quinta-feira, 14 de julho de 2016

É MELHOR NÃO SE APAIXONAR POR ALGUNS ESTILOS DE PESSOAS



Estilos afetivos nocivos

Simone Demolinari 



Nem toda relação amorosa oferece uma parceria de boa qualidade, algumas, aliás, são extremamente nocivas, tóxicas e esgotantes. No afã de apostar no amor, muitos desconsideram o fato de que nem toda proposta afetiva é tolerável. Vejamos alguns estilos afetivos, pelos quais seria melhor não se apaixonar:

Psicopata
Extrovertido, sedutor, simpático, bom conviva, divertido, egoísta, egocêntrico, narcisista e predador são alguns traços da sua personalidade.
Se envolvem facilmente em alguma confusão, porém sempre com uma desculpa para justifica-las. Com oratória convincente passam de culpados `a vítima. Acham que estão permanentemente certos, mesmo estando errados. Não sentem remorso nem culpa por prejudicar alguém.
Por vezes são tomados por delírios de onipotência e megalomania. Manipulam, mentem, seduzem a fim de obter o máximo de vantagens ou prazer. São capazes de chorar, fingir uma dor que não sentem ou até mesmo um comportamento exemplar dependendo do seu interesse.
Vivem de promessas que não conseguem cumprir. Tem a vida sexual agitada, por vezes até promíscua, dificilmente são monogamicos  e envolve o parceiro numa trama amorosa difícil de ser desvinculada. A vítima do psicopata vive na esperança de que ele irá mudar, mas geralmente adoece antes.

Esquizoide Emocional
São pessoas que apresentam um analfabetismo sentimental acentuado tendo muita dificuldade em estabelecer vínculos afetivos profundos. Apresentam pouco interesse pela vida do seu parceiro e estão sempre centrados em si. Um traço característico de sua personalidade é a indiferença. Não há companheirismo, cumplicidade, alegria ou tristeza pelo outro. São percebidos como pessoas frias e distantes.
O parceiro desse estilo afetivo vive um amor desvinculado com constante sensação de solidão a dois, percebendo-se pouco amado.
Se relacionar com alguém assim é como fazer uma viagem maravilhosa no porão de um transatlântico.

Narcisista
O Narcisista carrega consigo a sensação de que seus interesses devem ser privilegiados, pois se sente mais importante que os demais.
Nessa mesma linha, acredita que seu carro é o melhor, sua roupa a mais bonita, seu emprego o mais poderoso, sua beleza a mais perfeita e seus bens os melhores, mesmo que não o possua efetivamente. Se sente o mais perfeito em tudo que faz.
O narcisista está sempre preocupado com a opinião pública por isso pauta suas escolhas considerando o que os outros vão pensar.
Adora ser o centro do universo, busca aplausos através do auto elogio.
No campo sentimental, exibe seu parceiro de forma engrandecedora, não com o intuito de enaltece-lo, mas sim para reafirmar sua própria magnitude.
Sempre se posiciona por cima, ora subestimando, ora desqualificando o outro, uma forma de garantir sua superioridade.

Paranoide Emocional
Este é o estilo desconfiado e paranóico, vê coisas onde não existe acha que todos estão armando contra ele numa constante mania persecutória. Guardam magoas e são implacáveis com o erro alheio. Mantém a crença de que as pessoas se aproximam dele por algum tipo de interesse. Estão sempre “atentos”, nunca relaxam.
Irritabilidade, ansiedade e agressividade são características marcantes desse estilo. Geralmente não aceitam piadas em relação a si próprios e muito menos críticas, milindram-se com facilidade, por isso a convivência com alguém assim é tão difícil, é preciso “pisar em ovos” para não magoa-lo.
No campo amoroso apresentam repetidas suspeitas, injustificadas, relativas à fidelidade do parceiro.

Histrionico
É a expressão do excesso. Sao pessoas dramáticas, exageradas, normalmente se vestem de maneira chamativa buscando holofotes.
Vivem procurando situações de destaque. Fazem a linha “não basta ter, é preciso aparecer”, por isso o exibicionismo é sua característica marcante: exibem o novo carro, a viagem luxuosa, objetos materiais, camarotes e principalmente as novas conquistas amorosas.
Falam muito de si e tem dificuldade de ouvir o outro.
Gostam de exibir parceiros afetivos exuberantes numa evidente relação objetal.  Preocupam-se excessivamente com a imagem.

Borderline
É também chamado de doente de amor. Suas emoções são exacerbadas, confusas e instáveis, sentem ciúmes doentio, raiva constante, amor extremo e tristeza exagerada.
São explosivos, controladores e intolerantes a frustração. Para fazer valer sua vontade não medem esforços, se preciso for, partem para agressão física, arranham carros e quebram objetos da casa, as vezes tudo isso motivado por um acontecimento banal.
Ataques de fúria é um traço marcante do seu comportamento. Estão sempre descontrolados, insatisfeitos e não conseguem conter seus impulsos. Vivem no limite.
Impacientes, tem dificuldade de relacionamento com família, amigos e pessoas íntimas, tratam-as de maneira grosseira e agressiva.
Sofrem da mesma forma que fazem os outros sofrerem pois, passado a crise emocional,  o indivíduo é tomado por culpa, o arrependimento e a vergonha, causando intenso mal a si e aos demais com suas instabilidade emocional.

Dependente
O nome ja diz tudo, é o indivíduo extremamente inseguro, incapaz de tomar decisões sozinho, por isso está sempre em busca de um par amoroso para apoiar sua vida.
São facilmente controlados e dificilmente se impoem na relação pois morrem de medo de perder o parceiro. Servidão é seu traço preponderante.
Tratam o outro com muita delicadeza, não por educação, mas para não ser rejeitado. Dificilmente diz o que pensa.
Tende a ser obediente e permite que o outro controle sua vida. Os parceiros desses estilos amorosos tóxicos, por vezes, perdem a sensibilidade para o absurdo e a capacidade de se desvencilhar da situação.  Permanecem numa relação de forma doentia e co-dependente, por anos. As vezes a vida toda.

VERGONHA NACIONAL - SUPERSALÁRIOS DE ALGUNS CAUSAM O DÉFICIT PÚBLICO BRASILEIRO



Supersalários: em apenas três meses, promotores e procuradores receberam mais de R$ 160 milhões

Janaína Oliveira 




Enquanto servidores estaduais sofrem com o parcelamento dos salários, promotores e procuradores de Justiça de Minas Gerais receberam, juntos, mais de R$ 160 milhões, a título de remuneração, no segundo trimestre deste ano. O montante dá uma média mensal de aproximadamente R$ 52 mil por membro da cúpula do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).
O teto constitucional para os vencimentos do poder público, no entanto, é, atualmente, de R$ 33,7 mil, equivalente aos rendimentos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Publicados no demonstrativo de despesas com pessoal no Diário Oficial do MPMG, os dados mostram que em abril deste ano 1.021 procuradores e promotores ganharam R$ 47,5 milhões.
No mês seguinte, os salários de 1.018 funcionários somaram R$ 57,2 milhões. Já em junho, o gasto com 1.016 integrantes da linha de frente do Ministério Público mineiro chegou a R$ 55,5 milhões.
Num contraponto, servidores do Executivo estadual não terão qualquer reajuste de salário neste ano e no próximo também, conforme adiantou com exclusividade ao Hoje em Dia, na edição da última segunda-feira, o secretário de Planejamento Helvécio Magalhães.

Semestre
O documento mostra ainda que, no somatório, a conta com o pagamento de promotores e procuradores bateu a casa dos R$ 301 milhões no primeiro semestre de 2016. É como se cada um dos membros da cúpula do MPMG tivesse recebido cerca de R$ 295 mil no período de seis meses. Na média mensal, a quantia chega perto de R$ 50 mil.
Mordomia
Em fevereiro, o Hoje em Dia mostrou que 426 procuradores e promotores de Justiça, dos cerca de mil que atuam no Ministério Público Estadual, receberam auxílio-moradia retroativo em janeiro deste ano.
Os valores variaram de R$ 1 mil até R$ 50 mil no contracheque de cada um. Cento e trinta e um procuradores e 295 promotores embolsaram a verba extra. Ao todo, foram R$ 13,9 milhões dos cofres públicos. Os recursos referiam-se a um passivo de auxílio- moradia retroativo, chamado de Parcela Autônoma de Equivalência (PAE).
Efeito cascata
A conta, que já é alta, pode passar a exigir ainda mais dos cofres públicos. Está em tramitação no Congresso um Projeto de Lei Complementar (PLC 27/2016) que aumenta os salários dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A proposta, se aprovada, resultará na definição do novo teto para o funcionalismo público.
O texto eleva os subsídios mensais dos ministros em 16,38%, um salto dos atuais R$ 33,7 mil para R$ 36,7 mil a partir de 1º de junho de 2016. A nova regra estabelece ainda a elevação dos salários para R$ 39,2 mil a partir de janeiro de 2017.
O PLC está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e seria apreciado ontem, mas a votação foi adiada. Se aprovado, o reajuste terá efeito cascata, porque os demais membros do Judiciário têm as remunerações vinculadas ao valor dos salários dos ministros do STF.

COMENTÁRIO
No Brasil, se você quer se dar bem, tanto na vida profissional e na aposentadoria, você deve fazer de tudo para ser: político, membro do judiciário e ou militar. São essas classes, causadoras do déficit público brasileiro pelas mordomias e altos salários.



RODRIGO MAIA VENCE A ELEIÇÃO PARA PRESIDENTE DA CÂMARA DOS DEPUTADOS



Aliado de Temer, Rodrigo Maia vence Rosso no 2º turno e é eleito presidente da Câmara

Folhapress 






Rodrigo Maia (DEM-RJ) venceu na madrugada desta quinta-feira (14) a eleição para a presidência da Câmara e vai ocupar o cargo até 1º de fevereiro do ano que vem. O deputado teve 285 votos contra 170 de Rogério Rosso (PSD-DF), com quem disputou o segundo turno.

A eleição faz a Casa superar um período de incerteza marcada pela interinidade de Waldir Maranhão, que assumiu a presidência da Casa em 5 de maio, quando o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu por unanimidade afastar o ex-presidente Eduardo Cunha (PMBD-RJ).

O processo eleitoral já vinha sendo discutido desde então, mas foi deflagrado na última quinta (7), quando Cunha cedeu à pressão de aliados e renunciou à presidência.

A vitória expressiva de Maia representa uma grande derrota de Cunha que tinha preferência por Rosso, seu fiel aliado. Para o peemedebista, convinha ter um nome próximo na sessão em que será votada sua cassação, que deve ocorrer em agosto.

Desde o início, Rosso era dado como favorito, mas no primeiro turno da eleição, que teve 14 candidatos, Maia já saiu na frente -teve 120 votos, enquanto o deputado do Distrito Federal conquistou apoio de 106 parlamentares.

Embora desde que confirmou sua candidatura já se desenhasse um apoio da antiga oposição a ele, somente esta tarde o PSDB, PPS e PSB anunciaram formalmente estar com o deputado. Juntando o DEM, o bloco agrega 117 parlamentares.

Maia chegou a ter promessas de apoio no PT. O partido contudo acabou rachado no primeiro turno com as candidaturas de Orlando Silva (PCdoB-SP) e Luiz Erundina (Psol-SP). A bancada foi liberada no segundo turno e alguns votos acabaram com o deputado do DEM.

Logo após o resultado do primeiro turno, correu para a liderança do DEM, onde começou as articulações para o segundo turno.

Um dos apoiadores, Eduardo da Fonte (PP-PE), cujo partido fechou com Rogério Rosso, fez campanha para o deputado desde o início, junto com o então presidente interino, Waldir Maranhão (PP-MA). Dudu, como é chamado, logo entrou e chamou os presentes para buscar votos na "rua", pelos corredores da Câmara.

Silvio Costa (PtdoB-PE), fiel aliado de Dilma Rousseff, passava pelo salão verde pedindo votos para o deputado do Democratas, numa tentativa, segundo ele, de evitar que um aliado de Eduardo Cunha se elegesse para presidir a Casa.

Antes do início da sessão que o elegeu, Maia esteve na liderança do PMDB. Discursou para os deputados na tentativa de convencê-los. Disse que o centrão, bloco formado por partidos de pequeno e médio porte, ofereceram apoio a ele em troca da unidade na eleição de 2017, mas recusou. Tergiversou quando cobrado a se posicionar a respeito do pleito para o próximo biênio.

No discurso que fez no primeiro turno, Maia disse estar pronto para liderar a Casa num momento de crise. "Estive no centro de todos os acordos parlamentares que tentaram evitar que o Brasil naufragasse."

No segundo discurso, antes do resultado final, voltou a prometer uma Câmara "soberana". "Uma câmara dos Deputados forte, que nos orgulhemos dos atos." Destacou mais uma vez sua experiência com cinco mandatos. "Um presidente não defende seus pontos de vista, coordena os trabalhos da Casa e ideias que nascem de cada um de nós."

quarta-feira, 13 de julho de 2016

CENTRÃO PODE DEFINIR O SUCESSOR DE EDUARDO CUNHA NA CÂMARA



O que é o poderoso 'Centrão', que pode definir o sucessor de Cunha?

Mariana Schreiber
Da BBC Brasil em Brasília 





O deputado Rogério Rosso (PSD-DF), um dos mais líderes do Centrão na Câmara
Parlamentar em primeiro mandato e até pouco tempo desconhecido no cenário nacional, o deputado federal Rogério Rosso (PSD-DF) desponta como favorito a vencer a disputa pelo comando da Câmara nesta quarta-feira (13).
Por trás de sua possível vitória está o chamado "Centrão" - bloco informal de 13 partidos que soma cerca de 220 deputados (43% do total).
O grupo, que nasceu e cresceu sob a liderança de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), hoje é o polo de poder mais forte dentro da Casa, apesar da franca decadência de seu mentor.
Seus integrantes - PP, PR, PSD, PRB, PSC, PTB, Solidariedade, PHS, Pros, PSL, PTN, PEN e PTdoB - são siglas sem linha ideológica clara, mas que compartilham de valores conservadores. Em sua maioria, o grupo é composto por deputados do "baixo clero", ou seja, com atuação parlamentar pouco relevante.
"O baixo clero é formado por deputados sem grande presença parlamentar, mas numericamente é expressivo. Quando tem um líder que os agrega, acabam desempenhando um papel importante", nota o professor de ciência política da USP José Álvaro Moisés.
O pouco destaque da maioria do Centrão acabou abrindo espaço para a ascensão de um novato na Casa, avalia Antônio Augusto de Queiroz, analista político do Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar).
Antes de chegar ao Congresso, Rosso foi governador do Distrito Federal por oito meses em 2010, num mandato tampão. Ele foi eleito indiretamente pelos deputados distritais após a Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, ter revelado um esquema de corrupção no governo e derrubado o então governador José Roberto Arruda, seu vice e o presidente da Câmara Legislativa.
Como deputado federal, assumiu em 2015 a liderança do PSD na Câmara. Com o aval de Cunha, acabou escolhido neste ano para presidir a comissão que analisou o pedido de impeachment contra a presidente afastada, Dilma Rousseff - função que lhe deu maior projeção nacional.
"Como o Centrão é muito ruim de nome, gente com discernimento, com capacidade de articulação, o Rosso tem essa experiência e se destaca. Ele foi governador interino do DF, presidiu a comissão de impeachment, é líder de um partido médio para grande, tem a bênção de Eduardo Cunha, então é o sujeito que reúne as melhores condições para continuar dando oportunidade a esse grupo", resume Queiroz.
A eleição será realizada a partir das 16h desta quarta. A disputa também é por um mandato tampão - o vencedor comandará a Câmara apenas até janeiro de 2017, quando terminaria o mandato de dois anos para qual Cunha foi eleito.
Ele renunciou à presidência da Casa na semana passada, numa tentativa de reduzir a pressão pela cassação do seu mandato de deputado.
De blocão a Centrão
A origem do Centrão está no blocão, grupo criado em março de 2014 por Cunha, então líder do PMDB. A composição nasceu do descontentamento com a presidente Dilma, que dispensava pouca atenção à negociação política com o Parlamento.
No seio desse descontentamento estava o represamento no repasse das emendas parlamentares - recursos que os congressistas destinam para investimentos em suas bases eleitorais.
A composição era um pouco diferente - o blocão reunia oito siglas (PDT, PSC, PP, Pros, PMDB, PTB, PR e Solidariedade), que somavam 242 deputados (47% da Câmara). Naquele momento, ao fazer um "enfrentamento" com o governo petista, Cunha aglutinou forças que estavam dispersas, lembra o analista do Diap.
"A partir daí esses parlamentares passam a ser valorizados. Passam a ter relatoria (de projetos de lei), presidência de comissões, a ocupar cargos de vice-liderança", exemplifica Queiroz. A liderança de Cunha à frente do grupo se consolidou ainda mais após as eleições de 2014, quando o peemedebista teria articulado doações de empresas a campanhas de um grande número de candidatos a deputado federal.
Como resultado, em 2015 ele foi eleito para presidir a Câmara em primeiro turno, algo incomum, com apoio de 267 dos 513 deputados.
O feito não deve ser repetido por Rosso. Ele enfrentará nesta quarta outros 16 candidatos e a tendência é que haja segundo turno entre os dois mais votados. O mais provável que seu adversário final seja Rodrigo Maia (DEM-RJ) ou Marcelo Castro (PMDB-PI).
Na visão de Queiroz, o candidato do DEM é o que tem mais chances de bater o favoritismo de Rosso. O fato de Maia ser visto como mais independente de Cunha poderia unir os votos dos partidos de esquerda e da antiga oposição (PSDB, DEM, PPS) contra o Centrão.
Já Castro não teria amplo apoio porque, embora seja do partido do presidente interino Michel Temer, era ministro de Dilma e foi contra o impeachment. "Num segundo turno contra Rosso, Castro não se elege porque aí o Centrão e a base (partidos como PMDB, PSDB, DEM e PPS) vão votar num candidato que não seja hostil ao presidente Temer", analisa Queiroz.
Futuro do Centrão
Se a eleição de Rosso se confirmar, o Centrão deve sair fortalecido. Ainda assim, porém, a continuidade do bloco é incerta.
Para Álvaro Moisés, a vitória de um nome do Centrão indicaria a continuidade de um estilo de comando parecido com o de Cunha, que buscava marcar a independência do Congresso em relação ao Planalto.
"No sentido de procurar ter uma pauta (de votação) própria que não necessariamente é a pauta do governo", nota o professor.
Já Queiroz avalia que a tendência é que o grupo se disperse sem a liderança forte de Cunha. O peemedebista está afastado do seu mandato de deputado por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) e tende a ser cassado em agosto pelos seus pares, já que a votação será aberta.
Mesmo que Rosso vença a eleição, o analista do Diap não o vê como capaz de manter o Centrão coeso.
Na sua opinião, é mais provável que o Poder Executivo retome o "eixo" da política, principalmente se Temer for confirmado presidente com a condenação de Dilma pelo Senado.
Com isso, a partir de 2017, quando haverá nova eleição para a presidência da Câmara, a tendência seria que o comando passasse para o grupo PSDB-DEM-PPS, observa Queiroz.
"A liderança do Centrão tem que ser respeitada e temida. Eduardo Cunha faz esses dois papéis. Rosso, no limite, seria respeitado. Temido, jamais. Ele não tem o nível de ousadia para quando tiver que enfrentar o governo em favor desse bloco, como Eduardo Cunha enfrentava. É muito difícil achar alguém com essa ousadia."

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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