segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

POLÍCIA PROCURA O FUGITIVO ITALIANO CESARE BATTISTI


PF divulga retratos de Cesare Battisti com simulação de disfarces

Estadão Conteúdo







A Polícia Federal elaborou retratos com possibilidades de disfarce que poderiam ser utilizados pelo italiano Cesare Battisti, condenado no seu país por quatro assassinatos nos anos 1970. Na ultima quinta (13), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux revogou liminar que concedia habeas corpus a Battisti, determinou sua prisão cautelar e abriu caminho para a extradição, decretada no dia seguinte pelo presidente Michel Temer (MDB).

Técnicos da Polícia Federal simulam mudanças que o italiano pode ter feito, como bigode e barba postiços e uso de chapéus e óculos.

O italiano, no entanto, ainda não foi localizado pela PF. Segundo as autoridades, Battisti está em "local incerto e não sabido" e é considerado foragido. No momento, há uma investigação em andamento para localizar Battisti.

O criminalista Igor Tamasauskas, que defende Battisti, informou na sexta-feira, 14, que não conseguiu contato com o italiano após a decisão do ministro do Supremo. A última vez que conversaram, segundo o defensor, foi "no começo do mês ou fim do mês passado", e que ambos só se falavam "quando havia necessidade".

Na decisão, Fux expediu o mandado de prisão para ser cumprido pela Interpol. Também citou pedido da Interpol para prender Battisti pelos crimes de evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

MÉDIUM JOÃO DE DEUS FAMOSO MUNDIALMENTE ESTÁ PRESO


Delegado diz que João de Deus utilizava a fé para cometer abusos sexuais

Estadão Conteúdo










Após mais de quatro horas de depoimento, João de Deus não admitiu crime, porém, em nenhum dos casos investigados inicialmente


O delegado-geral da Polícia Civil de Goiás, André Fernandes, disse neste domingo, (16), que o médium João Teixeira de Faria, o João de Deus, utilizava a fé para cometer abusos sexuais contra suas vítimas. Por isso, uma das possibilidades é que o líder religioso seja enquadrado, entre outras tipificações, no crime de "violência sexual mediante fraude". Após mais de quatro horas de depoimento, João de Deus não admitiu crime, porém, em nenhum dos casos investigados inicialmente.

Neste caso, o artigo do Código Penal que pode ser utilizado nos inquéritos é o 215, que trata do ato de ter "conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com alguém, mediante fraude ou outro meio que impeça ou dificulte a livre manifestação de vontade da vítima". Por enquanto, a investigação contra João de Deus se concentra em 15 casos, que serão apurados separadamente. Cada um deles vai ter seu próprio inquérito e investigação própria.

"Ele respondeu a todas as indagações feitas pela Polícia Civil. Foi um interrogatório de sete páginas, bem detalhado e agora as investigações continuam. Ele apresenta a versão dele sobre os fatos e ao final cabe a nós a tipificação, o relatório e o envio desse material para o Judiciário. Ao Judiciário caberá a última palavra", disse Fernandes. "Com certeza, ele não admite (os crimes). Apresenta a versão dele sobre o ocorrido. Ele utilizava a questão da fé, (há) vários argumentos para poder enquadrá-lo nesse tipo (violência sexual mediante fraude)", complementou.

O médium João de Deus deixou o Instituto Médico Legal de Goiânia no fim da noite deste domingo, 16, após prestar depoimentos na Delegacia Estadual de Investigação Criminal (DEIC) sobre as denúncias de abuso sexual. O líder espiritual foi encaminhado para o Complexo Penitenciário de Aparecida de Goiânia, a 20 quilômetros da capital, onde passará pelo menos a primeira noite de sua prisão preventiva.

A Polícia Civil disse também que, neste primeiro depoimento, João de Deus respondeu apenas sobre casos envolvendo abuso sexual e que ele deve ser intimado a um novo interrogatório quando a investigação for apurar outros possíveis crimes cometidos pelo médium. "Esse foi um primeiro interrogatório somente sobre a questão do abuso sexual. Nada impede que ele tenha que prestar um novo interrogatório", disse.

Por fim, o delegado André Fernandes disse ainda que o líder espiritual estava em "perfeito juízo" durante os questionamentos e que não teve nenhum problema de saúde. "Ele lembra das pessoas, explica o que aconteceu, como foi, ele estava em perfeito juízo", afirmou.

Apesar da investigação se concentrar em 15 casos de abuso, a Polícia Civil espera receber ainda mais denúncias agora que João de Deus foi preso preventivamente. "Entendemos que com a prisão dele haverá um encorajamento de vítimas e isso poderá levar a um aumento da procura da Polícia Civil", disse.

O GOVERNO BOLSONARO TERÁ MUITOS MILITARES


Governo Bolsonaro terá mais militares do que em 1964

Estadão Conteúdo
Hoje em Dia - Belo Horizonte







O governo de Jair Bolsonaro terá mais ministros com formação militar no primeiro escalão do que no governo do general Castelo Branco (1964-1967), que inaugurou o ciclo de militares no poder após o golpe de 1964. Comparado aos outros governos que sucederam o general, o do presidente eleito está no mesmo patamar da gestão do general Emílio Garrastazu Médici, que tinha sete ministros militares, mas numericamente abaixo dos ministérios de Ernesto Geisel (10 ministros militares), Artur da Costa e Silva e João Baptista Figueiredo, ambos com nove.

O que diferencia o primeiro escalão de Bolsonaro dos presidentes militares e de parte dos civis após a redemocratização é a redução dos ministérios propriamente militares desde 1999. Primeiro, a antiga Casa Militar e o Serviço Nacional de Informações (SNI) foram extintos. No lugar deles nasceu o Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Depois, os ministérios do Exército, da Marinha e da Aeronáutica se fundiram no Ministério da Defesa, que incorporou ainda o Estado-Maior das Forças Armadas (Emfa).

Se a configuração atual fosse aplicada aos governos do passado, somente o de Costa e Silva teria o mesmo número de militares que Bolsonaro. E, se este tivesse um ministério com a antiga configuração, seu governo teria 10 ministros militares, mais do que qualquer um na história.

Analistas ouvidos pelo Estado avaliam que esse fenômeno pode ser explicado por uma simples razão: eles fazem parte do universo do presidente eleito. Para eles, isso não necessariamente significa um risco de autoritarismo, mas pode indicar dificuldade nas negociações.

O partido do presidente eleito, PSL, existe desde 1994, mas despontou no cenário político apenas neste ano. Em 2014, elegeu um parlamentar. Quatro anos depois, a bancada saltou para 52. O próprio presidente, ressalta Carlos Melo, professor do Insper, não teve uma atuação técnica em mais de duas décadas de Câmara, ou interlocução com setores da economia, do meio ambiente, etc.

"FHC, no governo, levou vários intelectuais. Lula, sindicalistas. Surpresa seria se ele (Bolsonaro) convidasse um intelectual da Sorbonne. Não é a sua visão de mundo", disse Melo.

A explicação para os militares no primeiro escalão, segundo Frank McCann, historiador da Universidade de New Hampshire, especialista no Exército brasileiro, leva em conta a própria passagem apagada do presidente eleito nas Forças Armadas. "Bolsonaro está tentando dar ao seu governo a imagem de severo, com base na popularidade da imagem das Forças Armadas. Ele quer que o prestígio dos generais reflita numa melhora de sua imagem. Em outras palavras, o papel deles no governo é prover uma estatura que o próprio presidente não tem".

Bolsonaro é o terceiro presidente eleito por voto direto que veio das Forças Armadas. O primeiro foi Hermes da Fonseca, em 1910, tendo 2 militares entre seus 7 ministros, e Eurico Gaspar Dutra, que em 1946, colocou 4 militares entre seus 10 ministros.

Em sua gestão, não apenas Bolsonaro indicou um número expressivo de militares, mas também para quase todas as vagas ligadas a infraestrutura, o que também ocorreu durante o regime militar. A questão, na avaliação dos analistas, é como pretendem dialogar, principalmente com o Congresso. Para José Álvaro Moisés, por exemplo, há uma preocupação "de esses segmentos adotarem um modo de funcionar que é próprio da instituição militar, ethos militar", segundo disse, mais hierárquico e rígido. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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COLUNA ESPLANADA DO DIA 17/12/2018


Antenas: burocracia trava investimentos

Coluna Esplanada – Leandro Mazzini 








Existem hoje 4 mil pedidos de instalação de antenas feitos pelas operadoras de telefonia a prefeituras no País. O entrave de legislações municipais - ou a falta delas - trava R$ 2 bilhões em investimento e 45 mil empregos diretos. Em São Paulo, de acordo com Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil), as prestadoras de serviços de celular e internet móvel já têm prontos 1.200 pedidos de licenças. Pelos cálculos da entidade, a burocracia impede o investimento imediato de R$ 600 milhões e geração de cerca de 13 mil empregos no Estado.
Licenciamento
Há mais de dois anos não se concede licença de antena de celular na cidade, impedindo a capital paulista de ter novas antenas, maior cobertura e uma melhor distribuição do sinal, principalmente na periferia. Existem pedidos aguardando há 5 anos a liberação do licenciamento.
Morosidade
Na Câmara Federal, segue parado o projeto (PL 8518/2017) que disciplina o licenciamento temporário para a instalação de infraestruturas de telecomunicações. O autor da proposta, Vitor Lippi (PSDB-SP), justifica que “grande parte das prefeituras submete os requerimentos de instalação a análises demasiadamente morosas”.
Na mira
Quem conhece os trâmites dos processos na Justiça aponta que o ministro Mandetta, da Saúde, e o chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, devem ter uma temporada no Governo Bolsonaro.
A bênção
Foram as Santas Casas de Misericórdia, falidas em todo o País, que bancaram Luiz Mandetta no Ministério da Saúde, com esperança de uma equação que as salvem da dívida.
Risco
A ala militar da equipe de transição do Governo de Jair Bolsonaro (PSL) critica, de forma reservada, decisões e nomeações que consideram de “risco” para a nova gestão presidencial à qual patrocinam. Miram, em especial, os ocupantes de cargos de alto escalão encrencados com a Justiça.
Peculato
Viram com desconfiança e não chancelaram a indicação do deputado Rogério Marinho (PSDB-RN) para o comando Secretaria de Previdência. O tucano coleciona processos. Um deles apura suposta prática de peculato por Marinho quando ocupava o cargo de vereador da Câmara Municipal de Natal.
Líder
Reeleito líder da bancada do PT na Câmara, o deputado Paulo Pimenta (RS) afirma que “terá responsabilidade redobrada para enfrentar o governo de extrema-direita de Jair Bolsonaro (PSL)”. Diz ainda que prioridade da bancada será a libertação do ex-presidente Lula.

Campo minado
Denúncias de suposto assédio moral na Embrapa foram parar na Justiça e chegaram à Comissão de Trabalho da Câmara. Aos deputados do colegiado, o presidente da empresa, Sebastião Barbosa, e a diretora de Gestão, Lúcia Gatto, juraram que as acusações de assédio, “se existem”, são examinadas pela Comissão de Ética da instituição.
Réplica
Ao que a procuradora do Ministério Público do Trabalho, Ludmila Lopes, rebateu afirmando que o baixo número de denúncias de conhecimento da direção da Embrapa demonstra que “os órgãos de controle interno não estão funcionando”. O dirigente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário (Sinpaf), Nilson Alves, sustenta que “atualmente funcionários entram saudáveis na Embrapa e saem doentes”.
Brasil do arroz
Associação Brasileira da Indústria do Arroz exportou 1,24 milhão de toneladas do grão, de janeiro a novembro, com US$ 404 milhões em negócios. Foi praticamente o dobro do exportado no mesmo período anterior.
Biografia
A alguns poucos amigos com quem ainda conversa, em Brasília, Aécio Neves contou que começou a selecionar o material de arquivo que guardou, desde que começou a trabalhar com o avô, Tancredo Neves, para organizar,  em breve, um livro de memórias.
ESPLANADEIRA
Carla Rizzi e Fernando Portari apresentam o show My Romance, dia 17 de dezembro, às 20hs, no Teatro Cesgranrio.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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