sexta-feira, 26 de maio de 2017

COLUNA ESPLANADA DO DIA 25/05/2017



Base assombra Temer
Coluna Esplanada – Leandro Mazzini







Antes atarefado com a contabilidade de votos para aprovação da reforma da Previdência, cujo futuro agora ainda mais é incerto, o chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, se debruça sobre o mapeamento de parlamentares da base propensos a abandonar Governo. Além do DEM e do PSDB, a preocupação do Planalto recai sobre o PP que até agora se mostra indeciso. Padilha delegou ao presidente do partido, senador Ciro Nogueira, a missão de segurar o grupo.

Brasiiillll
Não basta ser manifestante no Brasil. Tem que atear fogo em ministério e quebrar dezenas de carros nas vias vicinais da Esplanada e nos setores hoteleiros.

Dória no DF
O prefeito de São Paulo, João Dória Jr, baixa em Brasília dia 28 de junho para palestra do LIDE DF, a convite de Paulo Octávio.

Ley Brothers
Três iates foram levados num cargueiro fretado de Itajaí (SC) para Miami há dois dias, entre eles o Why Not, de Joesley Batista. Os outros, menores, são dos irmãos.
Criançada chora

A crise que implode o Governo tende a paralisar de vez o programa Criança Feliz, cuja madrinha é a primeira-dama Marcela Temer. Lançado em outubro como principal bandeira social do Palácio, o programa já reduziu a previsão inicial de beneficiados em 2017 (de 750 mil para 400 mil crianças) e permanece sob baixa adesão de municípios.

Do lar

Marcela Temer planejava viagens e eventos sociais em algumas capitais. Decidiu ficar no Palácio Jaburu de vez.

Calma, senador

O senador Cristovam (PPS-DF) pede a cabeça do presidente Temer e passou a conclamar aliados por antecipação da eleição geral direta para todos os cargos.

No alambrado

O senador José Agripino (DEM-RN) está tenso com a prisão do ex-governador José Arruda, do DF, que era de seu partido, por envolvimento em fraude na arena de Brasília. Agripino é alvo no STF de investigação sobre suposta fraude na Arena Dunas em Natal.

Sai daí..

Deputados da oposição ocuparam ontem à tarde a Mesa Diretora e Luiza Erundina (PSOL-SP) tomou a presidência da sessão. Tão à vontade que até bebeu a água reservada do interino André Fufuca (PP-MA), que foi apeado da poltrona do comando.

Vitrine

O ministro da Educação, Mendonça Filho, está em campanha para o Governo de Pernambuco, em contato semanal com prefeitos. Líder do DEM, seu partido, o deputado Efraim Filho (PB) desconversa: “Não tem ninguém mais firme que ele nesse Governo”.

Ela voltou

Heloísa Helena, a aguerrida ex-senadora sumida do cenário nacional, deu as caras no caos ao seu estilo: “Esta crise tem nome e sobrenome: a transformação do Estado em  balcão de negócios onde se transacionam interesses privados e poder político”.

Ele$ virão
O secretário de Turismo de Angra dos Reis, Carlos Henrique Vasconcelos, o Peninha, fechou parceria com três agências de viagens que atuam na Europa. Já vendem pacotes para as férias de julho no belo litoral Sul do Rio.
Em nome deles
Estelionatários vestidos de batina têm pedido dinheiro em semáforos de Brasília. A Arquidiocese garante que religiosos não fazem isso. Casos se espalham por todo o país.

Ponto Final
Eu também estou indignada com a liberdade dos irmãos ‘ley’, mas se anularem a delação, Aécio, Temer, Lula, Dilma, Mantega e José Eduardo Cardozo ganharão”.

Da advogada Janaína Paschoal, uma das autoras do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.



TEMER DIZ QUE NÃO SAI - ALIADOS DISCUTEM NOMES PARA SUBSTITUÍ-LO



Rumo ao Planalto: quatro nomes já despontam para suceder Temer em caso de cassação

Filipe Motta








Parte considerável da bancada mineira na Câmara dos Deputados – a segunda maior na Casa – já admite a queda do presidente Michel Temer (PMDB-SP), após os escândalos das delações de executivos da JBS e o agravamento da crise política no país. Quatro nomes já despontam para a sucessão no Planalto. Os próprios aliados do peemedebista e membros da oposição já articulam eleições indiretas, embora o discurso oficial da base de apoio do governo seja pela continuidade de Temer e, o da oposição, pela realização de Diretas Já.

“O povo não quer um mandato tampão após a queda de Temer”, afirma a deputada federal Margarida Salomão (PT-MG). “É só especulação. Há uma ampla maioria que deseja manter o presidente no cargo”, diz o vice-presidente da Câmara, Fábio Ramalho (PMDB-MG).

No entanto, o Hoje em Dia ouviu representantes dos partidos com maior número de deputados da bancada mineira, que apontam quatro nomes para suceder Temer: o do atual ministro da Fazenda Henrique Meirelles (PSD); o do ex-presidente do STF e ex-ministro da Defesa Nelson Jobim (PMDB); do senador Tasso Jereissati (PSDB); e o do presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM).

Nos bastidores, inclusive setores do PT sinalizam para a costura de um acordo por um nome de consenso a um mandato tampão, que faria a “pacificação nacional” até as eleições de 2018.

Um sinal de abertura da oposição ao diálogo seria a retirada do deputado Silvio Costa (PTdoB/Avante), conhecido pelas críticas pesadas ao governo, da vice-liderança da minoria na Câmara. A decisão foi tomada ontem pelo deputado José Guimarães (PT-CE).

Poréns

Problemas, no entanto, gravitam no entorno das opções apresentadas. Jobim, que foi ministro da Justiça de Fernando Henrique (PSDB) e da Defesa de Lula e Dilma, além de integrante do STF, aparece como o nome capaz de fazer a costura entre situação e oposição, bem como a ponte com o Judiciário. Porém, o banco do qual é sócio, o BTG Pactual, passou por maus momentos com a prisão do seu ex-diretor, André Esteves, no ano passado, pela “Lava-Jato”. “Além disso o escritório de Jobim advogou para muitas empresas envolvidas na ‘Lava-Jato’”, diz Júlio Delgado (PSB-MG).

Outro nome capaz de agradar a oposição, Rodrigo Maia foi eleito presidente da Câmara com apoio de setores do PT, mas também está envolvido na “Lava-Jato”, tendo sido citado em delações.

Já Meirelles, que foi presidente do Banco Central no governo Lula, e está no comando da agenda de reformas, tem contra si o peso de ter presidido o Conselho de Administração da J&F, holding da JBS. Já Tasso Jereissati , não é digerido pela oposição e parte do ‘Centrão’, apesar do apreço do empresariado.

“Nessas circunstâncias, o ex-presidente Fernando Henrique é alguém que deve ser considerado. Tem envergadura moral para fazer a transição que precisamos”, diz Domingos Sávio (PSDB-MG).

Peemedebista pode cair no dia 6 e chance da PEC das diretas ser votada é mínima

A principal possibilidade considerada para a queda do presidente Temer, que tem afirmado que não renunciará, é o julgamento da sua chapa com a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), previsto para o dia 6 de junho, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Com a eventual cassação da chapa, o presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ) assume interinamente e tem prazo de 30 dias para realizar eleições.

A interpretação dos governistas é pela convocação de indiretas, enquanto a oposição tenta emplacar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), para eleições diretas, e também aposta em interpretações de jurisprudência do TSE para que todos os eleitores escolham um eventual novo presidente.

“Aqui não é prefeitura de interior em que um juiz define por eleições a bel- prazer. Estamos falando do Congresso Nacional e a Constituição tem regras claras”, diz Newton Cardoso Jr. (PMDB-MG), que não vê abertura para diretas.

Para a oposição, os governistas temem que a eleição direta viabilize o retorno do ex-presidente Lula que, mesmo rejeitado por parcela da classe média, tem altos índices de aprovação nas camadas populares e lidera as pesquisas.

“É preciso cautela. Não quer dizer que quem defende diretas defenda o Lula. Não posso deixar de defender diretas por causa de um nome. Inclusive tenho dificuldade de votar no Lula”, diz Júlio Delgado (PSB-MG).

Gabriel Guimarães (PT-MG) vai na linha da abertura dada pelo TSE para a realização de diretas em caso de queda do chefe do Executivo por problemas em campanha. “O último entendimento que se tem no Tribunal é o de que, se houver cassação por erros na campanha até os últimos seis meses antes do prazo das eleições regulares, devem ser convocadas eleições diretas”, defende.

Presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, onde o projeto da PEC das eleições diretas tramita, Rodrigo Pacheco (PMDB) não vê chances de o projeto ser aprovado antes da eventual eleição.

“Não há tempo hábil para ser votado no Congresso. A PEC merece ser debatida, mas seria para o futuro, não para agora. Isso tem que ficar claro para a população”, afirma. Por ser do partido do presidente, Pacheco, no entanto, se recusa a comentar sobre uma eventual queda ou substituição de Temer.

O discurso de manutenção de Temer é o mesmo de Diego Andrade (PSD). “Acho precipitado o debate de queda do presidente. Criou-se uma grande instabilidade com a delação da JBS, mas temos que dar sequência à agenda de votação das reformas”, diz. O líder do seu partido na Câmara, o também mineiro Marcos Montes, no entanto, ontem declarou apoio a Maia.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

TROPAS MILITARES PROTEGEM BRASÍLIA CONTRA MANIFESTANTES



Tropas do Exército com fuzis e escudos protegem Esplanada dos Ministérios

Estadão Conteúdo
Hoje em Dia - Belo Horizonte









Já era noite quando a Polícia Militar deixou a Esplanada dos Ministérios após a operação que começou na madrugada desta quarta-feira, 24. Enquanto viaturas da PM deixavam o local, homens das Forças Armadas assumiam posições na região que foi palco da manifestação horas antes. Dispostos no entorno dos ministérios, soldados do Exército portavam escudo transparente e alguns mantinham fuzis bem à vista.

A entrada das tropas na Esplanada foi discreta. Os soldados chegaram em caminhões que estacionaram nas vias que ficam na parte de trás dos Ministérios. Logo depois do desembarque, grupos de 20 a 30 homens eram formados nos estacionamentos dos ministérios enquanto as ordens eram passadas.

Aos poucos, os ministérios passaram a ser protegidos pelas Forças Armadas. Um dos primeiros foi o das Comunicações. Soldados do Exército cercaram o entorno de todo o edifício e ficaram dispostos com distância de cerca de cinco metros entre eles. Armados, os homens vestiam roupa camuflada e usavam protetores peitorais e nas pernas, como uma espécie de armadura. Nas mãos, escudos transparentes com a inscrição do Exército.

O mesmo esquema foi usado no Ministério da Agricultura. Em formação semelhante, soldados portando fuzil guarneceram o entorno do Ministério da Fazenda - que sofreu invasão e foi esvaziado durante a tarde.

Os fuzis usados pelas tropas permitem uso de bala de borracha ou munição tradicional, mas os soldados não disseram qual tipo estava sendo usado. Na Fazenda, seguranças privados foram pegos de surpresa, mas comemoraram a chegada do reforço, já que o edifício costuma ser alvo constante de manifestantes. Nesta quarta, vidros foram quebrados.



QUE DEUS ILUMINE O PRESIDENTE DONALD TRUMP PARA BUSCAR SEMPRE A PAZ



Trump diz que se sentiu honrado por se reunir com papa Francisco

Estadão Conteúdo










Presidente dos Estados Unidos, Trump, ao lado do Papa


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que "foi uma honra de toda a vida" se reunir com o papa Francisco na manhã desta quarta-feira (24). Em seu perfil no Twitter, Trump disse que o encontro com o pontífice o deixa "mais determinado do que nunca a buscar a paz em nosso mundo".

O encontro entre os dois durou meia hora. Após a reunião, Trump se reuniu brevemente com o presidente da Itália, Sergio Mattarell e seguiu para Bruxelas, para uma reunião com os líderes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Fonte: Associated Press.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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