segunda-feira, 16 de outubro de 2017

COLUNA ESPLANADA DO DIA 16/10/2017



O preço do poder

Coluna Esplanada – Leandro Mazzini








O presidente Michel Temer escalou os líderes do Governo no Congresso, André Moura (PSC-SE), e na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-P), para tentar conter rebeliões na base às vésperas da votação da segunda denúncia na Comissão de Constituição e Justiça. Em reuniões, os líderes mantêm o presidente informado sobre o humor dos deputados. Na estratégia de que “é dando que se recebe”, Temer adiantou a Moura e Ribeiro que serão liberados mais de R$ 500 milhões em emendas e mais de R$ 10 bilhões nos próximos dias para programas dos ministérios comandados pelas bancadas da Casa.
Língua solta
As tratativas para delação premiada de Fernando Cavendish, da Delta, envolvem mais nomes de políticos do Rio de Janeiro além do presidente de um partido.
Cartas à mesa
A Frente Parlamentar pela Legalização dos Jogos, que será lançada na terça, reúne mais de 250 parlamentares. Donos de cassinos dos EUA e Europa estarão em Brasília.
É campanha
A maioria dos ministros da Esplanada egressos da Câmara já separa dois dias da semana exclusivamente para receber prefeitos, vereadores e deputados estaduais nos gabinetes.
Demóstenes 2.0
Entrou em 9 de agosto na CCJ do Senado e aguarda relator o pedido de anulação da cassação do ex-senador Demóstenes Torres. Ele quer recuperar os direitos políticos. O eventual retorno de Demóstenes, caso consiga reaver os direitos políticos cassados até 2027, é tratado como estratégico pelo grupo de Marconi Perillo em Goiás.
Pedra na sola
Caso o ex-senador seja candidato ao Governo, Demóstenes atrapalha os planos de Ronaldo Caiado (DEM), pré-candidato ao Palácio das Esmeraldas contra o escolhido de Marconi, o vice José Eliton. Ex-amigos, Caiado e Demóstenes chegaram a trocar fortes acusações em artigos em jornais locais há dois anos.
Ação na tela
Mais da vindoura campanha propositiva de comparação de números Dilma-Temer que o Palácio deve soltar, em relação a maio de 2016 (quando Dilma foi cassada) até agosto deste ano: As exportações passaram de US$ 73 bilhões para US$ 145 bilhões; O saldo da balança comercial pulou de US$ 19 bilhões para US$ 48 bilhões.
Facilidade$
Denunciada na CPI dos Fundos de Pensão, a empresa Par Facilities continua faturando junto ao erário, mais precisamente na área da Caixa. Fundada por Júlio Neves, ex-diretor da Funcef, a empresa mudou de nome para Corpore Facilities.
Vem pra Caixa
A Corporate mantém a gestão de prédios da Caixa e da Caixa Seguros, apesar da suspeita levantada na CPI de ser uma ‘lavanderia’ a serviço do grupo do ex-presidente da Funcef Guilherme Lacerda.
Eu, hoje..
Um dos articuladores para que a votação do afastamento do senador Aécio Neves (PSDB-MG) seja secreta, o tucano Cássio Cunha (PB) tinha outra opinião em novembro de 2015 quando o plenário decidiu manter o então senador Delcídio do Amaral preso.
.. e lá atrás
“Uma emenda constitucional [PEC 35/2011] fez com que o voto aberto passasse a ser regra, mesmo para o caso de cassação dos parlamentares. É o desejo da sociedade, do povo, pelo voto aberto”, disse o senador Cássio durante a sessão.
Inferno midiático
Na esteira do discurso do deputado Pr Feliciano, o deputado Pr Ezequiel Teixeira (Podemos-RJ) está inconformado com o que diz ser ‘domínio da agenda de esquerda’ na mídia. Nas pregações convoca os fiéis a boicotarem a TV Globo e a revista Veja que, segundo ele, apresentam o que chama de 'ideologia de gênero' como ‘o novo normal’.
Da bomba 1
Sobre nota publicada aqui, a Raízen informa que um diretor foi ao MP Federal para falar sobre o combate ao mercado irregular em geral no setor de combustíveis e que em nenhum momento criticou a ANP.
Da bomba 2
A Raízen mantém contato permanente com o MPF para contribuir com informações técnicas importantes relacionadas a questões tributárias e de qualidade. Informa ainda que foi prejudicada pela usina Canabrava em contaminação de combustível distribuído.
Ponto Final
“Incrível como os petistas insistem na mentira como arma de ataque. Ao falar de Educação, o PT mente”
Do ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM-PE)



sábado, 14 de outubro de 2017

BATTISTI NÃO SERÁ EXTRADITADO PARA A ITÁLIA



Ministro do STF concede liminar para barrar 'eventual extradição' de Battisti

Estadão Conteúdo








Battisti já está em liberdade

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), barrou nesta sexta-feira, 13, uma "eventual extradição" do italiano Cesare Battisti - condenado à prisão perpétua na Itália sob acusação de quatro assassinatos. No último dia de seu segundo mandato, em 2010, o então presidente Lula assinou decreto no qual negou ao governo italiano o pedido de extradição do ativista.

"Defiro a liminar para, preventivamente, obstar eventual extradição do paciente, até que esta Corte profira julgamento definitivo neste writ, em Sessão designada para o dia 24 de outubro de 2017. Solicitem-se, com urgência, informações e, após, abra-se vista à Procuradoria-Geral da República", decidiu.

O italiano foi preso em flagrante na quarta-feira, 4, tentando atravessar a fronteira do Brasil com a Bolívia, a Polícia Federal apreendeu US$ 6 mil e 1.300 euros, além de "documentos diversos" e, ainda, o que os agentes rotularam de "objeto não classificado".

Battisti já está em liberdade. Depois de ser autuado em flagrante pela Polícia Federal de Corumbá (MS) e ter contra si decreto de prisão preventiva expedido pela Justiça Federal do Mato Grosso do Sul, o italiano foi beneficiado por um habeas corpus do desembargador José Marcos Lunardelli, do Tribunal Regional Federal da 3.ª Região (TRF3), que acolheu pedido do advogado de defesa Igor Tamasauskas.

NA POLÍTICA BRASILEIRA NÃO TEMOS TRANSPARÊNCIA E HONESTIDADE NAS DECISÕES POLÍTICAS



Para OAB, é inadmissível que Senado use voto secreto para decidir sobre Aécio

Estadão Conteúdo








"Mais que nunca, a sociedade brasileira exige transparência e honestidade na aplicação da justiça. Voto aberto, portanto", clamou o presidente nacional da OAB, Cláudio Lamachia

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) reputou como "inadmissível" a hipótese de o Senado adotar a votação secreta para resolver sobre o afastamento do senador Aécio Neves (PSDB-MG), determinado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) em 26 de setembro.

"Mais que nunca, a sociedade brasileira exige transparência e honestidade na aplicação da justiça. Voto aberto, portanto", clamou o presidente nacional da OAB, Cláudio Lamachia. Segundo Lamachia, o Brasil passa por uma crise de ordem moral que submete a classe política brasileira ao maior desgaste de sua história. "O resgate de sua credibilidade, essencial à preservação da democracia, exige por parte dela rigoroso senso de cumprimento do dever cívico, dentro das regras da ordem jurídica e constitucional", opinou.

O STF decidiu na quarta-feira, 11, que o Senado deve dar a palavra final sobre o cumprimento de decisão de afastamento entre outras medidas cautelares que afetem direta ou indiretamente o exercício de mandato parlamentar. "Ao decidir que a suspensão de medidas cautelares a um parlamentar é prerrogativa do Legislativo, o Supremo Tribunal Federal colocou nas mãos do Senado uma responsabilidade que não admite subterfúgios, destacou o presidente da OAB. "A expectativa da OAB e da sociedade é de que os senadores honrem o seu mandato e sejam transparentes em suas decisões."



NOVA POLÊMIDA DE TRUMP - DESSA VEZ CONTRA O IRÃ



Trump ameaça acabar com acordo nuclear do Irã e pressiona Congresso e aliados

Estadão Conteúdo








"Se não conseguirmos acordo com o Congresso e nossos aliados, o acordo será rescindido", afirmou presidente americano nesta sexta

Os Estados Unidos abandonarão o acordo nuclear iraniano caso não consigam mudanças que tornem permanentes algumas de suas proibições e restrinjam o desenvolvimento de mísseis balísticos intercontinentais pelo país islâmico, disse nesta sexta-feira o presidente Donald Trump.

"Se não conseguirmos acordo com o Congresso e nossos aliados, o acordo será rescindido", afirmou. "Ele pode ser rescindido por mim a qualquer momento."

O líder americano acusou o Irã de ser o principal promotor do terrorismo internacional e se referiu a seu governo como uma "ditadura" e um "regime fanático" que provocou "morte, destruição e caos" ao redor do mundo.

Trump afirmou que Teerã violou elementos do pacto de 2015, o que contraria conclusão de inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica e de integrantes de seu próprio governo.

O presidente usou o suposto desrespeito de obrigações previstas no acordo para justificar sua decisão de não enviar ao Congresso documento que certifica o cumprimento do pacto pelo Irã. O prazo para realizar a comunicação vence no domingo. Sem isso, os parlamentares terão 60 dias para decidir se restabelecem ou não sanções contra o Irã.

Trump quer um caminho alternativo, pelo qual o Congresso aprova legislação com exigências adicionais relativas a mísseis e ao prazo de validade do acordo. Se violadas, eles levariam ao restabelecimento automático das sanções.

A posição americana enfrenta resistência, em diferentes graus, de todos os outros participantes do acordo: Irã, China, Rússia, Alemanha, França, Inglaterra e União Europeia.

Segundo eles, o pacto está funcionando e não há violações que justifiquem o seu abandono. Os europeus sustentam que os EUA devem tratar de outras questões não relativas ao programa nuclear fora do âmbito do acordo, em negociação direta com o Irã.

Também afirmam que manterão o pacto, mesmo sem a participação dos Estados Unidos.
Na avaliação de Trump, o acordo é um dos piores já negociados pelos Estados Unidos.

O presidente afirmou que as sanções foram levantadas no momento em que o regime iraniano estava prestes a entrar em colapso. "Ele deu à ditadura iraniana uma salvação política e econômica", disse Trump, que começou seu discurso com referências aos principais conflitos entre os dois países desde a revolução islâmica de 1979. (Claudia Trevisan, correspondente)

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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