quinta-feira, 24 de março de 2016

HEROI NACIONAL



750 colegas de Moro avisam que 'não se curvarão a condutas antirrepublicanas'

Estadão Conteúdo 





Moro se tornou alvo de duras críticas de Dilma Rousseff e do PT depois da divulgação de grampos telefônicos

Chegou a 752 o exército de magistrados que declara apoio ao juiz federal Sérgio Moro. A adesão foi atualizada até essa segunda-feira, 21, e continua crescendo. Segundo a juíza federal Diana Maria Wanderlei da Silva, do Distrito Federal, "o manifesto ocorreu de forma espontânea, sem qualquer tipo de direcionamento partidário, tudo através das redes sociais, por grupos fechados que agregam uma parcela dos magistrados". "Em dois dias de publicidade, conseguimos adesão expressiva dos integrantes do grupo", destaca Diana Maria.

A magistrada ressalta. "O juiz federal Sérgio Moro, além do brilhante trabalho que vem realizando, também conseguiu unir os juízes em prol do fortalecimento da magistratura. Esse abaixo assinado é uma dentre as várias outras mobilizações que estão sendo realizadas pelos juízes de todo o país apoiando o trabalho do Juiz federal Sérgio Moro, e pela manutenção da independência do poder judiciário, longe de inferências outras."

Na semana passada, a lista de juízes que saem em defesa pública de Moro, divulgada pela assessoria da Justiça Federal no Distrito Federal, indicava a adesão de 471 magistrados. Mas a lista continha nomes repetidos, o que reduziu o apoio a cerca de 280 magistrados.

Alertados, os juízes federais fizeram a recontagem. E descobriram que não são apenas 280, mas 752 os apoiadores de Moro, por enquanto.

A solidariedade foi declarada a Moro após ele se tornar alvo de duras críticas da presidente Dilma Rousseff e do PT depois que levantou o sigilo, na quarta-feira, dia 16, do acervo de grampos telefônicos da Operação Aletheia, que mira o ex-presidente.

Tal medida, a publicidade dos autos, já havia sido igualmente adotada pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, no caso da gravação que incriminou Delcídio Amaral, ex-líder do governo - ele foi gravado pelo filho do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró -, e, mais recentemente, no caso da escuta que pegou conversa entre o ministro Aloizio Mercadante (Educação) e um assessor do próprio Delcídio.

O alvo da interceptação decretada por Moro era o ex-presidente Lula. Assim, quem ligou para ele caiu na malha fina do Guardião, ferramenta do grampo da força-tarefa. Na sexta-feira, 18, Dilma disse que "é crime mandar grampear o presidente da República".
Decisões

No manifesto, os 752 magistrados declaram "irrestrito apoio às decisões que foram proferidas, em Curitiba, pelo juiz federal Sérgio Moro".

"Ao atuar de maneira firme, comprometida e alinhada à Constituição Federal, Sérgio Moro reflete o ideal de um Poder Judiciário independente e autônomo, que não se curva a condutas ilícitas e antirrepublicanas", diz o texto. "A banalização da corrupção e a cultura da impunidade devem ser página virada em nosso país. Sigamos vigilantes e firmes!"

Para o juiz federal Clécio Alves de Araújo, do Maranhão, "o ponto crucial, que se reflete na defesa da autonomia e da independência da atuação do juiz federal Sérgio Moro, é a preservação do próprio Poder Judiciário, enquanto função estatal independente".

"O ato de apoio a Moro reafirma as prerrogativas da magistratura nacional e demonstra o compromisso dos juízes brasileiros em enfrentar com firmeza e, com amparo na Constituição, o mal histórico que é a corrupção."

CORREIOS EMPRESA ESTATAL - DIRIGENTES RECEBEM PROPINA VOLUMOSA



Operação "Lava Jato" apura pagamento de propina em plano de saúde dos Correios

Estadão Conteúdo 



      Operação "Lava Jato" apura pagamento de propina em plano de saúde dos Correios

A Operação "Lava Jato" apura suposto esquema de pagamento de propina por contratos na Postal Saúde, gestora dos planos de assistência médica de funcionários dos Correios. Para conseguir fechar negócio com a operadora, uma empresa teria pagado suborno a dirigentes da estatal ligados ao casal de ex-ministros Paulo Bernardo (Comunicações) e Gleisi Hoffmann (Casa Civil), senadora pelo PT paranaense. As informações estão sendo tratadas num acordo de delação premiada.
Conforme trechos da denúncia, aos quais o jornal O Estado de S.Paulo teve acesso, a Unibem Medicina e Segurança do Trabalho pagava aos responsáveis por viabilizar o negócio uma comissão sobre o valor mensal recebido da Postal Saúde. A empresa presta serviços de saúde ocupacional, fazendo exames nos funcionários dos Correios.
Entre os supostos beneficiários de vantagens ilegais estariam o ex-vice-presidente de Gestão de Pessoas dos Correios Nelson Luiz Oliveira de Freitas, o ex-diretor da Postal Saúde Alexandre Câmara e o ex-conselheiro dos Correios Leones Dall'Agnol. Os três ocuparam cargos na gestão de Paulo Bernardo à frente das Comunicações, ministério responsável pela estatal.
Conforme a denúncia, a Unibem começou a negociar com a Postal Saúde em novembro de 2013, por indicação de Freitas. O acerto da propina a ser paga teria sido feito em reuniões entre os administradores da prestadora de serviços com os dirigentes da Postal Saúde, entre eles Câmara. O contrato foi fechado no ano seguinte.
Um pagamento inicial, de R$ 2 milhões, teria sido feito pela operadora para viabilizar investimentos. Desse total, R$ 900 mil teriam sido rateados entre os envolvidos. Conforme o colaborador, R$ 200 mil foram pagos a Câmara e outros R$ 200 mil para Freitas. Outro beneficiário, uma pessoa identificada como "Carlos Santana", teria ficado com R$ 300 mil.
Os pagamentos ao ex-vice presidente dos Correios seriam feitos por meio de depósitos em contas bancárias indicadas por ele.
Com o início da prestação dos serviços, a Unibem teria passado a pagar 8% do valor mensal recebido da Postal Saúde a um intermediário. Essa pessoa seria a responsável por repassar a metade, equivalente a 4%, a Freitas. As transferências seriam por depósitos bancários, cheques ou em dinheiro vivo.
A "Lava Jato" também recebeu informações de que Dall’Agnol ficava com outros 4% dos valores pagos à empresa. Os pagamentos seriam feitos pela Unibem a uma empresa ligada ao ex-chefe de gabinete de Gleisi e Bernardo.
O delator, cujo nome é mantido em sigilo, reuniu contrato de prestação de serviços, notas fiscais, extratos e boletos de transações bancárias, cheques e trocas de e-mails, entre outros documentos, como prova do suposto esquema.
Com a palavra, a defesa
Nelson Freitas, ex-vice presidente de Gestão de Pessoas dos Correios, disse que jamais recebeu "qualquer valor" pela contratação da Unibem. Em nota, ele afirmou que não se recorda de ter marcado reuniões entre os negociantes do contrato e ressaltou que, embora seja vinculada aos Correios, a Postal Saúde é "uma entidade privada autônoma".
Freitas alegou não ter tratado do negócio com representantes da Unibem ou da operadora de saúde. "Não era minha competência. Essa contratação é da alçada da Postal Saúde, que possui gestão própria e independente da sua mantenedora, a ECT (Empresa de Correios e Telégrafos)", sustentou.
Ele explicou que, durante a execução do contrato, apenas acompanhou reuniões técnicas para resolver problemas que afetavam "a rotina de trabalho" dos Correios, "pois havia certa incompatibilidade entre a agenda de prestação de serviços da Unibem e a jornada de trabalho dos empregados da ECT".
O jornal O Estado de S.Paulo não conseguiu localizar Leonis Dall'Agnol.
Alexandre Câmara disse que a acusação não tem cabimento. Segundo ele, houve uma negociação normal, e sem ilicitudes, para a contratação da Unibem. Ele explicou que a prestadora de serviços passou por uma "peneira" de 15 empresas do setor, que disputavam o contrato. A escolha se deveu, segundo ele, a critérios técnicos, como melhores estrutura e preço, além da possibilidade de usar um sistema eficiente de informações para registrar e acessar os exames. Câmara pontuou não saber se houve a indicação da Unibem por qualquer pessoa. Ele explicou que a Postal Saúde identificou a empresa após pesquisa no mercado.
Gleisi e Paulo Bernardo afirmaram não ter qualquer informação sobre a investigação e que, possivelmente, trata-se de "mais um desses vazamentos que acontecem o tempo todo". Em nota, os ex-ministros alegaram desconhecer "completamente esse assunto" e não ter "nada a comentar".
A Unibem não respondeu aos questionamentos enviados por e-mail. Por telefone, o diretor executivo da empresa, Edvaldo Galano, disse que desconhece irregularidades. "O processo que eu acompanhei não foi esse", sustentou, acrescentando que a escolha da empresa levou nove meses e envolveu muitas etapas, entre elas provas de conceito e cotações de preços. "Foi um processo de venda normal."
A Postal Saúde não informou o valor pago à Unibem, justificando que a informação é protegida por "cláusula de confidencialidade". Em nota, informou que todos os contratos estão sendo examinados pela área de auditoria dos Correios. Conforme apurou o jornal O Estado de S.Paulo, o trabalho começou por haver indícios de malversação dos recursos.
A Postal Saúde informou também que sua nova gestão - iniciada em dezembro de 2015, após o PDT passar a comandar os Correios - está revisando todos os contratos e substituindo membros dos conselhos Fiscal e Deliberativo por servidores de carreira. O comunicado diz ainda que o contrato com a Unibem foi rescindido, mas não esclareceu o motivo.

POLÍTICA DO TOMA LÁ DA CÁ - EMPREGUISMO NAS ESTATAIS



Planalto dá cargos para tentar evitar afastamento

Estadão Conteúdo 





A presidente Dilma Rousseff decidiu apostar nos cargos de primeiro e segundo escalões como oferta para atrair o apoio das alas partidárias que ainda resistem em aderir ao desembarque.
Na quinta-feira, 24, ela intensificou o contato com os parlamentares e os líderes partidários e intensificou as negociações com aliados para ouvir suas demandas.

O principal foco das investidas palacianas é o PMDB, que detém a maior bancada nas duas Casas e tem ensaiado o desembarque do governo.
O afastamento por parte dos peemedebistas é considerado como "tiro de misericórdia" no governo, uma vez que também deverá servir de fio condutor para outros partidos da base aliada tomarem o mesmo rumo.

A estratégia é atrair os ministros da legenda para próximo do governo com o objetivo de demonstrar que uma possível decisão pela debandada do PMDB até pode ser aprovada, mas não será unânime e também poderá vir a não ser cumprida pelos correligionários.

Na quinta-feira, ela deu os primeiros recados do plano. "Nós queremos muito que o PMDB permaneça no governo. Tenho certeza de que meus ministros têm compromisso com o governo. Vamos ver quais serão as decisões do PMDB e respeitaremos tal decisão", afirmou a petista.

Pouco depois, os ministros do PMDB Marcelo Castro (Saúde) e Celso Pansera (Ciência e Tecnologia) engrossaram o coro contra um possível desembarque, previsto para ser discutido na próxima terça-feira, em reunião do Diretório Nacional do PMDB.
"Eu pergunto: e os mais de 1.000 cargos que o PMDB exerce no governo hoje? Como é que farão? Irão esvaziar também? Irão levar o debate político ao extremo de paralisar o País ou vamos agir com responsabilidade diante de um momento tão duro que o País passa?", questionou Pansera.
PMDB rachado

No mesmo evento, o chefe do Gabinete Pessoal da Presidência da República, Jaques Wagner, disse: "Quando eu digo que não há desembarque, é porque hoje consideraria que o PMDB está rachado. Na minha opinião, não muda", considerou.

À tarde, ela se reuniu com os sete ministros da legenda. Além de Castro e Pansera, estiveram Eduardo Braga (Minas e Energia), Kátia Abreu (Agricultura), Henrique Eduardo Alves (Turismo), Helder Barbalho (Portos) e Mauro Lopes (Aviação Civil). Ali, foi feita uma apresentação com os possíveis votos na reunião do partido marcada para o dia próximo dia 29, em que será votado o desembarque.
Segundo fontes, ainda há uma margem de 8 a 10 votos a favor da manutenção da aliança. Os cálculos mostram que, dos 156 delegados com direito a voto, há pelo menos nove indecisos.
PRB afetado

O PRB foi afetado por essa estratégia. Em uma negociação, Dilma retirou George Hilton do Ministério do Esporte. Ele havia deixado a sigla na semana passada após o partido optar pelo desembarque da base aliada. A pasta agora será comandada por Ricardo Leyser, integrante do PCdoB, mas ele está afinado com setores do PRB contrários ao desembarque.
Ele é o responsável por cuidar dentro do governo da Olimpíada, e ocupava a secretaria executiva do Ministério do Esporte, mas foi transferido recentemente por Hilton para a Secretaria Nacional de Esporte de Alto Rendimento.
O restante da pasta continuará sob o controle do PRB, que poderá ganhar mais postos na Esplanada, como compensação por recuar da decisão de romper com o governo. O partido se tornou independente, mas voltou a se alinhar informalmente.

Dilma também manteve um outro encontro, que não constou da agenda. Foi com o ex-ministro Ciro Gomes, agora no PDT. A presidente ainda se encontrou com o ministro das Comunica
ções, André Figueiredo (PDT), que disse ao Estado que "em hipótese alguma o PDT cogita votar a favor do processo de impeachment, contra o governo".

DESAJUSTE FISCAL DO GOVERNO



Maior problema do Brasil é o desajuste fiscal, diz presidente da Mercedes-Benz

Estadão Conteúdo 




No dia da inauguração da fábrica de automóveis da Mercedes-Benz no Brasil, com investimentos superiores a R$ 600 milhões, o presidente da montadora alemã no Brasil e CEO América Latina, Philipp Schiemer, fez duras críticas à política econômica do país e cobrou reformas para acabar, principalmente, o desajuste fiscal nas contas públicas. "O maior problema do Brasil é o desajuste fiscal. O investidor olha as contas públicas desajustadas e considera difícil investir", disse Schiemer logo após a cerimônia de abertura da unidade produtiva, em Iracemápolis (SP).

Sem comentar questões políticas do país, o executivo afirmou que o Brasil "perdeu toda a credibilidade" conquistada nos últimos anos e ampliou as críticas para o campo da macroeconomia, citando a inflação alta e a volatilidade cambial como entraves adicionais para a retomada. "O Brasil tem que voltar a crescer e a inflação cair; o cenário não está a vista no longo prazo", avaliou.

No curto prazo, Schiemer afirmou que a variação cambial é o maior problema da montadora, que, apesar de iniciar a produção de veículos nacionais, ainda depende de componentes importados para a montagem. "Você olha para o final do ano, vê um dólar a R$ 4 ou a R$ 3,20? Ninguém sabe. O maior problema que temos hoje, em 2016, é o câmbio", completou o presidentes da Mercedes-Benz do Brasil, citando ainda as dificuldades de repassar a alta nos custos para os veículos.

A fábrica inaugurada nesta quarta-feira (23), tem capacidade de produção máxima de 20 mil unidades por ano caso os dois turnos fossem completos. No entanto, a montadora deve iniciar a produção com 12 mil veículos de capacidade em um turno e com a suspensão de um segundo turno de produção, planejado para 2017, por conta das incertezas econômicas e do mercado.
Com isso, a unidade começa a produção com 500 funcionários e os planos de dobrar a força de trabalho também estão suspensos. "Não vamos chegar (à capacidade máxima da fábrica) na velocidade que planejávamos. Queríamos iniciar segundo turno em 2017 na nova fábrica, mas não iremos", explicou Schiemer. "Mas a flexibilidade da fábrica faz com que possamos responder rapidamente à reação do mercado".

Já Markus Schäfer, membro do Board Mercedes-Benz Automóveis, Produção e Logística, procurou minimizar os efeitos da crise brasileira e afirmou que os investimentos da montadora são feitos para o longo prazo. "Não estamos no Brasil no curto prazo; olhamos para o futuro. O país é uma das maiores economias do mundo e esperamos que as dificuldades sejam superadas", ponderou.


AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

  Brasil e Mundo ...