SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O jornal americano The New York Times,
um dos mais importantes e influentes do país, pediu em editorial nesta
sexta-feira (28) que o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden,
abandone sua campanha à reeleição depois do desempenho desastroso no
debate contra Donald Trump na quinta (27).
Um editorial é um texto de opinião que representa as visões do jornal
enquanto instituição. Nos EUA, é comum que jornais apoiem abertamente
um candidato a presidente por meio de um editorial, como fez o New York
Times quando declarou apoio à candidatura de Biden em 2020.
No texto, os editorialistas do Times dizem que Biden faz uma “aposta
irresponsável” ao insistir com sua candidatura à Presidência, e que é
pedir demais dos eleitores americanos que eles “ignorem ou descartem a
idade e a debilidade do presidente Biden que eles puderam ver com seus
próprios olhos” durante o debate.
O desempenho do democrata no confronto direto com Donald Trump,
marcado por falas vacilantes, confusas e incoerentes, foi catastrófico
para o presidente e para seu partido, causando pânico e dando início a
uma pressão nos bastidores sobre a possibilidade de substituir Biden
como candidato –até aqui, entretanto, nenhum nome forte da sigla se
posicionou publicamente nesse sentido.
Dessa forma, o editorial do New York Times tem a chance de dar mais
argumentos aos democratas que vem dizendo à imprensa americana, sob
condição de anonimato, que Biden “não tem chance de vencer a eleição”
contra Trump, como afirmou um estrategista ouvido pela NBC News, e que é
preciso “pensar seriamente em alternativas”, como disse um doador ao
próprio Times.
O texto elogia a presidência de Biden e reconhece que desistir seria
contrário aos seus instintos políticos –em um comício nesta sexta, o
democrata disse a apoiadores que não estaria concorrendo se não
acreditasse que pudesse fazer um bom trabalho e derrotar Trump.
Entretanto, afirma o jornal americano, “democratas que até aqui
respeitaram as decisões do presidente precisam encontrar a coragem para
dizer verdades claras ao líder do partido”.
Ao todo, 160 autoridades dos três Poderes e outros 20 assessores
foram para Lisboa, em Portugal, para acompanhar o Fórum Jurídico de
Lisboa, promovido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar
Mendes e, por conta disso, conhecido em Brasília como “Gilmarpalooza”.
A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, foi a integrante da
Esplanada que levou a maior comitiva, com quatro subordinados
acompanhando a ida dela para a Europa. Após a publicação da reportagem,
no entanto, o ministério informou que, apesar de ter pago diárias aos
quatro assessores, somente uma viajou. A pasta acrescentou que os
valores das diárias foram devolvidos, mas enviou o comprovante de apenas
uma.
Além de Anielle, os quatro servidores do Ministério da Igualdade
Racial (MIR) destacados para viajar a Lisboa foram: as assessoras
Andressa Vieira Almeida e Josiara Barbosa Diniz Leite, a Secretária de
Políticas de Ações Afirmativas, Combate e Superação do Racismo, Márcia
Regina de Lima e Silva, e a chefe de Assessoria Internacional, Paula
Cristina Pereira Gomes. Todos os cinco representantes do ministério de
Anielle tiveram diárias custadas pelo dinheiro do contribuinte. Somados,
a quantia paga pelo erário foi de R$ 42,1 mil.
O ministério explicou, contudo, que somente Josiara viajou com
Anielle. Ainda segundo a pasta, Márcia Regina, Andressa e Paula Cristina
não acompanharam a ministra e devolveram o valor recebido em diárias.
“A agenda institucional da ministra Anielle Franco em Portugal teve
como foco uma série de compromissos, com destaque para a assinatura de
memorando com o Observatório do Racismo e Xenofobia e articulações com a
Agência para a Integração, Migrações e Asilo de Portugal sobre projetos
de combate ao racismo nas escolas portuguesas, e de parceria com o
Plano Juventude Negra Viva”, explicou a pasta, em nota.
A programação oficial do “Gilmarpalooza” inclui palestras, entre a
quarta-feira, 26, e esta sexta-feira, 28, na Faculdade de Direito da
Universidade de Lisboa, que é uma das organizadoras do evento. O evento é
realizado pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e
Pesquisa (IDP), do qual Gilmar Mendes é sócio, em parceria com a
Fundação Getúlio Vargas (FGV). Para além das exposições, o evento é
famoso pelas conversas de bastidores, jantares e coquetéis oferecidos
por empresas.
No evento promovido por Gilmar, representantes de 12 empresas que
possuem ações em tramitação no STF participaram como palestrantes. Há
processos relatados pelo próprio magistrado. Por meio de nota, as
entidades e a Corte negaram a existência de conflitos de interesse.
Levantamento do Estadão mostrou que os Poderes
Legislativo, Judiciário e Executivo já pagaram pelo menos R$ 1,34 milhão
em diárias e passagens a servidores públicos e autoridades que viajaram
para o evento promovido pelo ministro. A estimativa é parcial, tendo em
vista que a maioria dos portais da transparência ainda não publicou
informações sobre o dinheiro gasto para completar a ida e a volta da
travessia do Atlântico.
Ministério da Ciência gastou R$ 53,6 mil ao levar dois representantes para o ‘Gilmarpalooza’
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), comandado por
Luciana Santos, foi o segundo que mais enviou representantes para o
evento em terras lusitanas. Além da chefe da pasta, o MCTI mandou para
Lisboa o chefe da Assessoria Internacional, Carlos Eduardo Higa
Matsumoto, e a chefe da Assessoria do Cerimonial, Lucielen Franciane
Correa Barbosa. Após a publicação da reportagem, a pasta explicou que
Lucielen não viajou para Portugal, apesar de a ida dela ter sido
publicada no Diário Oficial da União.
Ao todo, as autoridades receberam R$ 27,1 mil em diárias. Já as passagens custaram R$ 26,5 mil aos cofres públicos.
Em nota, o Ministério da Ciência afirmou que Luciana participou de
outras agendas em Portugal, além do Fórum de Gilmar Mendes. Na quinta,
houve uma reunião com o ministro português da Educação, Ciência e
Inovação, Fernando Alexandre, e com a presidente da Fundação para a
Ciência e Tecnologia (FCT), Maria Madalena dos Santos Alves. Luciana
também teve agendas na sexta e neste sábado, 29, em Lisboa.
O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e
Combate à Fome (MDS), chefiado pelo ministro Wellington Dias, o
Ministério da Educação (MEC), encabeçado pelo ministro Camilo Santana, e
a Advocacia-Geral da União (AGU), liderado por Jorge Messias, mandaram
dois representantes cada.
Os ministros Vinícius Carvalho, da Controladoria-Geral da União
(CGU), e Alexandre Silveira, das Minas e Energia, foram para o
“Gilmarpalooza” representando os seus ministérios. Fernanda Rodrigues de
Morais, foi quem foi a servidora do Ministério das Cidades presente no
Fórum Jurídico. Na pasta de Jader Filho, ela é chefe da consultoria
jurídica.
Uma parcela significativa dos americanos que possuem um veículo
elétrico sente remorso da compra, de acordo com novo estudo. O Mobility
Consumer Pulse da McKinsey & Co. para 2024, lançado este mês,
descobriu que 46% dos proprietários de veículos elétricos nos EUA
disseram que eram “muito” propensos a voltar a possuir um veículo movido
a gasolina em sua próxima compra.
A elevada percentagem de americanos que querem fazer uma mudança
surpreendeu até a empresa de consultoria. “Eu não esperava isso”, disse o
chefe do Centro para Mobilidade Futura da McKinsey, Philipp Kampshoff,
ao Automotive News. “Pensei: ‘Uma vez comprador de EV, sempre comprador
de EV.’”
Na sondagem realizada com quase 37.000 consumidores em todo o mundo, a
Austrália foi o único país com uma percentagem maior, 49%, de
proprietários de veículos elétricos do que os EUA que afirmaram estar
prontos para voltar a possuir um motor de combustão interna.
Os demais países incluídos na pesquisa foram Brasil, China, França,
Alemanha, Itália, Japão e Noruega. Em todos os países inquiridos, a
percentagem média de motoristas que pretendem abandonar os seus VE foi
de 29%.
A principal razão citada pelos proprietários de VE para quererem
voltar a possuir um veículo movido a gasolina foi a falta de
infraestrutura de carregamento disponível (35%); a segunda razão mais
citada foi que o custo total de possuir um VE era elevado (34%). Quase 1
em cada 3, 32%, disse que os seus padrões de condução em viagens de
longa distância foram afetados por terem um VE.
A McKinsey descobriu que a satisfação dos consumidores a nível
mundial com a disponibilidade de carregamento melhorou um pouco desde a
pesquisa do ano passado, mas observou que “ainda há um longo caminho a
percorrer”.
Dos proprietários de VE em todos os países, 11% disseram que a
infraestrutura onde vivem está bem configurada em termos de pontos de
carregamento, 40% disseram que não havia carregadores suficientes ao
longo das autoestradas e estradas principais e 38% disseram que não
havia carregadores suficientes próximos à eles.
As descobertas surgem anos após a pressão da administração Biden para
que os consumidores e fabricantes de automóveis dos EUA adotem os
veículos elétricos e reforçam outras pesquisas recentes que indicam que
uma grande parte dos americanos ainda não está convencida de que se
tornarão totalmente elétricos.
Para promover a agenda de veículos elétricos de Biden, os democratas
aprovaram legislação de infraestruturas em 2021 que comprometeu milhares
de milhões de dólares para a construção de meio milhão de estações de
carregamento nos EUA até ao final da década.
Mas três anos depois, apenas sete carregadores financiados pelo
governo federal foram construídos até o momento, e o lento progresso
provocou a condenação de ambos os lados do corredor político.
NOVA YORK- Presidente do Banco Central (BC) no Brasil durante os dois mandatos da presidente Dilma Rousseff, Alexandre Tombini diz
que o “trabalho pesado” de voltar a inflação à meta não é só dos bancos
centrais. Os governos precisam fazer a sua parte do lado dos gastos e
reformas, defende.
Depois de liderarem o corte de juros no mundo, as autoridades
monetárias da América Latina colocaram o pé no freio e passaram a sofrer
mais pressão política para seguir cortando as taxas, a exemplo do que
ocorre no Brasil, com críticas constantes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao do BC, Roberto Campos Neto.
“É justamente nos períodos de maior discussão, maior estresse que essa independência (dos bancos centrais) se faz necessária”, diz Tombini, em entrevista exclusiva ao Broadcast, do México, de onde representa o Banco de Compensações Internacionais (BIS) para as Américas, conhecido como o banco central dos bancos centrais.
O economista afirma que as autoridades precisam de tranquilidade para
implementar as suas políticas, que, por vezes, geram custos no curto
prazo, mas trazem benefícios no médio e longo prazos. Afirma, porém, que
o BIS não entra em temas específicos de países, sejam os Estados Unidos
ou o Brasil. A seguir, os principais trechos da entrevista.
Em seu relatório anual, o BIS menciona um
resultado melhor da economia global, com inflação em queda e a
expectativa de um pouso suave à frente, porém cita um ‘mas’ e desafios à
frente. Quais são os desafios para os bancos centrais da América
Latina?
O processo de volta à estabilidade e à meta de inflação na América
Latina ainda não está completo, mas está bem próximo. A mensagem do
relatório para a região é não baixar a guarda. Existem três desafios:
Primeiro, as pressões inflacionárias podem ser mais persistentes,
especialmente no setor de serviços, e a recuperação dos salários reais
também pode colocar pressão nos preços. A segunda questão é o
crescimento econômico. Estamos vendo uma desaceleração, porém, a maioria
dos países latino-americanos deve entregar expansão maior do que
inicialmente esperado. Esse ponto é importante porque as políticas
monetária e fiscal têm limites, são políticas de administração da
demanda, não mudam a tendência de crescimento de longo prazo.
E o terceiro desafio?
O terceiro desafio está relacionado à política fiscal. Vimos a grande
expansão dos gastos na pandemia e também da dívida pública na maioria
dos países. A América Latina não é exceção. Em muitos casos, a política
fiscal continua expansionista e isso pode retardar o processo de
convergência da inflação à meta. A elevação da dívida pública gera
pressões sobre os prêmios de risco da economia, podendo manter as taxas
de juros em níveis mais elevados. Em países emergentes, isso pode gerar
uma maior sensibilidade da taxa de câmbio a ruídos internos e externos,
com potencial impacto no preço de importação, que é outra fonte que
pressiona os preços domésticos.
O BIS recomenda a coerência das políticas monetárias e fiscais nesse
período de convergência da inflação para a meta. É fato que os gastos
retornaram a níveis mais baixos em relação à pandemia, mas em muitos
casos continuam no terreno expansionista, o que gera desafios para essa
convergência final da inflação.
O relatório anual aborda as lições aprendidas sobre a política monetária no século 21. Qual foi o papel da América Latina?
Os países da América Latina tiveram um papel relevante na melhoria
dos marcos de política econômica em geral e, monetária em particular,
nos últimos 25 anos. Desde as crises e da alta inflação das décadas de
80 e 90, os bancos centrais da região reduziram com sucesso a inflação e
adotaram marcos de política centrados no controle dos preços em um
ambiente desafiador. Mais recentemente, para restabelecer a estabilidade
de preços, os bancos centrais da região aumentaram as taxas de juros
antes dos seus pares globais, isso foi importante para trazer a inflação
de volta à meta. Assim como em outras regiões, as autoridades da
América Latina estão cientes de que a política monetária não pode fazer
todo o trabalho pesado sozinha.
Como assim?
A política monetária deve atuar de forma consistente com a política
fiscal para estabilizar a economia. Embora o compromisso com a inflação
baixa e estável seja necessário, não é suficiente para proporcionar um
aumento duradouro do crescimento econômico e da prosperidade. São as
reformas estruturais que atacam o lado da oferta, da capacidade de
produção, que podem gerar crescimento sustentável. O governo tem que
reconhecer a limitação dessas políticas de administração de demanda,
seja monetária ou fiscal, para o crescimento sustentável.
Depois de liderarem o movimento de corte de
juros no mundo, os BCs da América Latina começaram a deixar esse bastão
nas últimas semanas. É uma cautela necessária no ambiente atual?
Não dá para generalizar. Há economias distintas dentro da América Latina. Não há uma resposta única.
Quão o senhor está preocupado com a última milha da luta contra a inflação na região?
A inflação do setor de serviços tem apresentado uma resiliência mais
forte do que a de bens e condições financeiras globais mais apertadas
por mais tempo representam um desafio. A maioria dos bancos centrais
espera a convergência dos preços às metas de inflação até o fim de 2025 e
a recomendação do BIS é a de que os bancos centrais não devem baixar a
guarda nesse período porque novos choques podem elevar a inflação e se
mostrar mais persistente do que o esperado. As autoridades da região
estão acompanhando esses desenvolvimentos de perto.
Qual a visão do senhor sobre as pressões
políticas exercidas sobre bancos centrais na América Latina para baixar
juros, em um momento de inflação ainda acima das metas e crescimento
moderado no mundo?
O trabalho pesado de voltar a inflação à meta não é só dos bancos
centrais. O que vimos nos últimos anos foi o aumento do déficit para
responder à crise sanitária da covid-19, no mundo inteiro. Tivemos um
aumento muito alto do gasto, que recuou, mas não nos níveis anteriores
da pandemia. Em muitos casos, a política fiscal continua em território
expansionista e, do outro lado, ainda temos um processo de convergência
da inflação às metas que avançou, mas ainda não foi concluído. O BIS
recomenda coerência dessas políticas à frente. Os governos devem colocar
os seus orçamentos em bases sólidas para ajudar esse processo de
convergência da economia e vão ter que lidar com um ambiente de taxas de
juros mais elevadas do que se tinha antes do choque da pandemia por um
tempo maior do que esperado inicialmente.
A recomendação do BIS é em defesa da independência dos BCS?
O BIS defende a independência dos bancos centrais. Isso está
explícito no nosso relatório anual. O banco central, com o objetivo de
assegurar a estabilidade de preços, toma medidas que, em geral, têm
custos de curto prazo e benefícios de médio e longo prazos. E é
justamente nos períodos de maior discussão, maior estresse que essa
independência se faz necessária.
Pode haver a necessidade de algum tipo de
coordenação entre os grandes bancos centrais para alinhar política
monetária e evitar turbulências globais?
Houve um movimento global de aperto das condições monetárias para
evitar a desancoragem das expectativas para a inflação, numa grande
convergência de políticas. Agora, não há a convergência que houve atrás
por razões legítimas, ou seja, as economias estão em situações distintas
e, portanto, as políticas monetárias estão mais divergentes na Europa,
nos Estados Unidos e na China. Política monetária não se faz por
analogia, mas diante dos desafios que cada banco central enfrenta.
Quais são os riscos relacionados a essas divergências entre os BCs?
Esse momento de mais divergência gera mais volatilidade das taxas de
câmbio globais. Esse é um ponto de atenção e exige que os bancos
centrais estejam mais atentos e, certamente, estão.
A troca de diretorias de banco centrais
sempre é um motivo de alerta nos mercados. Esse ano, temos mudanças no
Brasil e, em breve, nos Estados Unidos. O BIS monitora essas mudanças?
O BIS não tem recomendações para questões específicas de países. A
autonomia operacional dos bancos centrais é importante para que possam
cumprir as suas funções. Os bancos centrais têm que ter a tranquilidade
para implementar as suas políticas. Mas o BIS não entra e não oferece
recomendações para questões internas de países, sejam os Estados Unidos,
a Argentina, o Brasil, o Japão, enfim.
Ativos domésticos em países emergentes têm
sofrido pressão de questões locais como fiscais, riscos políticos etc.
Qual o sentimento desses investidores para a região?
O cenário de taxas de juros altas mantidas por um prazo maior gera
condições financeiras mais apertadas e menos espaço para a tomada de
risco e exposição a países emergentes. Ou seja, é um período no qual
esses países enfrentam condições mais apertadas de financiamento
externo. Isso por si só deve ser um ponto de atenção.
A inteligência artificial tem sido tema em
todas as conversas, e não é diferente na política monetária. As
autoridades monetárias estão preparadas para essa revolução e os
desafios à frente?
Há incertezas em relação à extensão da inteligência artificial, como a
tecnologia vai afetar a economia e as nossas vidas, porém, não há
dúvida de que já está impactando de forma importante. No nosso relatório
anual, focamos em duas dimensões: como a inteligência artificial vai
ter impacto na economia e no setor financeiro, que é o objeto de
regulação e de trabalho dos bancos centrais. E, em outra dimensão, como
usuários de tecnologia, os bancos centrais também serão impactados.
E quanto aos impactos econômicos, perda de empregos, inflação?
Na questão econômica, há um impacto pelo lado da oferta, um aumento
da produtividade. Pelo lado da demanda, tanto as famílias quanto as
empresas esperam que a inteligência artificial possa gerar mais renda no
futuro, e, com isso, aumente o consumo e o investimento. Esses dois
impactos indicam que a inteligência artificial tem o poder de expandir a
economia. Em relação à inflação, objeto dos bancos centrais, vai
depender do impacto no mercado de trabalho. A inteligência artificial
vai gerar novas posições, mas também vai eliminar alguns postos,
principalmente aqueles que são mais automatizáveis. A forma como essas
duas forças vão agir no curto prazo e qual o efeito líquido sobre o
mercado de trabalho devem ser acompanhadas. Nós não temos uma visão para
que lado vai ser. Essa é uma parte da incerteza, mas os bancos centrais
estão atentos a isso.
O mundo está em uma situação lamentável do ponto de vista econômico. É
heresia dizer isso, mas uma medida extremamente proveitosa, que
revigoraria a economia mundial, seria passar uma motosserra no enorme
desperdício de dinheiro com as chamadas energias renováveis,
principalmente a eólica e a solar. Isso liberaria recursos para
investimentos produtivos que impulsionariam o tão necessário crescimento
econômico.
Uma iniciativa desse porte é indispensável. Pela estimativa do Banco Mundial, o
crescimento global em 2024 será de apenas 2,4%, após os patéticos 2,6%
do ano passado. E esses 2,4% podem ser reflexo de um otimismo excessivo.
As economias pós-Covid deveriam estar bombando; em vez disso, a
maioria está no marasmo ou afundando. Os países em desenvolvimento estão
penando. A China afirma que vai crescer 5% em 2024, mas ninguém
acredita mais nos números de Pequim, levando em conta a imensa taxa de
jovens desempregados e os apuros do mercado imobiliário, que já foi um
grande motor do crescimento.
Alemanha, Japão e Reino Unido estão em recessão ou perto dela.
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, se vangloria de que o
país têm a melhor economia do mundo, mas nosso desempenho está abaixo
dos padrões históricos e é deleteriamente sustentado por grandes gastos
públicos. Algo surpreendente é que, devido à nossa estranha maneira de
calcular o PIB, os gastos públicos o aumentam diretamente: quanto mais
cheques o Tio Sam assina, maior a cifra do PIB.
Washington despejará cerca de US$ 7 trilhões neste exercício fiscal, e
Biden quer gastar ainda mais no ano que vem. Esses desembolsos anuais
excedem as supostas máximas temporárias atingidas durante a pior fase da
crise da Covid, ou seja, nosso desempenho medíocre se apoia em uma
plataforma de investimentos nefasta e antiprodutiva.
Os países estão afogados em dívidas. A dívida total no âmbito mundial
é de US$ 300 trilhões, quase três vezes o tamanho da economia global.
Cortar os gastos com fontes alternativas de energia liberaria enormes
montantes para permitir a retomada do crescimento das economias. Isso é
particularmente importante para os países mais pobres, que estão
passando por uma estagnação nociva do ponto de vista político.
Presume-se que as energias renováveis salvarão o planeta ao
eliminarem as emissões de dióxido de carbono. No entanto, há cada vez
mais indícios de que as vastas quantidades de minerais necessárias para
essa transição e as outras etapas prejudiciais ao meio ambiente nesse
processo acabam, na melhor das hipóteses, empatando com os combustíveis
fósseis. Em outras palavras, estamos desperdiçando quantias
inimagináveis de dinheiro para nada.
Pense no seguinte: neste século, gastamos quase US$ 6 trilhões com
energias renováveis, e a proporção de energia proveniente de
combustíveis fósseis caiu de 86% para apenas 84% em nível mundial. Se
todos esses recursos tivessem sido usados para abrir novas empresas,
expandir as existentes, criar tecnologias que melhoram a vida e garantir
água potável para todos, imagine como o mundo seria melhor?! Ou reflita
sobre este fato: incrivelmente, as emissões de dióxido de carbono da
Europa atingiram o pico em 1979; as dos EUA atingiram o pico em 2005.
Existem duas fontes de energia seguramente limpas: o gás natural e a
energia nuclear. Porém, o governo Biden está estrangulando a produção de
gás natural, embora os EUA estejam repletos dele. Ao mesmo tempo, as
autoridades reguladoras estão sufocando avanços animadores na energia
nuclear, mais especificamente os pequenos reatores modulares (SMRs, na
sigla em inglês), que são muito mais fáceis de construir e poupam tempo e
custos consideráveis.
Os SMRs podem fornecer energia para áreas reduzidas, como cidades,
campi de universidades, hospitais e data centers. Contudo, as
regulamentações governamentais estão inviabilizando os SMRs ao gerarem
despesas e atrasos longos e desnecessários.
Como tirar mofo de roupa? Aquela sensação de pegar
uma roupa ou uma toalha guardadas no guarda roupa e ser surpreendido com
um cheiro desagradável de mofo e com manchas verdinhas é de doer. Além
do cheiro desagradável ficar nas suas roupas, o mofo pode se espalhar
para fora do armário e impregnar toda a casa.
Por isso, saber como tirar mofo de roupa é um conhecimento dos mais
importantes – e não requer o uso de produtos químicos nocivos para sua
saúde, como a água sanitária.
Por que o cheiro de mofo aparece?
O odor característico do mofo é resultado do excesso de umidade do ar no ambiente. Isso permite o aumento da proliferação dos fungos. E realmente não é nada agradável encontrar suas roupas mofadas.
Quando as manchas de mofo são recentes, é só lavar normalmente as roupas, o mais rápido possível, para tirar todo o mofo. Em outros casos, o cheiro de mofo insiste em continuar nas roupas, por mais que você tente lavá-las.
Às vezes dá até vontade de jogar a roupa fora, né? Calma! Embora dramático, o mofo nas roupas é uma questão reversível. Além disso, para tirar manchas de mofo, você pode usar algumas técnicas caseiras que dispensam o uso de produtos de limpeza com substâncias químicas prejudiciais.
Como tirar mancha de mofo da roupa?
Como tirar mofo de roupa com vinagre?
O que é bom para tirar mofo de roupas coloridas? Se a lavagem simples não deu jeito, você pode tentar o truque de remover o mofo usando um pouco de vinagre.
Essa técnica é bem simples e rápida – além de econômica. O vinagre tem
propriedades antibióticas e antifúngicas, de modo que ele ajuda a
eliminar tanto o cheiro de mofo, quanto os fungos que causam as manchas
de mofo.
Jogue água quente em uma bacia com a peça de roupa dentro e misture com dois copos de vinagre de álcool ou qualquer vinagre branco.
Deixe a peça de molho por mais ou menos oito horas. Depois lave a peça
normalmente e deixe secar completamente antes de guardá-la no
guarda-roupa ou usá-la de novo.
Como tirar mofo de roupa com bicarbonato de sódio?
Um segundo passo na briga para tirar mofo de roupa é misturar o vinagre com algumas colheres de bicarbonato de sódio, sempre útil nas soluções caseiras.
Misture os dois itens até obter uma pasta, aplique na região afetada e
espere 10 minutos. Em seguida, esfregue com uma escova ou um pano limpo,
fazendo movimentos circulares (cuidado para não estragar o tecido!).
Então, lave a roupa normalmente.
Como tirar mofo de roupa com limão e sal?
Para tirar mofo de roupa com sal e limão, faça uma pasta de partes
iguais de sal e suco de limão. Aplique a pasta sobre a mancha de mofo, e
depois deixe o tecido secar sob o sol. Em seguida, siga com a lavagem
normal das roupas afetadas.
Como tirar mofo de roupas com álcool?
Tirar o mofo de roupa de couro é uma tarefa um pouco mais difícil.
Para essas peças, usar álcool e sabão pode ajudar. Primeiro esfregue a
mancha com uma escova de cerdas macias. Depois, coloque a peça para
secar e, em seguida, retire a parte do mofo com um sabão bactericida (se
for um sabão caseiro ou de coco é melhor!) e água ou com álcool.
Freezer
Para roupas que não podem ser lavadas, é possível tirar o mofo com o método do freezer –
esse método é utilizado para alguns tipos de roupa que são feitos com
tecidos que não se devem molhar. Ponha esses tipos de peça em uma bolsa
grande de plástico e coloque-a no freezer. Após dois dias, tire-a de lá e
deixe o gelo derreter.
Ebulição
Para toalhas, disponibilizamos o truque da ebulição – essa prática é
recomendada somente em toalhas, pois pode danificar outros tipos de
tecido. Para começar, ferva em um recipiente uma quantidade considerável
de água para que cubra suas toalhas.
Depois disso, coloque a mistura de água fervente sobre as toalhas em
cima de uma pia ou banheira. Deixe agir por aproximadamente dez minutos.
Termine lavando algumas vezes com água gelada. Para saber mais, confira
a matéria:
Esses métodos citados são ótimas alternativas de como tirar mofo de
roupa. Você acaba com o cheiro indesejável e não prejudica o tecido –
nem sua saúde ou o meio ambiente. Entretanto, se nenhum deles der certo,
evite usar tecidos mofados, pode ser perigoso para sua saúde! Entenda o
porquê na matéria:
O desejo de muitos aposentados de buscar uma renda extra através do
empreendedorismo pode se tornar uma armadilha se não observados os
critérios ao regularizar seus pequenos negócios como Microempreendedor
Individual (MEI).
A formalização pode, na verdade, resultar no corte de benefícios
importantes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), exigindo
cautela ao dar esse passo.
Após a aposentadoria, muitos idosos desejam continuar ativos no
mercado de trabalho, explorando seus talentos ou transformando hobbies
em fontes de renda. Empreender pode ser uma escolha válida, mas é
fundamental compreender os critérios, principalmente ao optar pela
formalização através do MEI.
Mesmo com a aposentadoria, não há restrições para iniciar um novo
emprego ou empreendimento. O afastamento do mercado de trabalho não
implica em invalidez, e muitos idosos escolhem dedicar-se a atividades
autônomas para complementar sua renda.
Os riscos de abrir um MEI na aposentadoria
É importante que os aposentados estejam cientes dos riscos ao optarem
pelo MEI. Ao registrar um pequeno negócio em seu nome, o sistema
reconhece a nova fonte de renda, e isso pode resultar no cancelamento de
benefícios importantes do INSS.
Os benefícios do INSS cancelados ao se tornar MEI incluem a
Aposentadoria por Invalidez e o Auxílio-Doença ou Salário Maternidade.
Estes benefícios são destinados a situações específicas, como doenças
permanentes que impedem o retorno ao trabalho. Abrir uma empresa pode
ser interpretado como a capacidade de gerar uma renda adicional, o que
poderia afetar a elegibilidade desses benefícios.
Exceções para Idosos Aposentados:
Por outro lado, os idosos aposentados por idade, tempo de
contribuição ou insalubridade têm mais liberdade para registrar suas
atividades como Microempreendedor.
Nesses casos, a formalização pode ser uma maneira interessante de
regularizar o trabalho prestado, contribuir para o INSS e aproveitar
vantagens adicionais.
Por que idosos devem considerar o MEI?
Para aqueles que ainda não se aposentaram, a abertura do MEI é uma
opção interessante, pois permite a contribuição para o INSS e traz
diversas vantagens:
Emissão de nota fiscal e venda para outras empresas ou órgãos públicos;
Possibilidade de realizar empréstimos em nome da empresa para investimentos;
Contratação de até um funcionário para aumentar a produção;
Unificação de pagamentos de impostos, resultando em benefícios fiscais.
Thiago Fernandes é diretor-executivo de Canais e Audiências da iD\TBWA
Algoritmos, prompts e criatividade: conheça o novo perfil do profissional de mídia 4.0
Profissão está em constante evolução e integração da IA está
transformando a maneira como campanhas são criadas e gerenciadas.
Entenda!
O profissional de mídia 4.0: entre algoritmos, prompts e criatividade
No dia 21 de junho comemoramos o Dia do Profissional de Mídia.
É impossível mensurar ao certo quando esta profissão surgiu de fato,
porém, o que podemos ter certeza é que ele passou por inúmeras mudanças
desde então. Inclusive, a potencial maior delas acontece neste exato
momento com a chegada da IA. Antes de mais nada, porém, é preciso
avaliar o contexto histórico.
Há alguns anos, os profissionais técnicos de mídia, que operam nas
plataformas de comunicação, principalmente Google e Facebook, eram
chamados de “traders”. Isso porque havia uma clara semelhança entre a
forma de atuação destas pessoas de mídia com funcionários do setor
financeiro, em um leilão frenético entre publishers vendendo seus
espaços e as agências/anunciantes calibrando os lances.
Com a evolução do papel da comunicação no negócio e nos resultados
dos clientes, a operação de mídia passou a receber um teor mais
analítico e matemático. Não me entenda mal, ser criativo e estratégico
sempre foi parte importante do pacote no na área de mídia. No entanto,
os profissionais mais recentes que ingressaram no mercado passavam mais
tempo operando plataformas digitais de mídia do que expondo o seu lado
inspiracional.
Avaliando o atual cenário do setor de mídia, a IA definitivamente chegou
e está sendo integrada de forma definitiva na rotina de praticamente
todas as áreas. E o profissional de mídia, é claro, não está passando
ileso a isso. Em um movimento liderado por essas mesmas grandes
plataformas, como Google e Facebook, estão sendo implementadas soluções
complexas e integradas ao setor de mídia, praticamente unindo a parte
criativa à operação de comunicação.
Por meio da integração da IA com as plataformas de mídia, você é
capaz de montar sua peça, troca o fundo, adiciona o call to action, muda
o copy, integra nas campanhas, testa o resultado, tira insights,
otimiza e corre pro abraço. Tudo numa mesma jornada de usuário e
sequência rápida de cliques e prompts. Este é o futuro presente da
profissão, pelo menos no que depender das plataformas de mídia
self-service.
Esse novo cenário cria um momento de reflexão – como será o
profissional de mídia e comunicação que irá cumprir essa função? Daqui a
mais ou menos 2 anos (ou será 6 meses?), quando essa pessoa for
contratada, como será sua rotina? E qual será a nomenclatura desse
cargo? Criatimídia? Midiativo? Criativo analítico? Estrategista de
campanhas? Trader criativo?
Apesar de todas essas incógnitas, o que fica claro é que o novo
profissional de mídia, ou de criação, ou de marketing em geral, vai
precisar adicionar inúmeras novas camadas em uma única função:
capacidade analítica, ser bom com números, ter senso estético,
criatividade, redação e desenvolver bons prompts. Ou seja, quem trabalha
com mídia precisará usar intensamente ambos os lados do cérebro. A
ampliação das atribuições não ocorre sem um contexto propício.
Com a IA integrando-se cada vez mais às plataformas de mídia, a
automação de tarefas repetitivas irá liberar tempo para que os
profissionais de comunicação possam focar cada vez mais em estratégias
criativas e analíticas. No entanto, isto exigirá novos conhecimentos e
demandas por parte dos especialistas de mídia. Plataformas como o Google
Ads, por exemplo, já utilizam machine learning para otimizar lances e
segmentação de forma automática, mas demandam conhecimento em mídia,
mesmo que básico, em programação básica e compreensão de algoritmos da
tecnologia.
Ou seja, a convergência entre departamentos criativos de comunicação e
de mídia sugere uma maior necessidade de colaboração interdisciplinar,
com equipes integradas de criadores, analistas de dados e especialistas
em IA trabalhando juntas para criar campanhas holísticas. O grande ponto
é: será que os departamentos de Criação e Mídia, apartados, porém
integrados, como são hoje, continuarão a existir? Aliás, será que
departamentos irão existir?
“Ah Thiago, mas os profissionais de hoje já são assim!” São mesmo?
Claro que existem pessoas de mídia que conseguem alinhar todas essas
expertises, seja por talento ou necessidade. Contudo, cada vez mais esse
será o default da profissão – e precisaremos aprender na marra a viver
dentro desta nova realidade. Estamos num momento de deslumbramento,
adaptação, incertezas e novidades na área de mídia. É normal estar
apreensivo, mas também é mágico poder participar de tudo isso, desde
ajudando a desenhar o futuro ou mesmo experimentando como as coisas
acontecerão.
A grande verdade é que a profissão de mídia digital no âmbito da
comunicação está em constante evolução, e a integração da IA está
transformando a maneira como as campanhas são criadas e gerenciadas. O
especialista precisa estar mais preparado do que nunca, alinhando uma
combinação equilibrada de analista de dados, criativo, estrategista,
tecnólogo e adaptando-se continuamente às novas ferramentas, plataformas
e métodos que a tecnologia traz para o campo de mídia. O caminho à
frente é desafiador, mas também repleto de oportunidades para inovação e
crescimento. E se você irá participar deste processo comigo, feliz Dia
do Profissional de Mídia!
A dinâmica empresarial cria fluxos no qual a população busca por
produtos e serviços cada vez mais especializados. Desse modo a dinâmica e
a rede comercial gera interferências em todas as cidades aqui do Vale
do Aço.
Existem as mudanças de costumes e hábitos inseridos na sociedade que
por meio das tecnologias acessíveis e do marketing chegam até aos
menores lugares, levando o ideário de consumismo e facilitando que esses
locais igualmente tenham oportunidade de acesso aos diversos produtos.
A facilidade no acesso as novas tecnologias, à propaganda e estímulo
ao consumismo fazem com que mesmo, com o comércio físico existente
nessas cidades, ocorra a difusão das compras por meio da internet.
O setor terciário agrega as atividades que não fazem e nem
reestruturaram objetos físicos e que se concretizam no momento em que
são realizadas, dividindo-se em categorias (comércio varejista e
atacadista, prestação de serviços, atividades de educação, profissionais
liberais, sistema financeiro, marketing, etc.)
Queremos destacar a área de marketing que é o nosso negócio que
contribui na ampliação do leque de informações através da publicidade e
propaganda das Empresas, Serviços e Profissionais da nossa região
através do site que é uma Plataforma Comercial da Startup ValeOn.
A Plataforma Comercial da Startup ValeOn é uma empresa nacional,
desenvolvedora de soluções de Tecnologia da informação com foco em
divulgação empresarial. Atua no mercado corporativo desde 2019 atendendo
as necessidades das empresas que demandam serviços de alta qualidade,
ganhos comerciais e que precisam da Tecnologia da informação como
vantagem competitiva.
Nosso principal produto é a Plataforma Comercial ValeOn um
marketplace concebido para revolucionar o sistema de divulgação das
empresas da região e alavancar as suas vendas.
A Plataforma Comercial ValeOn veio para suprir as demandas da região
no que tange à divulgação dos produtos/serviços de suas empresas com uma
proposta diferenciada nos seus serviços para a conquista cada vez maior
de mais clientes e públicos.
2 – O QUE FAZ A STARTUP ValeOn
A Statup ValeOn através do seu site que é uma Plataforma Comercial
feita para fazer publicidade e propaganda online das Empresas, Serviços e
Profissionais Liberais da região do Vale do Aço para as suas 27 (vinte e
sete) cidades.
A nossa Plataforma de Compras e Vendas que ora disponibilizamos para
utilização das Empresas, Prestadores de Serviços e Profissionais
Autônomos e para a audiência é um produto inovador sem concorrentes na
região e foi projetada para atender às necessidades locais e oferecemos
condições de adesão muito mais em conta que qualquer outro meio de
comunicação.
3 – VALEON É UM MARKETPLACE – QUE FAZ UM MARKETPLACE?
Marketplace é um site de comércio eletrônico no qual são anunciados
produtos das empresas, serviços e profissionais liberais dos parceiros
anunciantes.
Um marketplace funciona como um shopping virtual e dessa forma as vantagens desse modelo de negócio atinge todos os envolvidos.
Os consumidores podem comparar os preços, orçamentos e avaliações de
vários profissionais nesta vitrine online de conquistar mais clientes.
Marketplace é na realidade uma junção de palavras: Market (mercado em
inglês) e Place (lugar em inglês). É basicamente, um lugar onde se faz
comércio.
O marketplace remete a um conceito mais coletivo de vendas online.
Nessa plataforma, diferentes lojas podem anunciar seus produtos dando
aos consumidores um leque de opções.
4 – MERCADO DA STARTUP ValeOn
O nosso mercado será atingir os 766 mil habitantes do Vale do Aço e
poder divulgar os produtos / serviços para vocês clientes, lojistas,
prestadores de serviços e profissionais autônomos e obter dos
consumidores e usuários a sua audiência.
Viemos para suprir as demandas da região no que tange a divulgação de
produtos/serviços cuja finalidade é a prestação de serviços
diferenciados para a conquista cada vez maior de mais clientes e
públicos.
O QUE OFERECEMOS E VANTANGENS COMPETITIVAS
Fazemos anúncios de publicidade para vários tipos de Empresas, Serviços e para Profissionais Liberais;
A nossa Plataforma Comercial ValeOn permite total
flexibilidade de anúncios, promoções e de produtos, além de oferecer
serviços de divulgação de Ofertas de Supermercados e de Veículos;
Os resultados são mensurados através de métricas diária/mensal;
O seu negócio estará disponível para milhares de Internautas
através de uma vitrine aberta na principal avenida do mundo, 24 horas
por dia, 7 dias da semana;
A sua empresa fica visível para milhares de pessoas que nem sabiam que ela existe;
Somos altamente comprometidos com os nossos clientes no
atendimento de suas demandas e prazos e inteiramente engajados para
aumentar as suas vendas.
5 – DIFERENCIAL DA STARTUP ValeOn?
Eficiência: A ValeOn inova, resolvendo as
necessidades dos seus clientes de forma simples e direta, tendo como
base a alta tecnologia dos seus serviços e graças à sua equipe técnica
altamente capacitada.
Acessibilidade: A ValeOn foi concebida para ser
utilizada de forma simples e fácil para todos os usuários que acessam a
sua Plataforma Comercial , demonstrando o nosso modelo de comunicação
que tem como princípio o fácil acesso à comunicação direta com uma
estrutura ágil de serviços.
Abrangência: A ValeOn atenderá a todos os nichos de
mercado da região e especialmente aos pequenos e microempresários da
região que não conseguem entrar no comércio eletrônico para usufruir dos
benefícios que ele proporciona.
Comprometimento: A ValeOn é altamente comprometida
com os seus clientes no atendimento das suas demandas e prazos. O nosso
objetivo será atingir os 766 mil habitantes do Vale do Aço e poder
divulgar para eles os produtos/serviços das empresas das diversas
cidades que compõem a micro-região do Vale do Aço e obter dos
consumidores e usuários a sua audiência.
6 – OBJETIVOS FUTUROS DA STARTUP ValeOn
Vamos tornar a nossa marca ValeOn conhecida em toda a região como uma
forma de ser desenvolvedora do comércio da região e também de alavancar
as vendas do comércio local.
7 – DESCRIÇÃO DA STARTUP ValeOn
A Plataforma Comercial da ValeOn é um site moderno, responsivo,
profissional, projetado para atender às necessidades dos serviços da
região onde existem várias formas de busca: por cidades, por empresas,
por produtos, por atividades, por município e por procura.
Detalhe interessante dessa inovação da ValeOn é que os
lojistas/prestadores de serviços/profissionais autônomos inscritos na
Plataforma não precisarão fazer nenhuma publicidade ou propaganda, quem o
fará é a equipe da ValeOn responsável pela plataforma.
Sobre a publicidade de divulgação dos nossos clientes será feita em
todas as redes sociais: Facebook, Instagran, WhatsApp, Google, Linkedin,
Rádios locais, Jornais locais e onde for possível fazê-la.
Ao entrar no nosso site você empresário e consumidor terá a
oportunidade de verificar que se trata de um projeto de site
diferenciado dos demais, pois, “tem tudo no mesmo lugar” e você poderá
compartilhar além dos conteúdos das empresas, encontrará também:
notícias, músicas e uma compilação excelente das diversas atrações do
turismo da região.
8- EQUIPE DA ValeOn
Somos PROFISSIONAIS ao extremo o nosso objetivo é
oferecer serviços de Tecnologia da Informação com agilidade,
comprometimento e baixo custo, agregando valor e inovação ao negócio de
nossos clientes e respeitando a sociedade e o meio ambiente.
Temos EXPERIÊNCIA suficiente para resolver as
necessidades dos nossos clientes de forma simples e direta tendo como
base a alta tecnologia dos nossos serviços e graças à nossa equipe
técnica altamente especializada.
A criação da startup ValeOn adveio de uma situação de GESTÃO ESTRATÉGICA apropriada
para atender a todos os nichos de mercado da região e especialmente os
pequenos empresários que não conseguem entrar no comércio eletrônico
para usufruir dos benefícios que ele proporciona.
Temos CONHECIMENTO do que estamos fazendo e viemos
com o propósito de solucionar e otimizar o problema de divulgação das
empresas da região de maneira inovadora e disruptiva através da
criatividade e estudos constantes aliados a métodos de trabalho
diferenciados dos nossos serviços e estamos desenvolvendo soluções
estratégicas conectadas à constante evolução do mercado.
9 – CONTATOS
Nossos contatos: Fones: (31) 3827-2297 e (31) 98428-0590 (Wpp)
As declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na
manhã desta sexta-feira, 28, foram responsáveis pela escalada
registrada pelo câmbio, avalia Alexandre Schwartsman, ex-diretor do Banco Central e consultor da A.C. Pastore & Associados.
“Esse movimento (do câmbio) tem nome e sobrenome: Luiz
Inácio Lula da Silva. Foi ele começar a falar e o dólar começou a
subir”, pontua o economista, que afirma que não houve nenhum fator
externo com força o suficiente para justificar o movimento.
Nesta manhã, Lula voltou a criticar o nível atual da taxa básica de juros e disse que, quando indicar o novo presidente do BC, será construída uma nova filosofia na autarquia.
O presidente também afirmou que o governo está fazendo uma análise
sobre os gastos públicos, para verificar se há exageros ou desperdício,
mas disse que essa avaliação ocorre sem considerar os humores do
mercado.
Ao longo do dia, o mercado de câmbio viveu nova rodada de estresse.
Com as dúvidas sobre a situação fiscal doméstica renovadas e catalisadas
pelo temor de que o contingenciamento nos gastos no próximo relatório
bimestral seja apenas modesto, a cotação da moeda americana à vista foi de quase R$ 5,60, com pressão também nos juros futuros e, em menor grau, na Bolsa.
À tarde, o diretor de Política Monetária do Banco Central, Gabriel
Galípolo, disse ser normal haver especulações sobre o próximo comandante
da autarquia, mas que é um “não-tema” para um diretor — Galípolo é o favorito para assumir o cargo no fim do ano.
O dirigente reconheceu também que o nível do câmbio chama a atenção do
BC. Apesar disso, a toada de desvalorização do real seguiu.
Ao fim do dia, o dólar à vista estava cotado a R$ 5,5883, alta diária
de 1,47% e semestral de 15,14%, o maior salto neste ano entre os
emergentes relevantes e também a mais alta variação ante o real desde
2020. Na semana, a moeda subiu 2,71%, e em junho avançou 6,43%. No
acumulado do ano, a alta foi de 15,14%, o que corresponde ao avanço mais
significativo em relação à moeda brasileira desde os 35,51% registrados
no primeiro semestre de 2020.
A alta do dólar ante o real neste primeiro semestre também se
destacou quando comparada ao desempenho da moeda americana ante outras
divisas de países emergentes. O dólar subiu bem menos em relação à lira
turca (11,01%), peso mexicano (7,97%) peso colombiano (7,15%), peso
chileno (7,06%) e rupia indiana (0,23%), e em relação ao rublo russo e
ao rand sul-africano caiu 4,06% e 0,55%, respectivamente.
As declarações de Lula já haviam mexido com o câmbio também na quarta-feira, 26.
Em entrevista ao portal UOL, pela manhã, ele afirmou que o governo
estava fazendo uma análise sobre os gastos públicos, mas ressaltou haver
muitos outros países que gastam muito mais do que o Brasil. O petista
chegou a reclamar das notícias que relacionavam a alta do dólar às suas
declarações na quinta-feira, 27. “Os cretinos não perceberam que o dólar
tinha subido 15 minutos antes de eu dar a entrevista”, afirmou. Apesar
de o dólar ter aberto em alta na quarta, o movimento acelerou durante sua entrevista.
Lula chegou a sinalizar um ajuste nas contas. Nesta sexta, por
exemplo, ele voltou a dizer que “nunca” fará um ajuste fiscal “em cima
do povo trabalhador e pobre”, mas ressaltou que fará “qualquer ajuste
necessário”, porque não quer “gastar mais do que a gente ganha”.
“Agora mesmo estão dizendo que é importante ter preocupação e fazer
ajuste fiscal porque o salário mínimo está ficando alto. Que salário
mínimo alto? É o mínimo. Eu farei qualquer ajuste necessário, porque não
quero gastar mais do que a gente ganha, mas não será nunca em cima do
povo trabalhador e pobre”, afirmou. As cobranças por um ajuste fiscal
não passam, porém, pelo reajuste do salário mínimo em si, mas pelo fato
de esse valor estar atrelado a outros benefícios, como o BPC (benefício a
idosos de baixa renda e pessoas com deficiência), por exemplo.
Para Schwartsman, a chance de o governo concretizar um ajuste pelo lado do gasto neste ou nos próximos anos é “zero”.
O economista avalia que reações do mercado como a vista nesta sexta
tendem a continuar enquanto o presidente seguir fazendo declarações
parecidas. “Enquanto o presidente continuar a falar ‘cretinices’, o
mercado reagirá negativamente.”
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Depois de mais de dois anos sem
taxa extra na conta de luz, o brasileiro terá que pagar em julho R$ 1,88
por cada 100 kWh (quilowatt-hora) consumidos para sustentar o
acionamento de usinas térmicas, mais caras do que as renováveis.
É a primeira vez, desde abril de 2022, que a Aneel (Agência Nacional
de Energia Elétrica) implanta a bandeira amarela sobre a tarifa. Em todo
esse período, o elevado volume de chuvas e o crescimento da geração
renovável mantiveram a conta sem taxas extras.
Em nota, a Aneel diz que a decisão responde à previsão de chuvas
abaixo da média até o fim do ano e à expectativa de consumo acima do
normal no inverno, que terá temperaturas superiores à média histórica.
Assim, espera-se um acionamento maior de usinas térmicas no período.
O sistema de bandeiras tem quatro diferentes níveis. A verde
representa que o sistema está ajustado e não cobra taxa extra na conta
de luz. As outras têm valores diferentes para cada 100 kWh consumidos: a
amarela, R$ 1,885; a vermelha patamar 1, R$ 4,465; e a vermelha patamar
2, R$ 7,877.
Os valores são revistos a cada ano. Em 2024, a Aneel aprovou reduções
entre 20% e 37%. Em nota, disse que os cortes foram aprovados “devido
ao cenário hidrológico favorável, à grande oferta de energia renovável
no país e aos alívios verificados no preço dos combustíveis fósseis no
mercado internacional”.
Agora, afirma em nota que as projeções de chuva e demanda já vêm
impactando o preço da energia no mercado atacadista, chamado PLD (preço
de liquidação das diferenças) e o risco hidrológico das hidrelétricas,
que podem gerar menos do que os valores contratados.
“Com o sistema de bandeiras, o consumidor consegue fazer escolhas de
consumo que contribuem para reduzir os custos de operação do sistema,
reduzindo a necessidade de acionar termelétricas”, diz a Aneel.
Antes das bandeiras, prossegue, o consumidor não tinha a informação
de que a energia estava mais cara e, portanto, não tinha um sinal para
reagir ao aumento.
“Dessa forma, o consumidor ganha um papel mais ativo na definição de
sua conta de energia. Ao saber, por exemplo, que a bandeira está
vermelha, o consumidor pode adaptar seu consumo para ajudar a reduzir o
valor da conta”.
O sistema de bandeiras tarifárias foi criado em 2015 e reflete o custo variável da produção de energia, no país.
Em 2021, diante da seca severa nas bacias das regiões Sudeste e
Centro-Oeste, o governo acabou criando uma bandeira adicional, chamada
de bandeira de escassez hídrica, que tinha valor de R$ 14,20 por 100 kWh
consumidos.
Com desemprego em queda, inflação no
espaço de tolerância, consumo em alta e contas externas em ordem, as
finanças públicas são a área principal de incerteza econômica no País.
Se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva insistir
na gastança, poderá desarranjar uma economia razoavelmente equilibrada e
em condições de crescer com segurança. O alerta vem sendo acionado,
seguidamente, por suas falas em defesa de uma política orçamentária
frouxa. O problema, segundo ele, é saber “se precisa efetivamente cortar
ou se a gente precisa aumentar a arrecadação.
Dólar em
alta e agitação financeira têm sido efeitos imediatos dessa retórica —
eventos acompanhados, nos últimos dias, de ferozes catilinárias
presidenciais contra os especuladores do mercado. Lula continua muito
menos empenhado em entender do que em xingar o mercado e o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto. De vez em quando, até aceita falar sobre contenção de gastos, atendendo à insistência do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, associado, nessa pressão, à colega do Planejamento, Simone Tebet. Mas esse discurso dura pouco e é difícil acreditar num efetivo compromisso presidencial de austeridade financeira.
O governo brasileiro pode e deve gastar mais, segundo o presidente
Lula. No Brasil, de acordo com ele, a dívida pública é muito menor que a
observada em outros países. Na média, a dívida observada em países da
OCDE, a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico,
equivale a 123% do Produto Interno Bruto (PIB). Na China, corresponde a
83%. No Japão, a 237%. No Brasil, anda próxima de 75%. Poderia ter
citado mais exemplos, como França, Itália e outros desenvolvidos. Mas
faltaria lembrar a diferença entre os juros pagos pelos Tesouros desses
países e aqueles cobrados do setor público brasileiro. O complemento
desse discurso deveria incluir alguma consideração sobre o risco
atribuído pelos emprestadores a cada um desses governos.
O risco associado ao setor público brasileiro pode ser exagerado,
neste momento, mas é explicável por uma história de irresponsabilidades e
de má administração. É preciso, sem dúvida, consertar essa imagem, mas,
para isso, será preciso converter em rotina a boa gestão das finanças
federais. Neste século — para mencionar um período razoavelmente curto —
o Brasil já acumulou o desastre fiscal deixado pela gestão Dilma
Rousseff e o golpe do governo Bolsonaro contra os detentores de
precatórios, créditos contra o governo reconhecidos pela Justiça.
No fim do ano passado, o presidente Lula editou medida provisória
para liberar R$ 93 bilhões destinados a liquidar precatórios acumulados
desde o período bolsonarista. Fortalecer a credibilidade financeira do
governo federal tem sido um dos objetivos declarados do atual ministro
da Fazenda. O buraco de R$ 48,64 bilhões nas contas federais de
fevereiro foi causado principalmente pela liquidação de precatórios.
A área financeira do atual governo tem procurado consertar problemas
acumulados em anos de irresponsabilidade. Ao apoiar esse esforço, o
presidente Lula contabiliza a seu favor o apoio a um respeitável
trabalho de correção e saneamento. Por enquanto, o ministro da Fazenda
parece dispor, juntamente com a ministra do Planejamento, de uma forte
sustentação no Palácio do Planalto. Mas compromissos de seriedade fiscal
têm apoio limitado no Congresso e são com frequência sabotados no
Executivo. Além disso, austeridade financeira e rigorosa seleção de
gastos podem conflitar com padrões petistas, mais favoráveis à
identificação entre governar e gastar.
O presidente Lula mostrará compromisso com a seriedade se continuar
apoiando o uso moderado e criterioso do dinheiro público. Isso deverá
envolver uma seleção cuidadosa dos investimentos e uma escolha rigorosa
das políticas sociais. O rótulo “social” é tão insuficiente quanto a
palavra “investimento” para indicar o uso produtivo e socialmente útil
do orçamento. Muitos bilhões foram desperdiçados, neste século, em
projetos mal concebidos, mal-executados e frequentemente emperrados. O
ministro Haddad parece saber disso. Parte do governo nem parece dar
alguma importância a esse tipo de preocupação.
ENVIADO ESPECIAL A LISBOA – O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), minimizou o custo de R$ 1,3 milhão, revelado pelo Estadão,
para que as autoridades brasileiras se deslocassem a Portugal para
participar do Fórum de Lisboa – evento que foi promovido pelo Instituto
de Ensino e Desenvolvimento em Pesquisa (IDP), do qual Gilmar é sócio.
“Eu não sei avaliar essa questão de valores porque teria que se fazer
vis a vis a viagens que são realizadas também no Brasil”, disse Gilmar
no encerramento do evento. “A todo momento a imprensa publica eventos
que estão ocorrendo no Brasil e que custam. É natural que haja custo.
Tem que se ter passagem, hospedagem, de modo que eu não sei avaliar se
isso é muito ou pouco”, afirmou.
O levantamento do Estadão é parcial, com base nas
informações já publicadas: o valor final tende a aumentar. Procurados,
os órgãos confirmaram as informações e detalharam as agendas de seus
representantes.
Só em diárias, o valor desembolsado por órgãos dos Três Poderes para
que seus integrassem viajassem a Lisboa chegou a R$ 1,2 milhão. O
pagamento foi feito a pelo menos 78 pessoas, entre servidores,
políticos, seguranças, ministros de Estado e membros do Poder
Judiciário. A conta tende a aumentar: os dados consultados pela
reportagem estão atualizados até o dia 26 de junho, o que significa que
nem todos os pagamentos aparecem nas ordens bancárias.
O decano do STF brincou com a situação ao ser questionado pela
reportagem sobre os custos ao erário para que juízes, políticos e
servidores participassem do evento. “Até agora a gente não conseguiu
inventar essa possibilidade da gente viajar de graça. Se o Estadão conseguir ensinar como os correspondentes se deslocam de maneira mais barata. Certamente não vêm a nado”, afirmou.
Segundo Gilmar, uma viagem de Brasília a São Paulo custa mais do que
uma viagem de Brasília a Lisboa. Busca na plataforma de monitoramento de
passagens Google Flights indica custo de aproximadamente R$ 9 mil para
fazer o trajeto Brasília-Lisboa com partida nesta sexta-feira, 28, e
retorno no mesmo dia da semana que vem. Já o percurso Brasília-São Paulo
na mesma data custaria cerca de R$ 2,6 mil.
O ministro ainda minimizou as críticas ao evento. Disse ouvir as válidas e refutar as que julga injustas.
O evento promovido pelo decano do STF, que foi apelidado no mundo
jurídico de “Gilmarpalooza”, por causa dos eventos paralelos, chegou à
sua 12ª edição neste ano imerso em críticas por causa da falta de
transparência e sob suspeita de conflito de interesses.
O ultraliberal presidente argentino Javier Milei recusou-se, nesta
sexta-feira (28), a pedir desculpa ao seu homólogo brasileiro, Luiz
Inácio Lula da Silva, como havia pedido, e em vez disso descreveu-o como
um “esquerdista” com “ego inflamado”.
“Devemos nos colocar acima dessas ninharias porque os interesses dos
argentinos e dos brasileiros são mais importantes do que o ego inflamado
de algum esquerdista”, declarou Milei ao ser questionado pelo canal de
televisão LN+ sobre o pedido de Lula.
O presidente brasileiro havia dito publicamente que não falaria com Milei até que ele pedisse desculpas.
“Eu não conversei com o presidente da Argentina porque acho que ele
tem que pedir desculpas ao Brasil e a mim, ele falou muita bobagem, só
quero que ele peça desculpas”, disse Lula em entrevista ao portal UOL.
Lula não especificou a quais declarações se referia, embora Milei já o tenha chamado de “corrupto”.
“Quais são os problemas, que eu o chamei de corrupto? Ele não foi
preso por ser corrupto? Ou estamos tão doentes com o politicamente
correto que não se pode dizer nada à esquerda, mesmo que seja verdade?”,
disse Milei nesta sexta-feira quando questionado sobre o assunto.
Ambos os presidentes cumprimentaram-se cordialmente quando se
encontraram recentemente na Itália, durante a cúpula do G7, mas não se
reuniram.
Lula havia declarado que “a Argentina é um país muito importante para
o Brasil, e o Brasil é muito importante para Argentina. Não é um
presidente da República que vai criar uma cizânia entre Brasil e
Argentina”.
Lula não compareceu à posse de Milei em dezembro, para a qual foi
convidado seu adversário político, o ex-presidente Jair Bolsonaro
(2019-2022), próximo do presidente argentino.
Milei e Lula se reunirão novamente em Assunção no início de julho,
durante a cúpula do Mercosul, bloco comercial do qual são grandes
parceiros, junto ao Paraguai e ao Uruguai.
Uma fonte da Chancelaria paraguaia confirmou à AFP a presença dos dois líderes na reunião de 8 de julho.