quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

SENADO APROVA MEDIDAS PARA ACABAR COM OS SUPERSALÁRIOS



Senado aprova três projetos para acabar com supersalários

Agência Brasil 




O plenário do Senado aprovou hoje (13) três projetos de lei que fazem parte do pacote para acabar com salários do funcionalismo público acima do teto constitucional. O pacote, apresentado pela relatora Kátia Abreu (PMDB-TO), é composto ainda por uma proposta de emenda à Constituição que deve ser votada amanhã (14) porque, com o horário avançado, não havia quórum para a deliberação hoje.

O principal projeto aprovado hoje cria uma tabela estabelecendo todas as remunerações que devem estar submetidas ao teto e o que pode extrapolar este limite. Os servidores públicos que estejam cedidos a outros órgãos não poderão, por exemplo, acumular vencimentos e benefícios dos dois que extrapolem o valor do teto, que é de R$ 33,7 mil atualmente.

Estão dentro do teto, além do salário, benefícios como auxílios-moradia, creche, saúde e estudo. Outros, como bolsas pagas pelo órgão público para cursos de formação e de especialização, não contarão para o limite e poderão extrapolar. Foi aprovada emenda no plenário que determina que a licença prêmio não gozada poderá ser paga ao servidor, mas ela contará para o teto constitucional.

Os senadores aprovaram também o projeto que estabelece como crime de improbidade administrativa o pagamento de salários acima do teto constitucional. Assim, o gestor responsável pelo pagamento deverá ser responsabilizado se for conivente com o supersalário.

Os parlamentares aprovaram ainda outro projeto que prevê medidas para aumentar a transparência no acesso a informações sobre os vencimentos de servidores públicos. O objetivo é facilitar a fiscalização por parte dos órgãos responsáveis e pela sociedade.

Kátia Abreu apresentou ainda um substitutivo a uma PEC para acabar com o efeito cascata do teto constitucional no funcionalismo. Assim, os salários de algumas categorias nos serviços públicos estaduais e municipais não serão mais reajustados automaticamente quando houver aumento nos salários dos ministros do Supremo Tribunal Federal. O substitutivo, no entanto, ficou para ser analisado amanhã.

TEMER E TRUMP SE ENTENDEM



Temer e Trump concordaram em lançar uma agenda para crescimento, diz Planalto

Estadão Conteúdo 






O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump

Um mês após a vitória de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos, o presidente Michel Temer ligou no fim da manhã desta terça-feira (13) para o norte-americano e reforçou que o Brasil tem interesse em investir em uma agenda comum dos dois países. De acordo com nota divulgada na mesma data pela assessoria de imprensa do Planalto, a conversa foi "amigável e positiva".

"O presidente Temer cumprimentou novamente Trump pela vitória nas eleições. O presidente eleito Trump apresentou condolências pelo acidente com o avião da Chapecoense e cumprimentou Temer pelas reformas e medidas para promover o crescimento do Brasil", diz a nota. O acidente com a deleção de jogadores da Chapecoense e jornalistas foi no último dia 29, matou 71 pessoas e gerou uma onda de comoção internacional.

Segundo o Planalto, Trump e Temer concordaram que as relações Brasil-EUA "estão boas, mas ficarão ainda melhores" e acertaram de lançar, "imediatamente após a posse do novo presidente americano", em fevereiro do ano que vem, uma agenda bilateral para o crescimento.

Os dois presidente combinaram ainda que as equipes dos dois países se reunirão a partir de fevereiro para elaborar essa agenda. Temer destacou ao presidente norte-americano que os empresários "dos dois países se conhecem bem e querem fazer mais negócios". O presidente brasileiro enfatizou o interesse do país em ter mais investimentos dos Estados Unidos e disse ainda que os brasileiros continuarão a investir externamente.
Carta

Logo depois que Trump foi eleito, Temer enviou uma mensagem para parabenizá-lo e reforçou que desejava manter laços comerciais com o país. "O Brasil e os Estados Unidos são duas grandes democracias que compartilham valores e mantêm, historicamente, fortes relações nos mais diferentes domínios. Estou certo de que trabalharemos, juntos, para estreitar ainda mais os laços de amizade e cooperação que unem nossos povos", escreveu.

O presidente fez poucos comentários sobre as críticas ao presidente norte-americano eleito em relação a possíveis mudanças na gestão Trump. No dia da vitória de Trump, Temer, em entrevista à Rádio Jovem Pan, disse que Trump não poderá exercer autoritarismo, pois há uma força institucional dos presidentes da República.

"Tenho dito que a relação com os EUA e demais países é institucional, de estado para estado. Os Estados Unidos têm instituições sólidas democráticas, de modo que quem assume o poder não consegue, convenhamos, exercer com todo autoritarismo. Ele exerce com a força da autoridade institucional do presidente da República. Mas há uma série de condicionantes que o presidente há de obedecer", afirmou.


VENEZUELA DESAFIA DECISÃO DA CÚPULA DO MERCOSUL



Suspensa do Mercosul, Venezuela diz que participará de reunião em Buenos Aires

Agência Brasil 






A chanceler venezuelana Delcy Rodriguez informou que irá representar o país no encontro

A Venezuela anunciou que vai participar hoje (14) da reunião de ministros de Relações Exteriores do Mercosul em Buenos Aires - apesar de o país ter ter sido suspenso do bloco regional há duas semanas.

A chanceler venezuelana, Delcy Rodriguez, informou no Twitter que iria representar o seu país no encontro. Ela disse que ninguém pode impedir a Venezuela de "exercer seu direito soberano".


O governo paraguaio avisou que Delcy Rodriguez não foi convidada e que, ao ter sido suspensa do Mercosul, a Venezuela perdeu o direito de participar das reuniões.

A suspensão foi anunciada no início do mês pelos outros quatro membros do bloco: o Brasil, a Argentina, o Paraguai e o Uruguai. O motivo foi o descumprimento do protocolo de adesão.

A Venezuela tinha quatro anos para incorporar centenas de normas de integração, mas não conseguiu.

Os venezuelanos anunciaram, de última hora, que iriam tomas as medidas necessárias, mas o prazo venceu e o país foi suspenso. A suspensão jamais foi aceita pela Venezuela.

A chanceler Delcy Rodriguez acusou a Argentina, o Brasil e o Paraguai de formar uma aliança de direita contra o seu país e disse que vai a Buenos Aires defender os interesses venezuelanos.

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, José Serra, chegou nessa terça-feira (13) à noite a Buenos Aires para participar do encontro.

A Argentina, país anfitrião, ocupará a presidência pro tempore do Mercosul nos próximos seis meses.
Ministra da Venezuela diz que o país não reconhece suspensão no Mercosul
A ministra de Relações Exteriores da Venezuela, Delcy Rodriguez, disse hoje que não foi informada sobre a suspensão de seu pais do Mercosul, por outros membros do grupo. Ela rejeitou a acusação de que a Venezuela não cumpriu com os termos do bloco.

"A Venezuela não reconhece a ação nula conduzida sob a lei da selva, realizada por autoridades que estão destruindo o Mercosul".

As nações sul-americanas suspenderam a Venezuela nesta sexta-feira pelo que chamaram de falha no cumprimento de compromissos feitos quando o país se uniu ao grupo, em 2012.

O ministro de Relações Exteriores da Argentina disse em um comunicado que a Venezuela falhou em cumprir o prazo para adotar certos padrões exigidos para a adesão. Ministros do Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai notificaram os Venezuelanos sobre a decisão em uma carta.

Fonte: Associated Press.


PRESIDENTE TEMER EM BUSCA DE AÇÕES POSITIVAS PARA O PAÍS



Temer minimiza queda do apoio à PEC do teto e destaca 'vitória extraordinária'

Estadão Conteúdo 








Presidente Michel Temer durante do programa Refrota 17

O presidente Michel Temer disse nesta terça-feira (13) que a votação do segundo turno da PEC do teto dos gastos no Senado completa um ciclo "que visa retirar o país da recessão" e fez questão de esclarecer que o placar menor neste segundo turno não representa derrota, nem perda de apoio do governo.

"Quero esclarecer que a votação foi menor do que a primeira, mas se deve ao fato de o presidente Renan ter antecipado a votação e muitos senadores não terem chegado", disse Temer, em evento no Palácio do Planalto, ressaltando que ele mesmo havia falado com vários parlamentares. "Eu mesmo falei com vários que só chegaram agora", afirmou.

Temer destacou que o resultado obtido no Senado foi "uma vitória extraordinária", ressaltou que essa matéria jamais foi tentada por outro governante desde a Constituição de 1988 e que seu governo está sendo marcado por "coragem". "É preciso coragem para governar e coragem nós temos", reforçou.

O governo conseguiu aprovar a PEC do teto do Senado e agora a matéria vai à promulgação nesta quinta-feira, 15. Entretanto, dez senadores da base deixaram de participar da votação, além do senador Dário Berger (PMDB-SC), que mudou de voto. Com isso o placar foi de por 53 votos a 16. No primeiro turno, o tema foi aprovado por 61 a 14. "O número de 61 do governo não mudou por apoio ou não do governo; mas pela ausência dos senadores", reforçou.

Previdência

Temer disse ainda que hoje no Brasil se não tiver coragem não consegue governar e destacou que sua coragem também pode ser verificada ao enviar a PEC da reforma da Previdência. Segundo o presidente, sem a coragem para mexer nos gastos púbicos e na Previdência ele "poderia deixar para os outros, em 2018, cuidar de um País todo atrapalhado", mas que não faz isso "por amor" ao País.

Ele repetiu que o Brasil precisa sair da recessão, "sequencialmente conseguir crescimento e combater o desemprego" e só então destacou o evento em si, que foi o lançamento do Programa de Renovação da Frota de Ônibus do Sistema de Transporte Público do Brasil, o Refrota 17. "São R$ 3 bilhões para o programa e isso vai movimentar a economia e gerar emprego, além de modernizar a frota.

Evento

O presidente está em busca de agendas positivas e quer mostrar que o governo está trabalhando, mesmo após o envolvimento da cúpula do governo nas delações da Odebrecht. No evento preparado hoje no Salão Leste do Planalto, o espaço reservado tinha cadeiras para 42 pessoas e mesmo assim não estava lotado.

Presente na cerimônia, o ministro das Cidades, Bruno Araújo, anunciou que a meta do Refrota 17 é financiar 10 mil ônibus, com investimento total de R$ 3 bilhões do Programa de Infraestrutura de Transporte e da Mobilidade Urbana (Pró-Transporte). O programa financiará projetos com recursos do FGTS.

Em seu discurso, o ministro destacou que está atendendo uma recomendação do presidente neste "momento de crise profunda" e que o país "procura de forma unida" sair dessa situação com ações que gerem emprego.

Segundo a Associação Nacional de Transportes Urbanos, a frota nacional de ônibus do sistema coletivo soma 107 mil unidades, de mais de 1.800 empresas, para transportar 30 milhões de passageiros. O ministério das Cidades destacou que o segmento gera 537 mil empregos diretos.


AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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