quinta-feira, 15 de março de 2018

NÃO HÁ CRIME INSOLÚVEL



Papel higiênico e bituca levam PF a identificar bandidos

Estadão Conteúdo










A identificação é resultado do trabalho inédito dos peritos criminais do laboratório de genética forense do Instituto Nacional de Criminalística (INC) da PF

Os DNAs achados em um cabo de barbeador, num gargalo de garrafa de cerveja, na bituca de um cigarro, numa toalha, em uma xícara e em um pedaço de papel higiênico usado levaram a Polícia Federal a identificar sete membros da facção Primeiro Comando da Capital (PCC) que participaram do assalto à empresa de transporte de valores Prosegur, em Ciudad del Este, no Paraguai. Um policial e três bandidos morreram em abril de 2017 no roubo, considerado o maior da história do país pelas autoridades paraguaias.

A identificação é resultado do trabalho inédito dos peritos criminais do laboratório de genética forense do Instituto Nacional de Criminalística (INC) da PF. Embora não abra informações sigilosas sobre os bandidos, o perito Ronaldo Carneiro, responsável pelo laboratório, afirma que é a primeira vez que esse tipo de tecnologia é utilizada em uma investigação contra uma grande organização criminosa ligada ao narcotráfico. Esses e outros vestígios foram apreendidos em uma casa no bairro San José, perto da sede da Prosegur, usada como "quartel-general" pelos criminosos.

Esse material revelou que ao menos 32 pessoas, entre elas os 7 identificados até o momento, participaram do assalto. Com cenas cinematográficas, o roubo terminou com pelo menos 19 carros incendiados nas redondezas da empresa, disparos de armas pesadas, como metralhadoras ponto 50 (capaz de abater helicópteros), além de explosões que derrubaram parte do prédio da Prosegur.

À época, a polícia paraguaia chegou a divulgar que cerca de US$ 40 milhões (R$ 130 milhões) teriam sido roubados. A empresa, porém, declarou oficialmente ao Ministério Público que o valor subtraído foi de US$ 11,7 milhões (cerca de R$ 38 milhões) em dinheiro em espécie - cédulas de dólares, reais e guaranis, a moeda paraguaia - e cheques. Só U$ 1,5 milhão (R$ 4,9 milhões) foi recuperado.

Processo

O mapeamento do DNA foi feito de três formas. No caso dos suspeitos que haviam sido presos logo após o crime, na tentativa de fuga, o trabalho dos peritos foi comparar os perfis genéticos achados nos vestígios com os coletados dos suspeitos na hora da prisão.

A reportagem apurou que essa confirmação serviu para que a Justiça mantivesse na cadeia José Roberto Monteiro, Alex Sandro Santos, José Luis Cardozo Almeida e Denílson Moreira Días. Outros dois bandidos mortos no confronto com a polícia também foram identificados como autores do assalto dessa forma. São eles: Claudinei Luciano Pereira e Dyego Santos Silva.

Já Alcides Pereira da Silva Júnior, apontado como um dos líderes, foi identificado graças à integração entre o banco de dados de perfis genéticos da PF com a Rede Integrada de Bancos de Dados de Perfis Genéticos, que armazena os dados da Polícia Federal e de outros 19 bancos estaduais. Sob responsabilidade do Ministério da Justiça, a rede foi acionada assim que os peritos em genética forense terminaram o procedimento laboratorial.

Dias após o assalto, ao inserir essas informações na rede, os peritos receberam a informação de que aquele perfil genético havia sido achado na cena de outro crime, no Estado de São Paulo em 2013. Após a confirmação sobre a relação do DNA dos dois crimes, descobriram que o perfil genético era idêntico ao de Silva Júnior, preso um dia após o roubo no Paraguai, ao tentar viajar com documento falso em Cascavel (PR).

O próximo passo, diz Carneiro, é esperar para que novos perfis genéticos a serem coletados em outras cenas de crime sejam incluídos na rede nacional para que as 25 pessoas que frequentaram o imóvel dos bandidos sejam identificadas.

Denúncia

O Ministério Público (MP) do Paraguai deve apresentar até maio a denúncia formal à Justiça. A ideia é pedir transferência de competência para que os criminosos sejam processados no Paraguai, porque o Brasil não tem acordo de extradição e os suspeitos têm pendências com a Justiça brasileira, o que reduz a possibilidade de eles serem julgados lá.

Os nove suspeitos foram indiciados por roubo com morte e associação criminosa, puníveis com 8 a 30 anos de cadeia. Também foi indiciado o argentino Néstor Bustamante, que não tem vínculos claros com o PCC, mas forneceu a casa onde o bando preparou a ação.

Ritmo acelerado

Uma mudança no modelo de trabalho dos peritos de genética forense do Instituto Nacional de Criminalística (INC) permitiu à Polícia Federal mapear os 32 perfis genéticos nos vestígios encontrados na mansão alugada pelo PCC no Paraguai. Segundo o perito Ronaldo Carneiro, responsável pela área de perícias, para dar uma resposta rápida ao pedido dos investigadores foi criada uma força-tarefa e o trabalho se desenvolveu como uma linha de montagem industrial.

Assim que os vestígios chegaram ao INC, a equipe de 12 peritos se dividiu em três grupos. O primeiro ficou responsável por abrir todos os vestígios e, com base neles, criar uma amostra. O segundo grupo se encarregou de todo o processo laboratorial de elaboração do perfil genético. Esses peritos extraem o DNA dos vestígios, descobrem se há quantidade necessária para análise, ampliam o material para facilitar a leitura e o inserem no equipamento que traça o perfil genético.

Já a terceira equipe coloca os dados no banco de dados federal e produz o laudo que, posteriormente, é usado como prova no processo judicial. "O laboratório se transformou em uma linha de produção. Com a especialização das equipes, conseguimos analisar mais de 300 vestígios - em casos normais são, no máximo, 5. Analisamos no caso Prosegur (a quantidade) de material com que trabalhamos em quase todos os casos do ano", diz Carneiro.

Segundo o delegado Fabiano Bordignon, chefe da PF de Foz do Iguaçu, a identificação só foi possível pelo trabalho integrado entre as forças de segurança brasileira e paraguaia. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

OS GOVERNANTES BRASILEIROS NÃO LIGAM MUITO PARA A CIÊNCIA E PELA EDUCAÇÃO



Brasil é excluído de consórcio de astronomia

Estadão Conteúdo









O Observatório Europeu do Sul (ESO), maior consórcio de pesquisa astronômica do mundo, se cansou de esperar pelo Brasil. Sete anos após assinar acordo para admitir o País como primeiro membro não europeu, o Conselho do ESO rescindiu o contrato com o governo brasileiro - que nunca pagou nem ratificou o acordo.

Segundo o Conselho, o ESO seguirá aberto para acolher o Brasil a "qualquer momento". O valor do acordo era de 270 milhões de euros (cerca de R$ 1 bilhão), que deveriam ser pagos até 2021. O ESO, nesse período, tratou o País como membro interino. Projetos de astrônomos brasileiros eram avaliados como se o Brasil fosse membro, o que dá vantagens competitivas.

Agora, com a rescisão do contrato, cientistas brasileiros que quiserem usar os observatórios do ESO terão de concorrer como representantes de um país não membro, com critérios muito mais rígidos de seleção.

O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações disse defender a participação do País no ESO e fazer "gestões junto ao governo federal" pela adesão. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



O PROBLEMA NÃO É SÓ JURÍDICO - ENVOLVE MUITO DINHEIRO NESSA ABSOLVIÇÃO DE LULA



PT aumenta pressão por Lula no Supremo

Estadão Conteúdo










Cristiane Zanin pediu que em último caso, Edson Fachin coloque o habeas corpus em mesa

O PT aumentou nesta quarta-feira (14), a pressão sobre o Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar impedir a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Sem espaço de negociação com a presidente da Corte, Cármen Lúcia, os petistas passaram a focar no ministro Edson Fachin, que é relator de um habeas corpus para tentar garantir a liberdade do ex-presidente.

Pela manhã, o advogado de Lula e ex-ministro do STF, Sepúlveda Pertence, admitiu a mudança da estratégia após se encontrar com Cármen Lúcia. "Temos que trabalhar agora junto ao ministro Fachin", disse.

Cerca de 20 deputados do PT também se reuniram com a presidente do Supremo no fim da tarde. O líder do partido na Câmara, deputado Paulo Pimenta (RJ), entregou um documento à ministra a favor de Lula e que, segundo ele, foi assinado por líderes de 13 partidos, totalizando o apoio de 306 deputados.

Em ambos os encontros, a presidente do STF reiterou que não vai levar a julgamento nenhuma das ações que discutem a prisão após condenação em segunda instância. Cármen não sinalizou que pretende pautar o habeas corpus de Lula. No entanto, nas duas audiências, afirmou que nada impede o relator de levar o pedido de liberdade a julgamento. Bastaria que Fachin, durante a sessão plenária, colocasse o habeas corpus "em mesa", como se diz no jargão jurídico, o que obrigaria a análise pelo conjunto de ministros.

Nesta mesma quarta-feira, deputados do PT pediram uma audiência com Fachin para falar da situação do ex-presidente. "Habeas corpus é uma matéria prioritária. Há um gesto que depende do relator", afirmou o deputado Paulo Pimenta (RS), após reunião com a ministra.

Sepúlveda e o advogado Cristiane Zanin, que também faz parte da equipe de defesa de Lula, acompanharam a sessão do plenário do Supremo, e, ao final, conversaram com Fachin. "Agora é esperar o pronunciamento do ministro", disse Zanin.

Novo pedido

Além da pressão política, a defesa de Lula protocolou um novo pedido para que o ministro reconsidere a decisão liminar que negou o habeas corpus de Lula, em fevereiro, e suspenda a ordem de prisão contra o ex-presidente até que as ações que discutem o cumprimento de sentença após condenação em segunda instância sejam discutidas no plenário. Se Fachin não atender a esses pedidos, a defesa pede que o ministro leve o habeas corpus para análise de mérito da Segunda Turma do STF, e retire a responsabilidade do plenário.

Em último caso, os advogados requerem que Fachin coloque o habeas corpus em mesa, o que faria o plenário analisar o pedido sem que a presidente paute.

Posição mantida

Apesar dos apelos, Fachin já afirmou que tomou a sua decisão ao negar o HC de Lula e que, desta forma, não há pendência de resposta do Supremo quanto ao caso do ex-presidente. O ministro também tem dado declarações de que não vai rever a sua posição em relação à prisão após a condenação em segunda instância.

"O entendimento que tenho sobre essa matéria é um entendimento que deriva de uma convicção consolidada. O Supremo já se manifestou sobre esse tema três vezes, inclusive uma no âmbito de repercussão geral", afirmou Fachin em entrevista na última segunda-feira.

E completou: "A rediscussão fica a cargo da presidente do Supremo, e apoio a condução que a presidente fizer num ou outro sentido (pautar ou não). Mas não vejo razões teóricas nem práticas para alterar essa deliberação. Se vier a ser pautado, e reapreciado, meu entendimento seguirá inalterado".

Votos

A jurisprudência atual do STF, definida no fim de 2016, por 6 votos a 5, é de que é cabível a prisão após a condenação em segunda instância. A defesa de Lula quer a revisão desse entendimento, para que ele possa responder em liberdade até o trânsito em julgado (esgotamento de possibilidade de recorrer).

Como o ministro Gilmar Mendes indicou que pode mudar de voto, os advogados esperam que um novo julgamento das ações que tratam do tema de maneira mais ampla possibilite a concessão do habeas corpus a Lula. Líderes do PT, no entanto, já preveem a possibilidade de o ex-presidente ser preso antes da Páscoa, em 1.º de abril. s informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


PROBLEMAS DO EGOÍSMO



As várias faces do egoísmo

Simone Demolinari 







Podemos definir egoísmo como um comportamento exclusivista onde uma pessoa coloca seus interesses, desejos e necessidades em primeiro lugar, em detrimento (ou não) dos demais.
Não é difícil reconhecer alguém tipicamente egoísta, difícil é saber as causas que o levam a tal comportamento. Esse é o “x” da questão. Não há nenhuma conclusão sobre a origem do comportamento egoísta. Alguns estudiosos defendem a teoria do gene egoísta, enquanto outros, afirmam que são razões comportamentais e psicológicas que formam um indivíduo egocentrado.
Sendo natural ou adquirido, o indivíduo egoísta possui baixa consciência emocional, o que o limita enxergar o outro. Aliás, uma característica marcante do egoísmo é dificuldade de se colocar no lugar do outro. Não há empatia, ao contrário, há uma impaciência com o que é diferente a si.
Dificilmente alguém se assume egoísta, porém, alguns comportamentos marcam sua personalidade, tais como:
– Narcisismo: egoísmo e narcisismo andam de mãos dadas. Isso porque em ambos coloca o “eu” está no centro. São pessoas imersas em si, sentem-se superiores aos demais e estão sempre se posicionando no centro do universo. Carregam consigo a sensação de que seus interesses devem ser privilegiados em detrimento dos interesses de quem quer que seja, pois sentem-se mais merecedores.
– Dificuldade para compreender a dor do outro: para que haja um entendimento é preciso a interação de duas percepções: racional e emocional. O egoísta entende racionalmente porém sua percepção emocional não atinge o mesmo nível, por isso dificilmente mudam.
– Dificuldade em mudar: a mudança ocorre à partir de algumas emoções: remorso, sentimento de culpa e principalmente uma boa autocrítica. Sem compreensão emocional não há transformação. Quando há mudança é porque algo está lhe prejudicando, nesse caso, mudam por interesse próprio.
–Cada um por si: esperar que o indivíduo egoísta tenha zelo pelo outro é esperar em vão. Ele define o que é bom para si, e se, o outro não reivindicar, a decisão está tomada.
–Contabilidade negativa: são exigentes, cobram muito, mas dão pouco.
- Lógica invertida: fazem com o outro o que não gostam que fazem consigo.
–Lógica vantajosa: não considera o contexto do outro. O pensamento é mais ou menos assim: “se o outro aceitou é porque não estava tão ruim assim”. Um pensamento simplista que não leva em consideração outros fatores.
– Subestimam a dor alheia: pela incapacidade em acolher o outro, desmerecem seus problemas. Dessa forma, usam sempre a expressão: “você está exagerando”, ou “ o problema não é tão grave assim”, “você reclama demais”. Frase típica de quem não quer se envolver.
Aparentemente, os egoístas parecem fortes, mas isso não é verdade. No fundo, são pessoas inseguras, por vezes ansiosas, com grande dificuldade de viverem sozinhas, por isso precisam sempre de alguém. É a mesma lógica do parasita que não vive sem o hospedeiro, mas não dá nada em troca, só tira.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

  Brasil e Mundo ...