejos inteiros, causando mortes e isolando pessoas.
A informação da ajuda humanitária foi confirmada pelo comando da corporação em Minas, mas os detalhes, como quantos militares serão designados e a data de partida, não foram informados. De acordo com os bombeiros do Estado, os dados da viagem devem ser divulgados no decorrer desta quarta-feira (27).
Em Brumadinho, os bombeiros localizaram, até o momento, 216 pessoas que foram soterradas por uma avalanche de lama que vazou após o rompimento da barragem Mina Córrego do Feijão, da mineradora Vale. Oitenta e oito pessoas continuam desaparecidas e a operação de busca prossegue por 62 dias, sem data para terminar.
Na África, conforme os últimos dados, morreram 446 pessoas em Moçambique, 259 no Zimbábue e 56 no Malauí. A ajuda humanitária já havia sido oferecida pelo Governo Federal. Além do Brasil, Alemanha e vários países ofereceram ajuda para Moçambique. Além disso, Alemanha, Canadá, Reino Unido, Japão, Bélgica e Marrocos já fizeram contribuições em dinheiro para o país.
Depois da devastação provocada pelo ciclone, as autoridades tentam evitar mais mortes por surtos de cólera e outras doenças transmitidas pela água contaminada que está em várias áreas do país.





MINISTRO PAULO GUEDES DEFENDE A REFORMA DA PREVIDÊNCIA


Previdência: sem reforma, condenamos nossos filhos e netos, diz Guedes

Agência Brasil


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"Se não fizermos [a reforma], vamos condenar nossos filhos e netos, por nosso egoísmo, nossa incapacidade de fazer um sacrifício", disse Ministro



A proposta de emenda à Constituição (PEC) que reformula o pacto federativo poderia entrar no Congresso pelo Senado, tramitando ao mesmo tempo em que a Câmara dos Deputados discute a reforma da Previdência, disse nesta quarta-feira (27) o ministro da Economia, Paulo Guedes. Ele fez a sugestão em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado.
“Acho que, da mesma forma que mandamos uma reforma da Previdência para a Câmara dos Deputados, deveríamos analisar a conveniência de mandar um pacto federativo para o Senado. Trata-se de redesenhar, não é só salvar este ano, é redesenhar as finanças públicas do Brasil, corrigindo esse mal sistêmico do modelo econômico. Tem que ser descentralizado”, disse Guedes diante do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (PDT-AP).
Para o ministro, é preciso aprovar a reformda da Previdência. "Se não fizermos [a reforma], vamos condenar nossos filhos e netos, por nosso egoísmo, nossa incapacidade de fazer um sacrifício."
Ainda sobre a PEC do Pacto Federativo, que desvincula, desindexa e retira diversas obrigações do Orçamento, Guedes disse que a equipe econômica já amadureceu a proposta, que agora precisa avançar no meio político. “Essa é uma pauta técnica, mas ainda não teve o sabor da política. Nós queríamos começar essa interação já”, acrescentou.
Crise nos estados
A crise nos estados é o principal tema da audiência pública. Pressionado por senadores que querem que a União devolva R$ 39 bilhões da Lei Kandir, Guedes culpou governos anteriores e o modelo econômico que centralizou recursos no governo federal nas últimas décadas e disse que o Brasil só não chegou à situação da Venezuela porque a democracia impediu.
“O Brasil vira prisioneiro de uma armadilha de baixo crescimento, o que é lamentável. É culpa da democracia? Não, é culpa do modelo econômico. O modelo econômico está equivocado. Isso aconteceu em vários países, em épocas diferentes através da história, como na União Soviética e em Cuba. O exemplo mais recente é a tragédia venezuelana. Somos uma forma mitigada disso”, declarou Guedes.
Criada no fim dos anos 1990 para isentar de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) as exportações de bens primários e semielaborados, a Lei Kandir prevê uma compensação aos estados. Até 2003, o valor era fixado, mas os repasses são negociados ano a ano entre a União e os estados desde 2004.
O ministro da Economia propôs três formas de ajudar os estados em dificuldade. A primeira é a antecipação de receitas a estados em dificuldade financeira em troca de um plano de recuperação fiscal. A segunda é a mudança na distribuição do fundo social do pré-sal, para destinar 70% aos estados e aos municípios. A terceira é a PEC do Pacto Federativo.
Previdência
Guedes reiterou que a economia final de recursos com a reforma da Previdência não pode ficar abaixo de R$ 1 trilhão, sob pena de impedir a adoção do regime de capitalização (quando o trabalhador contribui para a própria aposentadoria) para os jovens que entrarão no mercado de trabalho. Ele disse que a oposição deveria apoiar a reforma da Previdência para conseguir governar caso ganhe eleições no futuro.
“Se fizermos a reforma, não tem problemas. Se não fizermos, vamos condenar nossos filhos e netos, por nosso egoísmo, nossa incapacidade de fazer um sacrifício. Essa bola está com o Congresso. Fique a oposição atacando a reforma da Previdência um ano só e depois tente ser eleita e não conseguir governar. Ela deveria ajudar a atacar frontalmente o problema”, afirmou o ministro. Ele acrescentou que diversos governadores e prefeitos da oposição lhe disseram que apoiam a reforma da Previdência.
Guedes voltou a afirmar que o Brasil atravessa uma “bomba demográfica”, em que a população envelhece cada vez mais, mas considera os gastos com a Previdência Social elevados para um país com população ainda jovem. Ele também voltou a criticar o volume de encargos trabalhistas, que, segundo o ministro, criam uma massa de trabalhadores informais que não contribuem para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Confusão
Pouco antes do início da audiência de Guedes, houve confusão entre jornalistas e seguranças do Senado no corredor de acesso à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). De acordo com seguranças da Casa, o próprio ministro mandou retirar jornalistas e servidores do corredor no momento de sua chegada à CAE. Depois da reclamação de jornalistas, o Ministério da Economia soltou nota oficial negando a ordem de Guedes e pedindo “desculpas por qualquer eventual transtorno”.
Depois da reclamação de senadores no início da audiência, o presidente da CAE, senador Omar Aziz (PDT-AM), admitiu ter dado ordem para restringir o acesso de servidores e de público externo à sala da CAE. Ele, no entanto, negou que a restrição se estendesse aos profissionais de imprensa.

COLUNA ESPLANADA DO DIA 28/03/2019


Celeridade máxima

Coluna Esplanada













O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, já tem à mesa um estudo que altera as regras e dá celeridade para licenças de obras públicas federais. A proposta reduz o tempo de emissão do relatório de impacto ambiental de 180 dias para 45 dias. O termo causa impasse político há anos na Esplanada e embates entre os progressistas e ambientalistas da gestão pública. Oficialmente, a assessoria do ministério informa que não discute o tema.
Memória
No Governo de Lula, a chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, reclamava que a ministra Marina Silva, do MMA, travava as grandes obras do Governo no licenciamento.
Bola cantada
A Coluna antecipou que Paulo Guedes ficou muito insatisfeito com o projeto da reforma dos militares e otras cositas mas no Governo. Ontem, ele desabafou na Câmara.
Operação Hardware
Mal tomou posse, o presidente do Serpro, Caio Paes de Andrade, já anda incomodado com as operações feitas na gestão passada. Pelos corredores da estatal, é nítido o descontentamento com vários serviços contratados que não estão funcionando.
Atrasadão
Até hoje, a chinesa Huawei, que ganhou duas licitações – redes de dados e videoconferência de órgãos federais – não conseguiu implantar 100% das máquinas para funcionar.  A assessoria do órgão jura que não registrou nenhum problema. Não é o que dizem funcionários em Brasília.
Cai-cai
Responsável pela rede de dados do Governo Federal, a Huawey já pisou na bola duas vezes: quando o site o esocial saiu do ar, atrapalhando a vida de milhares de brasileiros. Além dele, o site da Receita Federal é outro que vive dando problema.
Alerta total
A ministra Damares Medina, dos Direitos Humanos, pediu e os líderes na Câmara vão dar urgência ao PL 10331/18, do deputado Osmar Terra (ministro da Cidadania), que prevê notificação compulsória a órgãos de proteção e conselhos tutelares sobre casos de violência autoprovocada, incluindo suicídio.
PL Pague-menos
O deputado federal Hugo Motta (PRB-PB) apresentou projeto de lei para reduzir o preço dos combustíveis e do gás de cozinha. Se passar, revendedores de combustíveis poderão comprar diretamente dos produtores sem a intermediação de distribuidoras. O objetivo é combater a concentração de mercado para que o consumidor pague menos.
Esquerda atenta
Carlos Lupi, presidente nacional do PDT, recomendou a todos os filiados ao que vistam roupas de cor preta dia 31 de março.  “Estaremos de luto para repudiar o que os historiadores denominam de golpe militar de 1964  e não de movimento”.
Ciro na pista
Ciro Gomes aproveita viagens pela Europa para se mostrar como futura alternativa a Jair Bolsonaro (caso decida concorrer) na eleição de 2022. Em Lisboa, deu palestras na última segunda-feira para empresários e estudantes, sobre situação econômica do Brasil.
Outra dele
A decisão judicial que condenou o Governo do Rio a indenizar a Refit, pela canetada de Sérgio Cabral, é o primeiro passo para desvelar a cortina dos interesses políticos contra a refinaria privada. Em 2012, num caso mal explicado até hoje, Cabral decretou a desapropriação do terreno da então refinaria de Manguinhos, mas a União, dona do terreno, não foi notificada, e a empresa mantém domínio de posse regular da área.
Novos tempos
O senador Arolde de Oliveira (PSD-RJ) lançou na Biblioteca do Senado o livro “Deus quis – Eleições na era digital”, sobre a sua campanha que cresceu meteoricamente em dois meses e o levou à Casa Alta, atropelando o favorito Cesar Maia.
Radiografia do boletim
A Secretaria de Educação do Estado do Rio implementará novo sistema de avaliação pedagógica. O “Conhecer”, desenvolvido em colaboração com diretores e professores, para elaborar diagnóstico padronizado a ser utilizado como referência para melhora do processo ensino-aprendizagem.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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