quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

COMO PODE UM AVIÃO DE GRANDE PORTE DESAPARECER AQUI NA TERRA?



Buscas pelo voo desaparecido da Malaysia Airlines são suspensas após três anos

Estadão Conteúdo 






Quase três anos após o voo 370 da Malaysia Airlines ter desaparecido, os três países que realizavam buscas ao sul do oceano Índico suspenderam a pesquisa, apesar dos apelos de famílias atingidos por um dos maiores mistérios da aviação dos tempos modernos.

"Hoje, o último navio de buscas deixou a área de pesquisa subaquática", anunciaram os governos da Malásia, China e Austrália, em um comunicado conjunto.

"O voo MH370 da Malaysia Airlines não foi localizado nos 120 mil quilômetros quadrados de área pesquisada no sul do oceano Índico. Assim, a busca subaquática do MH370 será suspensa".

O voo 370 desapareceu do radar quando viajava de Kuala Lumpur, capital da Malásia, para Pequim, capital da China, no dia 8 de março de 2014, com 239 pessoas, incluindo 152 cidadãos chineses. Desde então, as buscas foram intensificadas em uma ampla área do oceano Índico, se tornando a pesquisa mais cara em toda história da aviação - totalizando US$ 150 milhões. A busca foi impedida por tempestades e fortes correntes oceânicas.

CONTINUA A POLÊMICA SOBRE A INTERVENÇÃO DA RUSSIA NAS ELEIÇÕES DOS EUA



Cerca de metade dos americanos acredita que a Rússia interferiu nas eleições

Estadão Conteúdo 








Cerca de metade dos americanos acredita que o governo da Rússia interferiu nas eleições de 2016 dos EUA por meio de ataques hackers contra integrantes do Partido Democrata. No entanto, uma parcela muito menor acredita que isso afetou o resultado das eleições, segundo uma pesquisa do Wall Street Journal e da NBC News.

51% dos entrevistados disseram acreditar em uma interferência russa por meio de ataques hackers. Desse grupo, 26% falaram que Donald Trump teria perdido as eleições caso Moscou não tivesse interferido, enquanto 63% disseram não ter certeza.

Um terço dos americanos entrevistados disse que o relacionamento de Trump com o presidente russo, Vladimir Putin, é muito amigável - o que não seria apropriado para um presidente dos EUA. Já 24% afirmaram que as relações entre os dois não são tão amigáveis.

A pesquisa foi elaborada pelo Wall Street Journal e pela NBC News, por telefone. As entrevistas foram feitas entre 12 e 15 de janeiro e a margem de erro é de 3,1 pontos porcentuais para mais ou para menos.

Fonte: Dow Jones Newswires.

CONSIDERAÇÕES SOBRE O FUTURO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO



Rio 2065: Como será?

Manoel Hygino







Paulo Roberto Pereira, na edição de agosto de 2016 da revista Alma Mater, publica extenso artigo, verdadeiro ensaio, com um título instigante: “Rio 2065”: como será?”“. O autor é doutor em letras e professor de literatura brasileira e autor de outras publicações como “450 anos da Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro”. A revista é editada pelo CIEE nacional e seu diretor, Arnaldo Niskier, presidente do Centro no Rio de Janeiro e membro da Academia Brasileira de Letras.
O articulista admite que o título é ‘questionador’, “com ares de esfinge” grega. Seu texto resulta de palestra proferida no Seminário Brasil, Brasis, da ABL, sob coordenação do acadêmico Domício Proença Filho. Paulo Roberto comenta tímidas festividades do 450º aniversário do Rio, há apenas dois anos, que “não resistem a uma comparação com as comemorações do 4º Centenário em 1965: “Por isso a pergunta Rio 2065, como será? torna-se cada vez mais instigante, ao se propor discutir um projeto de cidade para daqui a tantos anos”.
O Brasil inteiro, se tomar conhecimento da pergunta, irá meditar e tecer as mais variadas observações, considerando o difícil momento pelo qual passam o Rio e a Cidade Maravilhosa, com razões de sobra. Em verdade, os obstáculos, desafios – diria eu, que ora enfrentam o estado e a urbe – não permitem horizontes animadores.
Não se trata apenas dos empecilhos de ordem econômica e financeira, mas da própria existência ordeira e pacífica de um dos lugares mais belos do mundo. Paulo Roberto, como primeiro item,“reconheceu que a cidade mais sedutora de nosso maltratado planeta não consegue sequer unir forças suficientes do poder público e da iniciativa privada para despoluir a Baía da Guanabara”.
A cidade cresceu, soube aproveitar as belezas naturais, atraiu gentes de toda procedência, tornou-se capital do reino, serviu de sede às mais importantes repartições públicas e às que abrigavam importadores e exportadores, surgiram o Jardim Botânico, o Banco do Brasil e a Biblioteca Real, dentre outras instituições.
Mas, ainda faltava muito, tanto que a realização da Copa do Mundo em 2016 e das Olimpíadas demonstraram suficientemente a necessidade de novos empreendimentos para receber os dois eventos internacionais, bem como tantos outros que se programem.
O Rio de Janeiro, cidade, foi capital do Brasil por 197 anos, maior cidade do país por mais de um século, e principal porto e centro econômico e político do Império e da República. São títulos nada desprezíveis que honram o lugar de entrada de Américo Vespúcio, Villegagnon, Jean de Lery, Estácio de Sá e Anchieta, agora santo, em terras brasileiras.
Mas a cidade não é mais aquela. Os turistas têm medo, pois os índices de criminalidade são elevados e crescentes. Há de encontrar-se solução até 2065. Nem só de samba vive na comunidade por mais esfuziante que seja. Hoje se tem receio de um banho de mar em Copacabana e há lugares ínvios, a que o cidadão não tem acesso. Se errar, é assalto e tiro. Basta acompanhar a mídia.

A MACONHA DEVE SER LEGALIZADA OU NÃO?



Uso de droga mina produtividade, mas legalização pode gerar mais vagas de trabalho

Tatiana Lagôa e Tatiana Moraes 









SUPERAÇÃO – Reabilitado, Ângelo Coutinho ajuda hoje pessoas que se encontram em situação de vulnerabilidade


As drogas têm efeito devastador sobre emprego e ensino no Brasil. Todos os anos, o uso frequente de substâncias ilícitas exclui do mercado de trabalho, por doença, milhares de pessoas, e impede que outro contingente imensurável conclua os estudos. Somente de janeiro a novembro de 2016, 32,4 mil usuários foram afastados do trabalho devido ao uso desenfreado de drogas como cocaína e crack, segundo dados do Ministério da Previdência e do Trabalho. Os resultados são sonhos interrompidos, drástica redução da renda e rombo milionário nos cofres públicos.
É inegável que o quadro, sob essa ótica, seja péssimo. No entanto, não deve ser agravado em caso de legalização do uso e venda especificamente da maconha, em discussão no Congresso, segundo estudo da Consultoria Legislativa da Câmara dos Deputados. O motivo é simples. A cannabis não tem reflexos significativos no número de pessoas que deixam o emprego. No Brasil, álcool, associação de drogas múltiplas e a cocaína lideram os afastamentos e aposentadorias.

Por outro lado, a indústria agrícola criada para o cultivo da erva seria capaz de gerar milhares de empregos no país, ainda conforme o estudo da Consultoria Legislativa. É o que mostra esta segunda reportagem da série Drogas S.A.

Das 32,4 mil pessoas que saíram do mercado de trabalho devido ao uso excessivo de drogas nos primeiro 11 meses do ano passado, 31.594 recebem auxílio-doença. Em uma conta rasa, em que o salário mínimo de R$ 937 foi considerado, elas custam ao governo quase R$ 30 milhões por mês. O gasto possivelmente é maior. Afinal, o benefício é pago de acordo com o salário do trabalhador quando ele é afastado.

Embora em menor número, as aposentadorias por invalidez em decorrência do uso de drogas também foram significativas. Nos primeiros 11 meses do ano passado, 793 benefícios foram concedidos. Usando o salário mínimo como base, estes aposentados custam ao governo, pelo menos, R$ 8,2 milhões ao ano.


Maconha legalizada geraria R$ 6,6 bilhões em impostos

Linha tênue

Algumas drogas possuem ligações mais estreitas com profissões específicas, conforme afirma o coordenador de Saúde Mental da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), Arnor Trindade. “Normalmente, as pessoas usam drogas no trabalho para superar condições ruins. Profissionais que têm longas jornadas costumam usar estimulantes para ficar acordados”, exemplifica. Há, ainda, aqueles que têm fácil acesso às substâncias, como os profissionais de saúde. O problema é que, uma hora ou outra, o uso frequente cobra o seu preço.

Como exemplo, o coordenador de Saúde Mental cita motoristas dependentes de cocaína ou “rebite”. Durante o tratamento para deixar a dependência, que costuma ser longo, eles precisam usar remédios controlados e são proibidos de dirigir. “Aqui, nós temos dois problemas graves. A pessoa sofre porque precisa procurar outro trabalho e sofre porque a renda cai. Muitos aposentam porque não conseguem uma realocação funcional”, diz o especialista.

Exclusão

O olhar preconceituoso da sociedade para o dependente, o estigma e a depressão também costumam afastar do trabalho o usuário que está em tratamento. “Se a pessoa quer entrar e permanecer no mercado, o uso de drogas está totalmente contraindicado. Existe, por exemplo, a possibilidade de um usuário de crack trabalhar? Não. Não existe consumo moderado de crack”, alerta o coordenador do Programa de Estudos de Álcool e Drogas do Instituto de Psiquiatria (IPQ) da Universidade de São Paulo (USP), Arthur Guerra de Andrade.

Mais empregos

Embora o uso e a venda da maconha sejam proibidos no país, os brasileiros gastam R$ 5,7 bilhões com a droga todos os anos. No entanto, apenas 20% da erva é plantada em solo nacional. Ou seja, o consumo é, basicamente, suprido pelo narcotráfico internacional.

Segundo o levantamento da Consultoria Legislativa, no entanto, o Brasil possui potencial produtivo e disponibilidade de áreas agricultáveis para suprir internamente o consumo da cannabis. Entre as regiões mais favoráveis ao plantio e ao cultivo da planta estão o sertão nordestino, que carece de atenção do poder público. A criação da nova atividade tem potencial para inserir milhares de pessoas no mercado de trabalho e, mais do que isso, desenvolver a região.

No 9º ano, 60% dos jovens experimentam bebida alcoólica

Aos 46 anos, Ângelo Azeredo Coutinho conhece de perto os efeitos e conse-quências do uso intenso de drogas. Ele, que fumou maconha pela primeira vez aos 11 anos e cheirou cocaína aos 12, ficou afastado do mercado de trabalho e dos estudos há até pouco tempo, quando deu uma guinada de 180 graus na vida. Hoje reabilitado, Coutinho trabalha e concluiu o segundo grau, mas entrou para as estatísticas.

Ele faz parte dos 9% das pessoas que usaram drogas pela primeira vez até o 9º ano, normalmente adolescentes de 14 anos, conforme levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Como os efeitos das drogas são nocivos, como dificuldade de concentração e assimilação de conteúdo, a evasão escolar tende a aumentar entre os usuários frequentes.

“Quando você depende de alguma coisa, você vive em função dela. Você precisa dela 24 horas por dia. Não é possível trabalhar, ou estudar. Eu até pensava em sair daquela vida, mas achava muito difícil. Hoje sei que não é impossível”, afirma Coutinho, que trabalha com Redutor de Danos na Prefeitura de Belo Horizonte e em outros projetos sociais, ajudando aqueles que viveram em situações que ele conhece bem.

Nas ruas, onde o Redutor de Danos chegou a morar durante 10 anos, ele usou os mais diversos tipos de drogas. Nas escolas, conforme o documento elaborado pelo IBGE, a realidade não é diferente. No 9º ano, quase 60% dos adolescentes já experimentaram bebidas alcoólicas e 21,4% se embriagaram pelo menos uma vez na vida. O uso de drogas ilícitas também chama a atenção.

Conforme o documento, 4,2% dos alunos usaram alguma substância proibida 30 dias antes da pesquisa, indicando a frequência. O consumo da maconha pelo menos 30 dias antes foi feito por 4,1% dos entrevistados. O crack foi utilizado no intervalo de um mês antes do questionário por 0,5% dos estudantes. Isso significa que em um grupo de 200 alunos, um fuma a mais devastadora das drogas.

Escolas públicas e privadas pouco se diferem quando o assunto é uso de drogas. Segundo o levantamento, 9,3% dos alunos de escolas públicas e 6,8% dos estudantes de colégios particulares já experimentaram entorpecentes até o 9º ano.

“O uso de drogas por jovens tem prejuízos para a escolarização porque elas geram déficit de atenção e dificuldade de aprendizagem. As chances deles completarem o ensino médio, acessarem a universidade e serem competitivos no mercado de trabalho na vida adulta são reduzidas”, afirma o coordenador do Centro de Referência em Drogas da Universidade Federal de Minas Gerais, Frederico Garcia.






AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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