terça-feira, 22 de novembro de 2016

ADVOGADOS DE LULA SE DESESPERAM NA AUDIÈNCIA COM O JUIZ SERGIO MORO



Na audiência mais nervosa da 'Lava Jato', advogados de Lula batem boca com Moro

Estadão Conteúdo
Hoje em Dia - Belo Horizonte







A audiência de depoimento do ex-senador Delcídio Amaral (ex-PT/MS), primeira das doze testemunhas de acusação no processo contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta segunda-feira, 21, foi marcada por uma série de interrupções e bate-boca entre os advogados do petista e o juiz Sérgio Moro. Foi a audiência mais tensa e ríspida da "Lava Jato".

O tempo fechou quando os defensores de Lula alegaram que o juiz da "Lava Jato" estava permitindo ao procurador da República que representou o Ministério Público Federal fizesse perguntas fora do âmbito da denúncia formal - o ex-presidente é réu por corrupção e lavagem de dinheiro porque teria recebido propinas de R$ 3,7 milhões da empreiteira OAS no caso do tríplex do Guarujá.

As altercações predominaram em toda a sessão, mas atingiram níveis de alta tensão após vinte minutos de depoimento do ex-líder do Governo no Senado, arrolado pela Procuradoria como uma das testemunhas da acusação. Ele falava sobre o suposto 'conhecimento' de Lula sobre os negócios da Petrobras, quando um dos advogados, Cristiano Zanin Martins, interrompeu.

"Excelência, pela ordem, estamos falando de três contratos celebrados com uma empreiteira."

"Dr., é contexto, existe uma dinâmica. Existe um contexto e essa pergunta (do procurador) está dentro desse contexto."

"Vossa Excelência me permite, quando pedimos a produção de provas vossa excelência foi muito claro e enfático ao dizer que a acusação se restringia a três contratos que envolvem uma empresa", insistiu o advogado.

"Dr., a defesa pediu cópias de todas as atas de licitações e os contratos da Petrobras em treze anos, diferente de o Ministério Público fazer uma pergunta para a testemunha nesse momento. Está indeferida essa questão, dr., podemos prosseguir", asseverou o juiz. "No momento próprio a defesa pode fazer (perguntas), agora estamos ouvindo a testemunha e a palavra está com o Ministério Público."

"Mas é uma questão de ordem, Vossa Excelência tem que me ouvir."

"Dr., a defesa vai ficar fazendo a cada dois minutos, a defesa vai ficar levantando questão de ordem, é inapropriado. Estão tumultuando a audiência."

Outro advogado, o criminalista José Roberto Batochio, tomou a palavra. "Pode ser inapropriado, mas perfeitamente jurídico e legal."

Moro retomou. "Estão tumultuando a audiência."

Batochio foi à réplica. "O juiz preside (a audiência), o regime é presidencialista, mas o juiz não é dono do processo. Aqui os limites são a lei. A lei é a medida de todas as coisas e a lei do processo disciplina esta audiência. A defesa tem o direito de fazer uso da palavra, a defesa tem direito de fazer uso da palavra pela ordem."

Quando Moro mandou prosseguir a audiência, um terceiro advogado de Lula pegou o microfone. O juiz não admitiu nova interrupção. E cortou a gravação.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

PRECISAMOS DE MEDIDAS PARA A RETOMADA DO CRESCIMENTO ECONÔMICO



Conselhão volta a se reunir; tema é a retomada do crescimento econômico

Agência Brasil 






Reunião acontece nesta segunda-feira (21), no Palácio do Planalto

O Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social volta a se reunir hoje (21) no Palácio do Planalto. Com renovação de 67% dos membros, o chamado Conselhão tem como tema da primeira reunião A Retomada do Crescimento Econômico.

Diferentemente do formato anterior, os ministros de Estado não terão cadeiras no órgão. Eles podem participar dos encontros, mas deverão receber convites em determinados momentos para esclarecer situações específicas de suas pastas. De acordo com a assessoria do conselho, a escolha dos integrantes buscou diversificar a composição com a representação de diferentes regiões. Novos setores também foram contemplados, como por exemplo a segurança pública.

Eliana Calmon, que foi corregedora-geral de Justiça, e Nizan Guanaes, publicitário e sócio-fundador do Grupo ABC de Comunicação, participarão pela primeira vez do órgão. Entre os novos quadros que vão integrar o Conselhão estão também o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, e o técnico de vôlei Bernardinho.

Criado em 2003, o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social tem o objetivo de assessorar o presidente da República e os demais órgãos do Poder Executivo na elaboração de políticas públicas, articulando as relações do governo com os setores da sociedade civil representados.

Nomes de peso da economia brasileira que já participavam do conselho vão continuar, como Benjamin Steinbruch (presidente da Companhia Siderúrgica Nacional), Jorge Paulo Lemann (um dos sócios controladores da multinacional AB InBev) e Luiz Carlos Trabuco (diretor-presidente do Bradesco). A empresária Luiza Helena Trajano, presidente do Magazine Luiza, e o líder sindical Ricardo Patah, presidente da União Geral dos Trabalhadores, também permanecerão.

Na abertura do encontro, além de Temer, os ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, e da Casa Civil, Eliseu Padilha, detalharão os planos para o órgão. Eles vão falar sobre os principais pontos das medidas econômicas de ajuste fiscal propostas pelo Palácio do Planalto. A intenção é que no novo formado os integrantes do governo mais ouçam as ideias dos conselheiros. Murillo de Aragão, cientista político, e a advogada Renata Vilhena também terão direito a falar, assim como outros integrantes.

VICE-PRESIDENTE DOS EUA FOI VAIADO NO MUSICAL DA BROADWAY



Trump exige desculpas de musical da Broadway por comentários contra vice

Estadao Conteudo
Hoje em Dia - Belo Horizonte









O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou seu perfil no Twitter para exigir um pedido de desculpas por parte do elenco do musical "Hamilton", que está em cartaz na Broadway.

Pence "foi assediado na noite de ontem pelo elenco de Hamilton. Isto não deveria acontecer!", escreveu o republicano, que logo em seguida comentou: "O elenco de Hamilton foi muito rude na noite de ontem com um homem muito bom, Mike Pence. Desculpem-se!".

Pence foi vaiado ao entrar no teatro na noite de ontem para assistir ao musical, que faz bastante sucesso. Ao término da peça, o elenco se dirigiu ao vice-presidente eleito. "Somos um grupo diverso de norte-americanos que está alarmado e aflito porque seu governo não vai nos proteger", afirmou um dos atores, Brandon Victor Dixon. A produção do espetáculo utilizou a conta do Twitter para divulgar um vídeo com o ocorrido.

O empresário também comentou sobre o acordo de US$ 25 milhões para encerrar diversas acusações de fraude na Trump University, que foi atingido ontem. O tema foi um dos mais controversos para Trump durante a campanha.

"A ÚNICA coisa ruim sobre ganhar a eleição foi que eu não tive tempo para acompanhar esse processo, que seria longo mas certamente acabaria em uma vitória para a Trump University", escreveu.

Em junho, o então candidato afirmou ao Wall Street Journal que o juiz responsável por um dos processos tinha postura enviesada por causa de sua descendência mexicana. Seus advogados também atuaram, diversas vezes, para postergar as audiências com os estudantes que se sentiram lesados pela Trump University. Fonte: Dow Jones Newswires.


domingo, 20 de novembro de 2016

A POLÍTICA BRASILEIRA É MUITO SUJA - CHEIA DE INTERESSES PESSOAIS



Saída de Ministro da Cultura abre nova crise no governo

Estadão Conteúdo 










A saída do ministro da Cultura Marcelo Calero abriu nova crise no governo de Michel Temer. Um dos auxiliares mais próximos do presidente, o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, se tornou o pivô de questionamentos éticos que colocam o Palácio do Planalto "nas cordas", segundo interlocutores de Temer.

Calero pediu demissão do cargo na sexta-feira (18). Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, ele acusou Geddel de pressionar pela liberação da construção de um edifício residencial no centro histórico de Salvador, contrariando decisão do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Ontem (19) o ministro admitiu ao Estado que, de fato, é dono de uma unidade no 23º andar - avaliada em ao menos R$ 3,3 milhões segundo apurou a reportagem com corretores responsáveis pelo empreendimento. O ministro negou ter usado sua influência para tentar viabilizar a construção.

Essa foi a linha da conversa telefônica que Geddel teve na manhã deste sábado com o presidente, que estava em São Paulo. A tendência é que Temer não adote nenhuma outra medida durante o fim de semana.

Embora nos bastidores do Planalto fala-se em "guerra de versões", a avaliação é que a denúncia de Calero é "grave". Ele reiterou as acusações ontem, em evento no Rio, e disse tratar-se "claramente de um caso de corrupção".

As afirmações do ex-ministro causaram desconforto por colocar um ministro importante no centro de uma discussão ética. Foi um fecho ruim para uma semana em que o governo lutou para evitar respingos da prisão do ex-governador do Rio Sérgio Cabral, um dos principais integrantes do partido do presidente, o PMDB.

Comissão de Ética - Dada a gravidade dos fatos, a Comissão de Ética Pública do Palácio do Planalto vai entrar no caso. "Li com atenção o que foi publicado e, como presidente da Comissão, decidi que vou submeter o assunto ao colegiado, na segunda-feira, que vai decidir se abrirá procedimento de investigação (contra o ministro) ou não e quais providências a serem tomadas", declarou o presidente da comissão, Mauro Menezes. "Não vou fazer qualificativo nem dar declaração porque estaria me antecipando."

A oposição quer fazer uma acareação. "Vamos chamar os dois na Câmara. Calero, para deixar mais explícito os motivos que levaram a seu pedido de demissão. E Geddel, para que explique a acusação. Eles vão ter de dar explicações ao Poder Legislativo", afirmou a líder da minoria na Casa, deputada Jandira Feghali (PcdoB-RJ). Segundo ela, a convocação deve ser pedida nas comissões de Cultura ou de Fiscalização, ambas presididas por deputados do PT. A oposição pretende pedir o afastamento de Geddel.

‘Técnico’ - Escolhido para suceder Calero na Cultura, o deputado federal Roberto Freire (PPS-SP) afirmou que vai respeitar a decisão técnica do Iphan. "Vou tomar conhecimento do fato ainda. Mas antes de tomar conhecimento, o princípio que me norteia é o técnico. Se existe um órgão técnico, é para ser respeitado na suas decisões."

O ex-ministro da Cultura foi o quinto a deixar o governo desde que Temer assumiu o Planalto, em maio. Antes dele saíram Romero Jucá, do Planejamento; Fabiano Silveira, da Transparência; Henrique Alves, do Turismo e Fábio Osório, da Advocacia-Geral da União. Todos por fatos relacionados à Operação Lava Jato.

Calero, que é diplomata de carreira, já informou ao Ministério das Relações Exteriores que vai reapresentar-se. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

  Brasil e Mundo ...