segunda-feira, 14 de maio de 2018

PESQUISA APONTA DESINTERESSE DOS ELEITORES PARA AS PRÓXIMAS ELEIÇÕES


'Os eleitores estão sem perspectiva de melhora', afirma diretora do Ibope

Estadão Conteúdo









Os eleitores não conseguem identificar, nesses candidatos todos, qual conseguiria tirar o País da situação em que está

Marcia Cavallari, diretora executiva do Ibope Inteligência, ficou recentemente sensibilizada ao acompanhar os depoimentos de entrevistados em uma pesquisa qualitativa promovida por seu instituto. Reunidos em volta de uma mesa e convidados a falar sobre suas expectativas em relação ao futuro, grupos de eleitores de perfis diversos só manifestaram desesperança e angústia. "Foi uma tristeza", disse ela, em entrevista ao jornal O Estado de s. Paulo.

De acordo com Marcia, os levantamentos do Ibope mostram um eleitorado "sem perspectiva de melhora". Existe uma abertura para candidatos que representem o "novo", mas, ao mesmo tempo, um temor de uma pessoa sem muita bagagem política possa piorar a situação do País. Leia a seguir os principais pontos da entrevista:

Os pré-candidatos mais conhecidos têm taxas muito altas de rejeição, até maiores que seus porcentuais de intenção de voto. Qual será o impacto disso?

Uma questão que a gente vê nas pesquisas é que os eleitores estão sem perspectiva de melhora. Não conseguem ver como sair desse lugar em que estamos, não conseguem enxergar uma luz no fim do túnel. Os eleitores não conseguem identificar, nesses candidatos todos, qual conseguiria tirar o País da situação em que está. Pode ser que, quando começar a campanha, as coisas fiquem mais claras e possam identificar uma perspectiva. Há uma desconfiança também porque os eleitores estão mais atentos para não se deixar levar por promessas mirabolantes, por ideias que são inexequíveis. Essa questão da desesperança, de não conseguir enxergar uma solução, é um sentimento muito sofrido, muito mesmo. Nós percebemos isso em pesquisas qualitativas. São pessoas de classes mais altas, de classes mais baixas, todo mundo batalhando e as coisas não andam, está tudo amarrado.

O desânimo em relação aos políticos tradicionais leva a uma maior abertura a novidades?

Há uma posição dúbia em relação ao novo. Eles percebem que a situação é muito complexa e que talvez um candidato que represente o totalmente novo possa piorar ainda mais o quadro. Querem mudança? Querem. No jeito de fazer política, no jeito de lidar com o serviço público, com o dinheiro público. Mas não necessariamente esperam um "novo do novo", porque isso também geraria insegurança. Eles esperam uma certa bagagem. Há esse temor de que fique pior.

Até agora é uma eleição sem favoritos, o que atrai muitos candidatos. Por outro lado, partidos menores têm poucos recursos e precisam investir em campanhas de deputados. A lista de presidenciáveis tende a encolher?

Deve ser a primeira eleição desde 1989 sem (o ex-presidente) Lula, que tem um peso específico, que vai além de seu partido. Um ponto importante é que, apesar da baixa preferência partidária dos brasileiros, há cerca de 30% com simpatia pelos partidos de esquerda. Sem o Lula, o que pode acontecer é uma reorganização dos partidos de esquerda, para que não percam essa fatia do eleitorado. Hoje o cenário é de muitos possíveis candidatos, com baixa intenção de voto. Os únicos com taxas significativas são Lula, Bolsonaro e Marina. O voto está muito pulverizado. Acho que deve acabar ocorrendo uma recomposição dos partidos, de maneira que não tenhamos tantos candidatos concorrendo. Será uma campanha curta, que terá emoção até o último momento.

Até que ponto as redes sociais tornam o eleitorado mais volátil, mais sujeito a mudanças bruscas?

As redes têm um papel mais importante, sim, a cada ano a mais usuários. Sabemos que os eleitores citam cada vez mais as redes como fonte de informação. Mas ainda não temos como medir o quanto elas influenciam a decisão de voto.

Como a desinformação afeta o voto?

Em relação às notícias falsas, nossas pesquisas mostram que os eleitores se preocupam muito com isso. Eles acham que o ambiente da internet é mais propício para as pessoas divulgarem e passarem notícias falsas sem checar a fonte. Sabem e declaram que não podem acreditar em tudo o que veem na internet. A credibilidade maior é dos veículos de comunicação tradicionais: jornal, rádio, TV. É onde se sentem mais seguros em relação à informação que recebem. Existe interesse maior pelas notícias políticas. É claro que isso se verifica de maneira mais forte nos grupos urbanos e de maior escolaridade, mas também vemos essa preocupação de buscar mais informação nas classes mais baixas.

Como o eleitor pode saber se uma pesquisa é confiável?

Primeiro, todas as pesquisas que são divulgadas têm de ser registradas no site do TSE. O registro dá transparência ao processo. É possível ver a maneira como a pesquisa está sendo feita, ler o questionário, saber quem é o contratante, verificar o preço que está sendo pago. Há preços lá que são inexequíveis. Impossível fazer uma pesquisa com um custo tão baixo. É claro que metodologia é uma coisa muito técnica, mas só de olhar o eleitor vai ter alguns indícios de como cada instituto está trabalhando. Uma coisa que fica nítida é a diferença de preços entre institutos tradicionais e conhecidos e os outros. Até o dia 8 de abril, havia 88 pesquisas registradas no TSE. Cerca de 40 eram de empresas não associadas à ABEP (Associação Brasileira das Empresas de Pesquisas). Ou seja, não sei quem são. Além disso, em todos esses casos, o contratante é a própria empresa de pesquisa.

É algo inusual um instituto fazer pesquisa com recursos próprios?

Essa coisa de fazer tudo por conta própria é estranha. Nós já fizemos, mas é raro. Às vezes fazemos porque há algo importante acontecendo e nenhum cliente contrata pesquisa naquele momento. Há casos em que o cliente contratou um calendário e acontece um fato importante no intervalo de duas pesquisas. Aí fazemos uma extra e doamos para o cliente. Mas é estranho fazer várias pesquisas com recursos próprios.

Isso seria um indício de que eles estariam ocultando o contratante, alguém com interesse no resultado da pesquisa?

Há que se deduzir isso. Não se sabe que interesse haveria em um instituto ficar gastando seus recursos com pesquisas. É um indício de algo esquisito. Também se deve prestar atenção nos resultados dos diferentes institutos. As pesquisas mostram uma tendência ao longo do tempo. O fenômeno que está sendo medido por todos é o mesmo, então todos devem mostrar uma tendência semelhante, mesmo que os números não sejam exatamente os mesmos. Se um instituto apresenta resultados muito díspares, é preciso procurar entender a razão. 


MAIS UM ATAQUE TERRORISTA EM PARIS


Jovem russo que atacou pedestres em Paris era fichado por radicalização

Estadão Conteúdo







O homem que atacou pedestres com uma arma branca, matando uma pessoa na noite de sábado, dia (12), no centro de Paris, era um russo checheno suspeito de radicalização que, por isso, esteve nos radares do serviço secreto francês.

Khamzat Azimov, de 20 anos, nasceu na Chechênia, república de maioria muçulmana da Rússia que passou por duas guerras entre 1990 e 2000. Refugiado ainda criança na França, acompanhado dos pais, vivia em um bairro popular da capital até cometer o atentado, cuja autoria foi reivindicada pelo grupo terrorista Estado Islâmico (EI), e ser morto pela polícia.

O ataque ocorreu às 20h50 (15h50 em Brasília), no bairro de Ópera, muito frequentado por turistas e parisienses. A região atrai visitantes por seus restaurantes e salas de cinema e teatro, além da Ópera Garnier, a mais importante do país.

Segundo testemunhas, o agressor correu por várias ruas do bairro com uma faca em punho atacando pedestres e gritando "Allahu akbar" ("Deus é o maior", em árabe). Entre o primeiro chamado à polícia e a intervenção de agentes, houve nove minutos de intervalo.

Parte da ação acabou sendo flagrada pela câmera do celular da brasileira Wladia Drummond, cujo vídeo publicado em sua conta no Twitter ilustrou o ataque em veículos de mídia de todo o mundo.

"Pensei que fosse um assalto. Ouvi gritos chamando a polícia e ao chegar na janela vi essa cena. Não tinha noção da extensão da maldade que acontecia ao redor. Da janela do hotel só vejo esse beco. Depois que vi pessoas correndo e outros sons de sirene que percebi", escreveu a brasileira.

O vídeo mostra um jovem de 29 anos caído no asfalto. Atendido pelo serviço médico de urgência, ele não resistiu aos ferimentos de facadas.

Já o agressor foi interpelado por uma patrulha da polícia. Dois agentes armados ainda tentaram dominá-lo com uma pistola de descarga elétrica, sem sucesso. Na sequência, Azimov acabou morto a tiros no momento em que tentava atacar os policiais. O episódio provocou cenas de pânico no bairro. Frequentadores de restaurantes da região buscaram abrigo no interior dos estabelecimentos e acabaram ficando pelo menos duas horas bloqueados por ordem da polícia.

Além do jovem morto, duas pessoas precisaram de socorro em urgência, uma mulher de 54 anos, ferida no pescoço e no rosto, e um homem de 34 anos, também atingido por facadas. Uma mulher de 26 anos e um homem de 31 tiveram ferimentos leves. Todos estavam fora de perigo na noite deste domingo, (13).

Identificação

Tão logo a área foi isolada, o principal trabalho dos investigadores se concentrou na identificação do terrorista, que não levava documentos. No início da manhã de domingo, a seção antiterrorismo do Ministério Público informou que já tinha a resposta: tratava-se de um francês naturalizado, nascido na Chechênia em novembro de 1997. Azimov não tinha antecedentes policiais, mas havia sido alvo de uma "Ficha S" - de "Segurança do Estado" -, como se chamam os arquivos do serviço secreto relativos a suspeitos de radicalização ou atividade terrorista na França.

Azimov vivia na França desde o início dos anos 2000, quando deixou a Chechênia em guerra em busca de asilo. A família viveu em Nice e em Estrasburgo, onde se radicou. Em 2004, receberam o status de refugiados e ajuda econômica para viver na França.

Em 2010, sua mãe obteve a nacionalidade francesa, que transmitiu ao filho, então com 13 anos. Depois de se mudarem para Paris, o jovem teria estabelecido vínculos com pregadores islamistas e por isso se tornou objeto de observação da Direção Geral de Segurança Interior (DGSI), o serviço secreto interno francês.

Sua eventual ligação com o Estado Islâmico não havia até este domingo sido estabelecida pelas investigações, mas sua proximidade com um pregador jihadista preocupava as autoridades. Na noite de domingo, o Ministério do Interior confirmou a existência de um vídeo de reivindicação atribuído a Azimov e distribuído na internet pela Amaq, agência de propaganda do EI, em que o jovem assume a ação.

"O autor deste ataque à faca em Paris é um soldado do Estado Islâmico e a operação foi levada a cabo em represália aos estados da coalizão", afirmou o comunicado, referindo-se à aliança militar ocidental formada por EUA, França e Reino Unido, países que atuam de forma coordenada na Síria e no Iraque contra o grupo terrorista.

Até a noite deste domingo, os pais de Azimov continuavam detidos para averiguações, assim como uma terceira pessoa, supostamente um amigo dele.


ALGUNS PROVÁVEIS CANDIDATOS DIZEM NÃO E OUTROS ESTÃO EM DÚVIDA


Disputa pela presidência: desistência não esfria cobiça por 'outsiders'

Estadão Conteúdo









Joaquim Barbosa foi o último a declarar que não será candidato

Uns disseram não. Outros, que ainda não. Mas nenhum dos chamados "outsiders" está completamente fora do jogo. O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa, o apresentador e empresário Luciano Huck, o ex-técnico da seleção brasileira masculina de vôlei Bernardo Rocha de Rezende (o Bernardinho) e o jornalista José Luiz Datena ainda serão muito cortejados pelo universo político - e sabem disso. Uma simples foto ao lado de qualquer um deles continua tendo muito valor e apelo eleitoral.

A desistência ou a relutância dos outsiders tem origens parecidas. Bem-sucedidos em suas áreas de atuação, todos sofrem ou sofreram pressões familiares para não entrar na disputa. Na soma de prós e contras, decidiram pelo não (ou "acho que não", no caso de Datena).

A última baixa entre os outsiders foi a de Barbosa, na semana passada. Ele usou o Twitter para dizer que não pretendia ser candidato à Presidência. O anúncio derrubou os planos do PSB, que já começava a montar uma estrutura para a campanha do ex-ministro - que em pesquisa do Datafolha chegou a ter 10% das intenções de voto, à frente de políticos tradicionais como o ex-governador tucano Geraldo Alckmin.

Por ora, Barbosa diz que pretende se ausentar do processo eleitoral, mas o PSB não quer ficar distante do capital político que o ex-ministro passou a ter. "Se o ministro tiver disposição, será bem-vindo para debater dentro do partido", afirmou o governador de Pernambuco, Paulo Câmara.

Quem contava com a candidatura Barbosa para alavancar um discurso de renovação tenta se apegar a detalhes. "Não podemos desanimar. No Twitter ele escreveu que não 'pretende'. E não que 'não vai'", disse Lázaro Cruz, da juventude do PSB.

Huck

Se Barbosa tende neste momento a buscar a autopreservação, Luciano Huck segue trilha diferente. Como já declarou diversas vezes, o apresentador vai participar do processo político e eleitoral.

Desde o dia em que disse "não" (pela segunda vez) ao sonho presidencial, ele intensificou sua presença em grupos que têm como mote a renovação política (renovação de propostas e de candidaturas, principalmente ao Legislativo), caso do RenovaBR e do Agora! Além disso, Huck tem participado de debates públicos sobre reformas para o futuro do País. Em nenhum desses eventos, ele nega com veemência a hipótese de uma candidatura em 2022.

Ao menos no primeiro turno, a tendência é de que Huck não declare apoio a nenhum nome. Não será por falta de vontade. Mas o apoio imediato para um candidato majoritário criaria um conflito de interesses em relação aos grupos de renovação de que participa - que são formados por membros de diversos partidos. No máximo, Huck vai dizer que respeita muito as pretensões eleitorais do ex-governador Geraldo Alckmin e da ex-ministra Marina Silva, presidenciável pela Rede.

Neste momento, Huck tem afirmado que seu interesse está na eleição para o Legislativo - e nas chances dos candidatos oriundos do RenovaBr e do Agora!. Ele ainda tem a questão profissional: não está claro se, como funcionário da Rede Globo, poderá declarar abertamente apoio a esse ou aquele nome.

Huck se aproximou muito do PPS (partido do qual será doador como pessoa física, para fomentar as candidaturas do movimento Agora!). O presidente do PPS, Roberto Freire, deve apoiar a candidatura Alckmin já no primeiro turno, o que pode ser uma indicação do caminho que o apresentador poderá seguir no caso de o tucano avançar na disputa ao Planalto.

Se Barbosa tivesse confirmado sua campanha, ele também seria uma opção de voto para Huck. Eles têm uma relação de amizade e os discursos sobre renovação poderiam convergir.

'Dúvida joaquiniana'

"Estou com uma dúvida 'joaquiniana'", brinca o jornalista e apresentador José Luiz Datena, ao falar sobre a possibilidade de disputar uma das duas vagas ao Senado por São Paulo nas eleições deste ano. A frase faz referência direta à decisão do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa, que na semana passada desistiu de entrar na disputa pela Presidência.

Quando uma pesquisa divulgada no mês passado pelo Ibope mostrou o apresentador com 33% de intenções de voto para o Senado, imaginou-se a entrada de mais um outsider na disputa. Dirigentes do DEM - partido ao qual Datena está filiado - se animaram com a hipótese de ter um candidato forte na corrida eleitoral.

"Eu quero, quero muito, mas tenho dúvidas, muitas dúvidas. Honestamente, não sei se serei candidato", acrescenta Datena, que garante ter vontade de participar da política, mas, ao mesmo tempo, teme não se adaptar à rotina e às obrigações da vida política.

Datena é um nome sempre lembrado durante as eleições. Já foi quase pré-candidato à Prefeitura de São Paulo, anunciado como candidato à Presidência da República pelo seu antigo partido, o PRP, e é cotidianamente cogitado para entrar na vida pública.

Dirigentes do DEM comemoraram a entrada de Datena da legenda. "Claro que ele é um nome que o partido recebe com muita alegria. Agora, a decisão de entrar na disputa eleitoral é algo bastante pessoal", disse o líder do DEM na Câmara, o deputado federal Rodrigo Garcia.

O partido ainda tem dúvidas sobre um "sim" final e também não trabalha com a hipótese de o apresentador apoiar ou subir no palanque de algum candidato da legenda. O próprio Datena confirma: "Não devo subir no palanque de nenhum político. Nem do presidente do meu partido, o Rodrigo Maia. Ou sou candidato ou não vou apoiar ninguém diretamente", afirma ele.

Bernardinho

A expectativa de uma candidatura de Bernardo Rocha de Rezende (o Bernardinho) ao governo do Rio de Janeiro era grande. O potencial eleitoral do ex-treinador da seleção brasileira de vôlei enchia o Partido Novo de esperanças de formar também uma bancada de deputados federais (falava-se em até 35 eleitos). Quando Bernardinho voltou atrás, o sonho acabou. Hoje, no Rio de Janeiro, o Novo não deve ter um candidato majoritário e, provavelmente, não irá apoiar nenhum nome de outro partido.

"A princípio, Bernardinho deve participar da campanha dos candidatos do Novo pelo Brasil", afirmou o presidente da sigla no Rio, Moisés Jardim. A assessoria do atleta vai mais longe e fala que Bernardinho "será o embaixador do Novo", ajudando a impulsionar a candidatura do pré-candidato da sigla à Presidência, João Amoêdo, e comparecendo a eventos de candidatos a deputados.

No partido, há quem afirme que o Bernardinho "teve medo de ganhar".

COLUNA ESPLANADA DO DIA 14/05/2018


Chave do cofre

Coluna Esplanada – Leandro Mazzini







Deputados e senadores que votaram ou se posicionaram contra a orientação dos partidos em matérias na Câmara e no Senado vão pagar a fatura nas eleições. Quem “traiu” a legenda e concorrerá à reeleição terá fatias menores do Fundo Partidário. Partidos como o PP e PMDB, por exemplo, já têm a lista dos “divergentes”. O Tribunal Superior Eleitoral autorizou as legendas a usarem mais R$ 888 milhões do Fundo Partidário para bancar as campanhas de seus candidatos nas eleições desse ano.
Comentário: O Governo não tem dinheiro para aplicar em saúde, educação e segurança pública, mas, tem para financiar campanhas a eleição de políticos.

Disputa interna
Com o fim da doação milionária por empresas, o Fundo virou a salvação de quem vai às urnas. Mas ninguém acredita mesmo em distribuição equânime de valores.

Fundo Eleitoral 
Outro fundo, o eleitoral, aprovado pelo Congresso no ano passado, liberou R$ 1,7 bilhão para as campanhas.

Do seu bolso
PT, PSDB, MDB, PP, PSB e PSD receberão mais recursos do Fundo Partidário. Os nanicos PCB, PCO, PMB e Novo terão menor participação na distribuição.

Tabagismo 
Os senadores Ana Amélia (PP-RS) e Ivo Cassol (PP-RO) emperraram a votação do Projeto de Lei (PL 769) que amplia o combate ao tabagismo. Alegam que a medida pode trazer impactos negativos para os produtores de tabaco, e pediram vista da proposta do senador José Serra (PSDB-SP), pronta para ser votada na Comissão de Transparência e Defesa do Consumidor.

Propaganda & Multa 
O texto de Serra, que tramita há três, veda propaganda de fumígenos nos locais de venda; proíbe uso de substâncias sintéticas e naturais que modificam o sabor de cigarros e estabelece multa para o motorista que fumar na presença de menores de 18 anos.

Loucura
Fiel defensor do presidente Michel Temer, o deputado gaúcho Darcísio Perondi (MDB) rechaça a possibilidade de terceira denúncia contra o aliado. “Seria mais uma loucura da ditadura do Judiciário irresponsável”, incita o parlamentar.

Entra e Sai
Indagado sobre a saída do ex-presidente do STF, Joaquim Barbosa, da disputa presidencial, o deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE) ironiza: “Ele nem entrou”.
Prazo
Deputados do PP, segunda maior bancada da Câmara, rechaçam aliança com Ciro Gomes (PDT), e avisam que mantêm apoio a Rodrigo Maia (DEM) até julho.

Pós-Lula
Enquanto a cúpula do PT reluta em discutir a eventual substituição do ex-presidente Lula para a disputa presidencial, internamente, o ex-ministro Jaques Wagner já conta com mais de 50% de apoio da chamada “ala progressista” do partido

Eixo Rio-SP
O diretor da Polícia Rodoviária Federal, Renato Dias, reforça que o combate ao roubo de cargas passa pelas atuações sistemáticas nas rodovias, em especial no eixo Rio/São Paulo onde se concentram 85% dos ilícitos. “Intensificamos essa operação e alcançamos excelentes resultados através dessa integração com as forças de segurança”, afirma.

Prejuízo
Dados da NTC Logística revelam que, em 2017, foram registrados 25.970 roubos de mercadorias em todo o país: um prejuízo de R$ 1,5 bilhão. As cargas mais visadas são produtos alimentícios, cigarros, combustíveis, eletrônicos, farmacêuticos, bebidas, têxteis e confecções, autopeças e produtos químicos.

Sem ilações
O deputado Major Olímpio (SD-SP) coloca na conta de ‘esquerdopatas’ as insinuações de ligações do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) com o regime militar, diante da revelação de documentos da CIA que indicam a mão de ferro do general Ernesto Geisel no mando de assassinatos de subversivos na ditadura.

Menino da bola
“Bolsonaro é um militar que está buscando ser presidente democraticamente pelo voto. Os esquerdopatas estão comemorando os documentos americanos. Em 1969 Bolsonaro era um menino jogando bola na rua em Eldorado. Parem com a safadeza”.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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