quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

ATÉ QUANDO O POVO BRASILEIRO VAI AGUENTAR PAGAR AS DÍVIDAS DO GOVERNO?



Indenização bilionária a elétricas começa a ser repassada ao consumidor em julho

Estadão Conteúdo 








O governo decidiu jogar para o consumidor o pagamento das indenizações bilionárias das transmissoras de energia. A medida sai após quatro anos e meio de espera, depois da União ter esvaziado o caixa dos fundos setoriais e da recusa do Tesouro Nacional em pagar um volume de recursos que deve atingir R$ 62,2 bilhões. Com essa solução, o governo retoma exatamente a prática que era feita antes da edição da polêmica Medida Provisória 579/2012, programa lançado pela ex-presidente Dilma Rousseff, por meio da qual a conta de luz foi reduzida em 20%. Agora, a tarifa volta a ter uma parcela referente à remuneração das empresas por investimentos já realizados, que havia sido retirada em 2013.

O pagamento vai entrar na tarifa de energia do consumidor a partir de julho, diluído em oito anos. O impacto, neste ano, será de 7,17%, em média, de acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), variando de 1,13% a 11,45%. Isso não significa que as contas vão subir nessa magnitude, pois a transmissão é apenas um de vários itens que compõem as tarifas, que inclui custos de geração, distribuição, subsídios e impostos.

Esse custo, porém, diminui o potencial de queda que as tarifas de energia teriam neste ano, após terem subido 51% em 2015 e recuado apenas 10,66% em 2016, segundo dados da inflação medida pelo IPCA do IBGE.

Um exemplo disso é a tarifa da Energisa Borborema, que atende municípios da Paraíba. Os consumidores da região tiveram um aumento de 0,43% na conta de luz em janeiro deste ano. Sem a indenização das transmissoras, a tarifa teria caído 2,37%.

Atraso

O pagamento de indenizações às transmissoras deveria ter começado em 2013 e seria arcado pelo Tesouro Nacional. As companhias aceitaram prorrogar suas concessões por 30 anos, de forma antecipada. Isso viabilizou a redução da conta de luz, anunciada pela ex-presidente Dilma Rousseff, que fez as tarifas caírem 20%, em média.

Na época, o governo aceitou pagar indenizações para as empresas que detinham usinas hidrelétricas antigas e que renovaram os contratos com receitas mais baixas. Em seguida, devido a um período de seca e de aumento do consumo que quase levou a um racionamento, o custo da energia aumentou. No entanto, o governo decidiu represar essa conta em meio ao período eleitoral.

Essas políticas consumiram todo o caixa acumulado dos fundos setoriais, que somava cerca de R$ 15 bilhões, exigiram emissões, aportes e empréstimos do Tesouro, no valor de R$ 14 bilhões, e um financiamento bancário de R$ 21,176 bilhões, que, devido aos juros, chegará a R$ 35,417 bilhões.

Ainda faltava, porém, definir uma solução para os investimentos realizados pelas companhias que investiram em linhas de transmissão e subestações, resolvido somente neste ano. O problema desse atraso é que as empresas receberão todo o dinheiro com juros. As nove concessionárias terão direito a receber R$ 62,2 bilhões nos próximos oito anos. Desses, R$ 35,217 bilhões, mais da metade do dinheiro, correspondem a juros.

Justiça

As turbulências no setor elétrico levaram empresas e associações a entrarem na Justiça nos últimos quatro anos. No caso das indenizações definidas na terça-feira, não deve ser diferente. O presidente executivo da Associação Brasileira de Grandes Consumidores (Abrace), Edvaldo Alves de Santana, avalia que as indenizações são indevidas e ilegais e não descarta esse caminho.

Para as indústrias que fazem parte da associação, o aumento será maior e deve atingir 25%, em média, considerando o custo da energia e da transmissão. "Parece que estão nos induzindo a ir à Justiça", afirmou.

Outros setores da indústria também devem se mobilizar contra o reajuste. O superintendente da Associação Técnica Brasileira das Indústrias Automáticas de Vidro (Abividro), Lucien Belmonte, disse que a entidade está pronta para entrar na Justiça contra a proposta. "Estamos preparados para contestar essa conta. Não vamos incorporar essa história de aumento de conta de luz de novo", afirmou.

O presidente da Associação Brasileira das Empresas de Transmissão (Abrate), Mário Miranda, defendeu a proposta e disse que as empresas estão finalmente recebendo os valores a que têm direito. Ele mencionou que o atraso no pagamento prejudicou o resultado dos leilões de transmissão nos últimos anos.

O diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, disse que o pagamento das indenizações é uma decisão do governo e que cabe à agência apenas regulamentar essa política. Segundo ele, não é possível rever essa norma, mas, se forem encontrados erros nos cálculos de indenização, eles serão corrigidos. "Não temos compromisso com erro", afirmou. Ele disse que a agência estará preparada caso as associações e empresas recorram ao Judiciário.

GIGANTE DO AÇO AUMENTA O SEU PODERIO



Ternium abocanha a CSA por R$ 4,9 bilhões

Tatiana Moraes 







GIGANTE– Companhia pertencia à alemã Thyssenkrupp


Enquanto Ternium e Nippon Steel travam uma verdadeira batalha pelo controle da Usiminas em Minas Gerais, no Rio de Janeiro a ítalo-argentina aumenta a participação de mercado. O grupo abocanhou por € 1,26 bilhões (o equivalente a R$ 4,9 bilhões) a Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), da alemã Thyssenkrupp.
Com a compra, a Ternium consolida três usinas em três grandes mercados: Brasil, Argentina e México. Além disso, a aquisição vai reduzir a dependência da Ternium por placas de aço. Em 2016, a companhia produziu seis milhões de toneladas de placas e vendeu 9,8 milhões de toneladas em produto acabado. Ela precisou recorrer ao mercado para comprar 3,7 milhões de toneladas.
Já a CSA, especializada em aço de ponta (high-end), tem capacidade para produzir cinco milhões de toneladas de placas. No contrato de venda da usina no Rio, porém, ficou determinado que nos próximos três anos a CSA fornecerá dois milhões de toneladas para a antiga planta de laminação da Thyssenkrupp no Alabama (EUA), a Calvert. A Nippon é dona de metade dela. Por isso, pelo menos por este período, a Ternium continuaria deficitária em 700 mil toneladas.
A aquisição foi realizada mediante empréstimo bancário. A Ternium espera começar a consolidar o balanço da CSA e o resultado das operações a partir do terceiro trimestre deste ano.
“A especialização dessa planta em placas de aço de alta tecnologia combinada ao desenvolvimento de produto, ao gerenciamento da cadeia de fornecimento e à nossa capacidade de produção de aço high-end no México e na Argentina vão possibilitar novas oportunidades de integração para a fabricação de produtos de aço acabados sofisticados”, disse o CEO da Ternium, Daniel Novegil.

LGBT TÊM DIREITO A BANHEIRO ESPECIAL?



Governo Trump vai abandonar regra de Obama sobre banheiro para transgêneros

Estadão Conteúdo 







Ativistas do LGBT fizeram protesto contra o presidente dos EUA na semana passada


O governo do presidente Donald Trump se prepara para derrubar a diretiva criada pelo então presidente Barack Obama para garantindo a transgêneros o acesso a cômodos segregados por sexo que escolherem, incluindo banheiros.

Em uma coletiva de imprensa nesta quarta-feira, o porta-voz da Casa Branca, afirmou que os departamentos de Justiça e Educação estão trabalhando para implementar a medida, que deve ser anunciada ainda hoje.

A medida de Trump deve elevar a discussão no acalorado debate sobre os direitos dos transgêneros, como o acesso a banheiros e vestiários segregados por sexo nas escolhas e prédios estatais.

No ano passado, Obama alertou a Estados que se recusavam em implementar a medida que tal atitude violava o Ato de Direitos Civis, que impede de forma ampla a discriminação com base no sexo.

No entanto, o atual governo pretende emitir um memorando explicando que o motivo para derrubar a diretiva tem base legal.

Ativistas Transgêneros afirmaram que irão organizar manifestações contra a medida.

"Isto deve servir como um sinal claro que todas as pessoas precisam se levantar pelos direitos LGBTQ e das crianças transgêneros em particular", afirmou Sarah McBride, porta-voz da Human Rights Campaign.

VOCÊ É FIEL CONSIGO MESMO?



Desonestidade emocional

Simone Demolinari 






A desonestidade emocional é um comportamento que pode se manifestar de duas formas: direcionada ao outro ou em condutas contra si próprio.
Sou desonesto com o outro quando eu escondo quem eu sou para causar uma boa impressão, quando eu minto minhas reais intenções para conquistar alguém, quando eu forjo qualidades que não possuo ou sentimentos que não sou capaz de sentir.
Algumas pessoas agem assim por fraqueza, outras por “espertismo”. Os mais fracos ocultam quem são e o que sentem por medo de não serem aceitos, uma vez que nem eles próprios se aceitam como são. Acabam por simular condutas e sentimentos que julgam ideal e assim minimizar o risco de serem rejeitados. Já os espertalhões, sem freio moral, forjam qualidades e sentimentos no intuito de levar vantagem.
Contudo, nem sempre a desonestidade emocional é algo que atenta contra o outro. Na maioria das vezes o atentado é contra si próprio.
É cada vez maior o número de pessoas que abafam o que sentem por vergonha, medo ou covardia. Abandonam seus reais sentimentos em prol de um modelo. Com isso estão sempre se adequando ao que a sociedade quer, ao que a família sonha, ao que as regras de conduta ditam.
A fidelidade aos próprios sentimentos não é algo fácil, sobretudo quando entra em choque com o condicionamento social. Contudo, trair-se, além de gerar constante sensação de frustração, ainda termina por causar grande arrependimento no final da vida.
Bronnie Ware, uma enfermeira australiana que cuidava de pacientes em fase terminal, escreveu um livro sobre os maiores arrependimentos das pessoas antes de morrer e o relato mais ouvido foi: “Eu gostaria de ter tido coragem de viver uma vida fiel a mim mesmo, e não a vida que os outros esperavam de mim”.
Quando a morte acena para a vida, parece que fica mais fácil perceber o quanto somos infiéis a nós mesmos. Vivemos para satisfazer o outro, preocupados com a imagem e temendo os julgamentos alheios. Protelamos a nossa felicidade como se o amanhã estivesse garantido, quando, na verdade, não está.
Às vezes passamos uma vida inteira prisioneiros de supostos modelos de sucesso tentando agradar à sociedade, à família, ao cônjuge, esquecendo de considerar a nossa própria vontade. Somos covardes com as nossas emoções por medo, receio, pudor de expressar nossos sentimentos. Fingimos ser quem não somos para agradar os demais.
Este simulacro pertence ao universo dos adultos. As crianças são mais verdadeiras. Reclamam quando não gostam e expressam afeto quando se sentem felizes. Fazem isso por não temerem o “ridículo” e assim ficam livres da carapaça que nós, adultos, colocamos para nos proteger.
Há quem reprima as emoções ruins em prol da boa convivência, e há quem reprima as emoções boas por pura vergonha de demonstrá-las. A isso, Dostoievski nos deixa uma profunda e simples sugestão: “não sinta tanta vergonha de si, é daí que tudo se deriva”.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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