quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

REFORMA DA PREVIDÊNCIA - TEMA POLÊMICO



Impacto na economia com reforma da Previdência cresce após 2020

Estadão Conteúdo 






Um dos pontos mais polêmicos da proposta de reforma da Previdência, as regras de acesso para aposentadoria vão garantir 50% da economia de despesas que o governo federal terá nos primeiros cinco anos de implementação das mudanças. Somente no prazo de dez anos é que o governo começará de fato a observar o impacto mais forte nas contas públicas das mudanças nas regras de cálculo da aposentadoria - aquelas que determinam o valor do benefício depois da proposta aprovada pelo Congresso.

"A regra de cálculo ganha impulso mais à frente, no fim da década de 20", disse ao jornal "O Estado de S. Paulo" o secretário de Previdência Social do Ministério da Fazenda, Marcelo Caetano. Pelas projeções do governo, nos cinco primeiros anos a economia poderá chegar a R$ 141,1 bilhões.

Até 2027, a equipe econômica espera ter economizado R$ 565,2 bilhões de gastos com as aposentadorias pagas pelo INSS, R$ 113,1 bilhões com as mudanças nas regras de concessão dos benefícios de assistência social para a população de baixa renda, os chamados BPC, e R$ 60 bilhões com as alterações nas aposentadorias dos servidores públicos federais.

Ao fim de dez anos, a redução de gastos terá alcançado R$ 740 bilhões. Esse é o tamanho do gasto projetado pelos técnicos do governo que a União terá no período, caso não haja mudanças em 2017 nas regras dos benefícios previdenciários e de assistência social. "Depois, os efeitos das medidas começam a se harmonizar", afirmou o secretário, um dos responsáveis pelo desenho da proposta.

Em 2018, o governo espera reduzir em R$ 2 bilhões as despesas com as mudanças nas regras de acesso e R$ 200 milhões com as regras de cálculo. No total, a economia esperada no primeiro ano de vigência da reforma é de R$ 3,9 bilhões, cifra que leva em conta o dinheiro a ser poupado com a mudança nas regras de concessão de pensão por morte.

Os valores consideram a manutenção da regra atual de valorização do salário mínimo, que leva em conta o resultado do PIB de dois anos atrás mais a inflação do período. Caso essa regra não seja renovada - a atual tem vigência até 2019 -, a economia pode ser ainda maior, disse o secretário.

Segundo Caetano, as alterações nas regras de concessão de pensão por morte têm maior impacto também nos primeiros anos. Pelas mudanças propostas, o valor da pensão não será mais integral, nem vinculado ao salário mínimo. Além disso, não será mais permitido o acúmulo do benefício.

Mais do que a importância do ajuste nas contas públicas proporcionado pela reforma, o secretário destacou que a proposta vai permitir que os trabalhadores tenham garantido o pagamento da aposentadoria. Ele destacou que as medidas terão impacto nos próximos mandatos, depois do fim do governo Michel Temer. Segundo ele, em alguns Estados, como Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, os governadores já estão enfrentando problemas de pagamento das aposentadorias.

No dia seguinte à apresentação dos detalhes da reforma, a procura por informações foi grande na Secretaria de Previdência. O órgão prepara uma cartilha para esclarecer diversos pontos que será lançada nos próximos dias. Essa cartilha já estava pronta na segunda-feira, mas mudanças no texto da PEC obrigaram os técnicos a revisar o material.

As maiores dúvidas se referem às regras da aposentadoria para funcionários públicos, consideradas complexas por conta da regra de transição. O governo precisou compatibilizar a proposta com transições já existentes por causa de mudanças passadas na legislação. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


CRISE HUMANITÁRIA MUNDIAL



Mundo vive maior crise humanitária desde a 2ª Guerra, alerta ONU

Estadão Conteúdo
Hoje em Dia - Belo Horizonte







Conforme a ONU, nunca tantas pessoas no planeta estiveram sob um risco tão elevado

O mundo atravessa sua pior crise humanitária desde a 2ª Guerra e cerca de 128 milhões de pessoas precisam de ajuda em diversos continentes. Nesta segunda-feira (5), a ONU lançou um apelo para o financiamento de suas operações de resgate e estima que em 2017 precisará de US$ 22,2 bilhões para sair ao socorro da população afetada por guerras e desastres ambientais.

O valor solicitado é inédito e a ONU insiste que nunca, desde o final da 2ª Guerra, tantas pessoas no planeta estiveram sob um risco tão elevado.

Diante da dificuldade em sair ao resgate de todos, a entidade dará prioridade a 33 países e estabelecerá operações para atender 93 milhões de pessoas consideradas as mais vulneráveis. "O mundo está enfrentando um estado de crise humanitária jamais visto desde o final da 2ª. Guerra. No total, 128 milhões de pessoas estão sendo afetadas por conflitos, deslocamentos, desastres naturais e profunda vulnerabilidade", indicou a ONU em seu apelo por recursos.

"A escala da crise hoje é maior do que em qualquer outro momento desde a criação da ONU", declarou Stephen O’Brien, subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários. "Em nenhum momento no passado recente tantas pessoas precisaram de nossa ajuda e solidariedade para sobreviver."

Em seu apelo por recursos, a ONU incluiu ações para lutar contra a fome na bacia do Lago Chade e no Sudão do Sul, atendimento para civis na Síria, Iraque e Iêmen, e educação para crianças em zonas afetadas pelo fenômeno El Niño. A guerra na Síria, porém, estará entre as mais custosas financeiramente. No continente americano, o foco do resgate será o Haiti.

Crise

Se o mundo vive sua pior crise humanitária, a ONU também atravessa uma situação financeira delicada. Para 2016, a entidade recebeu apenas 52% da verba que havia solicitado para sair ao socorro das populações pelo mundo.

Ao final de 2016, o buraco nas contas da entidade chegou a US$ 10,7 bilhões, o maior de sua história. "A vida de milhões de meninas, mulheres e homens estão em nossas mãos", ressaltou O’Brien, ao lançar o apelo. "Não podemos abandoná-los."



CONCILIAÇÃO ENTRE STF E SENADO - DECISÃO POLÍTICA



Renan comemora decisão do STF e a chama de 'patriótica'

Folhapress
Hoje em Dia - Belo Horizonte








O presidente do Senado, Renan Calheiros

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), comemorou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) desta quarta-feira (7) de mantê-lo no cargo, chamando-a de "patriótica".
Os ministros rejeitaram, por 6 votos a 3, liminar do colega Marco Aurélio Mello de segunda (5), que tirava Renan da Presidência do Senado sob a justificativa de que ele, na condição de réu, não está apto a ocupar a linha sucessória.
Os ministros decidiram nesta quarta que ele se mantém no comando do Senado até fevereiro de 2017, quando outro senador será eleito, mas não poderá ocupar a presidência da República. De acordo com a Constituição, o presidente do Senado é o segundo na linha sucessória.
O senador acompanhou o julgamento, que teve início pouco depois das 14h, no gabinete da Presidência do Senado acompanhado de senadores de diversas legendas. Uma hora e vinte após a decisão, deixou a Casa acompanhado apenas por policiais legislativos e
seguiu para a residência oficial.
Antes, porém, divulgou por meio da sua assessoria de imprensa uma nota oficial elaborada com a ajuda dos mesmos aliados que estiveram ao seu lados nos últimos dias e com quem assistiu à sessão do Supremo.
"É com humildade que o Senado Federal recebe e aplaude a patriótica decisão do Supremo Tribunal Federal", afirmou o senador. Estiveram com ele, entre outros, o governador de Alagoas, seu filho, Renan Filho (PMDB), e os senadores peemedebista Romero Jucá (RR), Eunício Oliveira (CE), Rose de Freitas (ES), além do primeiro-vice-presidente da Casa, Jorge Viana (PT-AC), que assumiria o cargo caso Renan tivesse sido afastado em definitivo pelo STF.

Veja a nota do presidente do Senado:

"É com humildade que o Senado Federal recebe e aplaude a patriótica decisão do Supremo Tribunal Federal. A confiança na Justiça Brasileira e na separação dos poderes continua inabalada. O que passou não volta mais. Ultrapassamos, todos nós, Legislativo, Executivo e Judiciário, outra etapa da democracia com equilíbrio, responsabilidade e determinação para conquista de melhores dias para sociedade brasileira."

TRANSTORNO BIPOLAR



Prestando atenção ao transtorno bipolar

Simone Demolinari 





Ter altos e baixos emocionais faz parte da dinâmica da vida. Uma flutuação de humor leve tem a ver com as alegrias e tristezas que sentimos. O problema surge quando essa instabilidade torna-se intensa e começa a prejudicar o trabalho, as relações, o cotidiano e a qualidade de vida e fica-se frente a frente com o transtorno bipolar do humor.
É comum pessoas não darem a devida atenção aos sinais da doença desmerecendo os seus sintomas. Assim como outras doenças psíquicas, o transtorno bipolar, também tende a piorar se permanecer sem tratamento, por isso a importância de reconhecer o problema o quanto antes.
Antigamente denominado de psicose maníaco-depressiva, o transtorno bipolar é caracterizado por oscilações ou mudanças cíclicas de humor, mesclando episódios de euforia e depressão com períodos assintomáticos entre eles.
De acordo com o manuais internacionais de classificação da doença existem os seguintes tipos:
Tipo I: predomínio da fase maníaca (euforia) e fase de depressão mais leve.
Tipo II: predomínio da fase depressiva com a fase de euforia mais leve.
Mista: ocorre quando as duas fases se sobrepõem. Os sintomas maníacos e depressivos se desenvolvem juntos ou rapidamente um após o outro.
Ciclotimia: a mudança de humor acontece de maneira cíclica, porém os sintomas, tanto de depressão quanto de euforia, ocorrem de formas mais brandas.
De forma sintetizada, vejamos alguns sinais e sintomas das fases: mania e depressão, considerando as intensidades leve, moderada e grave.

Na mania: 

Capacidade de discernimento diminuída; Redução da necessidade de sono; Dificuldade de controlar as emoções; Hiperatividade; Compulsão: alimentar, sexual, uso excessivo de álcool, drogas; Pensamento acelerado; Aumento de agressividade; Gastos exagerados; Aumento de energia; Sensação de autoestima elevada; Agitação; Compulsão na fala; Megalomania; Sensação ilusória superestimada sobre si mesmo e sua capacidade e ou habilidade.

Na depressão:

Desânimo; Dificuldade de concentração; Memória prejudicada; Dificuldade de tomar decisões; Baixa autoestima; Cansaço crônico; Problemas para dormir ou excesso de sono; Afastamento das atividades sociais; Falta de energia; Problemas com apetite (aumento ou perda); Ausência de prazer em atividades que antes eram prazerosas; Tristeza.
É importante ressaltar que o transtorno bipolar é um distúrbio de complexo diagnóstico feito somente por profissionais qualificados. Sua causa ainda não é exatamente conhecida, mas já se sabe que fatores biológicos, alterações hormonais, hereditariedade e meio ambiente influenciam na doença.
O tratamento não se resume à medicação. A combinação com terapia, mudança de estilo de vida e apoio familiar são de fundamental importância para o apoio ao paciente que precisa suportar, além do preconceito, as dificuldades impostas pela doença.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

  Brasil e Mundo ...