quinta-feira, 14 de setembro de 2017

COLUNA ESPLANADA DO DIA 14/09/2017



CPI palanque

Coluna Esplanada - Leandro Mazzini








Os senadores Ataídes Oliveira (PSDB-TO) e Ronaldo Caiado (DEM-GO) já cogitam, nos bastidores, prorrogar os prazos da recém-instalada CPMI da JBS-BNDES, na qual ocupam os postos de presidente e vice-presidente, respectivamente. Deputados e senadores que disputarão a reeleição entram na onda. A CPMI tem prazo de terminar em 12 de fevereiro de 2018. Como a maioria das CPIs, poderá ser prorrogada e adentrar o primeiro semestre de 2018 – às vésperas da campanha de Ataídes para o Governo de Tocantins e de Ronaldo Caiado se lançar candidato à Presidência.
Script
Pelo volume de requerimentos e denúncias que se propõe a investigar, a CPMI da JBS-BNDES já é comparada à CPI dos Bingos (2005/06), chamada “Fim do Mundo”.
Falta o partido
Nas rodas de líderes do Congresso Nacional é dada como certa a candidatura do procurador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, ao Senado. A notícia partiu de Curitiba.
No chão
Depois dos piquetes em 19 terminais ontem, funcionários da Infraero ameaçam parar as atividades contra a concessão de mais 14 aeroportos. Dia 26 haverá assembleia geral.
Religião no boletim
No ‘recorte’ por escolaridade e ocupação, a maioria dos entrevistados pela Paraná Pesquisas é a favor da implantação do ensino das religiões na grade curricular das escolas: dos que têm ensino fundamental, 63,2% são a favor, e 28,9% são contra; os números são de 63,9% e 30,1% (ensino médio) e 62% e 32,6% (ensino superior), respectivamente. A Paraná entrevistou (por cadastro online) 2.714 pessoas.
Perfis
Dos entrevistados com ocupação no mercado de trabalho, 64,8% são a favor do ensino das religiões, e 29,1% são contra. Dos não-ativos, 60% são a favor e os contra alcançam 32,4% dos ouvidos. A pergunta feita foi: “O(a) Sr.(a) é a favor ou contra a implantação do ensino da história das religiões na educação básica?”. O STF analisa ação da PGR que propõe o ensino abrangente, sem especificação de credo. O placar está 3 a 2 a favor.
Áudio...
Ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disparou mensagem de áudio por WhatsApp para a militância convocando a turma para manifestação hoje, em Curitiba, durante o depoimento de Lula da Silva ao juiz Sérgio Moro.
...da convocação
“Eu estarei lá. Lula vai deixar explícita sua inocência e desmascarar mais uma vez esse processo”, diz Padilha no áudio. Lula pedira ao PT para evitar protestos.
Palavra empenhada
A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) mantém a grita contra a demora do presidente Michel Temer em editar Medida Provisória para alterar pontos da reforma trabalhista: “São 61 dias que Temer não cumpre sua palavra, que empenhou perante os membros da sua bancada de apoio aqui do Senado”.
Batalha socialista
O deputado estadual Bira do Pindaré, num congresso do PSB no Maranhão, pediu a expulsão do senador Roberto Rocha do partido. Ocorre que Rocha acaba de assumir a liderança do PSB no Senado e passou a mandar muito em Brasília. Os socialistas o acusam de virar as costas para o governador Flávio Dino, que o ajudou a se eleger.
Troca-troca
Roberto Rocha está a um passo de se filiar ao PSDB, pelo qual deve se candidatar ao governo contra Dino. E o atual vice-governador, o tucano Carlos Brandão, assinará em breve ficha do PP.
O consultor
Apontado como lobista e amigo do senador Romero Jucá (PMDB-RR), o empresário Roberto Marinho foi indicado pelo presidente Temer para o cargo de diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
Grita
A indicação de Marinho é criticada pelo presidente da União Nacional dos Servidores de Carreira das Agências Reguladoras Federais: “O aparelho regulatório fica fragilizado em razão de nomeações políticas que não respeitam a capacidade e o caráter técnico”.
Jogo de empurra
Segundo a assessoria da Anvisa, a indicação de diretores é “de competência exclusiva da Presidência da República, sendo a mesma aprovada pelo Senado”.
Ponto Final
“O que pretendemos barrar são abusos e privilégios que não condizem com a realidade do país”.
Do deputado Rubens Bueno (PPS-PR), relator da comissão que analisa projeto contra super-salários.



quarta-feira, 13 de setembro de 2017

PREVENÇÃO DA UNIÃO EUROPEIA CONTRA ATAQUES CIBERNÉTICOS



Comissão Europeia anuncia criação de agência de segurança cibernética

Agência Brasil







Para Juncker, a UE "está mal equipada em relação aos ciberataques

O presidente da Comissão Europeia (CE), Jean-Claude Juncker, anunciou nesta quarta-feira (13) a criação de uma agência europeia de segurança cibernética para prevenir o cibercrime, considerado por ele um verdadeiro perigo para a democracia.
Os ciberataques são, às vezes, "mais perigosos que os fuzis e tanques" para a democracia e a estabilidade dos países, disse Juncker, diante do pleno da Eurocâmara, em seu discurso sobre o estado da União Europeia (UE).
A presidência da UE, que neste semestre é exercida pela Estônia, tem como objetivo tornar a segurança digital e a cibersegurança uma de suas prioridades. O tema será discutido em  uma cúpula de líderes da organização no próximo dia 29, em Tallinn.
Para Juncker, a UE "está mal equipada em relação aos ciberataques". Ele lembrou que as empresas europeias sofreram no ano passado milhares de ataques desse tipo.
Se trata de um perigo que "não conhece fronteiras", motivo pelo qual a CE "propõe uma agência europeia de segurança cibernética para lutar melhor" contra esse problema, afirmou.
Em julho, a CE anunciou a intenção de apresentar uma estratégia europeia de cibersegurança.

PASSAGEM DO FURACÃO IRMA FACILITOU A FUGA DE 100 PRESOS



Cem presos fugiram da prisão na passagem do furacão Irma nas Ilhas Virgens

AFP









Irma deixou nove mortos nos territórios britânicos


Cem presos de alta periculosidade fugiram da prisão das Ilhas Virgens Britânicas por causa da passagem do furacão Irma, anunciou nesta terça-feira (12) o governo britânico, que também elevou para 9 o número de mortos em seus territórios caribenhos.
Temendo uma ruptura total da lei e da ordem nas Ilhas Virgens Britânicas, o vice-ministro das Relações Exteriores Alan Duncan anunciou que foram mobilizadas tropas para buscar os foragidos.
O Ministério das Relações Exteriores não quis comentar a notícia, mas o jornal The Daily Telegraph, citando notas de uma reunião de governo acidentalmente vazadas para a imprensa, afirmou que 40 presos foram capturados e 60 continuam foragidos.
Além disso, Duncan elevou de 1 a 9 os mortos nos territórios britânicos de ultramar: cinco nas Ilhas Virgens e quatro em Angilla.

PANORAMA ATUALIZADO DO ENSINO BRASILEIRO



Mais da metade dos adultos brasileiros não chegam ao ensino médio, diz OCDE

Agência Brasil









Apesar de ter registrado avanços nos últimos anos, a educação no Brasil ainda apresenta dados insatisfatórios. É o que mostra o relatório Education at a Glance 2017 (Um olhar sobre a educação, em tradução livre), publicado hoje (12) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
O documento traz amplo panorama sobre a educação em mais de 45 países. - os 35 da OCDE e vários parceiros (Argentina, Brasil, China, Colômbia, Costa Rica, Índia, Indonésia, Lituânia, Federação Russa, Arábia Saudita e África do Sul).
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No Brasil, alguns dados chamam a atenção. Em 2015, mais da metade dos adultos, com idade entre 25 e 64 anos, não tinham acesso ao ensino médio e 17% da população sequer tinham concluído o ensino básico. Os números estão muito abaixo da média dos países da OCDE, que têm 22% de adultos que não chegaram ao ensino médio e 2% que não concluíram o básico.
O relatório, no entanto, mostra um avanço. Entre os adultos de 25 e 34 anos, o percentual de alunos que completou o ensino médio subiu de 53% em 2010 para 64% em 2015.
Considerando que o ensino médio brasileiro tem duração de 3 anos e deveria ser cumprido entre os 15 e os 17 anos de idade, o Brasil também apresenta taxas muito abaixo da média dos outros países analisados no relatório. Apenas 53% dos alunos de 15 anos estão matriculados no ensino médio. Entre os alunos de 16 anos, 67% estão matriculados no ensino médio e, entre os de 17 anos, 55%. Na média dos países da OCDE, pelo menos 90% dos alunos entre 15 e 17 estão no ensino médio.
Dos adolescentes brasileiros que têm acesso ao ensino médio, só a metade conclui os estudos em três anos. Se considerados cinco anos de estudo, com duas reprovações, a taxa sobre para 57%, mas permanece abaixo dos 75% de estudantes que concluem o ensino médio nos países que têm dados disponíveis.
No Brasil, entre os jovens de 18 anos, menos da metade cursa o ensino médio ou superior. A taxa para os países da OCDE é de 75% de alunos de 18 anos, na mesma situação.
Apesar de o Brasil já ter conseguido colocar praticamente todas as crianças de 5 e 6 anos na escola, a participação de crianças menores ainda está abaixo do esperado, segundo o relatório. Apenas 37% das crianças de 2 anos e 60% das de 3 anos estão na educação pré-escolar, dados inferiores aos das médias da OCDE que estão em 39% e 78%, respectivamente.
No Brasil, a Emenda Constitucional 59, de 2009, deu prazo para que até 2016 fosse garantida a matrícula escolar a todos os brasileiros com idade entre 4 e 17 anos. De acordo com a pesquisa, em 2015, 79% das crianças de 4 anos estavam na escola, menos do que 87% da média da OCDE, e abaixo de países como o Chile (86%), México (89%), a Argentina (81%) e Colômbia (81%).
Ensino Superior
Apenas 15% dos estudantes brasileiros entre 25 e 34 anos estão no ensino superior, face a 37% na OCDE, 21% na Argentina e a 22% no Chile e na Colômbia. No entanto, se comparado aos países dos Brics (bloco formado pelo Brasil, a Rússia, Índia, China e África do Sul), o Brasil está melhor - a China tem 10%, a Índia, 11%, e a África do Sul, 12%.
No Brasil, 37% das graduações em 2015 eram feitas nas áreas de negócios, administração e direito, índice semelhante ao da maioria dos outros países pesquisados. Em seguida, a preferência dos brasileiros era por pedagogia, com 20% das matrículas – uma das taxas mais altas entre os todos os países. Apenas a Costa Rica e Indonésia têm taxas mais altas de opção por pedagogia (22% e 28%, respectivamente).
Somente 15% dos estudantes brasileiros optavam por cursos de ciência, tecnologia, engenharia e matemática, uma das taxas mais baixas, mas semelhante às de países vizinhos como a Argentina (14%) e a Colômbia (13%). Entre os países da OCDE, o percentual ficou em 23%.
Em relação à desigualdade no acesso ao ensino superior, no Brasil a disparidade entre os estados é a maior observada na pesquisa. Enquanto 35% dos jovens de 25 a 34 anos no Distrito Federal frequentam a universidade, no Maranhão a taxa é cinco vezes menor (7%). Apesar de o relatório reconhecer que o Brasil é um país muito grande e diverso, se comparado a outros grandes como os Estados Unidos e a Rússia, a desigualdade é muito mais dramática (apresentando variações de até cinco vezes nos percentuais, contra menos de três vezes de disparidade em outros países).
Quase 75% dos estudantes brasileiros no ensino superior estão em instituições privadas, contra cerca de 33% da média dos países da OCDE. O relatório alerta que, nesse caso, a falta de mecanismos de financiamento estudantil pode ser um obstáculo.
Apenas 0,5% dos estudantes brasileiros estudam no exterior, percentual muito abaixo dos 6% da média da OCDE. Dos que saem do país, 31% vão para os Estados Unidos; 13% para Portugal; 10% para a França e 10% para a Alemanha.
Diploma Universitário
De maneira geral, considerando o grupo de todos os países pesquisados, os adultos com um diploma universitário obtêm ganhos significativos em seu investimento: têm 10% mais chances de serem empregados e ganharão, em média, 56% mais do que os adultos que só completaram o ensino médio.
“Eles também são os primeiros a se recuperar das recessões econômicas: as taxas de emprego de jovens adultos com um diploma universitário voltaram aos níveis anteriores à crise, enquanto as taxas para aqueles que não completaram o ensino médio ainda estão atrasadas”, diz o relatório.
Os adultos com educação universitária também são menos propensos a sofrer de depressão do que aqueles que não chegaram ao ensino superior. Por isso, os jovens adultos estão cada vez mais dispostos a obter uma educação que aumente suas habilidades, ao invés de entrar no mercado de trabalho diretamente após a conclusão do ensino obrigatório.
Entre 2000 e 2016, o percentual de jovens de 20 a 24 anos que continuaram a estudar aumentou 10%, em comparação com uma diminuição de 9% daqueles que trabalham.
Professores
A falta de salários e o envelhecimento dos professores afetam a profissão, afirma o relatório, que cita a categoria como “a espinha dorsal do sistema educacional”.
“Os salários dos professores são baixos em comparação com outros trabalhadores de tempo integral com educação similar. Esse é um grande obstáculo para atrair jovens para o ensino. Embora os salários aumentem de acordo com o nível de educação prestado, eles ainda estão entre 78% e 94% dos salários dos trabalhadores com formação universitária em tempo integral”, acrescenta o texto.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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