quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

ALERTA CONTRA O TABAGISMO



Mortes provocadas pelo tabaco devem aumentar para 8 milhões em 2030

Estadão Conteúdo 





As mortes relacionadas ao tabagismo devem aumentar de 6 milhões para 8 milhões por ano em 2030, de acordo com estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos publicado nesta terça-feira (10). Mais de 80% das mortes devem ocorrer em países de baixa e média renda, onde vivem a maioria dos fumantes.

O estudo defende que políticas antitabagismo, como taxação e aumento do preço do cigarro, podem gerar "economia significante" para os governos em saúde e produtividade. Segundo os especialistas, o tabaco é a maior causa evitável de morte no mundo, sendo responsável pelos casos de câncer e doenças do coração.


Segundo o estudo, o tabagismo custa à economia global mais de U$ 1 trilhao por ano em gastos com saúde e perda de produtividade. O custo estimado supera amplamente as receitas globais com os impostos sobre o fumo que, segundo a OMS, foram de cerca de US$ 269 bilhões em 2013 e 2014.

Atualmente, 6 milhões de pessoas morrem por ano no mundo em função do cigarro. Hoje, 1,1 bilhão de pessoas com mais de 15 anos são fumantes e 226 milhões vivem em situação de pobreza.

"A indústria do tabaco produz e vende produtos que matam milhões de pessoas prematuramente, retira recursos das famílias que poderiam ser usados para comida e educação e impõe um imenso custo de saúde às famílias, comunidades e países", disse Oleg Chestnov, diretor da OMS.

O relatório divulgado nesta terça-feira cita um estudo de 2016 que afirma que se os países criassem taxas para aumentar em US$ 0,80 o preço do maço do cigarro, a receita com a venda poderia aumentar em 47%, cerca de US$ 140 bilhões. O aumento poderia levar a uma diminuição de 9% dos fumantes no mundo - cerca de 66 milhões de pessoas.

IDA DE TEMER A PORTUGAL



Nosso gesto serve para reforçar as ligações entre Portugal e Brasil, diz Temer

Agência Brasil 







O presidente esteve no país devido a morte do ex-presidente de Portugal, Mário Soares


O presidente da República, Michel Temer, que esteve em visita a Portugal pela morte do ex-presidente português Mário Soares, afirmou ontem, às 11h30, horário local, que veio ao país para prestar condolências pela morte e reforçar as ligações entre os dois países.

“Mário Soares intensificou enormemente as relações com nosso país, tanto que fez amizade com presidentes do nosso país, como Sarney e Fernando Henrique Cardoso, de quem era grande amigo e com quem chegou até a publicar um livro de diálogos. O nosso gesto serve para reforçar as ligações entre Portugal e Brasil, enaltecida pela figura do grande português Mário Soares”, afirmou Temer.

A declaração foi feita no Palácio de Belém, sede do governo de Portugal, após uma breve reunião com o atual presidente da República portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa.

Após a reunião, Temer e Rebelo de Sousa se reuniram a outros líderes e chefes de Estado e se encaminharam ao Mosteiro dos Jerônimos, local do velório de Soares, para participarem das últimas homenagens fúnebres ao ex-presidente português.

Por volta das 13 (horário local), o corpo de Soares deixou o Mosteiro dos Jerónimos, em cortejo que passou por alguns pontos da cidade de Lisboa que fizeram parte da vida dele, como a sede do Partido Socialista, do qual foi co-fundador. O enterro está previsto para começar por volta das 15h (horário local), no Cemitério dos Prazeres, restrito aos familiares.

Temer chegou a Lisboa por volta das 3h da manhã e  retornou ao Brasil ainda na tarde de ontem, por volta das 15hs.

PALAVRAS DO PRESIDENTE OBAMA NO SEU ÚLTIMO DISCURSO



'Sim, nós podemos e fizemos', diz Obama ao encerrar discurso de despedida

Estadão Conteúdo 







Presidente dos EUA, Barack Obama


Faltando dez dias para deixar a Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, encerrou seu discurso de despedida nesta noite em Chicago com a clássica frase que marcou sua primeira campanha eleitoral: "Sim, nós podemos". O dirigente ainda complementou com a frase "sim, nós fizemos" para falar dos avanços que ocorreram na maior economia dos mundo nos últimos 8 anos.


"Em dez dias, o mundo testemunhará uma marca distintiva de nossa democracia: a transferência pacífica do poder de um presidente livremente eleito para o próximo", afirmou Obama, referindo-se a Donald Trump, que toma posse no próximo dia 20.

Ao fazer um balanço de seu governo, Obama disse que conseguiu reverter a recessão gerada pela crise mundial de 2008, recuperar a indústria automobilística dos EUA, abrir um novo capítulo no relacionamento de Washington com Cuba e encerrar o programa nuclear do Irã sem disparar um tiro.

Ao mesmo tempo, Obama reconheceu que o progresso nos EUA tem sido desigual. "O trabalho da democracia sempre foi duro, contencioso e às vezes sangrento. Para cada dois passos para frente, muitas vezes parece que damos um passo para trás", disse. Obama completou dizendo que os EUA continuam sendo a nação mais rica, poderosa e respeitada do mundo.

O presidente ressaltou na parte final do discurso que deixa a Casa Branca ainda mais otimista com as perspectivas para os EUA do que quando ganhou nas urnas. O democrata ressaltou ainda o papel dos imigrantes na história do país, mais uma alfinetada em Donald Trump, que planeja deportar milhões de imigrantes ilegais.

"A América não foi enfraquecida pela presença desses recém-chegados. Eles abraçaram o credo desta nação, e ela foi fortalecida", disse Obama ao comentar a entrada de imigrantes no país.

Democracia dos EUA está ameaçada e é preciso dar oportunidade a todos, diz Obama


Discurso de Obama na noite desta terça-feira foi o último como presidente dos EUA



O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta noite em seu discurso de despedida que deixa o comando do país mais otimista com o futuro do que quando chegou à Casa Branca, mas destacou em sua fala de quase uma hora que a democracia norte-americana sofre ameaças e não vai funcionar sem que todos tenham oportunidades econômicas.


Obama disse que houve momentos na história dos EUA em que forças - como o terrorismo, aumento da desigualdade e mudanças demográficas - ameaçaram a segurança, a solidariedade e a prosperidade do país, mas estas mesmas forças ameaçam também a democracia. Ele mencionou no discurso três ameaças à democracia.

De acordo com o presidente, se não forem criadas oportunidades para todas as pessoas no país, a divisão e a insatisfação só vão ficar mais nítidas nos próximos anos, ameaçando a democracia. Obama ressaltou ainda uma segunda ameaça, que é a questão racial, mas ponderou que a divisão de raças nos EUA está melhor agora do que há alguns anos.

"Se cada questão econômica for enquadrada como uma luta entre uma classe média branca e trabalhadora e uma minoria não merecedora, os trabalhadores de todas as nuances vão ficar lutando por sucatas, enquanto os ricos se retiram para seus locais privados", disse Obama.

Além disso, Obama apontou que a renda em 2016 nos EUA cresceu para todas as raças e faixas etárias, homens e mulheres. "Então, se vamos ser sérios sobre a questão racial, precisamos manter leis contra a discriminação - na contratação, na habitação, na educação e no sistema de justiça criminal."

O presidente ressaltou, contudo, que só leis não serão suficientes para resolver a questão racial. "Os corações devem mudar. Não será uma mudança da noite para o dia. Atitudes sociais algumas vezes levam gerações para mudar."

Obama mencionou ainda uma terceira ameaça à democracia, que é quando um grupo de pessoas similares se junta em uma bolha, seja uma comunidade, uma igreja, uma rede social ou um colégio, e esse grupo concentra pessoas semelhantes e com a mesma visão política. Uma pessoa nunca questiona as hipóteses da outra. "E cada vez mais, ficamos tão seguros em nossas bolhas que aceitamos apenas informações, verdadeiras ou não, que se encaixam em nossas opiniões, ao invés de basear nossas opiniões nas evidências que estão lá fora." A política, disse Obama, é uma batalha de ideias.

O SOCORRO VEM DO CÉU E DA TERRA



Safra recorde pode ajudar o país a sair do atoleiro

Bruno Moreno 







PLANTIO – Safra de grãos em Minas Gerais chegará a 13,8 milhões de toneladas, alta de 17,1%


O pontapé para a recuperação econômica brasileira deve vir do céu e do campo neste ano. A previsão de boas condições climáticas, com chuvas, fez com que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) preveja uma safra recorde de grãos (215,27 milhões de toneladas) para 2017. O valor corresponde a um aumento de 15,3% (ou 28,6 milhões de toneladas) em comparação com o total de 186,7 milhões de toneladas no período 2015/16. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) também prevê safra 16,1% maior.

Traduzindo o eco-nomês, mais oferta de grãos significa um aumento das riquezas produzidas no país, a redução dos preços e até mesmo mais empregos.

A tendência, segundo especialistas, é a de que a movimentação econômica em torno do agronegócio possa reverberar na economia como um todo.

Na semana passada, antes da publicação da previsão da Conab, o Boletim Focus apontou um crescimento de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) para 2017. Agora, é possível que a projeção melhore. Metade do crescimento do PIB terá como resultado o agronegócio, conforme a Confederação Nacional da Agricultura (CNA).

“A tendência é que de fato isso possa contribuir para aumentar o PIB. O impacto do aumento da safra é direto no aumento do PIB. Essa estimativa é da safra como um todo, e esses 215 milhões de toneladas não foram colhidos ainda e, até então, o clima tem sido bastante favorável, ao contrário do ano passado”, aponta o superintendente de gestão da oferta da Conab, Wellington Teixeira.

Para se ter uma ideia, o setor responde a 22% do Produto Interno Bruto brasileiro.

O professor de Economia Brasileira e Finanças da PUC Minas, Ário Maro, avalia que o primeiro impacto da safra recorde de grãos ocorre na elevação da renda agrária. “Você vai ter mais compras, não só de insumos, mas de bens finais. Principalmente nas cidades polos do agronegócio. Vai ter uma reativação de negócios”, aposta. Com a reativação, podem surgir novas vagas de emprego.

O economista destaca que o setor tem a capacidade de alavancar a economia quando há estagnação. Segundo ele, apenas o agronegócio não tira o país da recessão, mas é um belo começo.

“São setores que saem na frente. O esforço de investimento já está dado. Sempre nesses momentos, o setor agroindustrial ajuda a passar por essa turbulência. Aí, num segundo momento, setores como a construção civil e automóveis começam a se recuperar. É de bom tamanho saber que esse setor está respondendo ”, avalia.

Preços equilibrados
De acordo com Teixeira, a safra recorde deve contribuir também para que não haja aumentos expressivos de alguns produtos, como o feijão. No ano passado, o preço da leguminosa subiu sem parar até o mês de setembro, quando alcançou alta acumulada de 136,57% no ano.

A primeira safra do feijão deve atingir 1,3 milhão de toneladas, resultado 25,7% superior à safra passada. Já a colheita do arroz deve alcançar 11,64 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 9,7%.

“A tendência é a de que tenha oferta em abundância, e isso promove o abastecimento interno e a retomada das exportações. E evita que tenhamos condições de preço como as do ano passado”, afirma.

Já sobre a balança comercial, Teixeira aposta na retomada de mercados.

Caixa libera R$ 6 bilhões em empréstimos para produtores
A Caixa Econômica Federal anunciou ontem que irá disponibilizar aos produtores rurais R$ 6 bilhões para a linha de Custeio Antecipado, que possibilita o acesso a recursos para as lavouras até 270 dias antes do início do plantio da Safra Verão 2017/2018.

A safra cujo empréstimo foi disponibilizado é a seguinte a deste ano, quando a previsão é de recorde na produção de grãos.

A linha está disponível para as principais culturas, como soja, milho, arroz, trigo, feijão e sorgo, e conta com análise técnica automática para propostas de até R$ 500 mil.

Segundo o vice-presidente de Produtos de Varejo da Caixa, Fábio Lenza, o objetivo é fazer com que o produtor planeje os cutsos da próxima safra.

“O Custeio Antecipado proporciona as condições necessárias para que os recursos financeiros do Crédito Rural cheguem ao produtor rural de forma rápida, simples e no melhor momento, para que possa se programar e reduzir custos”, comenta.

Produtores podem contratar até R$ 3 milhões no Custeio Antecipado, deduzido deste limite o valor contratado entre julho e dezembro de 2016.

Balanço
A carteira de Crédito Rural da Caixa ultrapassou o montante de R$ 7 bilhões de saldo em operações ativas.

Para o ano-safra 2016/2017, que se encerra em junho de 2017, a Caixa deve superar o volume de R$ 10 bilhões em contratações nas linhas de crédito destinadas a custeio, investimento, industrialização e comercialização para produtores rurais, agroindústrias e cooperativas.

As contratações podem ser feitas nas 1.700 agências do banco espalhadas pelo país.






AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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