segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

FALTA DE VOTOS PODE IMPEDIR A COPA DO MUNDO NA AMÉRICA DO NORTE EM 2026



Donald Trump é obstáculo para Copa do Mundo de 2026 na América do Norte

Estadão Conteúdo








A frase levou os torcedores mexicanos à loucura. Mas, nos bastidores da cartolagem dos Estados Unidos, ela evidenciou um problema: Donald Trump

Na semana passada, um dos maiores astros da história do futebol nos Estados Unidos, Landon Donovan, mandou um recado diretamente a Donald Trump quando foi apresentado como o novo jogador do time mexicano Leon: "não acredito em muros". A mensagem era uma referência às promessas do presidente norte-americano de construir a barreira entre o México e os EUA.

A frase levou os torcedores mexicanos à loucura. Mas, nos bastidores da cartolagem dos Estados Unidos, ela evidenciou um problema: Donald Trump. O presidente é interpretado como um obstáculo real a ser superado se os norte-americanos de fato querem sediar a Copa do Mundo de 2026, ao lado de México e Canadá.

Com mais de 40 estádios à disposição nos três países, promessas de renda inédita e uma infraestrutura invejável, a candidatura conjunta da América do Norte é considerada como a franca favorita para vencer a corrida por organizar a Copa do Mundo, a primeira com 48 seleções. A outra opção é Marrocos, país que já tentou em quatro oportunidades sediar o evento, sem sucesso.

A votação está marcada para ocorrer no dia 13 junho, em Moscou, na Rússia. Será também a primeira vez que todas as 209 federações nacionais votarão para escolher a sede da Copa do Mundo, um privilégio que se limitava aos 24 membros do Comitê Executivo da Fifa e alvo de escândalo de corrupção.

Mas, nos últimos meses, os comentários polêmicos de Donald Trump sobre política externa começaram a contaminar a campanha que era considerada como "imbatível". Ao chamar os países africanos de "buracos de merda", há menos de 10 dias, o presidente norte-americano disseminou o pânico entre os cartolas dos Estados Unidos. Afinal, será da África que virão mais de 25% dos votos que decidem a eleição.

Nesta sexta-feira, a Confederação Africana de Futebol (CAF) se reunirá e irá considerar um apoio dos 54 votos do continente para a candidatura do Marrocos. "Existe solidariedade na África", disse ao jornal norte-americano New York Times na semana passada o presidente da Federação de Futebol de Comores, Hassan Waberi. "Nos sentimos insultados", afirmou. "Os africanos apoiarão o Marrocos", confirmou Kwesi Nyantakyi, vice-presidente da CAF.

Mas Donald Trump também criou problemas ao tentar criar barreiras para a entrada de imigrantes muçulmanos no país. Na Fifa, outros 15 votos fora da África são de países com maioria de sua população muçulmana. Na América do Sul não existe ainda uma posição comum da Conmebol. Mas com as sanções norte-americanas contra a Venezuela, um consenso poderá ser difícil.

O mal-estar dos dirigentes norte-americanos ficou ainda mais nítido quando, no início do mês, uma pesquisa de opinião revelou que a confiança do mundo em relação à liderança dos Estados Unidos era a mais baixa de todos os tempos. Segundo o levantamento da Gallup em 134 países, apenas 30% dos entrevistados afirmam quer uma visão positiva do governo norte-americano. Com Barack Obama, a taxa era de 48%. A mesma pesquisa revelou que o mundo confia hoje mais na Alemanha e na China do que em Donald Trump.

Apesar do favoritismo total e de uma infraestrutura muito superior ao concorrente do norte da África, o presidente da US Soccer (a federação norte-americana de futebol), Sunil Gulati, sabe do desafio que Donald Trump representa. Para ele, a candidatura "não é apenas sobre estádios e hotéis". "É sobre a percepção que existe sobre os EUA e estamos em um momento difícil no mundo", afirmou.

"Apenas podemos controlar alguns fatores. Não podemos controlar o que ocorre na Coreia, com as embaixadas em Tel Aviv ou acordos climáticos", disse o dirigente, em uma referência às polêmicas decisões política de Donald Trump nos últimos meses. "Não podemos controlar a política", admitiu Sunil Gulati, há poucos dias em Londres.

Os organizadores da candidatura garantem o "total apoio de Washington" e também prometem que, se a Copa do Mundo for levada à América do Norte, ela será a mais bilionária da história. Em dificuldades financeiras, a promessa de dinheiro soa como música nos corredores da Fifa.

Mas, em março, outra exigência da entidade promete causar atritos. A Fifa pedirá que os governos garantam a suspensão de vistos para quem for ao torneio em 2026, medida que irá no sentido contrário da política de Donald Trump de endurecer as condições de entrada no país.

Pelas contas dos norte-americanos, eles terão de somar 104 votos para serem escolhidos. Mas fontes ligadas à candidatura de Marrocos acreditam que existe um espaço para roubar alguns votos da candidatura dos Estados Unidos.

Para isso, o governo marroquino já contratou um dos maiores especialistas em comunicação, Mike Lee, que levou o Rio de Janeiro a ganhar os Jogos Olímpicos de 2016 e garantiu a Copa do Mundo para o Catar em 2022. Os marroquinos alegam que apenas não ficaram com a Copa do Mundo de 2010 por conta de um pagamento de US$ 10 milhões que os sul-africanos fizeram para comprar votos na Fifa.

Dentro da entidade, porém, há quem duvide da imparcialidade do presidente Gianni Infantino. Um de seus principais cabos eleitorais, em 2016, foi justamente Sunil Gulati, que agora quer uma retribuição. Além disso, existe um sentimento entre os dirigentes do Conselho da Fifa de que a entidade precisa compensar os norte-americanos pela decisão de dar a Copa do Mundo de 2022 ao Catar e não para os Estados Unidos.

GOVERNO MINORITÁRIO DE MERKEL OU CONVOCAÇÃO DE NOVAS ELEIÇÕES NA ALEMANHA



Alemanha retoma conversas hoje para tentar formar governo de coalizão

Estadao Conteúdo










Negociações para a formação de um eventual governo de coalizão na Alemanha foram retomadas nesta segunda-feira, mas ainda não está claro se um acordo será fechado antes do fim do dia.

O grupo conservador da primeira-ministra Angela Merkel e o Partido Social-Democrata (SPD, na sigla em alemão) tinham como meta original chegar até ontem (domingo) a um acerto sobre a possível extensão de sua coalizão dos último quatro anos, mas ainda têm questões pendentes a discutir.

O SPD, de centro-esquerda, insiste em limitar o uso de contratos de trabalho temporários e busca reduzir as diferenças entre os sistemas de seguro-saúde público e privado do país.

"Presumo que podemos finalmente concluir isso hoje", comentou Volker Bouffier, vice-líder da União Democrata Cristã (CDU), partido de Merkel, ao chegar para as conversas. "Não tenho certeza, mas estou confiante. Talvez precisemos até amanhã de manhã", acrescentou.

Os esforços da Alemanha para formar um governo de coalizão, após a eleição indefinida de 24 de setembro do ano passado, já são os mais longos desde a Segunda Guerra Mundial. A aliança de Merkel venceu o pleito, mas não conquistou maioria absoluta no Parlamento.

Caso seja obtido um acordo, ele terá de ser submetido aos integrantes do SPD, muitos dos quais estão céticos depois de um resultado eleitoral desastroso. E esse processo demorará algumas semanas.

Um eventual fracasso nas negociações - ou a rejeição de um eventual acordo pelo SPD - deixará como únicas opções viáveis um governo minoritário sob comando de Merkel ou a convocação de novas eleições. Fonte: Associated Press.

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É LÍCITO EXPORTAR BOIS VIVOS PARA O ABATE?



AGU recorre de decisão judicial que impede exportação de bois vivos

Agência Brasil







A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRT-3) a suspensão da decisão judicial liminar (provisória) que impede a exportação de mais de 25 mil bois vivos e determina que os animais já embarcados em um navio atracado no Porto de Santos (SP) sejam imediatamente desembarcados.
A proibição provisória que a AGU questiona foi determinada pela 25ª Vara Federal Cível da Subseção Judiciária de São Paulo, na última quinta-feira (1), a pedido da organização não governamental (ONG) Fórum Nacional de Proteção Animal, que critica o transporte dos animais vivos a bordo do navio MV Nada, com destino a Turquia, onde seriam abatidos.
Para a AGU, o cumprimento da sentença liminar, com a consequente proibição da exportação de gado vivo, implicaria em grave lesão à ordem administrativa, à saúde pública e à economia pública, podendo submeter o setor agropecuário brasileiro a risco.
“A citada embarcação (MV Nada) tem condições de se submeter ao transporte internacional de animais de interesse pecuário por inúmeros países, constituindo um continente de alta movimentação de animais de diferentes origens, status sanitários, sistemas produtivos”, alega a AGU no recurso, sustentando que compete ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento calcular o risco sanitário atribuível ao trânsito internacional de animais de interesse agropecuário.
A tarde, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, se reuniu com o presidente da República, Michel Temer, no Palácio do Jaburu, em Brasília. Ao deixar o encontro, Maggi disse a jornalistas que o episódio é um “problema sério” para o país.
“Há um mercado livre bem competitivo no mundo. E o Brasil participa muito fortemente. Infelizmente, nesse embarque por Santos, houve interferência da Justiça, por ação de ONGs que afirmam que os animais não estão sendo bem tratados”, disse o ministro, confirmando que o recurso da AGU foi discutido com outras esferas do governo.
“Estamos esperando uma suspensão da liminar para que o navio possa sair. Até porque, este assunto é bastante complicado. Os bois já estão embarcados, sendo alimentados por ração vinda de outros países. Descarregar estes animais conforme a Justiça determinou traz um problema sanitário. Além de já ser um problema diplomático”, acrescentou Maggi, revelando que autoridades turcas já solicitaram informações sobre o assunto.
Para Maggi, será necessário discutir mudanças nas condições de exportações de bovinos vivos, que deverá ocorrer em um segundo momento, a fim de evitar prejuízos financeiros e malefícios para os próprios animais.

COLUNA ESPLANADA DO DIA 05/02/2018



O banco (dos réus)

Coluna Esplanada – Leandro Mazzini 







É pule de dez que o ex-presidente no Brasil do banco BNY Mellon faça delação e entregue os caciques políticos do PMDB que o meteram na cadeia. José Carlos Lopes Xavier de Oliveira foi preso preventivamente pela Polícia Federal na Operação Pausare, acusado de gestão fraudulenta que deu rombo de R$ 6 bilhões ao Postalis, o fundo previdenciário dos Correios. A prisão preocupa a sede americana do banco e o CEO Charles W. Scharf. A Justiça americana e o FBI podem entrar na operação caso se comprove que dinheiro de propina circulou nas planilhas da sucursal brasileira.
Arapongagem
Antes da prisão, o ex-presidente do BNY confidenciou a amigos que tinha medo de ser grampeado e vigiado pela Kroll. A empresa teria parceria com o banco americano.
Quem mandava
Suspeita-se que o banco, que administrava a carteira do Postalis, sofria ingerência no direcionamento de recursos em empresas de interesse de um séquito de políticos.
Meirelles 3 em 1
Do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, perguntado sobre as três coisas que julga mais importante na eleição deste ano: segurança, emprego e Previdência.
Fumaça perigosa
O resultado apertado no plenário do STF contra os aditivos de sabor nos cigarros deve aumentar o contrabando de produtos do Paraguai para o Brasil – estes, sim, com aditivos e substâncias perigosas, que entram clandestinamente no país pela fronteira Sul e não pagam impostos. A tese é do ministro Gilmar Mendes, voto vencido na questão.
Teoria do licor
O ministro Marco Aurélio provocou em seu voto (vencido) pela liberação dos aditivos: “do jeito que está vamos ter de acabar com o bombom de licor para que as pessoas não sejam pegas alcoolizadas”. O ministro Luiz Fux emendou: “ou que sejam reprovadas no bafômetro”.
Fala, JB
Eventual candidato ao Planalto pelo PSB, o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa tem um bom motivo para gritar contra a impunidade no país, que revolta a sociedade. O relator do Mensalão viu todos os políticos condenados serem absolvidos por indulto presidencial de Dilma Rousseff, endossada pelo próprio pleno do Supremo.
Freire & Alckmin
Roberto Freire, presidente do PPS, vai anunciar dia 25 de março o apoio do partido à candidatura de Alckmin ao Planalto. Freire o convidou para a festa do PPS.
Mobilização
Dirigentes da CSB, CUT, Força Sindical e UGT lançarão dia 19 deste mês no Congresso Nacional a campanha contra a proposta da Reforma da Previdência.
Tonhão x Temer
Presidente da CSB, Antônio Neto, um fundador do MDB e amigo de Michel Temer, migrou para o PDT, virou oposição e pretende concorrer ao Senado por São Paulo. Espera oficializar dia 8 de março, quando Ciro Gomes será lançado ao Planalto pelos pedetistas em Brasília.
Ser ou não ser
Ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero quer conversar com Carlos Lupi, do PDT, e Carlos Siqueira, do PSB, antes de decidir sobre qual o partido escolherá para concorrer a deputado federal pelo Rio de Janeiro.
Mineirices
Um grupo do PSB em Minas lançou manifesto pela candidatura do ex-prefeito de Montes Claros Ruy Muniz para o Senado pelo Estado. A mesma claque quer o ex-prefeito Marcio Lacerda candidato ao governo.
Calça Curta
Constrangimento na sessão do STF de abertura do ano. O ex-ministro Sepúlveda Pertence entrava no plenário quando suas calças caíram à altura do joelho. Um montinho de amigos o rodeou para se recompor.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

  Brasil e Mundo ...