quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

GOVERNO ESTIMULA A VINDA DE BANCOS ESTRANGEIROS PARA O PAÍS



Governo quer mais bancos estrangeiros no país

Estadão Conteúdo 









O Santander, um banco espanhol que já atua há algum tempo no país, se expandiu depois de se juntar com o Banco Bonsucesso



O governo quer estimular a vinda de bancos estrangeiros para o país. Auxiliares do presidente Michel Temer já discutem como é possível eliminar barreiras legais para aumentar a participação dessas instituições no Sistema Financeiro Nacional. Segundo apurou o jornal O Estado de S. Paulo, esse é um movimento que começará a ser feito este ano para aumentar a concorrência e permitir a queda das taxas de juros cobradas pelos grandes bancos.

Por trás dessa tentativa de aumentar a concorrência, há pressão para que os bancos tenham uma participação efetiva na retomada do crescimento em cenário de queda da taxa Selic, que deve se intensificar a partir desta semana com a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.

"O Copom tem autonomia e não se discute. O governo não interfere, mas é preciso ficar de olho nas taxas do mercado", disse uma fonte do governo. Uma das barreiras aos estrangeiros é a impossibilidade de o banco estrangeiro utilizar o crédito tributário ao adquirir um banco nacional. Além disso, houve um represamento nas solicitações de ingresso de bancos estrangeiros no último período do governo Dilma Rousseff.

Segundo o BC, os quatro maiores bancos em operação no Brasil - Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Caixa Econômica Federal e Bradesco - detêm 61% dos ativos totais.

Em números de ativos, o primeiro estrangeiro a aparecer, em quinto lugar nesse ranking, é o espanhol Santander. Nos últimos anos, aquisições e fusões foram recorrentes no setor bancário. O Santander comprou, em conjunto com o Bank of Scotland, o ABN Amro na Holanda, que era dono do Real, e assim adquiriu suas operações no Brasil. O Itaú se fundiu ao Unibanco e comprou o varejo do Citibank. O Bradesco comprou o HSBC, que já havia adquirido a Losango. E o Santander se expandiu através de uma joint venture com o Banco Bonsucesso.

De modo geral, aplicam-se aos interessados de outros países em entrar no sistema financeiro nacional as mesmas regras a que estão sujeitos os nacionais. Além disso, o BC ainda solicita informações ao supervisor do país de origem da instituição interessada sobre a reputação dos dirigentes, a capacidade econômica e financeira, o atendimento às regras bancárias locais e a capacidade de controle e monitoramento das operações no exterior.

Juros
Os bancos públicos entenderam o recado da equipe econômica e devem divulgar um "realinhamento" dos juros assim que for oficializada a decisão do Copom de reduzir a Selic nesta semana. A Caixa já repassou o corte de 0,25 ponto porcentual da Selic para as taxas dos financiamentos à casa própria e deve acelerar o movimento acompanhando o BC. O Banco do Brasil também fará um ajuste fino em algumas das suas linhas, mas, por uma estratégia de mercado, o banco não deve divulgar ainda em quais produtos vai mexer. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

BANCO CENTRAL ABAIXA A TAXA CELIC DE JUROS



Banco Central surpreende mercado e reduz taxa básica de juros para 13,00% ao ano

Agência Brasil 





Pela terceira vez seguida, o Banco Central (BC) baixou os juros básicos da economia. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu nesta quarta-feira (11) a taxa Selic em 0,75 ponto percentual, para 13% ao ano. A decisão surpreendeu os analistas financeiros, que previam o corte de 0,5 ponto percentual.
Com a decisão desta quarta, a Selic está no menor nível desde abril de 2015, quando estava em 12,75% ao ano. Mantida em 7,25% ao ano, no menor nível da história, de outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa foi reajustada gradualmente até alcançar 14,25% ao ano em julho de 2015. Somente em outubro do ano passado, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia.
Em comunicado, o Copom informou que a demora na recuperação da economia contribuiu para a autoridade monetária acelerar o corte dos juros. “O conjunto dos indicadores sugere atividade econômica aquém do esperado. A evidência disponível sinaliza que a retomada da atividade econômica deve ser ainda mais demorada e gradual que a antecipada previamente”, destacou o texto.
O Copom ressaltou que as incertezas externas ainda não trouxeram efeitos sobre o Brasil e que o comportamento da inflação, que fechou 2016 abaixo das expectativas, favoreceu a redução maior da Selic.
“A inflação recente continuou mais favorável que o esperado. Há evidências de que o processo de desinflação mais difundida tenha atingido também componentes mais sensíveis à política monetária e ao ciclo econômico. A inflação acumulada no ano passado alcançou 6,3%, bem abaixo do esperado há poucos meses e dentro do intervalo de tolerância da meta para a inflação estabelecido para 2016”, acrescentou o Banco Central.
A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA fechou 2016 em 6,29%, o menor nível desde 2013 (5,91%).
Até o ano passado, o Conselho Monetário Nacional (CMN) estabelecia meta de inflação de 4,5%, com margem de tolerância de 2 pontos, podendo chegar a 6,5%. Para 2017, o CMN reduziu a margem de tolerância para 1,5 ponto percentual. A inflação, portanto, não poderá superar 6% neste ano.
Inflação
No Relatório de Inflação, divulgado no fim de dezembro pelo Banco Central, a autoridade monetária estima que o IPCA encerre 2017 em 4,4%. O mercado está um pouco menos pessimista. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central, a inflação oficial fechará o ano em 4,81%.
Até agosto do ano passado, o impacto de preços administrados, como a elevação de tarifas públicas, e o de alimentos, como feijão e leite, contribuiu para a manutenção dos índices de preços em níveis altos. De lá para cá, no entanto, a inflação começou a desacelerar por causa da recessão econômica e da queda do dólar. Em dezembro, o IPCA ficou em 0,30%, a menor taxa para o mês desde 2004.
A redução da taxa Selic estimula a economia porque juros menores impulsionam a produção e o consumo num cenário de baixa atividade econômica. Segundo o boletim Focus, os analistas econômicos projetam crescimento de apenas 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos pelo país) em 2016. No último Relatório de Inflação, o BC reduziu a estimativa de expansão da economia para 0,8% este ano.
A taxa é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando reduz os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação.

CONSTRUIR PONTES OU MUROS?



Trump volta a dizer que México pagará por muro e chama mídia de desonesta

Estadão Conteúdo 









A ideia do presidente americano é construir o muro com recursos do país e, depois, ser ressarcido pelos mexicanos


O presidente eleito nos EUA, Donald Trump, voltou a dizer em seu Twitter que o México pagará pela construção do muro na fronteira entre os dois países, e que a mídia que tem afirmado que quem arcará com os gastos serão os EUA é "desonesta" e "falsa".

"A mídia desonesta diz que o México não pagará pelo muro se eles forem pagar mais tarde para que o muro possa ser construído mais rapidamente. A mídia é falsa!", escreveu Trump em sua rede social na madrugada desta segunda-feira.

Numa tentativa de desacreditar os relatos de que o muro será financiado pelo Congresso, Trump tem feito uma série de afirmações nos últimos dias de que os EUA assumirão os gastos no início para que o muro seja construído rapidamente, mas que depois o México é quem pagará pela construção, tendo como alvo relatos da CNN que o muro de Trump será financiado pelo projeto de lei federal de gastos do governo federal.

"Nós vamos ser reembolsados, mas eu não quero esperar tanto. Você começa, e então você é reembolsado", disse Trump na sexta-feira. Trump sugeriu que o reembolso poderia fazer parte do Acordo de Livre Comércio Norte-Americano (Nafta) renegociado.

Líderes mexicanos têm realizado discursos duros contra as afirmações de Trump. O ex-presidente do México, Vicente Fox, escreveu em seu Twitter que "nem eu nem o México vão pagar por seu monumento racista". O atual presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, disse mais tarde que quando ele se encontrou com Trump, "no início da conversa, deixei claro que o México não pagará pelo muro".

SE FOR VERDADE - TEMER DEVE RECEBER LIÇÕES DE TRUMP



Serei o maior gerador de empregos que Deus criou, diz Trump em coletiva

Estadão Conteúdo 









O novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu estimular a economia norte-americana e declarou a jornalistas que será "o maior criador de empregos que Deus já criou". Em seu governo, o objetivo é trazer postos de trabalho que alguns setores levaram para fora do país de volta para a economia dos EUA.

"Teremos bons empregos e boas notícias", disse Trump em seus comentários iniciais, ressaltando que a montadora General Motors siga sua rival Ford e mantenha postos de trabalho nos EUA.

O republicano ressaltou ainda a necessidade da indústria farmacêutica voltar a criar empregos nos EUA e não em outros países. Ele prometeu melhorar os processos para licitações do setor, que tem desenvolvido bons remédios, mas no exterior.

Ao responder uma pergunta sobre se russos invadiram computadores dos EUA para vazar informações durante a campanha eleitoral, Trump disse que acredita que a Rússia tenha feito, mas também outros atuaram como "hackers", disse ele, citando a China.

Trump ressaltou que não tem negócios com a Rússia e questionou se sua rival na campanha, Hillary Clinton, seria mais dura que ele com o presidente da Rússia, Vladimir Putin. "Se Putin gosta de Donald Trump, eu considero isso como um ativo, não um passivo", afirmou o presidente.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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