segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

O QUE PENSA TRUMP SOBRE O ORIENTE MÉDIO?



Presidente da Turquia deseja ouvir ideias de Trump para o Oriente Médio

Estadão Conteúdo 







O presidente da Turquia diz estar interessado em ouvir as políticas do presidente Donald Trump para o Oriente Médio. Recep Tayyip Erdogan disse a repórteres, antes de partir para a África neste domingo, que a Turquia quer um Oriente Médio onde a integridade territorial dos países é mantida e a região não é "destruída".

A Turquia está particularmente preocupada com os países vizinhos Iraque e Síria.

Erdogan diz que estão em curso esforços para fixar uma data para uma eventual reunião com Trump. Ele diz que pretende discutir a situação no Oriente Médio durante essa primeira reunião.

Erdogan diz que como o país "mais poderoso" na região, que atua como um "árbitro", a Turquia está preocupada com a forma como o novo presidente afetará a política dos EUA para o Oriente Médio.




TRUMP TERÁ DIFICULDADES COM A RENEGOCIAÇÃO DO NAFTA



Trump nomeia oficialmente sua equipe e diz que irá iniciar renegociação do NAFTA

Estadão Conteúdo 





O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nomeou oficialmente sua equipe de governo em cerimônia na tarde deste domingo (22), na Casa Branca. O republicano afirmou que os assessores devem "se dedicar ao bem nacional" e que seu trabalho "não é sobre um partido ou ideologia, mas sobre servir o povo americano". O vice-presidente dos EUA, Mike Pence, foi o responsável por oficializar a cerimônia.

Antes, o presidente disse em um breve discurso que encontrou uma carta de Barack Obama para ele no Salão Oval e agradeceu ao ex-presidente. Entretanto, afirmou que não mostraria o conteúdo da carta para imprensa.

Trump também disse que irá se encontrar em breve com a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, com o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau e com o presidente do México, Enrique Peña Nieto. O presidente também declarou que deve começar a renegociação do Tratado de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA) e que o México "está sendo extraordinário conosco".

Theresa May não teme desafiar Trump diante de questões inaceitáveis

Estadão Conteúdo 







Primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May


A primeira-ministra britânica, Theresa May, disse que vai falar sobre comércio e segurança quando se encontrar com o presidente dos EUA, Donald Trump, na semana que vem, mas não terá medo de desafiá-lo em questões que considera inaceitáveis.

Trump receberá Theresa na Casa Branca na sexta-feira, na primeira reunião com um líder estrangeiro desde que assumiu o cargo, informou a Casa Branca neste sábado.

"Teremos uma oportunidade de falar sobre nossa possível relação comercial futura e também a respeito de alguns dos desafios mundiais que todos enfrentamos", disse a premiê à British Broadcasting Corp., citando o terrorismo, o conflito sírio e a importância da Organização do Tratado do Atlântico Norte, que Trump chamou de obsoleto, como exemplos.

Como o Reino Unido optou por deixar a União Europeia no ano passado, o governo não poderá assinar qualquer novo acordo comercial bilateral até que se retire do bloco. É livre, no entanto, para negociar possíveis acordos futuros.

Theresa disse que planeja desencadear o processo formal de dois anos para deixar a União Europeia até o final de março.

Trump discursou a favor da saída do Reino Unido da UE, dizendo que "Brexit vai acabar sendo uma grande coisa".

Questionada se levantaria diretamente a questão do tratamento de Trump às mulheres, a primeira-ministra disse: "Em primeiro lugar, eu já disse que alguns dos comentários que Donald Trump fez em relação às mulheres são inaceitáveis. Por alguns deles, ele próprio se desculpou."

Grandes protestos foram realizados neste sábado, liderados por ativistas dos direitos das mulheres.

"Acho que a maior declaração que será feita sobre o papel das mulheres é o fato de eu estar lá, uma mulher, no cargo de primeira-ministra do Reino Unido, falando com ele, conversando diretamente com ele sobre os interesses que nós partilhamos."

Theresa disse que sempre que ocorrer algo que considerar inaceitável, não terá medo de dizer isso a Trump.

FAMÍLIA E GOVERNOS ENDIVIDADOS NO BRASIL



O endividamento das famílias brasileiras

Paulo Haddad 







A retomada do crescimento da economia brasileira deverá ser muito lenta. Não se deve esperar que o país volte a crescer a taxas de 3 a 4 por cento nos próximos dois anos. A longo prazo, o crescimento depende do ritmo de acumulação de capital, com investimentos em novas fábricas e expansão das existentes, assim como com investimentos em infraestrutura econômica e social.
A acumulação de capital deve se realizar com inovações tecnológicas visando à aceleração da produtividade total dos fatores de produção. As inovações precisam ser multifacetadas: novos produtos, novos processos de produção e de consumo, novos mercados e novas formas de organização institucional. O que, em última instância, dependerá de engenho e arte dos brasileiros ancorados por um sistema educacional de excelente qualidade e de acesso democrático sem discriminação social.
Por outro lado, quando a economia se encontra em recessão com imensa capacidade ociosa de homens e máquinas, o crescimento econômico passa a depender da dinamização da demanda agregada. A demanda de consumo e de investimento para absorção interna da produção de bens e serviços, assim como a absorção externa através das exportações brasileiras para os demais países.
No entanto, o que impacta a decisão de investimento do empresariado em um contexto em que tudo o que podem produzir é bem superior ao que já estão produzindo e vendendo? São as expectativas da economia no médio e no longo prazo em relação às condições políticas do país, o custo do dinheiro, a conjuntura econômica mundial, etc.
As condições de competitividade global, da política cambial, da qualidade da infraestrutura econômica e social são fatores que levam um país a exportar. Infelizmente, no caso brasileiro, todos esses aspectos apresentam sinal negativo: o atraso tecnológico nos nossos sistemas produtivos com raras exceções (o agronegócio é, sem dúvida, a mais destacada) e a política cambial titubeante que não assegura um horizonte de estabilidade para as decisões empresariais.
Somado a isso há que se considerar a nossa precária infraestrutura face ao lento processo decisório do Governo em transformar alguns dos seus segmentos em áreas de negócios privados, além de estar convivendo internamente com uma grave crise fiscal de insolvência financeira.
Resta, pois, analisar se o consumo das famílias brasileiras será suficientemente intenso para impulsionar uma economia brasileira em estado depressivo. Há muitas dificuldades e problemas nesse sentido. As famílias somente voltarão ao consumo com maior intensidade se melhorarem as perspectivas nos mercados de trabalho, as condições de financiamento e a recomposição da renda real familiar per capita.
Mas há outra questão: o nível de endividamento das famílias brasileiras bem acima dos padrões normais. No Fórum Nacional de setembro do ano passado, mostrou-se que o comprometimento de renda das famílias que, em 2005, era inferior a 16 por cento, atingiu recentemente 22 por cento da renda disponível. O comprometimento de renda se define como os fluxos de despesas com amortizações e juros proporcionalmente à renda que as famílias dispõem para consumir ou poupar.
Se retirarmos os financiamentos de prazos mais longos com taxas de juros mais baixas, ainda assim o comprometimento ainda é muito elevado, de 19,5 por cento da renda disponível das famílias. Elevado, por exemplo, quando o estudo do Fórum Nacional o compara com o comprometimento de renda em vários países: Itália (4,6%), França (6,2%), Alemanha (6,5%), Espanha (7,3%), Portugal (7,8%), etc.
Em alguns países, onde esse comprometimento é muito mais elevado do que no Brasil, os prazos de financiamento são muito maiores e as taxas de juros muito menores. É o caso dos Estados Unidos, onde o comprometimento cai para 8,3 por cento da renda familiar disponível quando se retira do estoque da dívida as hipotecas com prazos de 20 a 30 anos. Além do mais, as taxas de juros de mercado de curto prazo norte-americanas são praticamente iguais a zero.
Esse endividamento tão elevado das famílias brasileiras traz alguns riscos e muitas incertezas. Riscos de inadimplência muito altos e incertezas sobre as chances de novos endividamentos para expandir o consumo. Na verdade, o padrão de consumo das famílias somente crescerá de maneira estável com a queda do desemprego, o aumento da produtividade da mão de obra e as taxas de juros em níveis civilizados.
Se há dificuldades por todos os lados para se dinamizar a demanda agregada, estaríamos fadados a nos transformar em um país de baixo crescimento, de alto desemprego e de empobrecimento da classe média por muitos anos à frente? Definitivamente não.
A experiência histórica mostra que é possível superar esse contexto de grave crise econômica e social através do que Karl Polanyi denominou, em 1944, a Grande Transformação, a qual se caracteriza pelas mudanças institucionais, reformas micro e macroeconômicas, redefinição do papel do Estado na economia, novas formas de inserção da economia na divisão internacional do trabalho, etc.
Tudo isso pressupõe lideranças políticas que não comandem a vida do país como se o exercício do poder fosse um grande balcão de negócios com uma base aliada, a qual coloca os seus interesses velados acima dos interesses da população. O Brasil continua carente de estadistas.

domingo, 22 de janeiro de 2017

HOMOLOGAÇÃO DAS DELAÇÕES DA LAVA JATO JÁ - É O QUE A SOCIEDADE ESPERA



Para OAB, Cármen Lúcia pode homologar delações da Odebrecht

Agência Brasil 









Após deixar o velório do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki, em Porto Alegre, o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Claudio Lamachia, defendeu que a presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, considere assumir, de imediato, o processo de homologação das delações premiadas de executivos da Odebrecht.
Para o presidente da OAB, é preciso atender ao desejo da sociedade brasileira de que a "Lava Jato" seja conduzida com celeridade no STF, “até mesmo em nome da memória do ministro Teori e do trabalho que estava fazendo”.
“Se poderia pensar numa ideia de que a própria ministra Cármen Lúcia cumprisse essa etapa que falta no processo, de homologação ou não das delações premiadas”, afirmou Lamachia.
O ministro Teori Zavascki estava prestes a homologar 77 delações premiadas de executivos da empreiteira Odebrecht. São depoimentos concedidos após um acordo da empresa com o Ministério Público Federal (MPF) que garante vantagens aos delatores, como o abrandamento de pena em troca de detalhes sobre o mega-esquema de corrupção na Petrobras.
Por trazer citações a dezenas de políticos com foro privilegiado, os depoimentos foram entregues a Teori Zavascki, relator da "Lava Jato" no STF, em dezembro, para que ele pudesse homologá-los, isto é, decidir se poderiam ser considerados válidos como prova. O gabinete do ministro trabalhava no recesso do Judiciário para que as homologações pudessem ocorrer rapidamente, possivelmente no início de fevereiro.
“A própria ministra Cármen Lúcia e os membros da Corte Surprema podem refletir sobre a continuidade, agora, momentânea e imediata, dessas coletas e dos depoimentos testemunhais daqueles delatores, ou seja , dos colaboradores”, defendeu Lamachia.
Ontem (20), o presidente da OAB já havia divulgado uma nota em que defendia a redistribuição “imediata” dos processos da "Lava Jato" para outro relator no STF, afirmando que aguardar para que o sucessor de Teori assuma a operação serviria “apenas para agravar o ambiente político-institucional do país”.
O regimento interno do STF permite que a presidente Cármen Lúcia ordene, em casos excepcionais, a redistribuição de qualquer tipo de processo, passados 30 dias de ausência do ministro-relator original.
Antes desse prazo, caberia ao ministro Luiz Roberto Barros, que entrou no STF imediatamente antes de Teori, decidir sobre atos emergenciais relacionados aos inquéritos da "Lava Jato" no Supremo. Entretanto, como o Judiciário encontra-se em recesso, tal prerrogativa recai sobre a presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia.
O ministro Teori Zavascki morreu na última quinta-feira (19) após o avião em que ele e mais quatro pessoas viajavam cair no mar próximo a Paraty, no litoral sul do Rio de Janeiro.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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