sábado, 25 de fevereiro de 2017

SERÁ QUE A CURA DO HIV ESTÁ PRÓXIMA?



Cientistas dizem ter suprimido vírus HIV do organismo de cinco pessoas

Estadão Conteúdo 







Um grupo internacional de cientistas afirma ter conseguido suprimir o vírus HIV dos organismos de cinco pacientes infectados - e impedir que ele voltasse a se replicar-, substituindo o uso diário de drogas antiretrovirais por uma nova terapia com base em vacinação.

No estudo, conduzido ao longo de três anos, os cientistas combinaram duas novas vacinas experimentais contra o HIV com uma droga amplamente utilizada no tratamento de câncer. Depois do tratamento, o vírus teria sido suprimido em cinco dos 24 pacientes que participaram do experimento.

Os resultados da pesquisa foram divulgados na semana passada, na Conferência de Retrovírus e Infecções Oportunistas, realizada em Seattle, nos Estados Unidos, de acordo com a revista de divulgação científica New Scientist.

Embora os resultados sejam considerados animadores, os próprios autores alertam que será preciso realizar novos estudos e, principalmente, acompanhar os pacientes por mais tempo. Segundo eles, tratamentos desenvolvidos antes aparentemente curavam as pessoas infectadas com o HIV, mas o vírus acabava voltando depois de algum tempo.

A maior parte das pessoas infectadas com o HIV precisa tomar drogas antiretrovirais diariamente para impedir que o vírus se replique, causando danos ao sistema imune. Essas drogas precisam ser tomada ao longo de toda a vida, porque o vírus pode ficar oculto nas células de certos tecidos e, sem a medicação, acaba ressurgindo rapidamente.
Com o novo tratamento, porém, os pesquisadores dizem ter conseguido eliminar o vírus e fazer com que o próprio organismo dos pacientes se encarregasse de impedir seu ressurgimento.

O grupo de pesquisadores foi liderado por Beatriz Mothe, do Instituto de Pesquisa sobre Aids IrisCaixa, em Barcelona (Espanha). Há três anos eles iniciaram os testes em 24 pessoas que haviam sido diagnosticadas recentemente com o HIV. Os pacientes receberam duas vacinas, desenvolvidas por cientistas da Universidade de Oxford (Reino Unido), além de drogas antiretrovirais

Em 2017, 15 dos pacientes receberam mais uma dose de uma das vacinas, seguida por três doses de romidepsin, uma droga anticâncer que havia mostrado potencial para impedir que o HIV se escondesse. Depois, os pacientes tomaram mais uma dose de vacina e pararam de tomar os antiretrovirais.

Em 10 dos pacientes, o vírus voltou rapidamente e eles tiveram que retomar o uso dos antiretrovirais. Mas cinco deles não precisaram voltar a tomar as drogas, porque o próprio sistema imune deles foi capaz de suprimir o vírus sozinho.

Segundo a New Scientist, um dos cinco pacientes já está há sete meses sem tomar os antiretrovirais. Os outros quadro estão livres do vírus por seis, 14, 19 e 21 semanas, respectivamente. Os pacientes serão acompanhados para que os cientistas verifiquem por quanto tempo seus organismos conseguem controlar o vírus por si sós.

De acordo com os autores do estudo, não está claro ainda porque o novo tratamento não deu certo para dois terços do grupo de pacientes.

Como funciona

As duas vacinas usadas no experimento possuem genes que comandam a produção de certas proteínas que também estão presentes em todas as linhagens do HIV. Uma dessas proteínas chega ao sangue e é reconhecida pelo sistema imune como invasora. Isso ativa um tipo de células de defesa do organismo - chamadas células-T citotóxicas CD8 - que se tornam capazes de reconhecer, atacar e destruir as células infectadas pelo HIV.

O segundo componente da terapia, o romidepsin, faz com que os vírus HIV adormecidos saiam de seu esconderijo e sejam atacados pelas células CD8.

TRUMP BRIGA COM A IMPRENSA NOS EUA



CNN, NYT e outros meios são barrados em briefing com porta-voz da Casa Branca

Estadão Conteúdo 









Donald Trump



A CNN informou que a própria rede, o jornal The New York Times, os sites Politico e Buzzfeed e boa parte da imprensa estrangeira foram barrados de um briefing com o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, nesta sexta-feira. A agência Associated Press e a revista Time não quiseram comparecer ao evento, em boicote à decisão das autoridades de vetar a participação de parte da imprensa.

As redes NBC, ABC, FOX e CBS entraram para o evento, um briefing informal realizado periodicamente pela Casa Branca com a imprensa.

TRÊS MILHÕES DE BRASILEIROS PELO MUNDO



DOS BRASILEIROS NO MUNDO

Stefan Salej 







O carnaval brasileiro, que nos permite uma catarse nacional, também é comemorado nos 195 países pelos mais de 3 milhões de brasileiros que saíram do país do futuro para se estabelecer, no futuro presente, em novas terras. É impressionante o número, que representa 1.5 % do total da população brasileira e certamente um número significativo quando contamos apenas a população economicamente ativa.
Foram-se embora para encontrar o que aqui está cada vez mais difícil: trabalho e emprego. Com ou sem família, legalmente ou não, eventualmente com dupla cidadania e com ou sem dinheiro. Mas, se mandaram, como se diz no popular. A absoluta grande maioria é feita de jovens, até universitários, que sabem que, trabalhando muito, terão melhores chances nos países que teoricamente têm menos chances de crescer e menos futuro do que este imenso Brasil abençoado por Deus, como diz a canção país tropical.
Bem, neste mundo de fuga de cidadãos, a procura de emprego também tem duas outras classes que não podem ser subestimadas: a classe dos endinheirados, que estão à procura de mais segurança e estão se mudando em grande escala par Miami (onde tem até construtora mineira fazendo prédios para eles) e a dos jovens profissionais. Enquanto a primeira fez de Miami a capital dos que ganham dinheiro no Brasil e o protegem em Miami, a segunda sim é preocupante.
Estão saindo do país profissionais da melhor qualidade, que começam a carreira fora, em especial nos Estados Unidos, e não voltam mais. São pesquisadores, administradores, médicos, dentistas, gente que faz falta no Brasil. Essa população de emigrantes também colabora hoje com a economia brasileira. As remessas de recursos deles engordam o balanço de pagamentos. E não precisa ir longe: imagine o dia em que os valadarenses pararem de mandar dinheiro dos Estados Unidos, como vai ficar a cidade?
Ou os que foram para o Japão e ainda mandam mais do que os que foram para os Estados Unidos ou a Europa.
E quem cuida desta comunidade de nossos patrícios pelo mundo afora? Além do Itamaraty, que tem uma organização bem engrenada, não há políticas do governo como um todo. E agora, com o presidente dos Estados Unidos Trump ameaçando os imigrantes, o que vamos fazer se eles começarem a voltar humilhados e enxotados?
Sair do seu próprio país para começar a vida em outro não é para qualquer um. Tem que ter muita coragem, perseverança e desespero. Bem, passou da hora de nos perguntarmos por que tantos preferem sair do que ficar batalhando por um Brasil com oportunidades de trabalho.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

RAPOSA TOMANDO CONTA DO GALINHEIRO - O BRASIL NÃO VAI PARA A FRENTE



Novo líder do governo na Câmara é alvo de inquérito da 'Lava Jato' no Supremo

Estadão Conteúdo







Aguinaldo Ribeiro (PP)


Deputado de segundo mandato, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) é conhecido em Brasília como um político de perfil alinhado ao seu partido: está em todos os governos, não importa qual. Indicado para ocupar a liderança do governo Michel Temer na Câmara, Ribeiro já foi ministro das Cidades no governo Dilma Rousseff, votou contra o impeachment da petista na comissão especial da Casa, mas ao ver a tendência da bancada do PP, votou pelo afastamento da ex-presidente.

O comportamento de Aguinaldo se repetiu meses após o impeachment ser aprovado pelos deputados. Então líder do PP na Casa, Aguinaldo era um dos parlamentares mais próximos do ex-presidente Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e foi um dos poucos que esteve com o peemedebista na reunião que selou a renúncia de Cunha ao cargo. Até a véspera da cassação do peemedebista, Aguinaldo esteve próximo do ex-deputado, mas na hora da votação aberta acabou sucumbindo à pressão e votou pela perda do mandato. Cunha não o perdoou e o chamou de "covarde e hipócrita". "A política detesta traidor", desabafou Cunha em entrevista, um mês antes de ser preso.

Assim como Cunha, Aguinaldo também é alvo da Operação "Lava Jato" e investigado desde 2015. Ele é um dos nomes apontados pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, como supostamente parte de uma "organização criminosa" que atuava no âmbito da Petrobras. Quando o inquérito foi fatiado, a pedido de Janot, Ribeiro permaneceu entre os investigados na parte relacionada à atuação dos parlamentares do PP no esquema.

Família

O deputado não é o primeiro da família a ver seu nome citado em um escândalo de corrupção. Oriundo de uma família com longa trajetória política na Paraíba, Aguinaldo viu seu pai, o ex-deputado Enivaldo Ribeiro (PP-PB), ser mencionado por envolvimento no escândalo da Máfia das Sanguessugas, de 2006. Na época, parlamentares eram acusados de levar propina para direcionar emendas destinadas à compra de ambulâncias superfaturadas.

O pai e a mãe de Ribeiro, Virgínia Velloso Borges, já foram prefeitos: ele de Campina Grande e ela de Pilar. Já o novo líder do governo na Câmara foi deputado estadual por duas vezes na Assembleia da Paraíba, função que hoje é ocupada pela irmã, Daniella Ribeiro (PP).

Ribeiro é do grupo político ligado ao presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), e do atual líder da bancada na Câmara, Arthur Lira (AL). Evangélico, o deputado é conhecido pelo seu temperamento calmo e diplomático no trato com os colegas.

Sua nomeação como líder do governo destrava a formação das comissões permanentes na Câmara, uma vez que libera o PMDB a permanecer na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e indicar Rodrigo Pacheco (PMDB-MG) para o comando do colegiado. O PP ameaçava entrar na disputa pela principal comissão da Casa se não tivesse um espaço maior no governo.

Religião

Evangélico fiel da Igreja Batista, o parlamentar paraibano é contra o divórcio de casais. Ele já apresentou projetos para beneficiar igrejas. Um deles foi apresentado em 2011 e propunha a liberação e recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para financiar a construção de templos religiosos. A proposta não foi aprovada.

No mesmo ano, o deputado do PP apresentou projeto para isentar "entidades religiosas" de pagarem a contribuição para a Previdência Social de remunerações pagas, devidas ou creditadas relacionadas a obras de construção de tempos ou de "sede social". A matéria também não foi aprovada.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

  Brasil e Mundo ...