terça-feira, 3 de janeiro de 2017

MASSACRE ENTRE PRESOS NA PRISÃO DE MANAUS - AMAZONAS



Governo atualiza contagem de mortos em presídio de Manaus para 56

Estadão Conteúdo
Hoje em Dia - Belo Horizonte







Complexo Penitenciário Anísio Jobim
A Secretaria de Segurança Pública do Amazonas divulgou uma revisão no início da noite desta segunda-feira, 2, do número total de mortos no massacre do presídio em Manaus. Segundo o órgão, foram 56 mortes, e não 60, como havia sido informado no final da manhã.
Os cinquenta e seis presos foram mortos, decapitados, esquartejados e carbonizados após uma guerra entre facções criminosas no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus. A ação do grupo Família Do Norte (FDN), ligado ao Comando Vermelho (CV), do Rio, contra membros do Primeiro Comando da Capital (PCC), com liderança em São Paulo, começou na tarde de domingo e durou 15 horas. Treze funcionários e 70 detentos foram feitos reféns e depois liberados, parte com ferimentos. É a maior matança em presídios do País, após o Massacre do Carandiru, que deixou 111 mortos.
De acordo com o juiz da Vara de Execução Penal do Estado, Luís Carlos Valois, os presos confinados no regime fechado abriram o acesso ao espaço destinado ao semiaberto. "Quando cheguei, já estavam todos mortos. Eles mesmos tiraram os corpos de dentro da penitenciária, antes de entregarem os reféns. Tinha um contêiner cheio de braços e pernas. Um horror", afirmou. O Compaj mantinha 1.229 internos, mas tem capacidade para 454 detentos. "Tinha cela para cinco pessoas com mais de 30", disse o juiz.
A Polícia Federal monitora a FDN desde 2015, na Operação La Muralla. Segundo investigadores ouvidos pela reportagem, o massacre tem relação com a saída de vários líderes do Regime Disciplinar Diferenciado (RDD). Cerca de 17 líderes da facção, entre eles José Roberto Barbosa e Alan Castimário, haviam sido encaminhados para presídios federais e outros, como Márcio Ramagem, conhecido como Garrote, para o RDD.
De acordo com um investigador, as lideranças começaram a sair do RDD e passaram a organizar a retaliação aos detentos de outras facções.
O secretário de Segurança do Amazonas, Sérgio Fontes, atribuiu a disputa das facções ao narcotráfico. "Esse é mais um capítulo da guerra silenciosa que o narcotráfico jogou esse País. Nós sempre soubemos que o Brasil está numa guerra impiedosa. Vivenciamos ontem mais um capítulo", disse.
Segundo o analista criminal e membro do Fórum Brasileiro de Segurança Guaracy Mingardi, a guerra entre facções dentro dos presídios "tem raízes bem antigas no sistema prisional brasileiro" e é consequência da omissão do Estado. "Sempre foi assim, não começou com o PCC. O Estado se limita a cercar e manter os presos lá dentro, mas não tem controle nenhum interno".
Ele acredita que a matança em Manaus seja resultado do acirramento de uma disputa territorial entre o PCC e o CV. "O PCC se espalhou pelo País como estratégia de poder, mas encontrou resistência em alguns Estados, onde as facções regionais são aliadas do CV. Essa disputa se acirrou há dois meses."
Fuga
No mesmo momento em que acontecia o massacre no Compaj, 87 detentos fugiram do Instituto Penal Antonio Trindade (Ipat), perto dali. Até a noite de ontem, 40 homens haviam sido recapturados.
No início desta noite, presos do Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM), também próximo do Compaj, tentaram fugir.
O IML de Manaus vai receber um contêiner frigorífico para auxiliar na necropsia. Os trabalhos devem ser concluídos em cinco dias.


segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

COREIA DO NORTE QUER TESTAR MÍSSIL BALÍSTICO INTERCONTINENTAL



Coreia do Norte prestes a testar míssil balístico intercontinental

AFP 









O líder Kim Jong-Un fez o anúncio durante discurso de Ano Novo

A Coreia do Norte está nos "estágios finais antes de testar um míssil balístico intercontinental", afirmou neste domingo (1º) o líder norte-coreano, Kim Jong-Un, em seu discurso de Ano Novo. "Estamos nos estágios finais antes do lançamento do teste de um míssil balístico intercontinental", insistiu o chefe de Estado norte-coreano em uma mensagem televisionada.
Pyongyang "disparou como potência nuclear", disse, acrescentando que agora era uma "potência militar do Leste que não pode ser alcançada, nem mesmo pelo inimigo mais potente". O país realizou dois testes nucleares e inúmeros lançamentos de mísseis em 2016, em um esforço para desenvolver um sistema de armas nucleares capaz de atingir o território continental dos Estados Unidos com uma ogiva nuclear.
Os analistas estão divididos sobre a capacidade real da Coreia do Norte de adquirir uma arma nuclear, precisamente porque o país nunca foi capaz de lançar com sucesso um míssil balístico intercontinental. No entanto, todos concordam em dizer que Pyongyang fez enormes progressos neste sentido desde Kim Jong-Un sucedeu seu pai, Kim Jong-Il, que morreu em dezembro de 2011.

EUA - O PESSOAL JÁ ESTÁ ANTECIPANDO O USO DA MACONHA



EUA: placa de Hollywood aparece alterada para 'Hollyweed'

Estadao Conteudo
Hoje em Dia - Belo Horizonte








O nome da placa passou de "Hollywood" para "Hollyweed"

A tradicional placa de Hollywood, em Los Angeles, apareceu trocada para "Hollyweed" ("weed" é uma gíria usada para maconha em inglês).

Segundo informações da mídia local, a polícia de Los Angeles direcionou uma equipe para investigar o caso de vandalismo.

Em novembro, a Califórnia aprovou, em referendo, o uso recreativo da maconha a partir de 2018.
Fonte: Associated Press

CRIME AMBIENTAL GRAVÍSSIMO NA AMAZÔNIA



Ex-gerente do Ibama dava 'cobertura' ao maior desmatador da Amazônia

Estadão Conteúdo







O grupo acusado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) e pelo Ministério Público Federal (MPF) por ações de desmatamento de extensões quilométricas na Amazônia agiu durante muito tempo com ampla facilidade pois, além de tecnologia de ponta, recebia informação privilegiada de um integrante do próprio Ibama, o ex-gerente da autarquia em Sinop (MT), Waldivino Gomes Silva.

As informações foram divulgadas no site da Procuradoria da República em Mato Grosso, que denunciou Waldivino e outros envolvidos no esquema de desmatamento descoberto pela Operação Rios Voadores, missão integrada da Polícia Federal, da Procuradoria e do Ibama.

Segundo a Procuradoria, o ex-gerente alertava o grupo de Antônio José Junqueira Vilela Filho, o 'AJ Vilela' ou 'Jotinha', sobre as operações de fiscalização ambiental que seriam realizadas pelo Ibama. Se os desmatadores tivessem bens apreendidos, Waldivino liberava esse patrimônio 'por meio de fraudes', denunciou o Ministério Público Federal.

A denúncia por desmatamento e corrupção envolve Waldivino, 'AJ Vilela' - apontado como 'mandante e financiador do esquema'-, dois executores dos crimes, além da mulher do ex-gerente do Ibama, Obalúcia Alves de Sousa.

Segundo a Procuradoria, Obalúcia 'recebia os recursos obtidos com o desmatamento e atuava para dificultar o rastreamento desse dinheiro'.

Ao todo, o Ministério Público Federal ingressou com uma série de oito ações judiciais contra o grupo.

Na região de Sinop, ainda segundo a Procuradoria, o grupo desmatou três quilômetros quadrados de floresta. Em Altamira (PA), a devastação provocada por 'AJ Vilela' e seus liderados chegou a 330 quilômetros quadrados de mata nativa.

Comprovantes - A participação de Waldivino Silva e da mulher foi descoberta pela força-tarefa da Operação Rios Voadores durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão em uma empresa de máquinas em Sinop.

No local foi apreendido comprovante de depósito bancário em nome de Obalúcia, que tem empresa cadastrada na Receita Federal cujo endereço de correio eletrônico está em nome do marido.

Por meio de interceptações telefônicas a equipe de investigação comprovou que o grupo de 'AJ Vilela' recebia informação privilegiada sobre as fiscalizações, 'e atuava de acordo com esses alertas'.

"Certamente, esse tipo de informação só poderia vir de alguém do próprio órgão ambiental que possuísse cargo de chefia", destaca a denúncia do Ministério Público Federal.

Fraudes - O ex-gerente do Ibama também ajudava o grupo criminoso cometendo ilegalidades na condução de procedimentos administrativos do órgão ambiental, assinala a denúncia.

Tratores, correntões e combustível apreendidos em ações de fiscalização, por exemplo, foram devolvidos ao grupo de 'AJ Vilela' com base em decisão de Waldivino não inserida no procedimento administrativo e não comunicada ao núcleo de instrução processual da autarquia, o que levou a Procuradoria a denunciá-lo formalmente também por sonegação de documento.

Somadas às ações ajuizadas após a Operação Rios Voadores, de junho deste ano, o Ministério Público Federal encaminhou à Justiça Federal em Altamira cinco denúncias criminais, duas ações civis públicas ambientais - uma delas com bloqueio de bens já decretado no valor de R$ 420 milhões - e uma ação civil pública por improbidade administrativa.

Segundo a Procuradoria e o Ibama, o grupo é responsável pelo desmate, entre 2012 e 2015, de 330 quilômetros quadrados de florestas em Altamira. A área é equivalente ao território de municípios como Fortaleza, Belo Horizonte ou Recife. O esquema movimentou pelo menos R$ 1,9 bilhão.

Com um total de 24 acusados, as ações tratam de crimes de submissão de trabalhadores a condições semelhantes às de escravos, frustração de direitos trabalhistas, falsidade ideológica, invasão e desmate ilegal de terras públicas, provocação de incêndios, impedimento da regeneração de florestas, corrupção ativa e passiva, sonegação de documentos, formação de organização criminosa e lavagem de dinheiro, além de improbidade administrativa e responsabilização por danos ambientais.

Os acusados estão sujeitos a penas de até 238 anos de prisão, multas, pagamento de R$ 503 milhões em prejuízos ambientais, recuperação da área ilegalmente desmatada, demolição de edificações construídas em áreas irregulares, e proibição, por até dez anos, de acessar linhas de financiamento ou benefícios fiscais oferecidos pelo poder público.

A reportagem tentou contato com os defensores do ex-gerente do Ibama em Sinop e de 'AJ Vilela', mas eles não foram localizados. O espaço está aberto para suas manifestações.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

  Brasil e Mundo ...