sexta-feira, 15 de setembro de 2017

MÍSSIL COREANO SOBREVOA O JAPÃO E CAUSA PÂNICO



Coreia do Norte faz novo lançamento de míssil, sobrevoando o Japão

Estadão Conteúdo








Ainda não foi possível identificar o tipo de míssil. De acordo com o sistema de alerta japonês, não houve feridos nem danos

O governo do Japão informou que um míssil foi lançado da Coreia do Norte e provavelmente passou sobre território japonês, segundo a rede de notícias japonesa NHK. O governo japonês orienta a população a se afastar de qualquer objeto que possa ser parte dos destroços do míssil.

De acordo com a agência Yonhap, os Estados Unidos e a Coreia do Sul estão analisando as informações sobre a arma. Ainda não foi possível identificar o tipo de míssil. De acordo com o sistema de alerta japonês, não houve feridos nem danos.

A emissora de TV americana CNN disse que autoridades sul-coreanas e americanas estão trabalhando na identificação de destroços. Se confirmado, este é o segundo míssil em menos de um mês disparado em direção ao Japão.

O presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, convocou uma reunião de emergência para tratar do assunto.



quinta-feira, 14 de setembro de 2017

FORÇAS OCULTAS IMPEDEM O COMBATE DA CORRUPÇÃO NO BRASIL



‘Muitas pernas tremem' ao falar em combate à corrupção, diz Janot

Estadão conteúdo








Desde a vinda à tona da delação dos executivos da J&F, Janot tem sido alvo de críticas de vários setores

Alvo de críticas, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse nesta terça-feira, 12, que as reações contra as investigações são "estratégia de defesa". "Como não há escusas para os fatos que vieram à tona, tanto são os fatos e escancarados, que a estratégia de defesa tem sido tentar desacreditar a figura das pessoas encarregadas do combate à corrupção", afirmou Janot, que está em sua última semana no comando do Ministério Público Federal. Ao iniciar discurso, ele disse que quando várias instituições se unem no combate à corrupção "muitas pernas tremem".

Desde a vinda à tona da delação dos executivos da J&F, Janot tem sido alvo de críticas de vários setores, incluindo por parte da defesa do presidente Michel Temer. Em discurso nesta manhã no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Janot afirmou que há reações "proporcionais" ao avanço das investigações. "Nunca se viu tantas investigações abertas, tantos agentes públicos e privados investigados, processados e presos", disse.

Ele citou frase de Henry Ford ao dizer que "há mais pessoas que desistem do que pessoas que fracassam" e mandou um recado aos políticos investigados: "Temos que lembrar disso todos os dias e lembrar aos nossos a detratores que não conjugamos dois verbos: retroceder e desistir do combate à corrupção".

Janot também citou Bertolt Brecht para dizer "peço a todos que não considerem normal o que acontece sempre" e disse que há um "quadro de patrimonialismo, fisiologismo e clientelismo" que marca a história do Brasil. Segundo ele, os cidadãos são tão confrontados com os escândalos de corrupção que "quase banaliza" a prática.

Ao defender as ações preventivas e repressivas no combate à corrupção, o procurador-geral disse que o País deve lutar "para que as crianças cresçam com a certeza de que vale a pena ser correto, ético".

Segundo ele, é preciso de abordagens preventivas para gerar "formação ética de uma nova geração". "Não há como retroceder, embora ainda haja muito a realizar", disse Janot.

Nos seus últimos dias à frente da PGR, o procurador-geral ainda pretende enviar uma segunda denúncia contra o presidente Michel Temer e a formação de uma organização criminosa pelo PMDB da Câmara.

Após dizer que nem o mundo nem o Brasil vão acabar com a corrupção, Janot defendeu que se combata "de forma incessante a corrupção endêmica".

Ele citou que 36% dos participantes de uma pesquisa citaram que o combate à corrupção é a principal demanda para o MPF, à frente do combate ao crime e do acesso aos serviços públicos. "Isso mostra uma evolução da percepção da sociedade de que o êxito das políticas públicas depende da boa gestão. A sociedade compreende que a corrupção é causa da má prestação de serviços", disse ele. Segundo o procurador, a corrupção desvia muito dos recursos da saúde, da educação, da infraestrutura e "aniquila sonhos de dias melhores".

Ele mencionou estudo de 2008 sobre o porcentual do PIB sugado pela corrupção e disse que, atualizando os dados para valores de 2016, o número chegaria a 2% ou 3% do PIB. "Em 2016 isso significaria mais de R$ 100 bilhões, enquanto o déficit primário da união hoje é estimado em R$ 150 bilhões", afirmou Janot.

O PRESIDENTE TEMER TEME NOVAS DENÚNCIAS CONTRA ELE



Temer pretende fazer pronunciamento contra 2ª denúncia

Estadão Conteúdo









O discurso do presidente deve repetir a tese de que o delator Lúcio Funaro mente e não merece credibilidade

Na estratégia de rebater uma eventual segunda denúncia a ser apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), o presidente Michel Temer pretende fazer um pronunciamento político assim que a peça for apresentada. De acordo com um de seus auxiliares, ele deve subir o tom do discurso.

No campo jurídico, Temer sofreu nesta quarta-feira, 13, duas derrotas no Supremo Tribunal Federal (STF): a Corte rejeitou declarar como suspeito o procurador-geral Rodrigo Janot e adiou para a próxima semana a suspensão de uma eventual segunda denúncia.

Com isso, a Justiça deixou aberta uma janela para que Janot denuncie Temer novamente antes do fim de seu mandato na PGR. Temer participa da solenidade de posse da nova procuradora-geral, Raquel Dogde, na manhã de segunda-feira, dia 18, antes de viajar para os Estados Unidos.

O discurso do presidente deve repetir a tese de que o delator Lúcio Funaro mente e não merece credibilidade, assim como as gravações dos empresários da JBS. Janot também deve ser alvo. A ideia é dizer que o procurador-geral se aproveita de Funaro para deixar um legado e tentar salvar sua imagem depois da divulgação de uma foto em que aparece sentado à mesa em um bar de Brasília ao lado do advogado Pierpaolo Bottini, que atua para a JBS.

Assessores de Temer dizem acreditar que Janot tentará vincular as declarações de Funaro a de outros delatores para acusar Temer de atuar, de forma contínua, em uma organização criminosa. Assim, conseguiria justificar a denúncia, porque os fatos relatados pelo corretor são anteriores à data em que o peemedebista assumiu a Presidência.

Temer repetirá, com essa estratégia, o que fez por ocasião da primeira denúncia contra ele. No fim de junho, ele afirmou que a acusação era uma "ilação" da Procuradoria e mirou no ex-procurador da República Marcelo Miller, que auxiliava Janot e teve um pedido de prisão negado pelo Supremo, dizendo que recebera "milhões" para sair do Ministério Público e trabalhar na defesa do frigorífico JBS. O presidente chegou a insinuar que o dinheiro não fosse unicamente para Miller e que poderia ter beneficiado Janot, embora tenha negado essa intenção. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.




LULA NA PRESENÇA DO JUIZ SERGIO MORO NÃO SE DEFENDEU DAS ACUSAÇÕES E SIM ACUSOU OS COMPANHEIROS



Lula pergunta a Moro se ele é imparcial e reclama de condenação

Estadão Conteúdo








Lula foi ouvido por cerca de duas horas e meia por Moro, em processo em que é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro

"Eu vou chegar em casa amanhã e vou almoçar com oito netos e uma bisneta de seis meses. Eu posso olhar na cara nos meus filhos e dizer que eu vim para Curitiba prestar depoimento a um juiz imparcial?" Com essa pergunta ao juiz federal Sérgio Moro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva encerrou seu segundo interrogatório como réu da "Lava Jato", em Curitiba.

Lula foi ouvido por cerca de duas horas e meia por Moro, em processo em que é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, pelo acerto de R$ 12 milhões em propinas da Odebrecht, de forma dissimulada no repasse de um terreno para o Instituto Lula e um apartamento em São Bernardo do Campo.

"Bem, primeiro, não cabe ao senhor fazer esse tipo de pergunta a mim, mas sim", respondeu Moro.

Lula rebate: "Porque não foi o procedimento na outra ação". Lula foi condenado em julho a 9 anos e 6 meses de prisão por Moro - que recorre em liberdade - por receber propinas da OAS no caso tríplex do Guarujá (SP).

"Não vou discutir a outra ação aqui com o senhor, senhor ex-presidente, se fôssemos discutir aqui, a minha convicção é que o senhor é culpado", interrompeu Moro.

O juiz disse ainda que Lula estava discutindo o processo no Tribunal Regional Federal da 4ª Região. "Represente a suas razões no tribunal, se a gente fosse discutir aqui, não seria bom para ao senhor."

Lula insiste e diz que vai "continuar esperando que justiça faça justiça nesse País". Moro interrompe a audiência.

Palanque

Em audiência mais curta que a primeira, em 10 de maio, no caso triplex, que durou 5 horas, Lula foi questionado ao final por Moro se ele gostaria de falar mais alguma coisa.

"Eu gostaria", responde Lula.

"Só assim, senhor presidente, não é momento de campanha, não é momento de discursos, é para falar sobre o objeto da acusação, se for o caso, certo?", advertiu Moro, aos 3 min do vídeo.

O ex-presidente diz que toda vez que sai - Lula só foi interrogado como réu por Moro no dia 10 de maio, antes de hoje - vê pessoas "fazendo campanha contra ele". E sugere ao juiz para não usar a palavra "denegrir", que teria sido usada por ele.

O juiz da "Lava Jato" mais uma vez advertiu Lula: "Senhor ex-presidente, não é para campanha, nem aqui para fazer declarações, o que o senhor quer falar sobre o objeto da denúncia?".

Palocci

Em uma audiência com ataques duros ao Ministério Público Federal, Lula disse que é vítima de uma "caça às bruxas" e minimizou as revelações do ex-ministro Antonio Palocci. O petista confessou nesse processo, na quinta-feira, 6, que participou do esquema de repasse de propinas da Odebrecht para Lula e citou um "pacto de sangue" de R$ 300 milhões para o ex-presidente e para o PT.

Segundo Lula, ele tem tido paciência. "Muita gente achou que eu ia chegar aqui com muita raiva do Palocci. Eu achei que Palocci está preso há mais de um ano, o Palocci tem o direito de querer ser livre, tem o direito de ficar com o pouco de dinheiro que ele ganhou fazendo palestras."

O ex-presidente disse que "o que não pode, é se você não quer assumir as responsabilidades pelos atos ilícitos que você fez, não jogue em cima dos outros".

"Eu fiquei muito preocupado com na delação do Palocci, porque ele poderia ter falado eu fiz isso de errado, e fiz isso. Ele espertamente disse 'não é que eu sou santo' e pau no Lula."

Palocci calado era virtuoso, agora é calculista, reage defesa de ex-ministro




Na semana passada, Palocci rompeu o silêncio, fez um relato devastador e entregou o ex-presidente

O advogado Adriano Bretas, que defende o ex-ministro Antonio Palocci (Fazenda/Casa Civil - Governos Lula e Dilma), reagiu ao depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quarta-feira, 13. Segundo o defensor, "Lula muda os adjetivos com relação às pessoas a mercê da conveniência dele".

"Enquanto o Palocci mantinha o silêncio, ele era inteligente, virtuoso. Agora que ele começou a falar a verdade, passou a ser tido e havido como uma pessoa calculista, dissimulada. Dissimulado é ele que nega tudo aquilo que lhe contraria", afirmou Bretas.

Na semana passada, Palocci rompeu o silêncio, fez um relato devastador e entregou o ex-presidente, a quem atribuiu envolvimento com o que chamou de "pacto de sangue" com a empreiteira Odebrecht que previa repasse de R$ 300 milhões para o governo petista e para Lula.

Nesta quarta-feira, 13, foi a vez de Lula prestar depoimento. "Eu achei que o Palocci tá preso há mais de um ano, o Palocci tem o direito de querer ser livre, tem o direito de querer ficar com o pouco do dinheiro que ele ganhou fazendo palestra, ele tem família. Tudo isso eu acho. O que não pode é se você não quer assumir a tua responsabilidade pelos fatos ilícitos que você fez, não jogue em cima dos outros", afirmou o petista.

Segundo a defesa do ex-ministro, "Lula muda os adjetivos com relação às pessoas a mercê da conveniência dele".

"Ou seja, enquanto o Palocci mantinha o silêncio, ele era inteligente, virtuoso. Agora que ele começou a falar a verdade, passou a ser tido e havido como uma pessoa calculista, dissimulada. Dissimulado é ele que nega tudo aquilo que lhe contraria. Quando os documentos são apresentados perante ele , os documentos são falsos. Quando as provas são apresentadas perante ele, as provas são mentirosas", disse o advogado.

"Quando as evidências são apresentadas, as evidências não existem. Basta dizer que ele chegou a ter a pachorra, pasme, que se encontra muito raramente com o Palocci, a cada 8 meses. Só faltou dizer que não conhecia o Palocci. Então, eu só devolvo para ele os adjetivos, os atributos que ele tentou inculcar no meu cliente."

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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