quarta-feira, 13 de setembro de 2017

LULA NOVAMENTE FRENTE-A-FRENTE COM O JUIZ SÉRGIO MORO



Lula já está em Curitiba para prestar depoimento

Estadão Conteúdo











Já o ex-ministro Alexandre Padilha, vice-presidente do PT, disse que foi por uma questão de comodidade

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a Curitiba na noite de terça-feira, 12, de carro, para prestar o segundo depoimento ao juiz Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato na primeira instância.

Segundo o ex-ministro Gilberto Carvalho, Lula chegou "bem" e está hospedado na casa de um amigo. Auxiliares do petista divergem sobre o motivo pelo qual o ex-presidente descartou a viagem de avião. Segundo alguns, foi devido ao alto custo de aluguel de um jato particular.

Já o ex-ministro Alexandre Padilha, vice-presidente do PT, disse que foi por uma questão de comodidade. "Foi opção dele para não ter que fixar horário. Outro dia Lula foi ao Rio de carro e gostou. Assim viaja mais discreto", disse Padilha.

O depoimento, desta vez, faz parte da ação penal na qual Lula é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro supostamente por ter recebido recursos da Odebrecht para a compra de um terreno destinado a abrigar a sede do Instituto Lula em São Paulo e de um apartamento vizinho ao do petista em São Bernardo do Campo, no ABC paulista.

Quando esteve diante de Moro em Curitiba pela primeira vez, em maio passado, o ex-presidente prestou depoimento no caso do triplex do Guarujá, cidade do litoral de São Paulo. Posteriormente, o petista foi condenado naquela ação a 9 anos e 6 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.



terça-feira, 12 de setembro de 2017

IMPORTAÇÕES BRASILEIRAS ULTRAPASSAM AS EXPORTAÇÕES




'Made in Brazil' volta a perder espaço

Estadão conteúdo







O Brasil não tem política de comércio exterior, tem só uma política de susto para o comércio exterior


Bastou o dólar baratear, e a velha tendência voltou: as exportações diminuíram de importância na produção da indústria nacional. Ao mesmo tempo, os importados ganharam espaço no mercado brasileiro. É o que aponta pesquisa inédita da Confederação Nacional da Indústria (CNI) obtida pelo ‘Estado’.

Os números mostram que um processo iniciado em 2015, de fortalecimento dos produtos brasileiros na competição com os internacionais, parou. "O movimento de aumento da importância das exportações e queda no uso de importados aparentemente está se revertendo", disse o gerente executivo de Pesquisas e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca.

No período entre julho de 2016 e junho de 2017, as indústrias brasileiras exportaram 15,6% da produção. Nos 12 meses anteriores, as vendas para outros países responderam por um pouco mais: 15,8%.

O que chama a atenção é que os 15,8% eram resultado de um avanço de 2,6 pontos sobre os 13,2% registrados entre julho de 2014 e junho de 2015. Ou seja, as exportações vinham claramente ganhando importância na produção. Esse movimento agora se inverteu.

Ao mesmo tempo, a penetração de produtos importados no mercado brasileiro se fortaleceu. A medida sobre a participação desses itens no mercado nacional atingiu 16,8% nos 12 meses terminados em junho passado, ante 16,5% no período anterior. O uso de insumos importados pela indústria atingiu 23,1%, ainda abaixo dos 23,4% no período anterior.

Na avaliação de Fonseca, os números deixam evidente a dependência da indústria em relação ao câmbio. Com o dólar na casa dos R$ 4 e o mercado interno retraído pela crise, as empresas partiram para as exportações em 2015 e 2016. Houve também substituição de insumos importados por nacionais. Agora, com o dólar na casa dos R$ 3 e o mercado interno dando sinais de recuperação, todo esse movimento tende a se inverter.

Susto

"A competitividade não deve se dar só pelo câmbio", afirmou o presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Pimentel. As exportações tiveram participação de 9,4% na produção, uma queda de 2,4 ponto. "Mas, com taxas de juros reais absurdas, crédito escasso, infraestrutura deficiente e sem acordos comerciais, estamos no pior dos mundos." Para ele, o resultado da pesquisa da CNI não traz surpresa. Dado o cenário adverso, o câmbio é a variável de ajuste mais rápida.

"O Brasil não tem política de comércio exterior, tem só uma política de susto para o comércio exterior", afirmou Pimentel. Como exemplo, ele citou o fato que o governo decidiu manter em 2% a alíquota do Reintegra, um programa que dá créditos tributários aos exportadores. A promessa era elevá-la para 3% em 2018, mas o plano foi abortado pelas dificuldades de caixa do governo federal.

Avaliação semelhante é feita pelo presidente da Associação Brasileira da Indústria de Calçados (Abicalçados), Heitor Klein. No setor de couro e calçados, 21,1% da produção foi exportada, nos 12 meses encerrados em junho, queda de 1,1 ponto ante dezembro.

"O custo da produção no Brasil é muito alto, por isso temos um problema de competitividade sistêmica", avaliou o ex-secretário de Comércio Exterior Welber Barral, sócio da consultoria Barral MJorge. Ele observou que vários países já começam a aumentar suas exportações, mas não é o que está acontecendo com o conjunto das exportações brasileiras.

Automotivo

Embora no global as vendas ao mercado externo tenham perdido importância na produção das indústrias, houve segmentos que se destacaram na direção oposta. É o caso das madeiras, com 29,8% de sua produção exportada, uma alta de 1,8 ponto em relação a dezembro passado. A segunda maior alta se deu no setor automotivo, que chegou a 15,7%, alta de 1,4 ponto ante 2016.

Na direção contrária, a maior queda foi observada no setor de fumo, que chegou a 43,1%, uma queda de 9,3 pontos em relação a dezembro. Mas esse desempenho se deu por um fator climático. Em 2016, houve queda na produção de tabaco por causa do El Niño, segundo informou a Souza Cruz. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

CÂMARA BRITÂNICA APOIA O BREXIT - SAÍDA DO REINO UNIDO DA UNIÃO EUROPEIA (UE)



Câmara dos Comuns aprova projeto do Brexit por 326 votos a 290

Estadão Conteúdo







A primeira-ministra, Theresa May, disse que a medida traz "clareza" antes do divórcio


Legisladores britânicos votaram um importante projeto sobre o Brexit - saída do Reino Unido da União Europeia (UE) -, no primeiro grande obstáculo para o divórcio no Parlamento. Muitos legisladores estão prometendo, no entanto, mudar o projeto, que consideram uma tomada de poder pelo governo, antes que se torne lei.

Após um longo debate, a Câmara apoiou a saída da UE, mas o governo vai enfrentar tentativas de emendas antes da votação final, ainda neste ano. O projeto visa converter milhares de leis do bloco em regulações internas do Reino Unido, a partir do dia em que o país deixar a UE em março de 2019.

A primeira-ministra, Theresa May, disse que a medida traz "clareza" antes do divórcio. O secretário do Brexit, David Davis, disse que sem a lei, o Reino Unido encara "uma saída caótica da União Europeia".

Mas a oposição diz que o projeto pode dar ao governo novos poderes para fazer emendas sem a análise parlamentar. Desde que o Reino Unido aderiu ao bloco, em 1973, milhares de leis e regulações europeias entraram em vigor no país, desde regulações de proteção ambiental a leis trabalhistas.

O secretário de Justiça, David Lidington, disse a legisladores que a lei é necessária para garantir que o país tenha um "estatuto coerente e funcional e um sistema regulatório para o dia em que deixarmos a UE".

Críticos dizem que o projeto dá muito poder ao governo, uma vez que permite que ministros consertem "deficiências" na legislação europeia sem a análise parlamentar. Os oponentes temem que o governo use seus poderes para rebaixar os padrões ambientais, leis trabalhistas e a proteção dos direitos humanos.

Chris Bryant, do Partido Trabalhista, disse que o projeto "pretende trazer o poder de volta ao Reino Unido, mas na verdade representa a maior tomada de poder pelo executivo em detrimento do legislativo, pelo governo em detrimento do Parlamento, em cem anos". Membros do partido trabalhista foram orientados a votar contra o projeto. Poucos se rebelaram e se abstiveram.

Os legisladores pró-UE apoiaram amplamente o projeto, dizendo que vão tentar fazer emendas na próxima etapa do processo. Fonte: Associated Press.

A FALTA DE ÁGUA EM CIDADES E MUNICÍPIOS É UM PROBLEMA POLÍTICO NO BRASIL



Falta de chuva já castiga 760 mil mineiros; 25 municípios enfrentam racionamento

Tatiana Lagôa









Em estado de restrição, rio Juramento, em Montes Claros, está muito abaixo do ideal

A seca que castiga várias regiões mineiras coloca em risco o abastecimento de água no Estado. Pelo menos 25 cidades já tiveram o racionamento decretado pela Copasa, um impacto para mais de 760 mil pessoas. Outros 135municípios são alimentados por rios em situação de risco e também podem entrar em rodízio de fornecimento.
Atualmente, 20 pontos ao longo das bacias mineiras estão em um dos três estágios de risco: alerta, atenção ou restrição, conforme classificação do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam). Apenas duas áreas analisadas são consideradas “normais”.
“As bacias estão na situação mais crítica dos últimos seis períodos chuvosos”
Jeane Dantas de Carvalho
Gerente de monitoramento do Igam
Para chegar a essa divisão, o Igam considera as condições dos rios por sete dias consecutivos. Quando as vazões ficam abaixo do valor estipulado como referência, que leva em conta a série histórica de dez anos, é decretada situação de restrição. Pouco antes de chegar a esta condição, que é a mais crítica, entram em estado de alerta e atenção.
Diminuição
Na prática, atingir nível de restrição significa que a quantidade de água a ser retirada diariamente para os diversos usos deve ser diminuída. Para consumo humano, a redução obrigatória é de 20%. Já para irrigação, a diferença é de 25% e no atendimento às indústrias, de 30%.
“Se a captação de água tem que diminuir nos rios, as concessionárias precisam tomar atitudes para conseguir essa redução. Uma das alternativas é o rodízio”, afirma a gerente de monitoramento hidrometeorológico e eventos críticos do Igam, Jeane Dantas de Carvalho.
Problema
Montes Claros, no Norte de Minas, adotou o racionamento. A cidade é abastecida pelo rio Juramento, curso d’água em estado de restrição. Segundo o secretário de comunicação da prefeitura, Alessandro Freire, as residências têm ficado pelo menos 48 horas sem abastecimento.
O rodízio reflete na economia local. “Vivemos uma crise sem precedentes. As indústrias chegaram no limite e apontam para o risco de ter que parar a produção e os pequenos produtores rurais estão impossibilitados de plantar”, observa Freire.
Para a população, o racionamento é sinônimo de mudança de rotina. “A água tem caído na minha casa de três em três em dias. Com o tempo seco, meus dois filhos, de 10 e 13 anos, têm tido crises alérgicas”, conta o frentista Arley Junior Rodrigues Cardoso, de 39 anos.
Em nota, a Copasa afirma que, além dos rodízios, são adotadas medidas emergenciais nas cidades em condições de risco como perfuração de poços, apoio de caminhões-pipa e melhorias operacionais dos sistemas.
Na Grande BH, a Copasa já descartou a chance de racionamento; para o presidente da Granbel (Associação dos Municípios da RMBH), Vitor Penido, é necessário investir na conscientização em nome da economia de água
Escassez hídrica antecipada intensifica trabalho assistencial
Se antes os períodos mais críticos de escassez hídrica eram os meses de setembro e outubro, neste ano, a marca passou para julho. Já no início do segundo semestre foi necessária uma intensificação no trabalho de distribuição de água, feito pelo governo do Estado, Defesa Civil e Copasa em Minas Gerais.
“No ano passado, quando começamos os trabalhos de atendimento aos impactados pela seca em setembro, atendemos 39 cidades. Já neste ano, iniciamos em julho e foram 28 municípios. A perspectiva é aumentar muito mais até dezembro”, aponta o superintendente administrativo da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec), major Welvisson Gomes Brandão.
Desde 5 julho, já foram gastos R$ 1,676 milhão pela Defesa Civil na distribuição de água para comunidades que sofrem com a seca. Foram 38 caminhões-pipa de dez mil litros cada, totalizando 380 mil litros. É o maior investimento desde que essa política pública foi criada, em 2012.
Segundo o coordenador da Defesa Civil do Estado, coronel Fernando Antônio Arantes, os esforços têm sido concentrados no semiárido mineiro, área que mais sofre com a crise hídrica.

Emergência
Até o momento, 78 cidades tiveram decretada situação de emergência pela Defesa Civil em função de seca e estiagem. A maior parte delas no Norte do Estado.
“O clima da região é mais quente e seco historicamente. Mas agora a situação está ainda pior com vários córregos e rios completamente secos. Sem alternativa, muitas pessoas estão saindo da zona rural para a urbana porque em muitos locais não tem água nem furando poços artesianos”, coloca o secretário de Estado de Desenvolvimento e Integração do Norte e Nordeste de Minas Gerais, Epaminondas Miranda.
Para amenizar a situação, a secretaria tem furado centenas de poços artesianos e milhares de cisternas na região. A expectativa é de que até o meio do ano que vem as obras já estejam prontas, o que poderá amenizar os impactos do período seco na região.
“Formamos uma força tarefa com a Defesa Civil e Copasa. Cada um trabalhando para amenizar os impactos da seca no Estado”, afirma Miranda.



AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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