segunda-feira, 1 de agosto de 2016

PREFEITURAS GASTAM A SUA ARRECADAÇÃO COM CORRUPÇÃO E INCHAÇO DE FUNCIONÁRIOS - IGUAL AOS GOVERNOS FEDERAL E ESTADUAL



Força e fraqueza das economias municipais

Paulo Haddad 



Como a recessão está impactando as economias dos municípios? A resposta a essa indagação não é única para os 5.570 municípios brasileiros, pois eles apresentam dimensões multifacetadas e diferenciadas.

Podemos, entretanto, definir de maneira simplificada quatro arquétipos de municípios quando combinamos o grau de desenvolvimento do município com um indicador do seu ritmo de crescimento econômico. Os arquétipos são os seguintes: municípios desenvolvidos em expansão, municípios desenvolvidos em declínio ou decadência, municípios em processo de desenvolvimento e municípios economicamente deprimidos.

A preocupação das políticas públicas é relativamente menor com os municípios desenvolvidos que ainda mantêm o seu ritmo de expansão acima da média nacional, pois eles dispõem de estruturas produtivas dinâmicas e competitivas, como é o caso de municípios no Eixo Campinas-Sorocaba, no Estado de São Paulo, onde tem ocorrido um expressivo progresso científico e tecnológico em diferentes setores da base produtiva.

Da mesma forma, municípios em desenvolvimento estão a merecer menor ênfase relativa de políticas públicas específicas. São aqueles com ritmo de crescimento em inequívoca expansão, porém com nível de desenvolvimento eventualmente em processo de convergência para a média nacional (catch-up). Nesse arquétipo está um grande número de municípios na fronteira agrícola do país (Centro-Norte do Mato Grosso, Oeste da Bahia, Sul de Rondônia, etc.), com elevados níveis de produtividade total de fatores e de progresso tecnológico.

Na ordem hierárquica do escopo de ações do poder público para atenuar os impactos adversos e as mazelas sociais da recessão econômica sobre a qualidade de vida dos cidadãos, aparecem os municípios economicamente deprimidos. São aqueles com nível de desenvolvimento e ritmo de crescimento bem abaixo da média histórica nacional. Formam um conjunto de quase 2.500 municípios espalhados pelo Agreste e pelo Sertão da Macrorregião do Nordeste, pelo Vale do Jequitinhonha, pelo Norte de Minas, por quatro Microrregiões do Vale do Rio Doce, por áreas desmatadas da Amazônia, etc. Como dependem de transferências do governo federal - ao nível das famílias, na escala de 60 por cento (Bolsa Família, Lei Orgânica de Assistência Social, Previdência Rural), e ao nível das prefeituras, na escala de quase 80 por cento (Fundos de Participação) -, o risco maior de se aprofundar sua crise social está na queda recessiva da arrecadação tributária federal vir a dificultar o financiamento das políticas compensatórias.

Finalmente, temos os municípios desenvolvidos em processo de decadência econômica, onde o desemprego cresce em áreas industriais que não reestruturaram suas atividades econômicas no período pós-abertura da economia brasileira (municípios monoindustriais nos segmentos siderúrgicos, metalúrgicos e mecânicos, por exemplo) ou que sofreram os impactos negativos da queda nos preços internacionais de commodities (municípios mineradores, por exemplo).

Desta forma, muitos municípios brasileiros, para revitalizar a geração de emprego e renda, irão necessitar do apoio de políticas públicas do governo federal, mas principalmente do aprofundamento da sua capacidade de mobilização social e política para remodelar endogenamente o seu próprio futuro. Não há chances de sucesso nessa empreitada se não houver inconformismo da população quanto à degradação econômica e socioambiental do município em que habita.

domingo, 31 de julho de 2016

PAPA PREGA A PAZ



Papa Francisco pede a jovens que não enxerguem 'fronteiras como barreiras'

Estadão Conteúdo 



O papa Francisco encorajou neste domingo milhares de jovens reunidos no sul da Polônia a "acreditarem em uma nova humanidade", a qual é mais forte que o mal e se recusa a usar fronteiras como barreiras. O apelo foi feito ao final da Jornada Mundial da Juventude, um evento de uma semana que reúne católicos de diversas cidades.

A Jornada foi o principal foco de Francisco durante sua viagem à Polônia, que ainda incluiu uma visita ao campo de concentração de Auschwitz e um pedido para que Deus afaste o terrorismo.

Pelo segundo dia seguido, uma multidão ocupou os gramados numa região de campo próxima de Cracóvia. Alguns dos fiéis acampavam durante a noite após uma tarde de orações com o papa a qual reuniu ao menos 1,6 milhão de pessoas segundo os organizadores.

O papa usou seus diversos encontros com jovens - desde megarreuniões até almoços privados - para encorajar a nova geração a trabalhar pela paz, reconciliação e justiça.

Francisco afirmou que Deus "demanda coragem verdadeira, a coragem para ser mais poderoso que o mal e amar a todos, até mesmo nossos inimigos".

"As pessoas podem julgar vocês por serem sonhadores, porque vocês acreditam em uma nova humanidade que rejeita o ódio entre os povos, uma humanidade que se recusa a ver fronteiras como barreiras e que pode honrar suas próprias tradições sem ser egoísta", declarou ele a multidão.

Pouco antes, Francisco já havia expressado desalento com as pessoas e lugares que não recebem refugiados. No momento em que milhares de imigrantes tem chegado a Europa em barcos, algumas nações tem imposto barreiras.

A Polônia está entre os países que se recusaram a receber muitos refugiados, dizendo que já abriga muitos imigrantes ucranianos. Na missa celebrada por Francisco nesse domingo, estavam alguns dos principais líderes poloneses, incluindo o presidente Andrzej Duda.

Ao final, o papa anunciou que a próxima Jornada Mundial da Juventude vai ocorrer no Panamá, em 2019. Fonte: Associated Press.

IMPEACHMENT DE DILMA - NA RETA FINAL



Senado iniciará julgamento final do impeachment em 29 de agosto

Folhapress
Hoje em Dia - Belo Horizonte






Julgamento de Dilma Rousseff deve durar uma semana

O julgamento final do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff começará no dia 29 de agosto e deverá durar cerca de uma semana.
A data foi confirmada neste sábado (30), em nota divulgada pela assessoria de  imprensa do STF (Supremo Tribunal Federal).
De acordo com o documento, a data foi acordada entre o presidente da Corte, Ricardo Lewandowski, e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).
Isso fará com que o presidente interino, Michel Temer, viaje para a China para participar da cúpula dos chefes de Estado do G20, no início de setembro, sem estar efetivado no cargo.
Este será seu primeiro compromisso internacional desde que assumiu interinamente a Presidência, no dia 12 de maio.
Nesta terça-feira (2), o relator do processo de impeachment de Dilma na comissão especial que analisa o caso no Senado, Antônio Anastasia (PSDB-MG), apresentará seu parecer final, que será discutido no dia seguinte e votado na quinta (4).
Se for aprovado, o relatório será votado pelo plenário do Senado em 9 de agosto. Para que o processo prossiga, é preciso que 41 dos 81 senadores, votem a favor do parecer do tucano.
Em seguida, a acusação tem 48 horas para apresentar um documento que resume os argumentos em prol da condenação da presidente afastada (chamado de libelo acusatório) e o rol de testemunhas que participarão da fase final do processo.
Depois, a defesa também tem dois dias para apresentar seus argumentos e suas testemunhas.
De acordo com a legislação em vigor, Lewandowski tem que esperar dez dias para marcar a data do julgamento final do caso.


COMÉRCIO DO PETRÓLEO AINDA É MUITO GRANDE



Novo leilão do pré-sal deve atrair mais interesse

Estadão Conteúdo 





Bacia de Santos
A venda da fatia da Petrobrás no bloco que inclui a área de Carcará, na Bacia de Santos, para a norueguesa Statoil deverá atrair mais atenção para a rodada de leilões de quatro áreas do pré-sal, que o governo do presidente em exercício, Michel Temer, pretende fazer até meados do próximo ano. A própria estatal norueguesa deixou claro ontem que está de olho na licitação. Para o governo, a operação já é reflexo de uma resposta do mercado às mudanças nas regras do setor.

A Statoil comprou toda a participação (de 66%) no bloco por US$ 2,5 bilhões, sendo US$ 1,25 bilhão (50%) pago no fechamento da operação. Petrogal Brasil (14%), Queiroz Galvão Exploração e Produção (10%) e Barra Energia (10%) seguem como sócias do bloco. Por causa da operação, as ações da Queiroz Galvão fecharam em alta de 49,02%, entre as maiores da Bolsa ontem.

O Ministério de Minas e Energia (MME) pretende licitar, até meados de 2017, as áreas de Carcará, Gato do Mato, Tartaruga Mestiça e Sapinhoá, todas na Bacia de Santos. O leilão é uma das apostas do governo tanto para engordar o caixa, com o pagamento de bônus por parte dos vencedores, quanto para recuperar a economia, com o aumento dos investimentos.

A área de Carcará a ser leiloada é contígua ao bloco alvo da operação fechada ontem pela Petrobrás. A área, assim como as outras três a serem leiloadas, pertencem à União, mas estão conectadas a reservatórios de óleo em campos já concedidos para petroleiras pelo modelo de concessão, usado nas áreas do pós-sal. Outro bloco nessa condição é Gato do Mato, operado pela Shell. A multinacional informou já ter adiado investimentos à espera do novo leilão.

Disputa

Faz sentido para as concessionárias desses blocos contíguos ganharem a operação da área que entra pelo pré-sal. O bloco envolvido na operação de ontem, por exemplo, tem reservas estimadas entre 700 milhões e 1,3 bilhão de barris, segundo as empresas. Um estudo elaborado pela UFRJ estima que mais 400 milhões de barris podem estar na área que entra pelas reservas do pré-sal. Já Tartaruga Mestiça e Sapinhoá estão em blocos operados pela Petrobrás.

Com a aquisição de ontem, a Statoil passa a ser a terceira petroleira a operar nesses blocos contíguos, aumentando o número de interessados no leilão de 2017. Como a Petrobrás está apertada financeiramente, os grandes lances deverão vir de outras petroleiras, que esperam a aprovação do projeto de Lei que retira a obrigatoriedade de a estatal brasileira ser a única operadora do pré-sal.

O governo apoia o projeto e sinaliza também outras mudanças, nas regras de conteúdo local e na extensão do regime fiscal simplificado para produtos do setor, o Repetro. Fontes do governo indicam que a operação de ontem já é reflexo de uma maior "segurança do mercado" sobre o futuro do setor.

O presidente da Statoil no Brasil, Pal Eitrheim, disse acreditar que as regras da licitação dessas quatro áreas serão favoráveis e demonstrou interesse em participar. "Temos uma ambição muito clara para ter uma posição ainda mais forte no Brasil. Carcará está localizada em área central e nos dá uma posição na bacia de Santos muito interessante para a companhia."

O executivo demonstrou disposição de participar dos negócios não só com "capital, mas com a experiência" na operação. "O leilão será importante para o Brasil e para nós. Estamos satisfeitos de ver que ajustes nas condições estão avançando porque a competição por investimento está em um nível cada vez maior. O Brasil responde por esse desafio de competitividade", reforçou.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

  Brasil e Mundo ...