quarta-feira, 22 de julho de 2015

EMPREENDEDORISMO - GILLETTE



Socialista utópico, Gillette virou magnata com a 1ª Guerra
Criador da 26ª marca mais valiosa do mundo passou a vida defendendo uma sociedade radicalmente igualitária, baseada na cooperação universal


Ele sonhava com um mundo mais justo e igualitário, mas tudo o que conseguiu foi criar uma sociedade de homens com a barba aparada. Inventor do aparelho de barbear moderno, King Camp Gillette criou o que hoje é a 26ª marca mais valiosa do mundo, avaliada em US$ 20,4 bilhões pela revista Forbes. Porém, o que pouca gente sabe é que ele foi um militante socialista e que sua empresa se tornou um sucesso mundial graças à Primeira Guerra Mundial, quando forneceu aparelhos para todo o Exército dos Estados Unidos.
Gillette nasceu em 1855, em Fond Du Lac, no estado norte-americano de Wisconsin. Logo cedo, se mudou para Chicago, tendo sobrevivido ao grande incêndio que atingiu a cidade em 1871. No entanto, seu pai perdeu tudo na tragédia, obrigando o jovem a trabalhar como vendedor para ajudar no sustento da família.


King Camp Gillette triunfou no mundo dos negócios ao apostar em um produto que fosse essencial, e que as pessoas tivessem de comprar de tempos em tempos
Ao longo de duas décadas, ele trabalhou para diversas companhias como caixeiro viajante. Nas horas vagas, Gillette gostava de se arriscar em pequenas invenções e militava em prol do socialismo, tendo escrito manifestos e livros defendendo a construção de uma sociedade igualitária.

Uma ideia nada descartável
Sua vida, porém, só viria a mudar radicalmente na década de 1890, quando ele trabalhava em uma empresa que fabricava tampas de garrafa. Em uma conversa, o dono da companhia sugeriu a Gillette que investisse em um produto parecido com as tampinhas que fabricava: algo que fosse jogado fora após seu uso, mas que as pessoas tivessem de adquirir novamente.
Tais palavras ficaram na cabeça de Gillette, e em 1895 ele notou que, apesar de existirem inúmeros modelos de lâmina de barbear, ainda havia espaço para aperfeiçoar o produto. Assim, passou a trabalhar em um modelo revolucionário, que desse mais segurança aos usuários e fosse descartável.
Passados quatro anos, ele apresentou a primeira patente do aparelho. No entanto, muitas pessoas o desencorajaram, afirmando que era tecnicamente impossível produzir lâminas de aço fino, duro e suficientemente barato para que fossem descartáveis. Tais argumentos não o desanimaram, e sua sorte mudou em 1900, quando ele conheceu William Emery Nickerson, que se tornou seu sócio.
Apesar da falta de tino para negócio, Nickerson era um inventor vinculado ao famoso Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês) conhecido pela capacidade em transformar ideias em realidade, e resolveu trabalhar no projeto de Gillette. No ano seguinte, era criada a Gillete Safaty Razor Company, mas as vendas foram decepcionantes, com a comercialização de apenas 51 aparelhos e 168 lâminas descartáveis.

Com as barbas de molho
Apesar do fracasso inicial, a dupla seguiu trabalhando pacientemente para aperfeiçoar o aparelho. Em 1903, Nickerson finalmente terminou de desenvolver as máquinas que viabilizaram a produção em série das lâminas e Gillette conseguiu o apoio financeiro necessário ao projeto. Com isto, as vendas da empresa dispararam, chegando a 90 mil aparelhos e mais de 12 milhões de lâminas.
Em pouco tempo, Gillette se tornou um dos homens mais conhecidos dos Estados Unidos graças à sua foto estampada nas embalagens das lâminas, que prometiam reduzir o tempo de barbear de 20 para 5 minutos. Em 1908, a companhia já contava com fábricas no Canadá, na Inglaterra, na Alemanha e na França.
Mas foi durante a Primeira Guerra Mundial que o produto se tornou um sucesso global, pois a empresa passou a fornecer aparelhos para os 36 milhões de soldados norte-americanos que entraram em combate. Tal base de clientes foi mantida mesmo após a assinatura do Tratado de Versalhes, garantindo um alto nível de vendas por muitos anos.

Socialista até o fim
Ao mesmo tempo em que via seu império econômico crescer, Gillette seguiu escrevendo obras que pregavam mudanças radicais nos sistemas econômico e social do país. Seus escritos defendiam, entre outras coisas, que todos os norte-americanos vivessem em uma cidade gigante chamada Metrópolis. Ela deveria ser construída próxima às Cataratas do Niágara, para máxima eficiência no abastecimento de água. Nesta cidade, haveria cooperação universal e nenhuma competição econômica.
Gillette morreu em 1932, um ano depois de se afastar da presidência da empresa que criou e muito longe de ver seus escritos políticos transformados em realidade. Mas se os seus ideais revolucionários foram incapazes de fazer um mundo melhor e acabaram esquecidos, não se pode negar que ele cumpriu com louvor a segunda meta que estabeleceu para sua vida: criar uma lâmina de barbear mais segura.

A MAROLINHA DE LULA



  

Márcio Doti




Sabíamos que a semana seria movimentada, mas nem tanto quanto estamos percebendo. É certo que o Brasil nunca se conformou em ser, sobretudo, um exportador de minério, viver de comodities e deixar para o resto do mundo as outras fases mais lucrativas da industrialização, aquelas que rendem melhores empregos e garantem maiores lucros.

Mas, também, não é sonho brasileiro exportar corrupção. Todavia, é um mergulho nesse mundo que pretendem autoridades de vários países onde a Odebrecht tem obras, para saber da influência do ex-ministro José Dirceu, do próprio ex-presidente Lula e de quem mais possa estar alimentando essa forma de operar e garantir mercados. Querem trabalhar com as autoridades brasileiras as autoridades do Peru, do Panamá, de Portugal para uma grande limpeza na base do “Lava Jato”.

Sem muita novidade, mas revelando uma tendência, a Confederação Nacional dos Transportes (CNT) divulga mais uma pesquisa e ela revela que subiu dos 9% medidos pelo Ibope, para 7,7% o nível de reprovação do governo Dilma. A avaliação negativa do governo subiu para 71% e isso não é surpreendente. É a sequência que acompanha o quadro do país em sua economia frágil, colhendo números negativos e sem sinais de melhora, ao mesmo tempo em que o ambiente político é grave, por mais que o vice-presidente Michel Temer afirme no exterior que há apenas um desencontro entre o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, e a presidente da República. Coisinha simples, para aproveitar seu palavreado quando diz estar longe de ser uma crise institucional para ser apenas uma “crisezinha” política.

BNDES

Surpreendente, todavia é o alerta que faz o governo contra a CPI criada por Cunha para investigar o BNDES, uma casa de onde saem muitos bilhões de reais. Para o governo, a CPI vai prejudicar a economia já que era intenção destinar financiamentos para amparar empresas atingidas pela operação “Lava Jato” e assim evitar o desemprego.

Emprestar dinheiro para empresas investigadas e apanhadas em processos de corrupção? É um argumento assustador esse que pretende evitar a investigação do dinheirão que saiu principalmente para o exterior, mas que também jorrou internamente, alavancando empresas que coincidentemente foram campeoníssimas nos financiamentos de campanha, como a JBS Friboi, a própria Odebrecht, OAS e UTC. Vamos em frente, a semana promete mais…

Esclarecimento

Voltemos, contudo à pesquisa CNT que tem dados interessantes relacionados com o nível de esclarecimento dos brasileiros: 69,2% dos consultados acham que Lula e Dilma são culpados pela corrupção na Petrobras. Isso revela um nível de esclarecimento até aqui não mostrado. E mais: 78,3% estão acompanhando as notícias sobre as investigações. E ainda: 67% não acreditam em punição, 90% acham que não há exagero na operação “Lava Jato” e 62,8% são a favor do impeachment da presidente Dilma.

O PT JOGA A CULPA NO TUCANATO



Dilma agora luta para provar que é igual a FHC
Josias de Souza



Dilma Rousseff passou 13 anos guerreando para emplacar a tese segundo a qual o seu governo e o de Lula foram diferentes do de Fernando Henrique Cardoso. De repente, a presidente petista pega em lanças para provar que, em matéria de perversão fiscal, sua gestão é igualzinha à administração do antecessor tucano. Acusada pelo TCU de sacar a descoberto em bancos estatais, Dilma sustenta que, em 2000 e 2001, FHC também deu suas pedaladas.
Embora tenha pedalado muito mais do que FHC, Dilma invoca o passado para mostrar que, quando assumiu a Presidência, já não havia nenhum pecado original. Por essa lógica, o TCU não poderia torcer o braço de Dilma depois de ter livrado a cara de FHC. Admite-se, no máximo, que a Corte de Contas emita um aviso prévio: atenção, gente, a partir de agora a irresponsabilidade fiscal é pecado.
Em 2005, quando Roberto Jefferson jogou o mensalão no ventilador, Lula dissera, numa entrevista parisiense, que o PT fez apenas o que se faz sistematicamente no Brasil. No petrolão, o PT escorou-se no depoimento de dois delatores para trombetear que as irregularidades na Petrobras começaram na gestão FHC.
Quando precisa atenuar suas culpas, o petismo aposenta o ‘nunca antes na história’ e passa a reivindicar a companhia do tucanato. Não podendo elevar sua estatura, Dilma adere à tática do rebaixamento do teto.

COMENTÁRIO:

Pancho Flessak

Pesquisa CNT/MDA divulgada nesta terça-feira (21) também abordou a percepção dos entrevistados sobre os últimos acontecimentos da operação Lava Jato. Pelo levantamento, a maior parte dos entrevistados considerou a presidente Dilma Rousseff e seu antecessor, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como responsáveis pela corrupção investigada pela Justiça Federal.Segundo a pesquisa, 78,3% disseram estar acompanhando o noticiário sobre as investigações - 21,7% disseram não ter ouvido falar no assunto. Consideraram a presidente Dilma "culpada" 69,2%, enquanto 23,7% disseram que ela não é responsável e 7,1% não souberam responder. Já o ex-presidente Lula é responsabilizado por 65% dos entrevistados, 27,2% não o consideraram "culpado" pelo caso e 7,8% não responderam. Diante de fatos assim, não adianta mais a porcada vermelha a soldo da seita PT continuar tentando o despiste, a mentira, o embuste, a calúnia. A voz do povo tapa a matraca dos suínos!


DISCURSO DE ONTEM É O MESMO DE HOJE



Discurso usado a favor de Collor há 23 anos é similar ao que defende Dilma

Reinaldo Polito



O ex-deputado Roberto Jefferson foi internado na semana passada com febre alta. A notícia da sua internação dividiu espaço na grande mídia com informações sobre a possibilidade, remota ou não, de impeachment da presidente Dilma Rousseff. O que tem a ver um fato com o outro?
Vamos começar pela última. Entre as possibilidades de impeachment da presidente estão as pedaladas fiscais. Se o TCU (Tribunal de Contas da União) rejeitar as contas do seu governo em 2014, terá decidido que Dilma não cumpriu a Lei de Responsabilidade Fiscal, e aberto caminho para o seu impedimento.
Se a presidente não convencer o TCU de sua inocência, o processo irá para o julgamento dos deputados, que, se seguirem a decisão do Tribunal, terão motivo para abrir o processo de impeachment. Se pelo menos 342 dos 513 votarem a favor do processo, Dilma será substituída pelo vice-presidente, Michel Temer. Se, em seguida, pelo menos 54 dos 81 senadores chegarem à mesma conclusão, seu afastamento será definitivo.
Ou seja, nessa hipótese, onde o julgamento é político, Dilma estará nas mãos dos deputados e senadores. Se não tiver maioria, será afastada e substituída pelo seu vice num primeiro momento, e destituída definitivamente após o julgamento no senado. Portanto, depois de todas as etapas do processo só sobreviverá no cargo se a maioria dos políticos estiver ao seu lado.
Onde entra a coincidência da notícia que fala da internação de Roberto Jefferson e da que trata do impeachment de Dilma? O fato remonta há 23 anos, quando, em 1992, o Brasil assistiu à destituição de Fernando Collor de Mello. Naquela oportunidade, Roberto Jefferson atuou na defesa do então presidente.

Em seu discurso de defesa, Roberto Jefferson fez uma profecia que pode se concretizar. Embora se referisse na época aos resultados de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) – a CPI do PC (iniciais de Paulo César Farias, tesoureiro da campanha de Collor), chamava atenção para o fato de que um presidente estaria sempre sujeito à vontade da maioria dos políticos, estando ou não com a razão.
Hoje, não se trata de uma CPI, mas sim de um julgamento com origem no TCU. Nos dois casos, entretanto, a permanência ou não do presidente depende da vontade da maioria dos políticos. A fala de Jefferson é uma peça de defesa que serve para o estudo da oratória e compreensão das técnicas de argumentação.
Observe os argumentos utilizados por Jefferson e como alguns, com pequenas variações, também são usados hoje na defesa de Dilma: "Fazer (a oposição) o terceiro turno eleitoral". Punir "a vitória pela minoria derrotada". Rasgar "os dispositivos constitucionais". Transformar "a CPI do PC (leia-se Lava Jato) no açoite contra o presidente". "Rasgar a Constituição". Agir pelos "preconceitos ideológicos".
São apenas alguns dos argumentos usados na tentativa de evitar o impeachment de Collor, e que começam a ser ressuscitados hoje com a intenção de fazer a defesa da presidente.
Para sua análise e compreensão da profecia de Jefferson, aqui está um dos trechos mais importantes do seu discurso:
"O furor acusatório da CPI, na expectativa de fazer o terceiro turno eleitoral, cheia de ressentimentos, cheia de revanchismo, buscando punir a vitória pela minoria derrotada, rasgou os dispositivos constitucionais, desrespeitou a lei ordinária, transformou a CPI do PC no açoite contra a figura do presidente da República.
Não se enganem aqueles que essa demonstração que foi dada hoje, que esse ato praticado de rasgar a Constituição, vai atalhar também quem chegar à Presidência e não trouxer a maioria absoluta no Congresso, porque não terá condições de governar, porque outras CPIs como esta estarão no seu caminho, não para apurar irregularidades, mas pelos preconceitos ideológicos, pelas posições doutrinárias em contrário".
Independentemente da culpa ou não do ex-presidente Collor, essa linha de argumentação usada por Roberto Jefferson impressiona (será?) pela previsão da nossa realidade política atual. Incrível como a história se repete com uma ou outra alteração, com um ou outro personagem, com uma ou outra circunstância.
Os discursos proferidos em diferentes épocas, além do aprendizado técnico da oratória que proporcionam, especialmente na aplicação das técnicas retóricas, poderão servir também para que compreendamos melhor o presente, e possamos avaliar com entendimento mais consciente o que teremos pela frente.


AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

  Brasil e Mundo ...