terça-feira, 19 de setembro de 2017

MEXER COM A FLORESTA AMAZÔNICA É MEXER COM O MUNDO



Alicia Keys faz o maior protesto político do Rock in Rio

Estadão Conteúdo








Sonia estava se referindo à polêmica Renca, sobre a qual Gisele Bündchen já havia protestado, na abertura do festival

Uma mulher e um piano segurando tudo em frente à multidão que ocupava o palco Mundo. Alicia Keys é a amálgama de tudo o que a música norte-americana produziu de mais sensacional. Grande voz, carisma sem apelações, sensualidade, com uma banda sensível, de aparecer em poucos momentos. Alicia e seus longos e coloridos rastas tem um poder de atração incrível.

Ao lado de Pretinho da Serrinha, a cantora trouxe ao palco uma líder indígena chamada Sonia, que fez o maior protesto e mais contundente até aqui: "Existe uma guerra contra a Amazônia. O governo quer colocar a venda uma área grande de reserva mineral. Senadores, vocês têm a chance de evitar isso na votação que vai haver. E nós estaremos de olho. Não existe plano B."

Sonia estava se referindo à polêmica Renca, sobre a qual Gisele Bündchen já havia protestado, na abertura do festival. E a tal votação do Congresso será no dia 20 de setembro. Isso tudo enquanto Alicia tocava "Kill Your Mama". Foi de arrepiar.

 

A ESCRAVIDÃO MODERNA É PIOR QUE A ESCRAVIDÃO DO PASSADO



Escravidão atinge 40 milhões de pessoas no mundo, dizem ONU e OIT

Estadão Conteúdo









No caso das Américas, quase 2 milhões de pessoas ainda seriam vítimas da escravidão moderna

Um total de 40 milhões de pessoas no mundo ainda são vítimas da escravidão, enquanto outras 152 milhões de crianças são obrigadas a trabalhar. Dados divulgados nesta terça-feira pela ONU e pela Organização Internacional do Trabalho revelam que a escravidão moderna é ainda uma realidade
O levantamento aponta que mulheres e meninas são desproporcionalmente afetadas. Elas representam 71% das pessoas em situação de escravidão, quase 29 milhões.

Dezesseis milhões de pessoas trabalham em condições de escravidão como domésticas, na construção civil ou na agricultura. Na indústria do sexo, são 5 milhões de vítimas pelo mundo. Outras 4 milhões de pessoas são obrigadas a trabalhar pelas próprias autoridades.

No caso das Américas, quase 2 milhões de pessoas ainda seriam vítimas da escravidão moderna. São 24 milhões na Ásia e 9 milhões na África.

O que também chama a atenção das autoridades é que uma a cada quatro vítimas da escravidão é menor de idade, cerca de 10 milhões de crianças. Destas, 5,7 milhões ainda são obrigadas a se casar. No que se refere ao trabalho infantil, o principal empregador é a agricultura, onde estão 70% dos menores. No setor de serviços, estão 17% das vítimas.

O epicentro do problema do trabalho infantil continua sendo a África, com 72,1 milhões de pessoas. Na Ásia, são 62 milhões, contra 10,7 milhões nas Américas.

Forçado

Outro fator considerado pela ONU é o número de casamentos forçados, um indicador que também apontaria para uma situação de dependência total. No ano passado, 15,4 milhões de pessoas estariam nessa situação. Nos últimos cinco anos, ocorreram 6,5 milhões desses casamentos.

Para Guy Ryder, diretor-geral da OIT, o mundo não atingirá suas metas de desenvolvimento sustentável enquanto não aumentar de forma dramática os esforços para lutar contra essa realidade. "O fato de que, como sociedade, ainda temos 40 milhões de pessoas na escravidão moderna é uma vergonha para todos", alertou Andrew Forrest, presidente da fundação Walk Free. "Isso precisa acabar", apelou.



segunda-feira, 18 de setembro de 2017

PÍSCINA DE ONDAS - TESTE DE NOVA TECNOLOGIA PARA OS JOGOS 2020 NO JAPÃO



Aos olhos do Comitê de Tóquio-2020, WSL e Slater testarão 'nova' piscina de ondas

Estadão Conteúdo











A ideia é mostrar a tecnologia que poderá ser usada nos Jogos de 2020

Representantes do Comitê Organizador da Olimpíada de Tóquio-2020 estarão na Califórnia na próxima terça-feira para observar de perto a piscina de ondas criada por Kelly Slater em um evento experimental promovido pela WSL, a Liga Mundial de Surfe. O torneio de exibição contará com atletas como Gabriel Medina, Adriano de Souza - o Mineirinho, Filipe Toledo e Mick Fanning, entre outros.

A ideia é mostrar a tecnologia que poderá ser usada nos Jogos de 2020, quando o surfe fará sua estreia olímpica, e testar a quase secreta piscina de ondas de Slater. O evento está sendo mantido em sigilo pela WSL, não terá a presença de público e imprensa nem será transmitido ao vivo. "É um teste, com juízes e equipe de transmissão, para experimentar as novas ondas. Ano que vem a ideia é fazer um evento em maio", afirmou à reportagem do Estado uma fonte na WSL.

A entidade que comanda o surfe profissional aproveitou a presença dos atletas de elite na etapa de Trestles, na Califórnia, que vai terminar nesta sexta-feira. Com isso, terá dez surfistas no masculino e oito no feminino para esse evento de exibição. Entre os convidados, apenas o atual campeão mundial, John John Florence, ainda não confirmou presença. A disputa terá Medina, Mineirinho, Filipinho, Fanning, Matt Wilkinson, Joel Parkinson, Jordy Smith, Adrian Buchan e Kanoa Igarashi, descendente de japoneses.

No feminino estarão as grandes estrelas da temporada, além da brasileira Silvana Lima, que também foi convidada. O anfitrião Kelly Slater, que está se recuperando de uma cirurgia no tornozelo, não poderá participar. A competição será em um formato diferente do utilizado no Circuito Mundial.

Neste evento-teste, cada surfista pegará quatro ondas, metade para cada lado, e a melhor direita e a melhor esquerda serão somadas e darão a nota final. A tendência é que exista uma primeira fase e depois os quatro mais bem colocados disputem uma etapa final, mas isso ainda não está definido.

Recentemente, Slater mostrou em um vídeo com o lendário surfista Gerry Lopez que sua piscina de ondas agora permite surfar para os dois lados. Isso coloca em situação de igualdade atletas que utilizam um pé ou outro na frente - na modalidade, surfar de costas para a onda é considerado mais difícil. Assim, os competidores pegarão ondas dos dois jeitos.

A intenção da WSL é fazer um grande teste no complexo localizado em Lemoore, distante 160 quilômetros do litoral californiano. E a presença dos organizadores dos Jogos de Tóquio não é à toa. A princípio, a estreia olímpica do surfe será na cidade de Chiba, a 40 quilômetros da capital japonesa. Mas alguns fatores podem forçar uma mudança de planos.

Se o evento olímpico ocorrer em ondas artificiais, graças à tecnologia inovadora de Slater, que permite uma variação na formação das ondas, com paredes para manobras e tubos incríveis, os organizadores poderão ter datas específicas para as disputas sem dependerem das condições climáticas.

No surfe, em cada etapa existe uma janela de pelo menos dez dias de disputa e o evento é realizado nos dias de melhores ondas naquele período. Durante os Jogos Olímpicos, isso é um problema para a organização, que vende ingressos com muita antecedência e a prova pode não ocorrer por falta de ondas. Será que Slater, maior campeão da história da modalidade, não sonha ver sua invenção dentro do Parque Olímpico?

TEMOS VÁRIAS QUADRILHAS DE POLÍTICOS - A DO LULA, A DO TEMER E A DO AÉCIO



Mais da metade do ‘quadrilhão’ do PMDB já está presa

Estadão Conteúdo











Eduardo Cunha foi o primeiro a ser preso do chamado "quadrilhão" do PMDB

Quatro dos sete acusados pelo procurador-geral da República Rodrigo Janot de integrarem o ‘quadrilhão’ do PMDB - supostamente liderado pelo presidente da República - já estão atrás das grades. São eles: os ex-presidentes da Câmara Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves, o ex-ministro Geddel Vieira Lima (pela segunda vez) e o ex-assessor especial de Michel Temer, Rodrigo Rocha Loures, o ‘homem da mala da JBS’.

Houve um tempo em que os quatro desfrutaram de poder e prestígio político em Brasília até que, ao longo do último ano, foram tirados de circulação pela PF no bojo de operações distintas, todas deflagradas para combater corrupção e lavagem de dinheiro - Lava Jato, Manus, Pátmos e Tesouro Perdido.

Na denúncia que levou ao Supremo Tribunal Federal na quinta-feira, 14, contra Temer e seus aliados históricos, Janot afirma que a liderança do ‘quadrilhão’ era exercida pelo presidente.

Também fazem parte do grupo, segundo a acusação, os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República).

Todo o ‘quadrilhão’ foi denunciado por organização criminosa na última flechada de Janot, que encerra seu segundo mandato neste domingo, 17.

Eduardo Cunha foi o primeiro integrante do ‘quadrilhão’ a ser capturado. Em 19 de outubro de 2016, por ordem do juiz federal Sérgio Moro, o peemedebista foi preso na Asa Sul, em Brasília, e levado a Curitiba.

O ex-deputado já foi condenado por crimes de corrupção, de lavagem e de evasão fraudulenta de divisas a 15 anos e 4 meses de prisão na Lava Jato. O peemedebista foi sentenciado em ação penal sobre propinas na compra do campo petrolífero de Benin, na África, pela Petrobrás, em 2011.

A prisão de outros dois protagonistas do ‘quadrilhão’ ocorreu em um período de três dias, este ano.

Em 3 de junho, Rodrigo Rocha Loures, o ‘homem da mala da JBS’, foi capturado preventivamente por ordem do ministro Edson Fachin, do Supremo.

No dia 6, Henrique Alves foi levado pela Polícia Federal, aos gritos de ‘ladrão’ e ‘safado’, na Operação Manus por suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo a construção da Arena das Dunas, em Natal.

Loures é o ‘homem da mala preta’. Em abril, a Polícia Federal filmou, em ação controlada autorizada pela Corte, Loures saindo apressado do estacionamento de uma pizzaria em São Paulo. Na mão direita, uma mala recheada com R$ 500 mil em propinas da JBS.

A prisão de Loures foi substituída, em 30 de junho, por uso de tornozeleira eletrônica e recolhimento domiciliar noturno (das 20 às 6 horas) e também aos sábados, domingos e feriados. O homem da mala e Michel Temer foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República por corrupção passiva em 26 de junho. A acusação foi rejeitada pela Câmara dos Deputados em agosto.

Henrique Alves continua preso. O ex-deputado é acusado de receber propina por meio de doações eleitorais oficiais e não oficiais, entre 2012 e 2014, em troca de favorecimento a empresas de construção civil, como a OAS, Odebrecht e Carioca Engenharia.

O peemedebista foi ministro do Turismo do Governo Temer por pouco mais de um mês. Em junho do ano passado, Henrique Alves deixou o cargo após ser citado na delação premiada do ex-presidente da Transpetro Sergio Machado, que declarou ter repassado ao ex-deputado R$ 1,55 milhão em propina entre 2008 e 2014. Henrique Alves também foi ministro do Turismo de Dilma.

O último peemedebista do ‘quadrilhão’ a ser preso foi Geddel Vieira Lima. O ex-ministro de Temer e Lula foi capturado duas vezes em dois meses por ordem juiz federal da 10ª Vara, Vallisney de Oliveira.

Em 3 de julho, Geddel foi levado pela PF em caráter preventivo por supostamente tentar atrapalhar as investigações da Operação Cui Bono?. A ação investiga irregularidades cometidas na vice-presidência de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal, durante o período em que foi comandada pelo aliado de Temer.

Geddel ficou preso pouco mais de 1 mês. Por ordem do desembargador Ney Bello, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em 13 de julho, o peemedebista foi mandado para casa. Sem tornozeleira eletrônica, porque o equipamento não estava disponível na Bahia.

A prisão domiciliar de Geddel foi encerrada em 8 de setembro. Três dias antes, a Polícia Federal havia encontrado a fortuna de R$ 51 milhões em um apartamento no bairro da Graça, em Salvador. O dinheiro estava armazenado em caixas e malas dentro do bunker atribuído a Geddel. Nas cédulas, a PF identificou as digitais do peemedebista. Geddel está agora no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

O ‘quadrilhão’ do PMDB arrecadou R$ 587 milhões em propina, segundo a denúncia de Janot. Valores teriam sido arrecadados na Petrobrás, em Furnas, na Caixa Econômica Federal, no Ministério da Integração Nacional, no Ministério da Agricultura, na Secretaria de Aviação Civil e na Câmara dos Deputados.

"Os crimes praticados pela organização geraram prejuízo também aos cofres públicos. Nesse sentido, em acórdão lavrado pelo TCU, estimou-se que a atuação cartelizada perante a Petrobrás implicou prejuízos à estatal que podem ter chegado a R$ 29 bilhões", afirma o procurador-geral.
Outro lado
O advogado de Rodrigo Rocha Loures, Cezar Bittencourt, afirma que: "Rodrigo Rocha Loures não participou de nenhum acordo de pagamento ou recebimento de propinas atribuído ao PMDB da Câmara.Rodrigo era apenas um assessor pessoal do Presidente e não tinha nenhuma intervenção em atividades financeiras, ao contrário da recente denúncia contra o PMDB da Câmara. A defesa repudia veemente mais uma denúncia leviana de Rodrigo Janot"
Sobre a denúncia por organização criminosa feita pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot ao Supremo Tribunal Federal, contra o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, o advogado Daniel Gerber que defende o ministro afirma: "Entendo como equivocada o oferecimento de uma denúncia com base em delações que estão sob suspeita, mas iremos demonstrar nos autos a inexistência da hipótese acusatória".
Sobre a nova denúncia oferecida pela PGR, a defesa de Eduardo Cunha afirma que provará no processo o absurdo das acusações postas, as quais se sustentam basicamente nas palavras de um reincidente em delações que, diferentemente dele, se propôs a falar tudo o que o Ministério Público queria ouvir para fechar o acordo de colaboração.
A Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República rebate as acusações. "O procurador-geral da República continua sua marcha irresponsável para encobrir suas próprias falhas. Ignora deliberadamente as graves suspeitas que fragilizam as delações sobre as quais se baseou para formular a segunda denúncia contra o presidente da República, Michel Temer. Finge não ver os problemas de falta de credibilidade de testemunhas, a ausência de nexo entre as narrativas e as incoerências produzidas pela própria investigação, apressada e açodada. Ao fazer esse movimento, tenta criar fatos para encobrir a necessidade urgente de investigação sobre pessoas que integraram sua equipe e em relação às quais há indícios consistentes de terem direcionado delações e, portanto, as investigações. Ao não cumprir com obrigações mínimas de cuidado e zelo em seu trabalho, por incompetência ou incúria, coloca em risco o instituto da delação premiada. Ao aceitar depoimentos falsos e mentirosos, instituiu a delação fraudada. Nela, o crime compensa. Embustes, ardis e falcatruas passaram a ser a regra para que se roube a tranquilidade institucional do país. A segunda denúncia é recheada de absurdos. Fala de pagamentos em contas no exterior ao presidente sem demonstrar a existência de conta do presidente em outro país. Transforma contribuição lícita de campanha em ilícita, mistura fatos e confunde para tentar ganhar ares de verdade. É realismo fantástico em estado puro. O presidente tem certeza de que, ao final de todo esse processo, prevalecerá a verdade e, não mais, versões, fantasias e ilações. O governo poderá então se dedicar ainda mais a enfrentar os problemas reais do Brasil".


AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

  Brasil e Mundo ...