segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

COLUNA ESPLANADA DO DIA 05/02/2018



O banco (dos réus)

Coluna Esplanada – Leandro Mazzini 







É pule de dez que o ex-presidente no Brasil do banco BNY Mellon faça delação e entregue os caciques políticos do PMDB que o meteram na cadeia. José Carlos Lopes Xavier de Oliveira foi preso preventivamente pela Polícia Federal na Operação Pausare, acusado de gestão fraudulenta que deu rombo de R$ 6 bilhões ao Postalis, o fundo previdenciário dos Correios. A prisão preocupa a sede americana do banco e o CEO Charles W. Scharf. A Justiça americana e o FBI podem entrar na operação caso se comprove que dinheiro de propina circulou nas planilhas da sucursal brasileira.
Arapongagem
Antes da prisão, o ex-presidente do BNY confidenciou a amigos que tinha medo de ser grampeado e vigiado pela Kroll. A empresa teria parceria com o banco americano.
Quem mandava
Suspeita-se que o banco, que administrava a carteira do Postalis, sofria ingerência no direcionamento de recursos em empresas de interesse de um séquito de políticos.
Meirelles 3 em 1
Do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, perguntado sobre as três coisas que julga mais importante na eleição deste ano: segurança, emprego e Previdência.
Fumaça perigosa
O resultado apertado no plenário do STF contra os aditivos de sabor nos cigarros deve aumentar o contrabando de produtos do Paraguai para o Brasil – estes, sim, com aditivos e substâncias perigosas, que entram clandestinamente no país pela fronteira Sul e não pagam impostos. A tese é do ministro Gilmar Mendes, voto vencido na questão.
Teoria do licor
O ministro Marco Aurélio provocou em seu voto (vencido) pela liberação dos aditivos: “do jeito que está vamos ter de acabar com o bombom de licor para que as pessoas não sejam pegas alcoolizadas”. O ministro Luiz Fux emendou: “ou que sejam reprovadas no bafômetro”.
Fala, JB
Eventual candidato ao Planalto pelo PSB, o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa tem um bom motivo para gritar contra a impunidade no país, que revolta a sociedade. O relator do Mensalão viu todos os políticos condenados serem absolvidos por indulto presidencial de Dilma Rousseff, endossada pelo próprio pleno do Supremo.
Freire & Alckmin
Roberto Freire, presidente do PPS, vai anunciar dia 25 de março o apoio do partido à candidatura de Alckmin ao Planalto. Freire o convidou para a festa do PPS.
Mobilização
Dirigentes da CSB, CUT, Força Sindical e UGT lançarão dia 19 deste mês no Congresso Nacional a campanha contra a proposta da Reforma da Previdência.
Tonhão x Temer
Presidente da CSB, Antônio Neto, um fundador do MDB e amigo de Michel Temer, migrou para o PDT, virou oposição e pretende concorrer ao Senado por São Paulo. Espera oficializar dia 8 de março, quando Ciro Gomes será lançado ao Planalto pelos pedetistas em Brasília.
Ser ou não ser
Ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero quer conversar com Carlos Lupi, do PDT, e Carlos Siqueira, do PSB, antes de decidir sobre qual o partido escolherá para concorrer a deputado federal pelo Rio de Janeiro.
Mineirices
Um grupo do PSB em Minas lançou manifesto pela candidatura do ex-prefeito de Montes Claros Ruy Muniz para o Senado pelo Estado. A mesma claque quer o ex-prefeito Marcio Lacerda candidato ao governo.
Calça Curta
Constrangimento na sessão do STF de abertura do ano. O ex-ministro Sepúlveda Pertence entrava no plenário quando suas calças caíram à altura do joelho. Um montinho de amigos o rodeou para se recompor.

sábado, 3 de fevereiro de 2018

MEXER COM O PÊNIS DO HOMEM É UM PERIGO



Branqueamento de pênis proposto na Tailândia preocupa cirurgiões

Agência France Presse









Homem é submetido ao procedimento no Lelux Hospital, na Tailândia

Depois do alongamento de pênis, vem agora o branqueamento. A clínica tailandesa que causou polêmica com o lançamento deste serviço também gera receio entre os cirurgiões plásticos, reunidos esta semana em um congresso em Paris.
"Honestamente, acredito que não devam fazer isso", disse à reportagem Fabien Boucher, cirurgião plástico francês, que participa do Congresso Imcas (International Master Course on Aging Science).
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"A maioria das substâncias usadas são agressivas (...) Isso não deveria ser realizado em pacientes que absolutamente não precisam", enfatizou o cirurgião italiano Massimiliano Brambilla.
Na Tailândia, país obcecado com a cor da pele, uma clínica reconhecida por sua experiência em serviços de branqueamento, o Lelux Hospital, propõe há vários meses intervir com suas técnicas na tonalidade dos pênis por um preço de 520 euros (650 dólares) por cinco sessões com laser.
"Temos cerca de 100 clientes por mês, três ou quatro por dia", afirmou em janeiro à reportagem Bunthita Wattanasiri, um dos responsáveis da clínica.
Esta nova técnica foi amplamente comentada pelos meios de comunicação tailandeses depois que o centro médico divulgou imagens de um homem submetido a tal operação. O Ministério da Saúde deste país recomendou que as pessoas não realizem essa intervenção.
Os especialistas alertam sobre alguns perigos do branqueamento de pênis. Ao ser realizado com ácido ou laser, pode causar queimaduras, cicatrizes, manchas no órgão, ou o paciente pode inclusive acabar com o pênis mais escuro que de início.
Fabien Boucher destacou que até agora não foi realizado nenhum estudo sobre o uso do laser ou ácido para branquear o pênis, e tampouco foi desenvolvido um produto específico para esta parte do corpo.
"A pele do pênis é extremamente específica, é fina com certas particularidades hormonais", insistiu. Além disso, a pele do pênis é naturalmente mais escura que o resto do corpo.
Enquanto as intervenções estéticas nas partes íntimas masculinas diminuem, os tratamentos estéticos do sexo feminino aumentam.
Em 2016 foram realizadas no mundo mais de 95 mil labioplastias (redução dos pequenos ou grandes lábios) e mais de 50 mil vaginoplastias (rejuvenescimento vaginal), segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica (ISAPS).
Já o número de operações de alongamento de pênis diminuiu no mundo (-28%), segundo as cifras desta organização.

OS TRÊS PODERES: JUDICIÁRIO, EXECUTIVO E LEGISLATIVO CONSOMEM TODO O DINHEIRO ARRECADADO DA NÃO E AINDA CAUSAM DÉFICIT



Auxílio-moradia para os três poderes custa R$ 817 milhões ao país

Estadão Conteúdo









Um levantamento feito pela Consultoria de Orçamentos, Fiscalização e Controle do Senado mostrou que a União gastou aproximadamente R$ 817 milhões em 2017 com o pagamento de auxílio-moradia nos três Poderes: Legislativo, Executivo e Judiciário. Os dados constam do site Siga Brasil, sistema de informações sobre orçamento público federal, e foram coletados em dezembro. No total, o impacto financeiro do benefício nos gastos públicos ultrapassa os R$ 4,3 bilhões nos últimos oito anos.

Em 2018, a União deve gastar R$ 831 milhões, segundo previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA), aprovada pelo Congresso em dezembro. Mas isso não significa que a União vai pagar, efetivamente, esse total. No ano passado, por exemplo, o Congresso havia autorizado R$ 865 milhões em gastos com auxílio-moradia, mas o total pago ficou em R$ 817 milhões - valor atualizado pela inflação tendo como base o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA).

O debate sobre o peso do auxílio-moradia no Orçamento da União ocorre após virem a público casos de magistrados que recebem o benefício mesmo tendo domicílio próprio nas cidades em que atuam.

O auxílio foi garantido por liminar do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, a juízes de todo o País em 2014. O pagamento foi estabelecido pela Lei Orgânica da Magistratura, de 1979. Pelo texto, além do salário, magistrados dispõem desse direito "nas localidades em que não houver residência oficial à disposição". Na quinta (1º), a categoria incluiu a discussão do tema em uma manifestação realizada em Brasília.

Entretanto, não é apenas no Judiciário que os agentes públicos podem requerer o benefício. Tanto integrantes do Legislativo como do Executivo podem ter acesso ao pagamento. Em 2017, o maior montante foi pago pelo Executivo. Foram R$ 330 milhões de despesas com o benefício, concedidos a agentes públicos civis e militares, no Brasil ou no exterior.

O Judiciário foi o segundo poder que mais custeou o auxílio-moradia para seus membros, com R$ 291 milhões gastos, seguido do Ministério Público - R$ 108 milhões. O Legislativo garantiu R$ 10 milhões em pagamentos deste tipo.

Evolução. O mesmo levantamento realizado pela consultoria do Senado apontou que o custeio de auxílio-moradia subiu de R$ 75 milhões em 2010, nos três Poderes, para R$ 817 milhões no ano passado, em valores reais. O aumento mais significativo ocorreu entre 2014 e 2015, quando Fux concedeu a liminar beneficiando todos os magistrados. Em 2014, a União gastava R$ 363 milhões; em 2015, R$ 820 milhões.

"É possível observar uma trajetória de crescimento dos gastos, com salto considerável entre 2014 e 2015. O referido salto é decorrência de decisões do Supremo Tribunal Federal que beneficiaram membros do Judiciário, concedendo-lhes direito à percepção do auxílio-moradia, e de consequentes normas do Conselho Nacional de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério Público", diz o estudo.

O Congresso gastou, em média, R$ 810.930,95 por mês em 2017 com auxílio-moradia para deputados e senadores. Na Câmara, 151 parlamentares que não utilizam apartamentos funcionais têm direito a receber o benefício - 70 recebem em espécie e 81 pedem reembolso.

Segundo a assessoria da Câmara, "as normas que regulamentam o auxílio-moradia não condicionam a concessão do benefício à inexistência de imóvel próprio" no Distrito Federal. No Senado, 16 parlamentares pedem o auxílio de R$ 5,5 mil. Em dezembro, a Casa gastou R$ 79.933,33 com o benefício e, nos demais meses do ano, a média de gasto foi de R$ 87.822,58.

Forças. Após o comandante da Marinha, Eduardo Bacellar Leal Ferreira, defender, em entrevista ao Estado, a volta do auxílio-moradia para militares, o presidente Michel Temer considerou "justa" a reivindicação. Temer disse ao Estado que ainda não há decisão, mas que os militares têm "defasagem salarial". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O PÚBLICO LGBT TEM ALTO PODER AQUISITIVO



'Pink money': público LGBT tem cada vez mais peso no mercado de consumo

Fábio Corrêa








No bar onde trabalha, Giselle afirma que os clientes LGBTs não reclamam de pagar R$ 20 por um drinque; alto poder aquisitivo faz com que esse público gaste mais

O público LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Trans) tem cada vez mais peso na economia do país. Movimentado por esse segmento, o chamado “pink money” (ou “dinheiro rosa”) soma cerca de R$ 420 bilhões por ano somente no Brasil, conforme dados da associação internacional de empresas, a Out Leadership.
Levantamento do site Guia Gay coloca a capital mineira como a segunda cidade brasileira com maior número de estabelecimentos voltados para o atendimento desse público específico – cerca de 50 –, à frente do Rio de Janeiro e atrás apenas de São Paulo.
Para se ter ideia, a Parada do Orgulho LGBT realizada em BH no ano passado girou em torno de R$ 4,3 milhões, de acordo com pesquisa da Belotur em parceria com a UFMG. “Reflete em lotação de hotéis, emprego gerado, restaurante aberto, corrida de táxi e até em visitas à feira hippie. Quando o turista chega, ele vai viver a cidade no geral, e quem ganha com isso, além dos empresários, são o município e o Estado”, diz Welton Trindade, sócio-proprietário da Guiya Editora, responsável pelo Guia Gay BH, publicação que tem roteiros em mais seis capitais.
Êxito
Empresário no ramo hoteleiro, Douglas Drumond apostou no setor e está colhendo bons frutos. Há quatro anos, trouxe para a capital o 269 Chilli Pepper, empreendimento que mistura boate com hospedagem de diárias curtas voltado para o público gay. “Quando inauguramos, batíamos recorde de faturamento a cada mês. Em 2016, tivemos uma parada de crescimento, que voltou ao normal no ano passado. Janeiro de 2018 já foi bastante positivo”, diz.
A agência de viagens Friendly Tour também comemora os ganhos com o atendimento exclusivo para LGBTs. “O cliente mineiro é de uma classe diferenciada. São universitários, na faixa etária acima dos 30 anos”, conta o sócio-proprietário Roberto Dunkel. A empresa trabalha em parceria com navios e festas internacionais.
Dificuldades
Apesar do sucesso, nem tudo é um mar de rosas. Elismar Marcelino, proprietário da In Par Cerimonial, criada há um ano na cidade com foco em casamentos homoafetivos, afirma que ainda existe o preconceito por parte de alguns fornecedores.
Desde a inauguração, a empresa realizou três uniões de pessoas do mesmo sexo. Já está com mais um contrato fechado para 2018 e outros dois para o ano que vem, com até 500 convidados.
Porém, há dificuldades para encontrar fornecedores. “Informo o nosso direcionamento, com clareza, mas apenas 30% deles respondem”, diz Elismar.
Recentemente, o tratamento dado ao cerimonial por uma casa de eventos mudou de “cortesia para grosseria” quando os proprietários descobriram que o casamento era entre pessoas do mesmo sexo. “Cancelamos e eles perderam R$ 4 mil e outras parcerias futuras”, lembra o dirigente da In Par.
“Pedi para o funcionário anotar o modelo e o ano dos carros. Descobrimos que os casais gays têm, em média, os melhores veículos” (Ddouglas Drumond, dono do Green Park Motel)
Alto poder aquisitivo leva gays a desembolsar mais
O poder aquisitivo é uma das explicações para o alto consumo do público gay. Segundo o Censo IBGE 2010, enquanto as famílias brasileiras formadas por pessoas de gêneros diferentes representam 3,41% da parcela que recebe de cinco a dez salários mínimos, casais LGBTs chegam a 9,55% desse grupo.
Como a maioria não tem herdeiro, fica livre de arcar com alimentação e educação. “Não existe esse planejamento de ‘quando eu morrer vou deixar para os meus filhos’, e a grande parte quer mais é gastar”, frisa Douglas Drumond, também proprietário do Motel Green Park.
Foi na hospedagem que o empresário comprovou o poder de compra LGBT. “Pedi ao funcionário da portaria para anotar o modelo e o ano dos carros que entravam. Descobrimos que, em média, os casais gays têm os melhores veículos”, conta.
“A população LGBT tenta se fazer respeitada e entendida de diversas formas, e uma das grandes forças que ela tem é a de consumo”, explica Ricardo Gomes, presidente da Câmara de Comércio e Turismo LGBT do Brasil. Ele lembra a máxima de que o cliente pode fechar uma empresa ao gastar em outros lugares.
Sem confusão
Produtor da festa Caramelo Sundae, realizada há oito anos, Eduardo Ponzio crê que o consumidor homossexual, além de gastar mais, ainda promove ambiente agradável. “Nunca vi confusão em eventos que abarcam o público. Por isso, heterossexuais acabam frequentando locais destinados aos LGBTs, onde se sentem mais à vontade”, afirma.
A bartender Giselle Salviano, funcionária de uma boate LGBT, também percebe o potencial de compra dessa parcela da população. “Vendo drinks que geralmente custam mais de R$ 20. Ninguém reclama do preço. O público é bem fiel, e não para de beber”.
Giselle integra o segmento e avalia que BH ainda precisa ofertar mais opções de diversão. Assim como Douglas Drumond, para quem um dos poucos atrativos na cidade é a Parada Gay. “Mas deveria ser vinculada a um feriado”, diz.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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