terça-feira, 10 de outubro de 2017

COLUNA ESPLANADA DO DIA 10/10/2017



Brasil brilha em Vegas

Coluna Esplanada - Leandro Mazzini









Apesar de o jogo ser proibido no Brasil há 76 anos, o país foi protagonista na 17ª edição anual da Global Gaming Expo, realizada semana passada em Las Vegas. Três empresas de brasileiros brilharam: a Zitro de Johnny Ortiz, a FBM de Rui Francisco e Renato Almeida e a Ortiz Gaming de Alejandro Ortiz. São as três líderes mundiais de vídeo-bingos e vídeo-slots, referências mundiais e com produtos espalhados pelos EUA, Europa e Ásia, com geração de empregos e receitas em vários países após a proibição do setor no Brasil. A pergunta recorrente entre empresários estrangeiros é quando o Brasil vai autorizar os jogos. Na América do Sul só o governo brasileiro proíbe.
Strong

Após o atentado a tiros de domingo passado, a cidade se mobilizou em todo o trade turístico e comércio com o slogan Vegas Strong.

Mas...
Isso não impediu que muitos evitassem Vegas nos últimos dias. Só o hotel Treasure teve 59% de cancelamentos de reservas, segundo brasileiros hóspedes.

Inconstitucional 
O presidente da União Nacional dos Servidores das Agências Reguladoras (Unareg), Thiago Botelho, engrossa o coro de críticas ao projeto em tramitação no Senado que prevê a demissão de servidores por “insuficiência de desempenho”.

Acossamentos 
Botelho ressalta que a estabilidade dos servidores efetivos das agências é a garantia de que eles “possam exercer suas funções de maneira eficiente, ética e sem temer represálias e acossamentos”.

Exxon & Petrobras 
Quem acompanhou de perto a negociação da sociedade entre os americanos da Exxonmobil e Petrobras destaca que houve um termo de confidencialidade na parceria para o leilão em que a petroleira yankee surpreendeu o mercado e entrou com ágio alto nos campos da franja do pré-sal.

Confidencial 
Por esse termo a Petrobras teve de abrir informações confidenciais sobre os dados que descobriu nos campos faturados. Daí o grande interesse dos americanos. Foi considerada uma boa parceria.

Expertise
Os yankees entram com dinheiro e a Petrobras com a expertise de ponta na prospecção. A Petrobras não quis comentar.

Manifesto
O Ministério Público Federal se associou a mais de 20 entidades em apoio ao manifesto contra a nova Lei dos Planos de Saúde. O MP vê “retrocesso” na proposta relatada pelo tucano Rogério Marinho (RN).

Maratona 
Depois de mais de 100 palestras Brasil afora, o relator da reforma tributária na Câmara, deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), conclui o texto final da proposta que será apresentado nas próximas semanas. A centésima palestra ocorreu em Salvador. O tucano também apresentou o tema nos Estados Unidos e no Uruguai.

Unificação de tributos
O pilar da proposta de Hauly é a unificação de tributos de consumo. O texto também irá propor o fim dos impostos sobre alimentos e medicamentos. “Com o fim da apreciação das propostas sobre a legislação eleitoral e de outras agendas que dominaram esses meses, abre-se uma avenida para que o Congresso possa votar a reforma tributária”, pontua o deputado.

Reconvocado 
Magno Malta (PR-ES), que preside a CPI dos Maus-Tratos no Senado, não gostou da ausência de Gaudêncio Fidélis, curador da polêmica exposição Queermuseu, que pediu habeas corpus ao STF para não depor. O senador reconvocou Fidélis. Ainda não foi definida a data do depoimento.

Aviadoras 
Será realizado, no dia 28 de outubro, no auditório da Universidade Anhembi Morumbi (SP), o seminário “Aviadoras, o Reencontro”.

Pioneiras 
O evento, patrocinado pelo Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), terá palestras de pioneiras da aviação, que contarão histórias, experiências, dificuldades e conquistas.

Ponto Final
“A censura começa contra a nudez, depois impõe a mudez”
Do senador Cristovam Buarque (PPS-DF)[/ASS_FRA]

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

ALEMANHA LIMITA A ENTRADA DE REFUGIADOS



Bloco conservador alemão fecha acordo para limitar refugiados no país

Estadão Conteúdo









Bloco de Angela Merkel concordou em limitar a 200 mil por ano o número de pessoas que podem entrar no país por razões humanitárias

O bloco conservador da chanceler alemã Angela Merkel concordou neste domingo (8) em limitar o número de refugiados que ganham permissão para entrar na Alemanha anualmente, numa tentativa de atenuar suas diferenças no que diz respeito à imigração e formar uma necessária frente unida para as próximas negociações da coalizão.

O acordo ocorre duas semanas depois das eleições nacionais, que deram uma vitória amarga para os democratas-cristãos de Merkel e seus aliados da União Social Cristã, já que foi também a pior participação em quase 70 anos do partido Democrata Cristão. A União Social Cristã também é o grupo que mais fortemente critica internamente a política de imigração de Merkel.

No acordo, o bloco concordou em limitar a 200 mil por ano o número de pessoas que podem entrar na Alemanha por razões humanitárias. Os conservadores prometeram ao mesmo tempo que as pessoas não fossem devolvidas na fronteira alemã, expressando apoio ao direito de solicitar asilo na Alemanha e para a Convenção de refugiados de Genebra.

"Continuamos com nossos esforços para reduzir permanentemente o número de pessoas que fogem para a Alemanha e a Europa", afirma o rascunho do acordo, visto pelo The Wall Street Journal. "Queremos garantir que o número total de admissões por razões humanitárias... não exceda 200 mil pessoas por ano". Este limite seria alterado se a crise internacional o justificasse, diz o documento.

"Nós temos um entendimento comum de que temos que estabelecer um limite porque, de outra forma, estamos sobrecarregando uma sociedade", disse Jens Spahn, crítico proeminente da política de migração de Merkel e membro do comitê executivo de seu partido, à rede de televisão públicos ARD neste domingo.

O acordo parece ser, no entanto, uma concessão em grande parte simbólica aos aliados de Merkel, e que pode mudar pouco na prática, em parte porque o direito ao asilo está estabelecido na Constituição da Alemanha e, portanto, não pode ser facilmente alterado.

Um limite tão alto também provavelmente será difícil de implementar nas próximas negociações para forjar um governo de coalizão nacional, ainda não testado, com ambos os potenciais parceiros, os Democratas Livres e os Verdes.

Espera-se que as negociações comecem no final deste mês e possam avançar até o próximo ano porque são vistas como as mais desafiadoras na historia do pós-guerra.

Os Democratas e os Verdes Livres, ao longo do passado, rejeitaram as exigências para estabelecer qualquer restrição explícita aos números de refugiados, dizendo que isso seria uma violação da constituição.

Nos últimos dois anos, os aliados de Merkel insistiram em estabelecer um limite máximo anual de 200 mil sobre o número de requerentes de asilo para a Alemanha, após a decisão do chanceler de abrir as fronteiras, no segundo semestre de 2015. Aproximadamente 890 mil requerentes de asilo entraram na Alemanha apenas em 2015, seguido de 280 mil em 2016.

Um limite anual de 200 mil provavelmente não será atingido este ano, de acordo com estimativas recentes do Ministério do Interior, porque menos de 125 mil requerentes de asilo entraram na Alemanha este ano até o final de agosto.
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AMERICANO GANHO O NOBEL DE ECONOMIA DE 2017



Americano Richard H. Thaler conquista Prêmio Nobel de Economia

AFP









Thaler, que receberá 9 milhões de coroas suecas (944 mil euros), disse estar "muito feliz"

O Prêmio Nobel de Economia foi atribuído, nesta segunda-feira (9), ao americano Richard H. Thaler, da Universidade de Chicago, por seus trabalhos sobre os mecanismos psicológicos e sociais que operam nas decisões dos consumidores, ou investidores.
Richard H. Thaler demonstrou como algumas características humanas, entre elas os limites da racionalidade e as preferências sociais, "afetam sistematicamente as decisões individuais e as orientações dos mercados", explicou o Comitê do Nobel.
Com doutorado pela Universidade de Rochester (Estados Unidos), Richard Thaler teorizou o conceito de "contabilidade mental", explicando como indivíduos "simplificam a tomada de decisões financeiras, criando 'cases' em suas cabeças, concentrando-se no impacto de cada decisão individual, e não em seu efeito geral", de acordo com a Academia.
"Ele também mostrou como a aversão à perda pode explicar por que os indivíduos valorizam mais alguma coisa quando a possuem do que quando não a possuem", um fenômeno chamado "aversão à desposse".
Da Escola de Chicago criada por Milton Friedman, o premiado de 72 anos confirma a prevalência dos americanos entre os laureados das ciências econômicas. Dos 78 premiados até à data, mais de um terço era ligado a esta escola econômica.
Thaler, que receberá 9 milhões de coroas suecas (944 mil euros), disse estar "muito feliz" com o Prêmio Nobel e prometeu "tentar gastar seu prêmio da maneira mais irracional possível".
Nascido em 12 de setembro de 1945, o economista leciona atualmente na Universidade de Chicago.
Curiosamente, fez um pequena participação em 2015 no filme "A Grande Aposta", sobre a explosão da bolha imobiliária que levou em 2008 à crise financeira global

GOVERNO DA ESPANHA NÃO ADMITE A SEPARAÇÃO DA CATALUNHA



Espanha adverte que irá "restaurar a lei" se Catalunha declara independência

Estadão Conteúdo










No domingo, centenas de milhares de pessoas foram às ruas da Catalunha contra a possibilidade de separação da Espanha


O governo da Espanha está pronto para agir caso os líderes separatistas da Catalunha decretem a independência da região nesta terça-feira, como prometeram, afirmou nesta segunda-feira a vice-premiê, Soraya Sáenz de Santamaría. "Se declaram a independência, haverá decisões para restaurar a lei e a democracia", afirmou a vice do premiê Mariano Rajoy em entrevista à rádio COPE.

O líder do governo regional catalão, Carles Puigdemont, comparecerá no Parlamento regional na terça-feira à tarde para debater a situação política atual. Políticos pela independência disseram que ele deve realizar uma declaração de independência durante a sessão, embora alguns legisladores da coalizão de governo argumentassem que a medida teria apenas caráter "simbólico".

Sáenz de Santamaría pediu aos membros do governo da Catalunha que têm "respeito pela democracia e pela liberdade, que não se atirem ao precipício". Os líderes separatistas querem declarar a independência após um plebiscito no dia 1º de outubro que, na avaliação do governo e do Judiciário da Espanha, é ilegal.

Em entrevista publicada nesta segunda-feira no jornal alemão Die Welt, Rajoy descartou a chance de secessão. "A Espanha não será dividida e a unidade nacional será preservada. Nós faremos tudo que a legislação nos permite para garantir isso", afirmou. "Impediremos que esta independência ocorra."

Já o principal órgão do Judiciário da Catalunha pediu proteção adicional da polícia espanhola para a sede regional do Judiciário, antes da possível declaração de independência da terça-feira. A força policial regional Mossos d'Esquadra, que se reporta ao governo catalão, tem se mantido encarregada até agora de guardar o palácio no centro de Barcelona que abriga o Judiciário. Mas o Alto Judiciário na Catalunha afirmou que seu presidente, Jesus Barrientos, pediu à força policial nacional que também se envolva na segurança do prédio.

No domingo, centenas de milhares de pessoas foram às ruas da Catalunha contra a possibilidade de separação da Espanha. A polícia calculou que 350 mil pessoas foram à marcha pela unidade do país, enquanto os organizadores falaram em 930 mil pessoas. A manifestação foi pacífica e não houve notícias sobre incidentes graves. Fonte: Associated Press.



AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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