segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

TEMPO DE VACAS MAGRAS



  

Ruy Freitas*





Quem viveu os célebres anos de 80 e 90 curtiu a explosão do rock brasileiro, comemorou o nascimento do primeiro bebê de proveta no Brasil e assistiu à popularização da internet. Entre os memoráveis fatos ocorridos nestas duas décadas não podemos deixar de ressaltar o Plano Real. Criado em 1994, ele colocou fim à hiperinflação, que atormentou o brasileiro por cerca de 15 anos com índices que beiravam 85% ao mês. Empresas falidas, desemprego e redução do poder de compra, entre outras consequências, foram amenizadas, trazendo paz ao nosso sono.

Retornando aos dias de hoje, podemos dizer que 2015 nos trouxe a lembrança, no que tange à inflação, do que foi esse período. Encerramos o mês de dezembro com um índice que supera os 10% no acumulado do ano, o que não acontecia desde 2002.

O número é pequeno se comparado aos recordes da hiperinflação, mas é suficientemente grande para contribuir com que nossa moeda despenque frente ao dólar e os preços dos produtos aumentem a ponto de desvalorizar novamente nosso poder de compra.

E os novos empresários brasileiros, será que eles estão preparados para lidar com esse fantasma que já não assombrava há mais de 20 anos?

A inflação com dois dígitos está de volta e a expectativa é que ela continue alta. Aos empresários brasileiros sugiro mudarem a atitude na forma de gerir. Nós, empresários, “surfamos na onda” da estabilidade da moeda desde o Plano Real e no crescimento dos últimos anos.

Teremos pela frente 2016 e 2017, tempos de “vacas magras”, conforme especialistas em economia. Os aumentos de custos estão vindo com força, por todos os lados, e estes refletem diretamente no preço final do produto. Com esses aumentos as empresas podem perder mercado.

Reduzir a margem de lucro seria uma saída, mas, que margem? Muitos hoje operam no limite.

O cenário pede foco em três principais pontos. O primeiro é inovar, de verdade, no posicionamento dos 4Ps do marketing. Por exemplo, criar novos Produtos, adequar o Preço à realidade mercadológica, conquistar novas Praças e realizar uma Promoção de forma diferente.

Segundo, optar por aqueles colaboradores que têm visão empreendedora, por causa do dinamismo e da rapidez que o momento exige. Terceiro, olhar “pra dentro do seu negócio”, para os custos, e cortá-los, sem dó e rápido, muito rápido, pois faltará caixa futuramente com a desvalorização da moeda.

Vale lembrar, que é muito importante nesse período de crise evitar deixar o dinheiro parado, sem aplicações, e qualquer real que sobrar, guarde, pois o “colchão” valerá muito “amanhã”, dará sustentabilidade na falta de clientes e mercados por causa da recessão, que, infelizmente, volto a repetir, tende a piorar.

O aumento da inflação não é culpa nossa, reconhecemos que os significativos aumentos de preço de produtos, como os derivados de petróleo e energia elétrica, desencadearam todo o processo, além do momento político brasileiro.

Mas, a habilidade de lidar com todas as conse-quências desses fatos é nosso grande desafio. Por esse motivo, empresário, mude sua atitude na forma de gerir. Agora, a “onda que temos para surfar é outra, é mais alta e pode nos derrubar”. A sua atitude é que fará a diferença, nada mais!

* Sócio e consultor na RF Consultores

VAMOS APRENDER CIÊNCIAS?



'Manual Prático' do Astrônomo Mirim” chega às livrarias no fim deste mês

Lady Campos - Hoje em Dia 



O astrônomo Mike Brown, o mesmo que rebaixou Plutão à condição de planeta-anão, anunciou, na semana passada ter descoberto evidências de um novo planeta do Sistema Solar. Enorme, com dez vezes a massa da Terra e 1,2 mil vezes mais longe que o nosso planeta, o recém-descoberto corpo celeste é semelhante a uma bola de gelo. Apelidado de George e também chamado de nove, ele (planeta) não apareceu em fotos nem está no recém-lançado “Manual Prático do Astrônomo Mirim”, título da editora Casa da Palavra, que chega às livrarias no final deste mês.

A explicação é simples. Mesmo que os três autores, os astrônomos Domingos Jorge Bulgarelli, Luís Guilherme Haun e Wailã de Souza Cruz, todos do Planetário do Rio de Janeiro, tenham incluído informações e novidades no livro, a publicação foi finalizada no ano passado. “A internet tem notícia nova o tempo todo. É muita informação nem sempre compreendida pelo público”, observa o astrônomo Luís Guilherme Haun, de 49 anos, 20 deles dedicados à Fundação Planetário da cidade.

Há 20 anos desenvolvemos uma colônia de férias (“Brincando e aprendendo Astronomia”) , que acontece em janeiro e junho, no Planetário. O livro nasceu a partir das informações e atividades contidas na apostila da colônia de férias. A cada ano a gente acrescentava algo diferente e novo. No ano retrasado, começamos a trabalhar em cima do conteúdo para o livro”, contou Luís Guilherme.

Método

Informativo e com linguagem fácil, o lançamento, de 80 páginas, segue a temática de manual, incluindo criativas ilustrações de Fernanda Mello. “A gente tentou explicar de maneira simples a astronomia e os fenômenos. As crianças ficam fascinadas com assuntos como buraco negro, constelações, o nome das estrelas, características dos planetas...”.

O livro contém cruzadinhas, pergunta e resposta com dados e outros jogos. “A luz é muito forte nas grandes cidades e as pessoas não conseguem ver as estrelas”, observa Luís Guilherme, acrescentando que os povos antigos tinham o hábito de observar o céu e se orientar por elas. “Hoje em dia tem GPS”.

No livro, o céu foi dividido em 88 constelações. As crianças são convidadas a destacar as cartas de cada constelação no encarte extra e conhecer o formato das constelações, além de usar a carta celeste para conhecer algumas constelações e as principais estrelas. “Basta treinar”, ensina Luís Guilherme.

Além disso

A temperatura na superfície do Sol, chamada fotosfera, é de 6 mil graus. Já o núcleo, onde é produzida sua energia, chega a 15 milhões de graus.

O Sol é muito importante para a Terra, porque todos os seres vivos precisam do calor e da luz dele para sobreviver. As plantas, por exemplo, produzem o próprio alimento com essa energia.

A Terra pesa 6 sextilhões (com 24 zeros) de quilos e se uma régua atravessasse o nosso planeta, mediria diâmetro de 12.800 quilômetros.

E se uma fita métrica fosse colocada em volta da Terra mediria o perímetro de mais de 40.000 quilômetros

Cada planeta tem um tempo diferente de revolução. Uns são mais rápidos, como Mercúrio e Vênus, já outros são mais lentos.

Tudo que existe e que tem massa sofre uma força de outra massa. A essa força damos o nome de gravidade. Quando vamos nos pesar em uma balança, por exemplo, estamos verificando com que força a Terra nos puxa para o centro dela. E essa força varia de astro para astro.

A baixa gravidade na superfície da Lua faz com que os movimentos pareçam estar em câmera lenta. Um astronauta de 72 kg se sentiria como se tivesse apenas 12 kg. Então, qualquer pessoa pode saltar bem alto na Lua, ou carregar um montão de coisas sem muito esforço. Daria para uma pessoa carregar um carro, se estivesse na Lua! O livro contém uma tabela indicando qual seria o seu peso em diferentes astros.

Em 20 de julho de 1969, os astronautas Neil Armstrong e Edwin Aldrin desceram pela primeira vez na superfície lunar. Depois houve mais cinco missões bem-sucedidas ao satélite, totalizando doze homens a visitá-la. Muitos quilos de rochas lunares foram trazidos para a Terra.



OPINIÃO DO FREI BETO



  

Frei Beto


A Conferência do Clima, realizada em Paris em fins de 2015 – tumultuada pelos atentados terroristas das semanas anteriores –, não abordou suficientemente muitos temas. Houve um encontro prévio na Bolívia, e lá estava o secretário-geral da ONU. Ali se propôs promulgar uma Declaração Universal de Defesa da Natureza. A Declaração Universal de Direitos Humanos, de 1949, comparada com a da Revolução Francesa, representou um grande avanço, mas, vista de hoje, após mais de 60 anos, precisa ser aprimorada.

A declaração de 1949 diz, por exemplo, que todos os seres humanos nascem com dignidade. Porém, não exige que se assegurem as condições de viverem com dignidade. E não diz, como a Declaração de Independência dos
EUA, que todos têm direito à felicidade.

No Butão, pequeno país no sul da Ásia, o rei substituiu o Produto Interno Bruto pela Felicidade Interna Bruta. Agora o critério de aferição das condições do país não é mais o consumismo ocidental, é o da felicidade daquele povo camponês.

A Declaração Universal não fala, por exemplo, dos direitos planetários. Já começou a corrida. Todo dia aparece, no noticiário, a cobiça cósmica. Primeiro, pela lua. Logo descobriram que ela não dá lucro. Agora é Marte, Saturno, Plutão. Gasta-se um absurdo com a colonização planetária, dinheiro que daria para resolver o problema econômico de inúmeras nações.

A ONG britânica Oxfam denunciou, em Davos, que o patrimônio das 85 pessoas mais ricas do mundo equivale às posses de metade da população mundial. Ou seja, em janeiro de 2014, 3,5 bilhões de pessoas mais pobres, de um
lado da balança, e outras 85 mais ricas, do outro lado, com a mesma renda!

O francês Thomas Piketty, autor de “O Capital no Século XXI”, e que não tem nada de esquerdista, afirma: a pirâmide da desigualdade crescerá aceleradamente enquanto o capital predominar sobre os direitos humanos.

O próprio sistema tem este nome: capitalista. Eis o drama das instituições de formação da cidadania, como sindicatos, Igreja, família e escola. Elas querem formar cidadãos. O sistema quer formar consumistas.

Esse o conflito que todo educador vive na própria família. É uma luta desigual. Ele tem valores, princípios, ética, mas o filho está exposto a uma multimídia avassaladora, confirmando o princípio do velho Marx: a maneira de pensar de uma sociedade tende a ser a maneira de pensar da classe que domina aquela sociedade. Isso é irrefutável. Quem domina tem em mãos os meios de comunicação. O sistema de rádio e televisão brasileiro (não a imprensa escrita), tem dono: a União. Em outras palavras, todos nós contribuintes brasileiros. E o governo, em nosso nome, estabelece uma concessão – concede o direito de uso a um determinado grupo empresarial. Pela Constituição, essas concessões deveriam ser avalizadas e refeitas periodicamente, mas isso nunca acontece.

Quando trabalhei no Planalto, em 2003/2004 (narro essa história no livro “Calendário do Poder”, editora Rocco), eu perguntava ao presidente e aos ministros: o governo não é dono do sistema radiotelevisivo do Brasil? Sim, é dono. Por que, então, paga às emissoras de TV para fazer propaganda do Ministério da Saúde, do Ministério da Educação, do Banco do Brasil? Sem resposta...

Em época de eleições escutamos: “Inicia-se agora o horário eleitoral gratuito”. Mentira, não é gratuito. Tem isenção no Imposto de Renda. Há um cálculo de quanto o canal está perdendo naquele horário “cedido” aos partidos e candidatos, e isso é abatido no Imposto de Renda.

Em novembro, frente aos atentados em Paris, dizíamos “somos todos franceses”. É justo. Agora, quem, dias antes, diante do avião russo derrubado no Egito, ecoava “somos todos russos”? Que russos morram no Sinai, vítimas de atos terroristas, não tem a menor importância para nós, ocidentais.

Por isso tentamos disfarçar a globocolonização
sob o manto virtual da globalização.

domingo, 24 de janeiro de 2016

VÃO PEGAR O LULA?



Promotor diz que irá denunciar Lula por tríplex, aponta revista

Estadão Conteúdo 






O Ministério Público do Estado de São Paulo deverá denunciar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por ocultação de propriedade depois de ter confirmado que ele é dono de um tríplex reformado e mobiliado pela OAS, uma das empreiteiras envolvidas na Operação Lava Jato.

O promotor de Justiça de São Paulo Cassio Conserino considera ter indícios suficientes para denunciar o ex-presidente por ocultação de propriedade. É o que afirma reportagem da mais recente edição da revista Veja, que traz uma entrevista com Conserino.

Ainda de acordo com a publicação, o entendimento do Ministério Público foi de que o tríplex no Guarujá é a "evidência material" mais visível da ligação de Lula com os empresários denunciados na Operação Lava Jato. A reportagem cita que teve acesso a um documento que embasa a denúncia que será oferecida contra Lula e que nele há provas de que o ex-presidente é proprietário do tríplex.

Conserino afirmou à revista que, além de Lula, a mulher dele, Marisa Letícia, também será denunciada. Eles serão chamados a depor, diz o promotor.

A construção do prédio em que fica o tríplex foi assumida pela OAS depois da falência da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop). Isso teria ocorrido depois de um pedido de Lula a Léo Pinheiro, ex-presidente da empreiteira condenado pela Justiça com base nas investigações da Operação Lava Jato.

Pelo tríplex, Lula deverá denunciado pelo Ministério Público por ocultação de propriedade. A denúncia contra o ex-presidente decorre da investigação de fraudes em negócios realizados pela Bancoop, informa a reportagem da revista.

Defesa

Lula ainda terá a oportunidad de apresentar sua defesa ao promotor do caso.

O Instituto Lula, presidido por Paulo Okamotto, afirmou, no ano passado, que a mulher do ex-presidente, comprou cotas de um apartamento no edifício, mas disse que a família não é dona do tríplex, que está registrado no nome da OAS.

Segundo a Veja, durante seis meses, os promotores se dedicaram a esquadrinhar a relação entre a OAS e o patrimônio imobiliário de Lula e concluíram que o tríplex no Guarujá é a evidência material mais visível parceria dele com a empreiteira. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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