sábado, 8 de dezembro de 2018

MAIS DA METADE DA POPULAÇÃO MUNDIAL USA A INTERNET E TEM COMPUTADORES


Mais da metade da população mundial usa internet, afirma ONU

Estadão Conteúdo








3,9 bilhões de pessoas em todo mundo estarão conectados, o que corresponde a 51,2% da população mundial

Pela primeira vez na história, mais da metade da população mundial usará internet – até o final de 2018, cerca de 3,9 bilhões de pessoas em todo mundo estarão conectados, o que corresponde a 51,2% da população. É o que aponta um relatório da agência da ONU para informação e comunicação, a UIT, publicado nesta sexta-feira (7).

Até então, 50% da população mundial usava internet. "Isso representa um importante passo rumo a uma sociedade de informação global mais inclusiva" disse Houlin Zhao, secretário geral da UIT, no texto da divulgação do estudo. Entretanto, ele chamou a atenção para o fato de que ainda há muita gente sem acesso à economia digital. "Temos que encorajar mais investimento dos setores público e privado, criar um ambiente favorável à atração de investimentos e apoiar inovação tecnológica e de negócios, para que a revolução digital não deixe ninguém offline".

O relatório mostra um grande crescimento do uso da internet em países desenvolvidos: a parcela da população conectada passou de 51,3% em 2005 para 80,9% em 2018. Em países em desenvolvimento, essa porcentagem era de 7,7% em 2005 e chegou a 45,3% em 2018. A região que apresentou maior aumento foi a África: de 2,1% em 2005 foi para 24,4% em 2018. Hoje, nas Américas, cerca de 69,6% da população usa internet.

De acordo com o estudo, 96% da população mundial vive em áreas com cobertura de rede de celular e 90% da população pode acessar a internet por meio da conexão 3G ou uma rede de maior velocidade.

Em relação a computadores, a pesquisa mostra que quase metade dos domicílios do mundo tem ao menos um computador. Esse valor por regiões muda bastante: 83,2% dos domicílios de países desenvolvidos tem um computador, sendo que nos países em desenvolvimento essa porcentagem diminui para 36,3%.

A RECUPERAÇÃO DO MUSEU NACIONAL NO RIO DE JANEIRO SERÁ LONGA E CARA


Unesco estima reconstituição 'longa, cara e dolorosa' de acervo do Museu Nacional

Estadão Conteúdo










No início de setembro, o prédio do Museu Nacional no Rio de Janeiro foi tomado por chamas


A reconstituição do acervo do Museu Nacional será "longa, cara e dolorosa". É dessa forma que Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) aponta para o trabalho que enfrentarão as autoridades nacionais, com o apoio de doadores estrangeiros. Um documento obtido pelo jornal O Estado de S. Paulo revela que, em janeiro, a entidade apresentará a versão final de um plano de recuperação do museu. Mas, em sua introdução, a Unesco deixa claro que não se pode ainda ter certezas sobre o que conseguirá ser recuperado.

No início de setembro, o prédio do museu no Rio de Janeiro foi tomado por chamas, com uma repercussão internacional. Naquele momento, estimou-se que o fogo teria levado à perda de 90% de seu acervo de 20 milhões de peças.

Foi então enviada ao Brasil uma missão da Unesco, com especialistas que chegaram a atuar na recuperação do museu de Bagdá durante a Guerra do Iraque. O objetivo era avaliar a situação e começar a montar um plano de recuperação.

Um primeiro rascunho do projeto foi concluído em Paris e enviado aos diferentes órgãos públicos nacionais e, em janeiro, a Unesco espera publicar o informe completo.

Em sua introdução, porém, a agência da ONU dá a dimensão do trabalho que terá pela frente. O Plano de Ação irá colocar como prioridade "a estabilidade estrutural" e criar uma espécie de abrigo para o prédio do museu. Outra parte do plano é o resgate de artefatos dos escombros e reconstituir as coleções por meio de empréstimos e doações de outros museus espalhados pelo mundo.

O projeto ainda irá desenvolver planos de emergência para outros museus no Brasil. A imprensa apurou que uma das preocupações em Paris é de que o Museu Nacional não seja o único a viver o drama do incêndio.

Em dez anos, foram oito os museus, teatros e institutos nacionais de porte histórico que foram vítimas de incêndios.

A percepção é de que, sem um plano completo, o risco é de que o Brasil fique afastado de turnês internacionais de obras de arte ou ignorado em políticas de empréstimos de pinturas ou exposições.

Essa não seria a primeira vez que tal marginalização ocorreria. No final dos anos 70, o incêndio que atingiu o Museu de Arte Moderna no Rio de Janeiro destruir centenas de peças e obras de pintores estrangeiros, levando as coleções internacionais a evitar empréstimos de grande porte ao Brasil durante quase 20 anos.

Agora, o documento da Unesco não deixa dúvidas de que a tarefa não será fácil. "Ainda que não esteja claro quantos artefatos do museu poderão ser salvos, o maior desafio para especialistas em patrimônio cultural e autoridades brasileiras será o longo, caro e doloroso trabalho de resgatar, identificar, documentar e eventualmente restaurar os restos das coleções", alertou.

O informe aponta que mais de onze países já anunciaram sua disposição para ajudar, incluindo a Suíça, Alemanha, Itália, Portugal ou EUA. Eles indicaram que poderão emprestar coleções com itens similares ou "oferecer apoio que vai desde especialistas técnicos à contribuições financeiras". O governo de Berlim, por exemplo, ofereceu 1 milhão de euros para os trabalhos.

Um mês depois do fogo, foi estimado que a reconstrução do Museu Nacional deverá custar de R$ 50 milhões a R$ 100 milhões. A avaliação era do diretor da instituição, o paleontólogo Alexander Kellner.

TEMER DECRETA INTERVENÇÃO FEDERAL NO ESTADO DE RORAIMA


Temer anuncia intervenção federal em Roraima até o fim do ano

Agência Brasil














Temer recebeu os ministros do Gabinete de Segurança Institucional para tratar do assunto


O presidente Michel Temer determinou a intervenção federal no estado de Roraima, em virtude da crise na segurança pública e penitenciária no estado até 31 de dezembro. A decisão do presidente foi anunciada na noite desta sexta-feira (7), em reunião com ministros no Palácio da Alvorada.
Agentes penitenciários do estado deixaram de trabalhar e policiais civis deflagraram paralisação de 72 horas em razão de meses de salários atrasados. Os policiais militares, que não podem fazer greve, receberam o apoio de suas esposas, que bloquearam as entrada e saída de batalhões como forma de protesto.
Temer conversou com a governadora de Roraima, Suely Campos, e explicou que a intervenção federal foi a única saída para o problema. “Eu há pouco falei com a senhora governadora e disse que a única hipótese para solucionar essa questão, especialmente aquela de natureza salarial, seria decretar a intervenção até a posse do novo governador. Ela acha que de fato a situação está se complicando e que a melhor solução seria essa. Com isso queremos pacificar as questões de Roraima”, disse o presidente em breve pronunciamento.
A intervenção federal no estado já havia sido pedida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em virtude do risco de rebeliões em unidades prisionais. Em seu pedido, a PGR descreveu situações, baseadas em relatórios do Ministério Público, como falta de separação entre detentos de regimes aberto, semiaberto e fechado, atraso no pagamento de salários de agentes penitenciários, fornecimento de comida azeda e insuficiente aos presos e falta de combustível para transportar os presos para audiências.
Temer recebeu os ministros do Gabinete de Segurança Institucional, Sergio Etchegoyen; do Planejamento, Esteves Colnago; da Advocacia-Geral da União, Grace Mendonça; e dos Direitos Humanos, Gustavo Rocha; para tratar do assunto. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, também estava no encontro.
O presidente disse ainda que convocará amanhã (8) o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional. O decreto de intervenção, segundo o presidente, deverá vir em seguida. Com isso, o Brasil terá dois estados sob intervenção federal. O outro é o Rio de Janeiro.
O Conselho de Defesa Nacional é um órgão de consulta do presidente da República nos assuntos relacionados com a soberania nacional e a defesa do estado democrático. Já o Conselho da República delibera sobre intervenção federal, estado de defesa, estado de sítio e questões relevantes para a estabilidade das instituições democráticas.
Veja declaração do presidente Michel Temer:
Nós estivemos hoje reunidos, uma boa parte da equipe, como podem perceber, com a presença do presidente da Câmara dos Deputados. Eu também comuniquei ao senador Eunício, mas ele está no Ceará e fora de Fortaleza.
Mas nós debatemos hoje, durante umas três horas, mais ou menos, a questão de Roraima, que está, na verdade, se agravando, de dois dias para cá. E tentamos os mais variados meios, de maneira a que pudéssemos fornecer recursos a Roraima, a fim de tentar inviabilizar esse movimento que lá está ocorrendo.
Não encontramos nenhuma saída legal para tanto. E daí porque eu, ainda há pouco tempo atrás, falei com a senhora governadora e disse que a única hipótese para solucionar esta questão, especialmente aquela de natureza salarial, seria decretar a intervenção até a posse, naturalmente, do novo governador. Ou seja, até 31 de dezembro. E fiz com a senhora governadora uma espécie de intervenção negociada. Ela acedeu a esta fórmula, concordou com esta fórmula. Acha que, de fato, a situação está se complicando no estado de Roraima e que a melhor solução seria precisamente essa.
Com isso nós queremos, na verdade, pacificar as questões de Roraima. E vejam que, sem embargo de tratar-se de uma intervenção já agora, no próprio estado, mas é de comum acordo com a senhora governadora. Foi pelo menos o que nós falamos ao telefone com ela. Não apenas eu, mas a senhora advogada-geral da União.
De modo que é esta comunicação que eu quero fazer, espero que chegue a Roraima, na convicção de que com esta intervenção, e logo mais eu consultarei, para nomear o interventor. Eu espero que com isto o movimento se amaine, não é? Fique mais, digamos, compreensivo, porque, afinal, especialmente as forças militares, agentes penitenciários e todos aqueles que se dedicam à tarefa pública, têm que pensar precisamente na população de Roraima.
Nós decidimos desta maneira. Amanhã já estamos convocando o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional para colocarmos esta questão. Portanto, nós levaremos a este Conselho a decisão que aqui tomamos. E logo depois, naturalmente, expediremos não só o decreto de intervenção, como outras medidas, já acertei com o presidente Rodrigo Maia, outras medidas normativas que sejam necessárias para complementar e para completar a intervenção federal em Roraima.

COLUNA ESPLANADA DO DIA 08/12/2018


COP-25

Coluna Esplanada – Leandro Mazzini 











A Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado vai enviar requerimento ao Governo de Transição para que seja revista a desistência do Brasil de sediar a COP-25 (Conferência das Partes da Convenção do Clima das Nações Unidas). Semana passada, o Itamaraty comunicou à ONU a retirada da candidatura alegando “restrições fiscais e orçamentárias” – medida que vai ao encontro das pretensões do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), um crítico do Acordo. O presidente da CRE, senador Fernando Collor (PTC-AL), dialoga com interlocutores da Transição para tentar reverter a decisão. “É conversa para boi dormir”, afirma Collor sobre a alegação de falta de verbas.
Vai nessa!
Na sabatina do embaixador indicado para a Síria, Fábio Pitaluga, há dias, o senador Collor exibiu vídeo de 10 minutos sobre a cidade de Homs destruída. Missão difícil.
Explica, doutora
Damares Alves ‘chegou chegando’. Como futura ministra da Mulher e Direitos Humanos, pode começar a explicar ao País o que é “desengravidar”.
É o perfil
A nova ministra atua no gabinete de Magno Malta, mas já foi chefe de gabinete do deputado evangélico João Campos (PRB-GO). Não foi Malta, nem Campos. É ela.
Alô, Polícia
O presidente do PROS, Eurípedes Júnior, circulou pelo Cafezinho da Câmara portando botton de deputado federal, embora não o seja. Há testemunhas.
Corrida do Diploma
Quem sabia, correu e pegou; quem não sabia.. é porque não é da patota do Ministério da Educação que manda no filão do mercado de diplomas. Editada ontem pelo Ministro da Educação, a Portaria 1.302 teve efeito relâmpago, concedendo (por menos de 24h) a possibilidade de solicitação de novas vagas de Medicina. Poucas faculdades aproveitaram a ‘janela’.
Surpresa!
Fato é que o protocolo de pedidos de aumento de vagas estava suspenso pela Portaria do MEC nº 328, desde 5 de abril de 2018. E a de ontem pegou muita gente de surpresa
Bolsogate?
As bancadas do PT na Câmara e no Senado tentam, sem sucesso até agora, coletar assinaturas de deputados para instalar a “CPI do Bolsogate” e investigar o suposto esquema fraudulento que teria sido utilizado por Bolsonaro para vencer a eleição presidencial. A deputada Luizianne Lins (PT-CE) encabeça a coleta de assinaturas.
De boa
O presidente do Patriota, Adilson Barroso, o ex bóia-fria paulista, fez as pazes com o presidente Bolsonaro ontem, em visita ao amigo eleito. Bolsonaro ensaiou uma filiação ao Patriota, mas recuou, após Barroso recusar a proposta de entregar todos os diretórios estaduais e toda a Executiva nacional ao grupo de Bolsonaro.
Briga
À época, à Coluna, Barroso acusou a ganância do advogado Gustavo Bebianno, agora futuro ministro da Secretaria de Governo. Confiante de que Bolsonaro seria o candidato do partido, Barroso veiculou imagens do deputado pré-candidato em inserções do Patriota na TV.
Pajelança
O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) ligado à Igreja fez pressão e, aliado a outras entidades, conseguiu evitar que o staff do presidente eleito, Jair Bolsonaro, incluísse a Fundação Nacional do Índio (Funai) sob o guarda-chuva do Ministério da Agricultura, conforme ventilou pelo futuro ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.
Lugar certo
À Coluna, o secretário-executivo da entidade, Cleber Busato, afirma que havia risco de a manobra impedir a demarcação de terras indígenas e ampliar autorizações para atividades agropecuárias e mineração. Ficará sob o bojo dos Direitos Humanos.
Então tá
A assessoria da senadora Ana Amélia (PP-RS) informa que o PLS 284-17 trata apenas de fechar empresas do ‘devedor contumaz’ – no escopo prevê-se o cerco sobre os de grandes valores. A Coluna reforça que isso abre precedente para os de médio e pequenos devedores do fisco.
ESPLANADEIRA
. Saturnino Braga lançará o livro de crônicas “Joias do Rio”, dia 14, na Livraria Travessa de Ipanema.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

  Brasil e Mundo ...