terça-feira, 27 de setembro de 2016

PALOCCI GOSTA DE PROPINA



Atuação de bastidores é marca de Antonio Palocci

Estadão Conteúdo 







Os petistas já apontam que a prisão de Palocci pela 'Lava Jato' fecha o cerco para acertar Lula e Dilma

A prisão do ex-ministro Antonio Palocci representa mais um capítulo da ruína em que vive o PT. Mesmo antes de comandar a Fazenda, de 2003 a 2006, Palocci sempre foi homem de confiança do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e chegou a ser o "todo-poderoso" chefe da Casa Civil, durante cinco meses, no primeiro mandato de Dilma Rousseff.

A marca de Palocci é a articulação de bastidores, da política à arrecadação de dinheiro para campanhas. Para a cúpula petista, não há dúvida de que a Operação "Lava Jato" fecha o cerco para desferir um tiro de morte contra Lula e Dilma.

Palocci seria o candidato de Lula à Presidência em 2010 se o caso da violação de sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa não o tivesse abatido. Embora José Dirceu - que caiu antes, no mensalão, e hoje é um dos presos da "Lava Jato" - também quisesse ser o sucessor de Lula, o preferido do então presidente era o titular da Fazenda. Com Palocci e Dirceu defenestrados, Dilma furou a "fila".

Foi de Palocci, ex-prefeito de Ribeirão Preto, a ideia da Carta ao Povo Brasileiro, documento para Lula acalmar o mercado, na disputa presidencial de 2002. À época, o petista - chamado em sua cidade de "doutor Palocci" por ser médico - comandava o programa de governo. Dirceu era o coordenador-geral da campanha.

Apesar de ser próximo de Lula e de ter presidido o PT de São Paulo, de 1997 a 1998, Palocci nunca foi considerado "orgânico" no partido. Ao contrário: sempre teve divergências com a cúpula da sigla. Dono de fala mansa e estilo conciliador, ele muitas vezes recomendou "Maracujina" para Dirceu e seus companheiros, que criticavam o ajuste fiscal.

A desgraça do então ministro da Fazenda começou quando Rogério Buratti, que havia sido seu secretário em Ribeirão Preto, o acusou de receber R$ 50 mil mensais de propina da empresa Leão & Leão para favorecimento em licitações da prefeitura. Depois disso, veio o pior: a quebra do sigilo bancário de Francenildo, o caseiro que o acusou de frequentar uma mansão, em Brasília, onde eram feitas negociatas.

Acuado, Palocci caiu em 27 de março de 2006, ainda no primeiro mandato de Lula, que o substituiu por Guido Mantega - outro alvo da "Lava Jato". Nunca, porém, se afastou de Lula. Eleito novamente deputado federal - cadeira que já havia ocupado antes -, Palocci era sempre chamado no Planalto para opinar sobre medidas econômicas e não havia um único anúncio importante que não passasse por seu crivo.

Em 2010, ele coordenou a campanha de Dilma, a pedido de Lula. Por seu bom relacionamento com empresários, era o arrecadador informal de recursos para o comitê. Com Dilma eleita, Palocci foi reabilitado à cena política como chefe da Casa Civil. Virou uma espécie de primeiro-ministro até ser acusado de enriquecer ilicitamente, multiplicando em vinte vezes o seu patrimônio, entre 2006 e 2010. "Não existe nenhum centavo aqui que se refira à campanha", disse ele, na ocasião, atribuindo a evolução de bens a seu trabalho de consultor.

Dilma não segurou Palocci, que caiu em junho de 2011. Em conversas reservadas, dirigentes do PT rifaram o ex-ministro e passaram a criticá-lo. Muitos estranharam o aumento vertiginoso de seu patrimônio. As atividades de Palocci em sua empresa de consultoria, a Projeto, sempre foram cercadas de mistério. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

CADA UM DEPENDE DO OUTRO - VAI TERMINAR EM PIZZA



STF julga denúncia contra a senadora Gleisi e o ex-ministro Paulo Bernardo

Agência Brasil 







O casal foi acusado de receber R$ 1 milhão para a campanha da senadora, em 2010

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar hoje (27), a partir das 14h, a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e seu marido, o ex-ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.

Em maio, Gleisi e Paulo Bernardo foram denunciados ao Supremo sob a acusação de ter recebido R$ 1 milhão para a campanha da senadora em 2010.

De acordo com depoimentos de delatores na Operação Lava Jato, o valor é oriundo de recursos desviados de contratos da Petrobras. Ambos foram citados nas delações do doleiro Alberto Youssef.

Em documento encaminhado ao Supremo, a defesa do casal diz que as acusações são “meras conjecturas feitas às pressas” em função de acordos de delação premiada. “A requerida [senadora] jamais praticou qualquer ato que pudesse ser caracterizado como ato ilícito, especialmente no bojo do pleito eleitoral ao Senado Federal no ano de 2010, na medida em que todas as suas contas de campanha foram declaradas e integralmente aprovadas pela Justiça Eleitoral.”

O relator da denúncia é o ministro Teori Zavascki. O colegiado também é formado pelos ministros Celso de Mello, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes.

PRIMEIRO DEBATE ENTRE CANDATOS AMERICANOS



Trump e Hillary debatem planos para expandir economia dos EUA em 1º debate

Estadão Conteúdo 




Trump e Clinton são candidatos à presidência dos Estados Unidos

A primeira questão do debate entre Hillary Clinton e o Donald Trump na noite desta segunda-feira foi sobre os rumos da economia norte-americana e formas de aumentar a expansão econômica. O republicano prometeu forte corte de impostos e ainda renegociar acordos comerciais fechados por Washington com outros países. Já Hillary afirmou querer criar uma economia que funcione para todos e não apenas para determinadas classes.

Hillary falou da necessidade de investir em manufatura, pequenos negócios e outras fontes de geração de emprego. "Temos que construir uma economia mais justa. Aumentar o salário mínimo e garantir pagamento igualitário para mulheres", disse ela, destacando que os mais ricos devem pagar mais impostos.

Trump afirmou que os postos de trabalho estão deixando os Estados Unidos e indo para outros para países, como o México. "Estamos perdendo nossos bons empregos", disse ele. "As companhias estão deixando o país."


segunda-feira, 26 de setembro de 2016

QUEM DOA DINHEIRO TEM ALGUM INTERESSE NA DEVOLUÇÃO COM LUCRO



Só 0,16% dos eleitores doaram a candidatos


Estadão Conteúdo 






O número de eleitores que doaram às campanhas ainda é três vezes menor que o número de candidatos

Três Maracanãs lotados. Este é o contingente de eleitores que, até a semana final da campanha, decidiu abrir os bolsos para bancar os candidatos de sua preferência, na primeira eleição sem a participação oficial de empresas no financiamento de campanhas. Parece muito: são 229 mil pessoas. Em termos relativos, porém, a multidão vira um grupinho: os doadores são apenas 0,16% do total de eleitores no País.

O número fica ainda menos significativo quando se sabe que os candidatos a prefeito, vice e vereador em 2012 lotariam mais de seis Maracanãs. Sim, há muito mais candidatos que brasileiros dispostos a financiar a atividade política.

Mesmo o total de 229 mil doadores pode ser revisto para baixo se a Justiça Eleitoral confirmar as suspeitas de fraude que atingem 28% dos contribuintes (incluindo políticos que doam a si mesmos). Existe, por exemplo, a suspeita de que números de CPFs de beneficiários do Bolsa Família estejam sendo utilizados para registrar doações de outras pessoas ou empresas. Cerca de 16 mil bolsistas aparecem como supostos financiadores de candidatos, ou 7,5% do total de doadores.

Para Marlon Reis, do Movimento Contra a Corrupção Eleitoral, não chega a ser surpresa a baixa participação dos eleitores no financiamento eleitoral. "Esses níveis tão baixos se devem a aspectos culturais", afirmou. "Grande parcela do eleitorado ainda tem expectativa de receber vantagens dos candidatos, não de ter de fazer doações para eles."

Reis afirma ainda que o sistema de financiamento de campanhas no Brasil sempre desprestigiou a participação dos cidadãos. "As empresas que mais tinham contratos com governos sempre foram as grandes provedoras nos processos eleitorais."

Nos Estados Unidos, as contribuições de indivíduos fazem parte da cultura política. Cerca de 13% dos cidadãos com mais de 18 anos fizeram ao menos uma doação na campanha presidencial de 2012, segundo o Pew Research Center, um instituto de pesquisas de opinião.

Desigualdade
Se a quantidade de eleitores envolvidos no financiamento de campanhas é relativamente pequena, o mesmo não se pode dizer em relação ao volume de dinheiro que eles aportam. Até domingo (25) a arrecadação das pessoas físicas em todo o Brasil superava R$ 534 milhões.

O volume repassado pelos indivíduos é altamente concentrado: poucos doam muito, e muitos doam pouco. Se o contingente de doadores fosse um país, ele seria um dos mais desiguais do mundo: 1% respondem por quase um quarto das contribuições. Isso faz com que os grandes doadores tenham muita influência.

Diferentemente dos Estados Unidos, onde as contribuições de campanha são pulverizadas, no Brasil há poucos candidatos que conseguem reunir quantidade significativa de financiadores. Apenas dois têm mais de mil doadores: Pedro Paulo (PMDB) e Marcelo Freixo (PSOL), ambos do Rio de Janeiro.

Um em cada cinco concorrentes às prefeituras não arrecadou nem sequer um centavo como doação de pessoas físicas. Apenas 6% receberam dos eleitores contribuições entre R$ 100 mil e 500 mil. Acima disso, só uma pequena elite, formada por 0,9% dos candidatos.

No topo do ranking nacional de doadores estão políticos, seus parentes ou empresários com interesses diretos no resultado da eleição em um ou mais municípios. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

AVANÇO DA CIÊNCIA



China inaugura maior radiotelescópio do mundo

Estadão Conteúdo 




A China inaugurou o maior radiotelescópio do mundo para estudos de sinais das estrelas, galáxias e possível vida extraterrestre.

Localizado na província de Guizhou e com 500 metros de diâmetro, o radiotelescópio levou cinco anos para ser construído e um investimento de US$ 180 milhões, desbancando o rádiotelescópio do Observatório Arecibo, em Porto Rico, que mede 300 metros.

Pesquisadores contam que o radiotelescópio, apelidado de FAST, buscará por ondas gravitacionais, emissões de estrelas e galáxias e sinais de vida inteligente extraterrestre.

No início do mês de setembro, a China lançou também sua segunda estação espacial, chamada de Tiangong 2, o mais recente passo de seu programa que pretende enviar uma missão à Marte nos próximos anos. Fonte: Associated Press.

 


AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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