quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

OBESIDADE - PROBLEMA MUNDIAL



Pesquisadores australianos descobrem a chave para perda de peso

Agência Brasil 






Cientistas da Austrália descobriram um caminho para acelerar a perda de peso. O estudo, publicado pela Universidade Monash de Melbourne nesta terça-feira (6), descobriu que a "religação" de vias no sistema nervoso central aumentou significativamente a capacidade de queima de gordura do corpo.

A descoberta - pela equipe da Monash University - marca o fim de uma corrida global de sete anos para descobrir como "mudar o interruptor" no corpo para ajudar na perda de peso.

Os pesquisadores descobriram que manter ratos a oito graus Celsius por uma semana ativou um processo dentro do sistema nervoso central causando à gordura branca, que armazena a energia, a transformação em gordura marrom, que queima energia.

Brian Oldfield, membro do Departamento de Fisiologia da Universidade Monash, disse que também descobriu mudanças no "último disparo" de conexões de células nervosas que viajam das células do cérebro diretamente para as células de gordura "bege" transformadas.

Sistema nervoso central é fundamental
"Ele chama a atenção na coordenação dos eventos no sistema nervoso central trazendo isso para o centro do cenário, e desestimula o papel desempenhado pelos processos periféricos que ocorrem na gordura," disse Oldfield.

"Sabemos que para que tais eventos sejam planejados de maneira que ajude os animais e os seres humanos a reagirem adequadamente às mudanças na temperatura e na dieta, deve haver coordenação dessa mudança no sistema nervoso central", explicou.

Ele disse que identificar o processo foi um passo significativo para identificar o que poderia ser alterado, imitado ou bloqueado para transformar "gordura ruim em gordura boa."

"A questão é que há uma quantidade limitada de gordura boa (marrom) em seres humanos - apenas cerca de 50 a 70 gramas," disse Oldfield.

"A esperança é que, ao induzir uma gordura marrom, você possa melhorar a capacidade de queimar energia. É uma questão de tentar encontrar a porta de entrada para ativar esses caminhos", finalizou.

OKINAWA SERÁ DEVOLVIDA AO JAPÃO PELO EUA



EUA vai devolver território em Okinawa para Japão

Estadão Conteúdo 








O anúncio da devolução foi feito pelo secretário de Defesa norte-americano, Ash Carter


Os Estados Unidos e o Japão anunciaram nesta terça-feira que Washington irá devolver um terreno de quase 10 mil acres em Okinawa para o governo em Tóquio.

A área, que era utilizada para treinamento de fuzileiros navais norte-americanos, será devolvida após 20 anos de negociação entre os dois países, e é a maior a ser entregue pelos EUA desde que o controle de Okinawa voltou ao Japão, em 1972.

O anúncio foi feito pelo secretário de Defesa norte-americano, Ash Carter, quando também foi anunciado a visita de Shinzo Abe a Pearl Harbour. Fonte: Associated Press.

STF DECIDE SE FETO COM ZIKA DEVE SER ABORTADO



STF deve julgar hoje direito ao aborto em casos de infecção por Zika

Agência Brasil 









O diagnóstico está ligado aos casos de microcefalia, principalmente nos primeiros três meses de vida, quando ainda pode ser identificado


O Supremo Tribunal Federal (STF) deve iniciar nesta quarta-feira (7) o julgamento da ação direta de inconstitucionalidade (ADI 5581) que inclui o pedido de interrupção da gravidez como uma possibilidade excepcional para mulheres infectadas pelo vírus Zika. O diagnóstico, durante a gestação, está associado a casos de microcefalia e outras malformações fetais – sobretudo quando identificado no primeiro trimestre de gravidez.


O documento foi protocolado e levado à Corte pela Associação dos Defensores Públicos (Anadep), que questiona as atuais políticas públicas voltadas para gestantes e crianças vítimas da epidemia do vírus no Brasil. O principal argumento trata do sofrimento e do impacto emocional a que as grávidas infectadas pelo Zika são submetidas, além da defesa de que o aborto é uma questão de saúde pública e bem-estar.

“A ADI tem grande repercussão e impacto, sobretudo pelos pleitos principais de implementação de políticas públicas de informações, diagnóstico e tratamento integral às mães e crianças atingidas. Como é de domínio público, estamos diante de uma epidemia mundial que exige atuação estratégica e eficaz do Estado brasileiro”, destacou o presidente da Anadep, Joaquim Neto.

A ação também tem o apoio do Instituto de Bioética Anis, coordenado pela pesquisadora Débora Diniz. Para a antropóloga, o Estado brasileiro falhou em proteger as mulheres contra o Zika e elas não podem ser penalizadas por consequências como a microcefalia. O mesmo grupo impetrou ação similar, em 2004, pelo direito ao aborto em casos de bebês com anencefalia. O pedido foi acatado pelos ministros em 2012.

“Essa ação não visa à legalização do aborto no país, porque estamos falando da epidemia. Temos uma situação concreta que bate à porta”, disse. “Claro que, ao lançar a questão do aborto como parte de uma proteção, o debate volta à cena nacional. Esperamos muito que ele volte de maneira mais qualificada e reconheça o intenso sofrimento e risco [que as mulheres] têm ao se manter grávidas contra sua vontade”, completou.

Outro lado
O contexto da epidemia de Zika e a pressão de ativistas, no entanto, não mudam a posição de grupos religiosos sobre a possibilidade de legalizar a interrupção da gravidez. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) afirma compreender a aflição das gestantes envolvidas nesse cenário e defende que elas sejam amparadas, mas reforça que a epidemia não justifica a negativa do direito à vida dos nascituros.

“O posicionamento da CNBB continua o mesmo, de defesa da vida. Nos chama a atenção a dificuldade de acolhimento dessas crianças. O que devemos fazer é chamar a sociedade para ser presente na vida dessas mulheres e crianças. Existe um descuido geral e temos que retomar essa questão da necessidade de combate ao mosquito”, disse. “Ele não transmite só Zika, então, todo cuidado é pouco”, alertou o secretário-geral da entidade, dom Leonardo Steiner.

O presidente da Associação Nacional de Cidadania pela Vida, José Miranda de Siqueira, defende que descriminalizar o aborto é uma estratégia que consiste em “legitimar o que é útil para justificar um comportamento marginal”. Ele lembra que a vida no ventre materno encontra-se sob proteção da Constituição e cobra que o Estado se posicione de forma protetora e fomentadora em prol do nascituro. “A inviolabilidade do direito à vida é uma causa pétrea”, argumentou. “Temos a prioridade da proteção à vida do nascituro contra o direito de livre escolha da gestante”, completou.

O SISTEMA DE PREVIDÊNCIA NO BRASIL PRECISA SER ALTERADO



Reforma da Previdência tem 'gordura' para negociação no Congresso

Estadão Conteúdo 









O secretário de Previdência disse que se o texto da previdência for muito alterado, será preciso uma nova reforma em um menor espaço de tempo

O governo Michel Temer deixou na Reforma da Previdência uma "gordura" para negociar no Congresso, mas o cerne da proposta está concentrado na fixação da idade mínima de 65 anos para aposentadoria, a elevação para 25 anos do tempo de contribuição e as mudanças nas regras de pensão por morte.

Essas mudanças sofrem, no entanto, forte resistência dos movimentos sociais, que ameaçam com grandes protestos contra a reforma. Para agilizar a votação, a Câmara já se movimenta para a apresentação do parecer da proposta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) nesta quinta-feira (8).

O secretário de Previdência, Marcelo Caetano, evitou antecipar quais pontos da reforma são inegociáveis, mas alertou que se o texto for muito alterado será necessária uma nova reforma em curto período de tempo. Ele advertiu que a "não reforma" não é uma opção. "A não reforma já ocorreu e aparece hoje em vários Estados, de não conseguir pagar (benefícios previdenciários)."

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), garantiu em reunião ontem com representantes das centrais sindicais que a proposta será discutida com calma, cumprindo o prazo regimental no limite do possível por se tratar de matéria polêmica e que exige debate aprofundado. "Meu compromisso com as centrais é que a Câmara terá todo zelo no trâmite da matéria", afirmou. Ele se comprometeu a fazer uma comissão geral, espécie de audiência pública na Casa, para ampliar as discussões e construir o consenso para que haja aprovação com larga margem de votos no próximo ano, como foi na PEC do Teto.

Ele prevê a votação da proposta de reforma na próxima semana na CCJ e depois a instalação da comissão especial, que terá prazo de 11 a 40 sessões para concluir a apreciação da PEC. "Vamos debater com calma."

O deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP) afirmou que a PEC, do jeito como foi enviada ao Congresso, não será aprovada na Câmara. "Na negociação vamos apresentar alternativas." Ele criticou os nomes apontados para a presidência da Comissão, Sérgio Zveiter (PMDB-RJ), e para relator, Arthur Maia (PPS-BA). "O relator tem que estar disposto para o diálogo. Eu não tenho paixão por nenhum dos dois", ironizou.

Pressa
Para a professora Sonia Fleury, coordenadora do Programa de Estudos sobre a Esfera Pública da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da Fundação Getulio Vargas (Ebape/FGV), a reforma está sendo feita de forma "açodada" e "sem discussão com a sociedade". "Um dos problemas das propostas de reforma da Previdência é que elas são sempre feitas para resolver crises financeiras e nunca pensadas com foco no padrão de benefício que a sociedade brasileira quer", disse.

Ela criticou mudanças como a equiparação da idade mínima entre homens e mulheres para aposentar e as novas regras do Benefício de Prestação Continuada, que seriam injustas com os mais pobres. Pela proposta, a idade mínima para requerer o benefício será 70 anos. O requisito de o beneficiário ser idoso ou pessoa com deficiência de família com renda inferior a um quarto do salário mínimo será mantido, com ajustes feitos por projeto de lei.

O valor do benefício passará a ser definido em lei, podendo ficar abaixo de um salário mínimo. "A pessoa que consegue chegar aos 70 anos com um quarto de salário mínimo deveria ganhar o Prêmio Nobel, porque não se sabe como a pessoa se vira para sobreviver até essa idade numa condição de miséria tão grande", afirmou Sonia.

Para o economista Raul Velloso, especialista em contas públicas, a reforma é positiva, mas as crises econômica e dos Estados, são fatores muito negativos, que à luz de hoje indicam que essa mudança estrutural pode não ser aprovada pelo Congresso em 2017. "É bem difícil. O quadro político no país vai minando as chances de tal mudança estrutural ser aceita por deputados e senadores no próximo ano", ressaltou.

Privilégios
O presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, defendeu maior diálogo e criticou a idade mínima de aposentadoria de 65 anos estabelecida na proposta. Em encontro com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, Patah falou em uma Previdência única e sem privilégios. Nesse momento, foi aplaudido pelos sindicalistas presentes, na reunião realizada na sede da entidade no centro da capital paulista. "A unificação (dos regimes previdenciários) é a única questão que valorizamos e aceitamos", afirmou o presidente da UGT, que representa, principalmente, trabalhadores dos setores de comércio e serviços. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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